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Texto 1- O que nos mantém vivos?

(por Ricardo Viveiros)



“Mais um ano se inicia na vida de todos nós. Ficamos ‘bonzinhos’ na época de Natal, fizemos promessas de mudanças para 2024 e seguimos enfrentando novos e velhos problemas. É verdade que em termos de Brasil estamos evoluindo em diversos aspectos no esforço concentrado para reparar danos do passado.
Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo, surge uma pergunta: o que nos mantém vivos? A fé, a esperança em dias melhores para muitas pessoas. Ter saúde, responderão outras. Várias dirão que os seus compromissos familiares, os que amam e delas dependem. Algumas afirmarão que é ter sonhos. Tudo isso é verdadeiro.
Para nos mantermos vivos há, entretanto, outras necessidades que passam pela paz, meio ambiente, segurança alimentar, cultura, educação e, claro, o equilíbrio econômico com crescimento sustentável.
Respeito é essencial. Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos. Nesse âmbito está a Política – desde que assim, com maiúscula.
Temos visto tantos desentendimentos, incompreensões, projetos pessoais em vez de coletivos, corrupção, violência. Tudo nos faz correr o risco do mal maior: a desesperança. (...)”


(Texto modificado especificamente para este concurso. O texto original foi retirado da Folha de São Paulo, 02-01-24)
Sobre pontuação, tem-se que a vírgula, entre os termos de uma oração, é empregada para “(...) separar os termos coordenados assindéticos, ou seja, os termos que não são unidos por conectivo. Esses termos devem ter mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações” (Bezerra, 2015, p. 671).

A partir dos fragmentos do texto 1 distribuídos entre as alternativas, assinale a alternativa que exemplifique o conceito apresentado.
  • A: Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos.
  • B: Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo.
  • C: Para o mundo como um todo, surge uma pergunta.
  • D: Ter saúde, responderão outras.
  • E: Nesse âmbito está a Política - desde que assim, com maiúscula.

Em relação à classe de palavras, observe que ‘bonzinhos’ é a forma diminutiva de ‘bom’. Assinale a alternativa incorreta em relação à ortografia da formação sufixal do diminutivo.
  • A: Raiz - Raizinha.
  • B: Chinês - Chinesinho.
  • C: Princesa - Princesinha.
  • D: Casa - Casinha.
  • E: Nariz - Narisinho.

Observe a oração e assinale a alternativa correta em referência à concordância do verbo ser.
“O que são os fatores limitantes? ”

I. O sujeito e o verbo ser concordam, apenas, em modo.
II. O verbo ser acompanha a flexão do predicado verbal, especificamente no uso de pronomes: isso, isto, aquilo, tudo, ninguém.
III. O verbo ser acompanha a flexão do predicativo, especificamente quando o sujeito é formado por pronomes interrogativos: que, que o que.

Estão corretas as afirmativas:
  • A: I apenas.
  • B: II apenas.
  • C: I e II apenas.
  • D: III apenas.
  • E: I e III apenas.

Assinale a alternativa que apresenta uma sequência de palavras formadas pela antepenúltima sílaba tônica acentuada e pronunciada com maior força e intensidade: as palavras proparoxítonas.
  • A: nós - mantém - fé
  • B: saúde - independência - violência
  • C: econômico - âmbito - maiúscula
  • D: Política - dirão - equilíbrio
  • E: há - é - educação

Observe a oração abaixo:
“Respeito é essencial”
Assinale a alternativa que descreva, corretamente, a oração, sintaticamente e/ou a seus termos essenciais.
  • A: oração subordinada substantiva predicativa do sujeito
  • B: oração formada por sujeito simples e predicado nominal
  • C: oração coordenada assindética aditiva
  • D: oração formada por sujeito oculto e predicado nominal
  • E: oração formada por sujeito composto e não há predicado

Leia a explicação sobre acentuação e identifique o sinal utilizado na formação da crase:
“Os acentos são notações léxicas empregadas sobre algumas vogais para indicar a sílaba tônica ou para indicar a fusão entre elas (...)”.
(Bezerra, 2015, p. 60)
  • A: Grave
  • B: Apóstrofo
  • C: Agudo
  • D: Til
  • E: Circunflexo

Observe o fragmento e: assinale a alternativa que contenha o mesmo padrão de colocações pronominais.

“O que nos impede? (...) tornamo-nos os melhores no que fazemos”.

I. Visitar-te-ei amanhã, daí já lhe entregarei os livros que tomei emprestado.
II. O combinado de te trazer o livro raro não vou cumprir. Enviei-o para ser reformado.
III. Muitos livros estão empoeirando, jogados em prateleiras esquecidas ao longo do tempo, assim se estragando, então, se não fossemos nós, os leitores, os livros seriam esquecidos.
  • A: I apenas
  • B: II apenas
  • C: III apenas
  • D: I e II apenas
  • E: I e III apenas

Texto 2 - O progresso é o que nos mantém vivos

(por Matheus de Souza)



O que nos motiva a levantar todos os dias é saber que podemos contribuir para com os outros de alguma forma: ao usar uma palavra no momento certo ou ao escrever um texto que toca a mente e o coração de quem o lê, são apenas alguns exemplos. O auxílio ao outro só ocorre após o nosso aperfeiçoamento, ou seja, os desenvolvimentos pessoal e profissional constantes que são notados nas habilidades e capacidades apresentadas no cotidiano, para posteriormente agirem, de forma positiva, em algumas pessoas que formam esta sociedade.

