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Em relação às afirmações apresentadas a seguir, considerando para tanto a leitura do texto, assinale apenas a alternativa completamente correta.
  • A: No excerto “Naquela época, eu lia “L’Unità” e, a cada dia, identificava-me com o editorial.”, a expressão “naquela época” se refere à fase em que o autor do texto lia as notícias no feed do Facebook.
  • B: No excerto “Eles estão mais na imprensa tradicional [...]”, o pronome “eles” poderia ser substituído, sem prejuízos para o sentido expresso no texto, por “Os leitores”
  • C: No excerto “[...] somos nós que, ao confeccionar um jornal de nossas notícias preferidas, criamos nosso próprio isolamento e vivemos nele.”, o termo “nele” se refere a “jornal”.
  • D: No excerto “Nesses segundos jornais, eu verificava os fatos [...]”, a expressão “nesses segundos jornais” se refere ao segundo jornal que o autor do texto lia diariamente, durante a sua juventude, juntamente com a leitura do “L’Unità”.
  • E: No excerto “Essa vontade é a mesma que tínhamos no meu tempo de juventude [...]”, a expressão “essa vontade” se refere à vontade que o autor tinha, na juventude, de se manter imparcialmente bem informado.


O item em destaque nos trechos abaixo que NÃO se refe- re à palavra ou expressão à direita é
  • A: “...com seus chegados...” (L. 7) – de Hugh
  • B: “...em defesa de cada uma,” (L. 10) – ave
  • C: “...como aquela...” (L.14) – dúvida
  • D: “que inclui gestão de banco de dados,”(L. 54) – livro
  • E: “...que os gerenciadores avaliam.”(L. 58-59) – varieda- de de recordes

       Texto I

Nossa imaginação precisa da literatura mais do que nunca

LIGIA G. DINIZ – 22 FEV 2018 - 18:44

Vamos partir de uma situação que grande parte de nós já vivenciou. Estamos saindo do cinema, depois de termos visto uma adaptação de um livro do qual gostamos muito. Na verdade, até que gostamos do filme também: o sentido foi mantido, a escolha do elenco foi adequada, e a trilha sonora reforçou a camada afetiva da narrativa. Por que então sentimos que algo está fora do lugar? [...]

O que sempre falta em um filme sou eu. Parto dessa ideia simples e poderosa, sugerida pelo teórico Wolfgang Iser em um de seus livros, para afirmar que nunca precisamos tanto ler ficção e poesia quanto hoje, porque nunca precisamos tanto de faíscas que ponham em movimento o mecanismo livre da nossa imaginação. Nenhuma forma de arte ou objeto cultural guarda a potência escondida por aquele monte de palavras impressas na página.

Essa potência vem, entre outros aspectos, do tanto que a literatura exige de nós, leitores. Não falo do esforço de compreender um texto, nem da atenção que as histórias e poemas exigem de nós – embora sejam incontornáveis também. Penso no tanto que precisamos investir de nós, como sujeitos afetivos e como corpos sensíveis, para que as palavras se tornem um mundo no qual penetramos. [...]

Somos bombardeados todo dia, o dia inteiro, por informações. Estamos saturados de dados e de interpretações. A literatura – para além do prazer intelectual, inegável – oferece algo diferente. Trata-se de uma energia que o teórico Hans Ulrich Gumbrecht chama de “presença” e que remete a um contato com o mundo que afeta o corpo do indivíduo para além e para aquém do pensamento racional.

Muitos eventos produzem presença, é claro: jogos e exercícios esportivos, shows de música, encontros com amigos, cerimônias religiosas e relações amorosas e sexuais são exemplos óbvios. Por que, então, defender uma prática eminentemente intelectual, como a experiência literária, com o objetivo de “produzir presença”, isto é, de despertar sensações corpóreas e afetos? A resposta está, como já evoquei mais acima, na potência guardada pela ficção e a poesia para disparar a imaginação. [...]

A leitura de textos literários [...] exige que nosso corpo esteja ele próprio presente no espaço ficcional com que nos deparamos, sob pena de não existir espaço ficcional algum.

Mais ainda, a experiência literária nos dá a chance de vivenciarmos possibilidades que, no cotidiano, estão fechadas a nós: de explorarmos essas possibilidades como se estivéssemos, de fato, presentes. E a imaginação é o palco em que a vivência dessas possibilidades é encenada, por meio do jogo entre identificações e rejeições. [...]

(Adaptado de:<https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/22/opinion/1519332813_987510.html> . Acesso em: 27 mar. 2018)





Qual(is) é(são) o(s) item(ns) que reescreve(m), sem gerar prejuízo sintático ou alteração de sentido, o excerto: “Por que, então, defender uma prática eminentemente intelectual, como a experiência literária, com o objetivo de “produzir presença”, isto é, de despertar sensações corpóreas e afetos?” ?

