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Analise os itens em destaque e assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma entre parênteses acerca da função exercida por esses itens nos contextos a seguir. 
  • A: “Para o Mestre em Psicologia Social e fundador da organização Inteligência Relacional, pode-se e deve-se aprender na escola”; “É preciso criar condições para que não se formem apenas pessoas que passem no vestibular” (Ambos são conjunções que expressam f
  • B: “...desenvolver competências sociais e, principalmente, a competência do bem viver” (advérbio que modifica o sintagma “competências sociais”).
  • C: “...em seu processo evolutivo, acabou por chegar a trabalhos mais profundos de desenvolvimento de Cultura de Paz e Não Violência, até culminar em uma metodologia de educação emocional e social” (preposição que indica inclusão).
  • D: “E é fácil em uma análise mais criteriosa verificar que a repressão é necessária desde que legítima” (locução conjuntiva com função de expressar condição).
  • E: “Antes de tudo, é uma cidade que educa e a que educa em um sentido de que oferece oportunidade de desenvolvimento” (artigo feminino com função de retomar o termo cidade).



No período “Se você não parar, eu te dou um pescoção”, há, entre as orações, uma relação de ideias que expressa 
  • A: concessão.
  • B: condição.
  • C: causa.
  • D: finalidade.
  • E: proporção.



Em "'A imaginação é mais importante do que o conhecimento'". (L. 11-12), o vocábulo destacado só apresenta uma forma de plural. Dentre os substantivos listados abaixo, aquele que também só apresenta uma forma de plural é
  • A: cidadão.
  • B: corrimão.
  • C: vulcão.
  • D: refrão.
  • E: guardião.

 A felicidade é deprimente

                                                                                                 Contardo Calligaris

É possível que a depressão seja o mal da nossa época.

Ela já foi imensamente popular no passado. Por exemplo, os românticos (sobretudo os artistas) achavam que ser langoroso e triste talvez fosse o único jeito autêntico de ser fascinante e profundo.

Em 1859, Baudelaire escrevia à sua mãe: “O que sinto é um imenso desânimo, uma sensação de isolamento insuportável, o medo constante de um vago infortúnio, uma desconfiança completa de minhas próprias forças, uma ausência total de desejos, uma impossibilidade de encontrar uma diversão qualquer”.

Agora, Baudelaire poderia procurar alívio nas drogas, mas ele e seus contemporâneos não teriam trocado sua infelicidade pelo sorriso estereotipado das nossas fotos das férias. Para um romântico, a felicidade contente era quase sempre a marca de um espírito simplório e desinteressante.

Enfim, diferente dos românticos, o deprimido contemporâneo não curte sua fossa: ao contrário, ele quer se desfazer desse afeto, que não lhe parece ter um grande charme.

Alguns suspeitam que a depressão contemporânea seja uma invenção. Uma vez achado um remédio possível, sempre é preciso propagandear o transtorno que o tal remédio poderia curar. Nessa ótica, a depressão é um mercado maravilhoso, pois o transtorno é fácil de ser confundido com estados de espírito muito comuns: a simples tristeza, o sentimento de inadequação, um luto que dura um pouco mais do que desejaríamos etc.

De qualquer forma, o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade (da qual a depressão nos privaria). Ou seja, ficamos tristes de estarmos tristes porque gostaríamos muito de sermos felizes.

Coexistem, na nossa época, dois fenômenos aparentemente contraditórios: a depressão e a valorização da felicidade. Será que nossa tristeza, então, não poderia ser um efeito do valor excessivo que atribuímos à felicidade? Quem sabe a tristeza contemporânea seja uma espécie de decepção.

Em agosto de 2011, I. B. Mauss e outros publicaram em “Emotion” uma pesquisa com o título: “Será que a procura da felicidade faz as pessoas infelizes?”. Eles recorreram a uma medida da valorização da felicidade pelos indivíduos e, em pesquisas com duas amostras de mulheres (uma que valorizava mais a felicidade e a outra, menos), comprovaram o óbvio: sobretudo em situações positivas (por exemplo, diante de boas notícias), as pessoas que perseguem a felicidade ficam sempre particularmente decepcionadas.

