Questões de Português para Concursos

Filtrar por:

limpar filtros

Foram encontradas 25035 questões.
ABYSSUS

Bela e traidora! Beijas e assassinas...

Quem te vê não tem forças que te oponha:

Ama-te, e dorme no teu seio, e sonha,

E, quando acorda, acorda feito em ruínas...

Seduzes, e convidas, e fascinas,

Como o abismo que, pérfido, a medonha

Fauce apresenta flórida e risonha,

Tapetada de rosas e boninas.

O viajor, vendo as flores, fatigado

Foge o sol, e, deixando a estrada poenta,

Avança incauto... Súbito, esbroado,

Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre,

Vacila e grita, luta e se ensanguenta,

E rola, e tomba, e se espedaça, e morre...
OLAVO BILAC In Poesias (Sarças de Fogo), 1888.
A palavra “que” no segundo verso é:

 
  • A: conjunção integrante
  • B: pronome interrogativo
  • C: pronome relativo
  • D: expressão expletiva
  • E: preposição

ABYSSUS

Bela e traidora! Beijas e assassinas...

Quem te vê não tem forças que te oponha:

Ama-te, e dorme no teu seio, e sonha,

E, quando acorda, acorda feito em ruínas...

Seduzes, e convidas, e fascinas,

Como o abismo que, pérfido, a medonha

Fauce apresenta flórida e risonha,

Tapetada de rosas e boninas.

O viajor, vendo as flores, fatigado

Foge o sol, e, deixando a estrada poenta,

Avança incauto... Súbito, esbroado,

Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre,

Vacila e grita, luta e se ensanguenta,

E rola, e tomba, e se espedaça, e morre...
OLAVO BILAC In Poesias (Sarças de Fogo), 1888.
Na primeira estrofe:

 
  • A: o verbo “acorda” deve ser flexionado na segunda pessoa do singular (acordas) da mesma força que “Beijas e assassinas”.
  • B: a oração “quando acorda” está separada por dupla vírgula por ter valor explicativo.
  • C: as palavras “Bela” e “traidora” são substantivos com valor adjetivo.
  • D: a palavra “feito” tem o sentido mantido se for substituída pela palavra “como”.
  • E: os sinais de reticências transmitem a ideia de explicação, por isso podem ser substituídos por travessões.



      Estima-se que, até o fim deste ano, o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil crescerá de 2,5 milhões a 3,6 milhões, segundo o Banco Mundial. O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza passou dos 16 milhões, em 2014, para cerca de 22 milhões neste ano, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social). Em momentos assim, o Brasil depara com outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade. Os mais ricos se protegem melhor da crise, que empurra para baixo a parcela da população já empobrecida. Por isso, o FGV Social alerta sobre um aumento relevante da desigualdade no país. Ela já subiu no ano passado, na medição que usa um índice chamado Gini. Foi a primeira vez que isso ocorreu em 22 anos. Trata-se de um fenômeno especialmente ruim num país em que a desigualdade supera a normalmente encontrada em democracias capitalistas. Para piorar, descobrimos recentemente que subestimávamos o problema.


      Até o ano retrasado, a régua da desigualdade era organizada só com o Índice de Gini, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Por esse método, ficavam de fora do quadro os rendimentos que principalmente os mais ricos conseguem de outras fontes, que não o salário – a renda do capital, oriunda de ativos como aplicações financeiras, participação em empresas e propriedade de imóveis. Isso mudou quando a Receita Federal publicou números do Imposto de Renda (IR) de pessoa física de 2007 em diante. Os números mais recentes, referentes a 2015, foram abertos em julho deste ano. Eles evidenciam que a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira é muito maior do que se pensava. A análise restrita às entrevistas domiciliares indicava que o 1% mais rico de brasileiros concentrava 11% da renda. Com os dados do IR e do Produto Interno Bruto (PIB), essa fatia saltou para 28%.
                                                                                                                                                           (Época, 13.11.2017)

Com base nos dados estatísticos apresentados no texto, é correto afirmar que houve

  • A: aumento no número de pessoas na miséria no Brasil, as quais superam o contingente das que vivem abaixo da linha da pobreza.
  • B: inexpressiva alteração na concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira com os dados do IR e do PIB.
  • C: diminuição dos mais ricos e também aumento dos mais pobres nos últimos 22 anos na sociedade brasileira.
  • D: aumento na desigualdade social no Brasil, já que nos últimos 22 anos houve um aumento de 22 milhões de pessoas na pobreza.
  • E: aumento no número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no Brasil, no período de 2014 a 2017.