I. Porque, então, defensar uma prática eminentemente intelectual, a exemplo da experiência literária, afim de “produzir presença”, ou seja, de estimular sensações corpóreas e amores?

II. Por quê, então, defender uma atividade implicitamente intelectual, como a experiência literária, a qual “produz presença”, isto é, provoca reações corpóreas e sentimentais?

III. Por que, então, atuar em defesa de uma atividade acima de tudo intelectual, como a prática literária, com o intuito de “produzir presença”, ou seja, de despertar sensações do corpo e afetos? 






  • A: Apenas I.
  • B: Apenas I e II.
  • C: Apenas II e III.
  • D: Apenas III.
  • E: I, II e III.

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o pronome destacado está colocado adequadamente em:
  • A: Quando todas as instituições educacionais se interessarem pela inclusão digital, a sociedade será muito beneficiada em diferentes aspectos do seu desenvolvimento.
  • B: Atualmente, há uma intensa pressão social para que o indivíduo sempre mantenha-se a par das novas tecnologias lançadas em outras regiões do mundo.
  • C: Não pouparam-se esforços para que todos os funcionários daquela empresa tivessem acesso às mídias digitais por meio de renovação dos equipamentos.
  • D: Os pesquisadores das áreas sociais e tecnológicas nunca enganam-se a respeito da grande importância da presença da internet em nossa sociedade.
  • E: Se o preço dos equipamentos eletrônicos ficar muito elevado, poderá-se procurar pesquisar mais atentamente.



Considerem-se os períodos abaixo.

I - Antigamente era usado esse conceito.

II - As ciências sociais hoje discordam desse conceito.

Unindo-se esses períodos em um só, suprimindo-se as repetições e respeitando-se a norma-padrão, tem-se o seguinte período:

  • A: Antigamente era usado esse conceito, ao qual as ciências sociais hoje discordam.
  • B: Antigamente era usado esse conceito, com o qual as ciências sociais hoje discordam.
  • C: Antigamente era usado esse conceito, pelo qual as ciências sociais hoje discordam.
  • D: Antigamente era usado esse conceito, do qual as ciências sociais hoje discordam.
  • E: Antigamente era usado esse conceito, para o qual as ciências sociais hoje discordam.

A frase em que a colocação do pronome se mostra adequada à norma-padrão é:
  • A: Não nos conformemos com a condição miserável de muitos!
  • B: Daqui a vinte e cinco anos, ainda desejar-se-á que o país progrida.
  • C: É necessário que encontrem-se medidas urgentes para o combate à fome.
  • D: Me surpreende que, no Brasil de hoje, a fome ainda mate.
  • E: Até que dia desrepeitaremo-nos tanto quanto hoje?



No trecho do Texto I “Que sempre queimou o meu Ceará” (l. 18), o pronome possessivo em negrito acrescenta a “Ceará” uma ideia de

  • A: comparação
  • B: intensidade
  • C: tempo
  • D: causa
  • E: afeto

A combinação do pronome relativo com a preposição exigida pelo verbo em destaque está de acordo com a norma-padrão em:
  • A: Os elevadores modernos em que se refere o texto possuem música ambiente.
  • B: Os elevadores antigos com que nos lembramos ainda possuíam portas pantográficas.
  • C: Os termos de que se limita a maioria dos ascensoristas são 'sobe' e 'desce'.
  • D: A profissão pela qual trata o Texto II é uma das mais tediosas.
  • E: O ascensorista de quem se fala no texto parece sempre bem-humorado.

No texto, a palavra ou expressão a que o termo destacado se refere está corretamente explicitada entre colchetes em:
  • A: “A teoria nos ensina que são três as suas principais características” (l. 29-31) [ordem de pagamento]
  • B: “Criada por um ‘personagem virtual’, cuja identidade no mundo real é motivo de grande especulação” (l. 49-50) [moeda virtual]
  • C: “trocavam seus produtos de subsistência através do escambo, organizado em locais públicos, decorrendo daí a origem do termo ‘pregão’ da Bolsa” (l. 2-5) [produção de bens]
  • D: “ela é sempre motivada por um fenômeno humano” (l. 35-36) [essa pequena exegese]
  • E: “o que isso tem a ver com bitcoins?” (l. 32) [transação financeira virtual]

A colocação do pronome destacado atende às exigências da norma-padrão da Língua Portuguesa em:
  • A: Os clientes mais exigentes sempre comportaram-se bem diante das medidas favoráveis oferecidas pelos bancos.
  • B: Efetivando-se os pagamentos com moedas virtuais, os clientes terão confiança para utilizar esse recurso financeiro.
  • C: Os usuários constantes da internet não enganam-se a respeito das vantagens do comércio on-line.
  • D: É preciso observar que a população interessa-se pelas formas de aprendizagem condizentes com a sua cultura.
  • E: Os turistas tinham organizado-se para viajar quando as condições econômicas melhorassem.

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