Numa das pesquisas, eles induziram a valorização da felicidade: manipularam uma das amostras propondo a leitura de um falso artigo de jornal anunciando que a felicidade cura o câncer, faz viver mais tempo, aumenta a potência sexual – em suma, todas as trivialidades nunca comprovadas, mas que povoam as páginas da grande imprensa.

Depois disso, diante de boas notícias, as mulheres que tinham lido o artigo ficaram bem menos felizes do que as que não tinham sido induzidas a valorizar especialmente a felicidade.

Conclusão: na população em geral, a valorização cultural da felicidade pode ser contraprodutiva.

Mais recentemente, duas pesquisas foram muito além e mostraram que a valorização da felicidade pode ser causa de verdadeiros transtornos. A primeira, de B. Q. Ford e outros, no “Journal of Social and Clinical Psychology”, descobriu que a procura desesperada da felicidade constitui um fator de risco para sintomas e diagnósticos de depressão.

A pesquisa conclui que o valor cultural atribuído à felicidade leva a consequências sérias em saúde mental. Uma grande valorização da felicidade, no contexto do Ocidente, é um componente da depressão. E uma intervenção cognitiva que diminua o valor atribuído à felicidade poderia melhorar o desfecho de uma depressão. Ou seja, o que escrevo regularmente contra o ideal de felicidade talvez melhore o humor de alguém. Fico feliz.

Enfim, em 2015, uma pesquisa de Ford, Mauss e Gruber, em “Emotion”, mostra que a valorização da felicidade é relacionada ao risco e ao diagnóstico de transtorno bipolar. Conclusão: cuidado, nossos ideais emocionais (tipo: o ideal de sermos felizes) têm uma função crítica na nossa saúde mental.

Como escreveu o grande John Stuart Mill, em 1873: Só são felizes os que perseguem outra coisa do que sua própria felicidade.

Adaptado de: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/contardocalligaris/2015/10/1699663-a-felicidade-e-deprimente.shtml Acesso em 10 de março de 2016.



No período “o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade”, a oração sublinhada estabelece com a anterior uma relação de




  • A: concessão.
  • B: finalidade.
  • C: conclusão.
  • D: condição.
  • E: causa.

A vírgula está empregada de acordo com a língua escrita padrão em
  • A: As agências, bancárias das pequenas comunidades prestam serviços aos moradores.
  • B: Os moradores poderão agora pagar as suas contas de água de, luz e gás encanado.
  • C: As lojas da comunidade vendem roupas, alimentos e material de construção mais baratos.
  • D: As oficinas de capacitação profissional e economia, doméstica melhoraram a vida de todos.
  • E: Os trabalhadores fizeram empréstimos para construir, casas de alvenaria de dois andares.

A flexão de número dos substantivos está correta em
  • A: florezinhas – troféis.
  • B: salário-famílias – coraçãozinhos.
  • C: os vaivéns – anães.
  • D: paisezinhos – beija-flores.
  • E: limãos – abdômenes.

 Texto 1

                    Pessoas que têm pesadelos são mais criativas, diz estudo

                    É hora de repensar o papel do pesadelo na nossa sociedade

A origem etimológica da palavra “pesadelo” diz muito sobre o sentimento que temos ao despertar de um sonho apavorante. Em português, é derivada da palavra “pesado”, ou seja, remete àquela sensação de peso sobre o peito que só um pesadelo dos bons pode causar. Em inglês, a origem da palavra é ainda mais interessante: é uma conjunção de “night” (noite) e “mare”, que faz referência a espíritos malignos que, para os antigos, possuíam as pessoas durante o sono. Por muito tempo, foi assim que a ciência encarou os pesadelos: como algo negativo, assombroso e estranho criado pelo cérebro. Mas estudos recentes vêm mostrando que é hora de repensar o papel dos pesadelos na nossa sociedade.

Em um estudo recente publicado na New Scientist, a pesquisadora Michelle Carr, que estuda sonhos na Universidade de Montreal, explica que existem duas teorias dominantes para o surgimento dos pesadelos. Uma é que eles são uma reação a experiências negativas que acontecem enquanto estamos acordados. A outra é a “teoria de simulação de risco”, a ideia de que usamos os pesadelos para “treinar” adversidades, de forma que estejamos mais preparados quando coisas ruins realmente acontecerem. Seja como for, os pesadelos trazem realmente alguns benefícios reais. Um estudo de 2013, por exemplo, descobriu que pessoas que sofrem com pesadelos de forma recorrente são, em geral, mais empáticas. Elas também demonstraram mais tendência a bocejar quando outra pessoa boceja na frente delas, o que é um indicador de empatia.