      Estima-se que, até o fim deste ano, o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil crescerá de 2,5 milhões a 3,6 milhões, segundo o Banco Mundial. O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza passou dos 16 milhões, em 2014, para cerca de 22 milhões neste ano, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social). Em momentos assim, o Brasil depara com outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade. Os mais ricos se protegem melhor da crise, que empurra para baixo a parcela da população já empobrecida. Por isso, o FGV Social alerta sobre um aumento relevante da desigualdade no país. Ela já subiu no ano passado, na medição que usa um índice chamado Gini. Foi a primeira vez que isso ocorreu em 22 anos. Trata-se de um fenômeno especialmente ruim num país em que a desigualdade supera a normalmente encontrada em democracias capitalistas. Para piorar, descobrimos recentemente que subestimávamos o problema.


      Até o ano retrasado, a régua da desigualdade era organizada só com o Índice de Gini, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Por esse método, ficavam de fora do quadro os rendimentos que principalmente os mais ricos conseguem de outras fontes, que não o salário – a renda do capital, oriunda de ativos como aplicações financeiras, participação em empresas e propriedade de imóveis. Isso mudou quando a Receita Federal publicou números do Imposto de Renda (IR) de pessoa física de 2007 em diante. Os números mais recentes, referentes a 2015, foram abertos em julho deste ano. Eles evidenciam que a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira é muito maior do que se pensava. A análise restrita às entrevistas domiciliares indicava que o 1% mais rico de brasileiros concentrava 11% da renda. Com os dados do IR e do Produto Interno Bruto (PIB), essa fatia saltou para 28%.
                                                                                                                                                           (Época, 13.11.2017)

De acordo com o texto, em uma situação de crise,

  • A: os pobres acabam tendo mais vantagem que os ricos, que perdem seus investimentos.
  • B: pobres e ricos são prejudicados da mesma forma, o que deixa o país mais vulnerável.
  • C: os ricos preservam-se melhor, razão pela qual aumenta a parcela da população pobre.
  • D: ricos e pobres conseguem driblá-la satisfatoriamente, em uma democracia capitalista.
  • E: os ricos tendem a ser mais prejudicados proporcionalmente do que os pobres.

ABYSSUS

Bela e traidora! Beijas e assassinas...

Quem te vê não tem forças que te oponha:

Ama-te, e dorme no teu seio, e sonha,

E, quando acorda, acorda feito em ruínas...

Seduzes, e convidas, e fascinas,

Como o abismo que, pérfido, a medonha

Fauce apresenta flórida e risonha,

Tapetada de rosas e boninas.

O viajor, vendo as flores, fatigado

Foge o sol, e, deixando a estrada poenta,

Avança incauto... Súbito, esbroado,

Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre,

Vacila e grita, luta e se ensanguenta,

E rola, e tomba, e se espedaça, e morre...
OLAVO BILAC In Poesias (Sarças de Fogo), 1888.
Assinale a alternativa correta sobre a linguagem do texto:

 
  • A: A conjunção 'e' tem fator determinante na construção e na compreensão do texto, pois é ela que introduz a ideia de oposição entre os vocábulos.
  • B: Exprimindo a ideia de exclusão, a repetição da conjunção 'e' introduz a ideia de que cada oração é um patamar da capacidade de sedução feminina.
  • C: Ao alternar as conjunções aditivas entre palavras de valor semântico igual, as orações adquiriram valor de adjetivo e são explicativas.
  • D: O emprego excessivo da conjunção aditiva gerou um texto truncado, com uma sucessão de orações subordinadas entre si, todas com valor consecutivo.
  • E: O uso do polissíndeto, configurado na repetição da conjunção 'e', gera uma sucessão de orações coordenadas entre si de valor semântico aditivo.