Nunca pare de aprender

Colocamos limites em nossas capacidades, usamos desculpas diversas, mas, a pergunta a ser feita é: “Podemos ir além?”. “O que são os fatores limitantes?”. “Será que realmente atingimos os limites?”. “Podemos nos esforçar mais?”, se sim, o que nos impede?

A dúvida recai sobre nosso potencial, entretanto, não há nada que nos impeça de fazermos o que seja desejável ou necessário. As limitações moram nas mentes. Refletir é o caminho da superação, assim, tornamo-nos os melhores no que fazemos. Isso está além do ego ou de status, amplia-se no desafio de superar o que a humanidade já conquistou e deixar esse legado como contribuição.

O progresso é o que nos mantém vivos

Trabalhar para ter condições financeiras de viver melhor é um foco interessante, todavia, diversos profissionais buscam por novas perspectivas, algo mais desafiador e que os tire da rotina, ou seja, sentem que pararam de crescer, pois, pararam de aprender no contexto em que estão, para esses profissionais a mesmice é cansativa e tolhedora.

Conscientização

Ao desviar o olhar da mente e da alma sobre o que desejamos alcançar, incorremos no erro da falta de foco para eliminar distrações, como afirma Souza (2016), “Menos Face, mais book”. Assim, nossos limites são quebrados constantemente, isso acontece para compreendermos as limitações impostas pela sociedade e as formas de superá-las atrelando o desenvolvimento de nossas habilidades e capacidades à aprendizagem significativa para aplicação no cotidiano.


(Texto modificado especificamente para este concurso. O texto original está
disponível em https://matheusdesouza.com/2016/09/16/o-progresso-e-o-quenos-mantem-vivos/, acesso em 04- jan-24)

Observe o Modo Verbal desta oração: “Nunca pare de aprender”, ele se refere a uma das explicações apresentadas. Assinale a alternativa que apresenta a que explicação esta oração se refere.
  • A: Modo Indicativo: indica um fato certo e/ou concreto.
  • B: Modo Subjuntivo: indica um fato duvidoso ou hipotético.
  • C: Modo Imperativo: indica uma ordem, proibição e/ou pedido.
  • D: Modo Subjetivo: incide sobre o sujeito da oração.
  • E: Modo Objetivo: incide sobre o objeto direto da oração.

Em referência à Redação Oficial, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F), em relação ao termo que está em uso atualmente.

I. O termo digníssimo é usado atualmente em comunicações oficiais, acompanhado do termo ilustríssimo para as autoridades em geral.
II. O termo doutor também é usado atualmente em comunicações públicas e oficiais, posto que é o pronome de tratamento mais recorrente na Redação Oficial.
III. O termo Vossa Excelência é usado nos Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
  • A: V - F - F
  • B: F - V - F
  • C: F - F - V
  • D: V - V - F
  • E: V - F - V

Texto

Automóvel: Sociedade Anônima


(Paulo Mendes Campos)

Se você quiser, compre um carro; é um conforto admirável. Mas não o faça sem conhecimento de causa, a fim de evitar desilusões futuras. Saiba que está praticando um gesto essencialmente econômico; não para a sua economia, mas para a economia coletiva. Isso quer dizer que, do ponto de vista comunitário, o automóvel que você adquire não é um ponto de chegada, uma conquista final em sua vida, mas, pelo contrário, um ponto de partida para os outros. Desde que o compre, o carro passa a interessar aos outros, muito mais que a você mesmo.

Com o carro, você está ampliando seriamente a economia de milhares de pessoas. É uma espécie de indústria às avessas, na qual você monta um engenho não para obter lucros, mas para distribuir seu dinheiro para toda classe de pessoas: industriais europeus, biliardários do Texas, empresários brasileiros, comerciantes, operários especializados, proletários, vagabundos, etc.

Já na compra do carro, você contribui para uma infinidade de setores produtivos, que podemos encolher ao máximo nos seguintes itens: a indústria automobilística propriamente dita, localizada no Brasil, mas sem qualquer inibição no que toca à remessa de lucros para o exterior; os vendedores de automóveis; a siderurgia; a petroquímica; as fábricas de pneus e as de artefatos de borracha; as fábricas de plásticos, couros, tintas, etc.; as fábricas de rolamentos e outras autopeças; as fábricas de relógios, rádios, etc.; as indústrias de petróleo [...]

Você já pode ir vendo a gravidade do seu gesto: ao comprar um carro, você entrou na órbita de toda essa gente, até ontem, você estava fora do alcance deles; hoje, seu transporte passou a ser, do ponto de vista econômico, simplesmente transcendental. Você é um homem economicamente importante – para os outros. Seu automóvel é de fato uma sociedade anônima, da qual todos lucram, menos você.

Mas não fica só nisso; você estará ainda girando numa constelação menor, miúda mas nada desprezível: a dos recauchutadores, eletricistas, garagistas, lavadores, olheiros, guardas de trânsito, mecânicos de esquina. Você pode ainda querer um motorista ou participar de alguma das várias modalidades de seguros para automóveis. Em outros termos, você continua entrando pelo cano. No fim deste, há ainda uma outra classe: a dos ladrões, seja organizada em sindicatos, seja a espécie de francopuxadores. [...]

A partir da leitura atenta do texto, conclui-se que seu título cumpre um papel irônico uma vez que:
  • A: faz referência documentação exigida no ato da compra de um automóvel.
  • B: são listados, detalhadamente, os interesses de vários membros da sociedade.
  • C: o proprietário do automóvel passa a ser ignorado pelas pessoas que o cercam.
  • D: se destaca o fato de que outros lucram com o automóvel, mas não o proprietário.
  • E: revela o resultado de uma conquista pessoal anônima no sistema capitalista.

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