Além disso, Carr descobriu que pessoas que têm pesadelos constantes costumam pensar mais “fora da caixa” em tarefas de associação de palavras. Essa é mais uma pesquisa que relaciona sonhos ruins à criatividade; durante os anos 80, o pesquisador do sono Ernest Hartmann, que trabalhou como psiquiatra em uma universidade de medicina em Boston, descobriu que pessoas que buscavam ajuda para ter noites mais tranquilas não eram necessariamente mais assustadiças ou ansiosas, mas tinham maior sensibilidade emocional em geral. Segundo o Science of Us, ele concluiu que sensibilidade é a força motriz por trás de sonhos intensos. Uma sensibilidade mais alta a ameaças ou medo durante o dia pode resultar em sonhos ruins, enquanto paixão e empolgação causarão sonhos mais felizes. E ambos os casos acabam criando impacto na vida real, seja aumentando níveis de estresse após um pesadelo ou criando laços sociais mais fortes após um sonho positivo com alguém que você conhece.

Mas os efeitos vão além. O estudo de Hartmann aponta que a sensibilidade influencia percepções e pensamentos acordados. Pessoas que têm muitos pesadelos passam a ter pensamentos mais parecidos com sonhos, fazendo conexões inesperadas. É aí que entra a criatividade: estudos anteriores mostram que essas pessoas têm mais aptidão para a criatividade e a expressão artística. Para comprovar isso, Carr realizou o teste com uma série de voluntários, entre eles uma pintora e um músico. Batata: ambos tiraram notas altas no teste de criatividade e, curiosamente, revelaram que sonham constantemente. Para Carr, “a riqueza da imaginação não fica confinada ao sono, mas permeia o pensamento e os sonhos acordados”.

Outra conclusão de Carr é que pessoas que têm mais pesadelos acabam tendo mais sonhos positivos que a média geral. Seria uma compensação do cérebro? Só mais pesquisa dirá.

Retirado e adaptado de <http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2016/05/pessoas-que-tem-pesadelos-sao-mais-criativas-diz-estudo.html> . 




Assinale a alternativa em que o termo em destaque é uma conjunção integrante.

  • A: “[...] faz referência a espíritos malignos que, para os antigos, possuíam as pessoas durante o sono.”
  • B: “[...] diz muito sobre o sentimento que temos [...]”
  • C: “Além disso, Carr descobriu que pessoas que têm pesadelos constantes costumam pensar mais ‘fora da caixa’ [...]”
  • D: “[...] remete àquela sensação de peso sobre o peito que só um pesadelo dos bons pode causar.”
  • E: “[...] é uma conjunção de “night” (noite) e “mare”, que faz referência a espíritos malignos [...]”


Há três substantivos em
  • A: “... com sérias dificuldades financeiras.” (L. 8)
  • B: “... não conseguiu prever nem a crise econômica atual.” (L. 15-16)
  • C: “... vai tornar inúteis arquivos e bibliotecas).” (L. 24-25)
  • D: “... precisa da confirmação e do endosso do ‘impresso’,” (L. 34-35)
  • E: “Muitos dos blogs e sites mais influentes...” (L. 44-45)

Uma reescritura possível para o período “Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos." (1-2), alterando-se a pontuação, mas preservando-se o seu sentido, está adequadamente apresentada em:
  • A: Perguntaram-me, uma vez se eu saberia calcular o Brasil, daqui a vinte e cinco anos.
  • B: Perguntaram-me, uma vez, se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos.
  • C: Perguntaram-me uma vez, se eu saberia calcular o Brasil, daqui a vinte e cinco anos.
  • D: Perguntaram-me uma vez se, eu, saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos.
  • E: Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui, a vinte e cinco anos.

Em “Posso intensamente desejar que o problema mais urgente se resolva: o da fome." (15-16), os dois-pontos cumprem o papel de introduzir uma
  • A: enumeração
  • B: explanação
  • C: retificação
  • D: especificação
  • E: contradição

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