      Estima-se que, até o fim deste ano, o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil crescerá de 2,5 milhões a 3,6 milhões, segundo o Banco Mundial. O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza passou dos 16 milhões, em 2014, para cerca de 22 milhões neste ano, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social). Em momentos assim, o Brasil depara com outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade. Os mais ricos se protegem melhor da crise, que empurra para baixo a parcela da população já empobrecida. Por isso, o FGV Social alerta sobre um aumento relevante da desigualdade no país. Ela já subiu no ano passado, na medição que usa um índice chamado Gini. Foi a primeira vez que isso ocorreu em 22 anos. Trata-se de um fenômeno especialmente ruim num país em que a desigualdade supera a normalmente encontrada em democracias capitalistas. Para piorar, descobrimos recentemente que subestimávamos o problema.


      Até o ano retrasado, a régua da desigualdade era organizada só com o Índice de Gini, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Por esse método, ficavam de fora do quadro os rendimentos que principalmente os mais ricos conseguem de outras fontes, que não o salário – a renda do capital, oriunda de ativos como aplicações financeiras, participação em empresas e propriedade de imóveis. Isso mudou quando a Receita Federal publicou números do Imposto de Renda (IR) de pessoa física de 2007 em diante. Os números mais recentes, referentes a 2015, foram abertos em julho deste ano. Eles evidenciam que a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira é muito maior do que se pensava. A análise restrita às entrevistas domiciliares indicava que o 1% mais rico de brasileiros concentrava 11% da renda. Com os dados do IR e do Produto Interno Bruto (PIB), essa fatia saltou para 28%.
                                                                                                                                                           (Época, 13.11.2017)


Leia as passagens do texto:

– Em momentos assim, o Brasil depara com outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade.

– Para piorar, descobrimos recentemente que subestimávamos o problema.

No contexto em que estão empregados, os termos em destaque significam, respectivamente,

  • A: problema e menosprezávamos.
  • B: infortúnio e respeitávamos.
  • C: prejuízo e apreciávamos.
  • D: condição e ignorávamos.
  • E: tormento e desconhecíamos.



      Estima-se que, até o fim deste ano, o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil crescerá de 2,5 milhões a 3,6 milhões, segundo o Banco Mundial. O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza passou dos 16 milhões, em 2014, para cerca de 22 milhões neste ano, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social). Em momentos assim, o Brasil depara com outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade. Os mais ricos se protegem melhor da crise, que empurra para baixo a parcela da população já empobrecida. Por isso, o FGV Social alerta sobre um aumento relevante da desigualdade no país. Ela já subiu no ano passado, na medição que usa um índice chamado Gini. Foi a primeira vez que isso ocorreu em 22 anos. Trata-se de um fenômeno especialmente ruim num país em que a desigualdade supera a normalmente encontrada em democracias capitalistas. Para piorar, descobrimos recentemente que subestimávamos o problema.


      Até o ano retrasado, a régua da desigualdade era organizada só com o Índice de Gini, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Por esse método, ficavam de fora do quadro os rendimentos que principalmente os mais ricos conseguem de outras fontes, que não o salário – a renda do capital, oriunda de ativos como aplicações financeiras, participação em empresas e propriedade de imóveis. Isso mudou quando a Receita Federal publicou números do Imposto de Renda (IR) de pessoa física de 2007 em diante. Os números mais recentes, referentes a 2015, foram abertos em julho deste ano. Eles evidenciam que a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira é muito maior do que se pensava. A análise restrita às entrevistas domiciliares indicava que o 1% mais rico de brasileiros concentrava 11% da renda. Com os dados do IR e do Produto Interno Bruto (PIB), essa fatia saltou para 28%.
                                                                                                                                                           (Época, 13.11.2017)
Em conformidade com a norma-padrão e com os sentidos do texto no segundo parágrafo, assinale a alternativa que dá correta sequência ao trecho:

A “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)” leva em consideração


  • A: o que os cidadões diz aos pesquisadores do IBGE, quando recebem eles em suas casas.
  • B: o que os cidadãos dizem aos pesquisadores do IBGE, quando os recebem em suas casas.
  • C: o que os cidadães dizem aos pesquisadores do IBGE, quando recebem-nos em suas casas.
  • D: o que os cidadãos diz aos pesquisadores do IBGE, quando lhes recebem em suas casas.
  • E: o que os cidadões dizem aos pesquisadores do IBGE, quando recebem-os em suas casas.

Leia o trecho abaixo para responder as questão.

O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada.

Julgue as afirmativas e marque a alternativa correta.

I –     Uma vírgula pode ser inserida após a palavra “etapas”, mantendo-se a correção gramatical e o sentido.

II –     A expressão “sobre a” pode ser substituída por a despeito da, mantendo-se a correção gramatical e o sentido.

III –   A expressão “pelo órgão” é agente da ação de repassar.

 
  • A: Somente a afirmativa I está correta.
  • B: Somente a afirmativa II está correta.
  • C: Somente as afirmativas I e II estão corretas.
  • D: Somente a afirmativa III está correta.
  • E: Somente as afirmativas I e III estão corretas.

Leia o trecho abaixo para responder as questão.

O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada.

Assinale a alternativa que reescreve a seguinte oração em destaque, utilizando um conector adequado ao sentido que ela expressa.

“[…] os alunos são os protagonistas e produzem materiais [...], mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada.”
  • A: "[...] desde que mostrem a percepção deles sobre a problemática abordada.".
  • B: "[...] para mostrarem a percepção deles sobre a problemática abordada.".
  • C: "[...] quando mostrarem a percepção deles sobre a problemática abordada.".
  • D: "[...] embora mostrem a percepção deles sobre a problemática abordada.".
  • E: "[...] apesar de mostrarem a percepção deles sobre a problemática abordada.".



      Estima-se que, até o fim deste ano, o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil crescerá de 2,5 milhões a 3,6 milhões, segundo o Banco Mundial. O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza passou dos 16 milhões, em 2014, para cerca de 22 milhões neste ano, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social). Em momentos assim, o Brasil depara com outra chaga, diferente da pobreza: a desigualdade. Os mais ricos se protegem melhor da crise, que empurra para baixo a parcela da população já empobrecida. Por isso, o FGV Social alerta sobre um aumento relevante da desigualdade no país. Ela já subiu no ano passado, na medição que usa um índice chamado Gini. Foi a primeira vez que isso ocorreu em 22 anos. Trata-se de um fenômeno especialmente ruim num país em que a desigualdade supera a normalmente encontrada em democracias capitalistas. Para piorar, descobrimos recentemente que subestimávamos o problema.


      Até o ano retrasado, a régua da desigualdade era organizada só com o Índice de Gini, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Por esse método, ficavam de fora do quadro os rendimentos que principalmente os mais ricos conseguem de outras fontes, que não o salário – a renda do capital, oriunda de ativos como aplicações financeiras, participação em empresas e propriedade de imóveis. Isso mudou quando a Receita Federal publicou números do Imposto de Renda (IR) de pessoa física de 2007 em diante. Os números mais recentes, referentes a 2015, foram abertos em julho deste ano. Eles evidenciam que a concentração de renda no topo da pirâmide social brasileira é muito maior do que se pensava. A análise restrita às entrevistas domiciliares indicava que o 1% mais rico de brasileiros concentrava 11% da renda. Com os dados do IR e do Produto Interno Bruto (PIB), essa fatia saltou para 28%.
                                                                                                                                                           (Época, 13.11.2017)
Na passagem do primeiro parágrafo “Foi a primeira vez que isso ocorreu em 22 anos.”, o pronome em destaque refere-se


  • A: ao empobrecimento da população.
  • B: ao aumento da desigualdade.
  • C: à mudança do índice de medição da pobreza.
  • D: à retração da pobreza.
  • E: à superação de um problema recente.

Exibindo de 19271 até 19280 de 25035 questões.