Questões de Português para Concursos

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Foram encontradas 25035 questões.
Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado tem valor de posse.
  • A: Eu disse-lhe a minha dedução para que ela desse a sua opinião.
  • B: Nós lhe explicamos tudo o que poderia ter acontecido no processo.
  • C: A maneira como você fala pode reforçar-lhe a força do argumento.
  • D: Você quer que eu lhe participe minha teoria, um pouco repulsiva?
  • E: Se não lhe provoca asco o que faz, deixe-me fora disso!

Leia o texto para responder a questão.



Uma analogia frequentemente usada para falar de divulgação científica descreve o cientista como um ser enclausurado em uma torre de marfim isolada do resto da sociedade. A metáfora costuma ser a deixa para defender que ele tem o dever de descer da torre ou construir pontes para compartilhar o conhecimento produzido na academia com o cidadão comum. Essa história sempre me pareceu estranha por retratar a pesquisa acadêmica como uma torre de marfim: uma estrutura sólida, robusta e imaculada.

É óbvio que cientistas sabem algumas coisas com um grau muito alto de certeza. Computadores, celulares e bombas atômicas estão aí para provar o sucesso acachapante das leis da física em fazer previsões sobre a realidade. Da mesma forma, ninguém discutiria no meio médico que antibióticos são capazes de matar bactérias, ou que a insulina salvou a vida de milhões de diabéticos.

Ao mesmo tempo, porém, quase um século de estudos sobre nutrição não conseguiu responder a questões básicas, como saber se é melhor basear uma dieta em carboidratos ou lipídeos. Décadas de investimento na neurobiologia dos transtornos mentais tiveram um impacto raso na saúde mental das populações. E os bilhões de dólares investidos em pesquisa básica sobre Alzheimer que se converteram em praticamente nada de útil na clínica? Em algumas áreas da ciência, ao menos, a tal torre de marfim está mais para um castelo de cartas.

Os defensores da ciência serão rápidos em argumentar que o fracasso desses campos não se traduz necessariamente em uma mácula no currículo da pesquisa acadêmica. Alguns problemas são simplesmente difíceis, e é perfeitamente possível que, a qualquer momento, essas décadas de investimento em pesquisa comecem a trazer seu retorno para a sociedade.

Minha impressão é de que a pesquisa acadêmica tem muitos pontos a serem melhorados – e minha intenção, mais do que a propagandear, é me debruçar sobre suas mazelas. Que ninguém pense, porém, que estou descendo da torre de marfim para fazê-lo. Pelo contrário, sempre estive falando ao rés do chão: se há alguma torre nessa história, meu intuito é ajudar a construí-la.

(Olavo Amaral. Torres de marfim, castelos de cartas e telhados de vidro. www.nexojornal.com.br, 23.08.2022. Adaptado)

De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que
  • A: uma comparação didática é feita para validar a visão do autor de que pesquisas feitas com rigor científico são irretocáveis.
  • B: a falta de respostas para algumas questões favorece a visão de que a ciência está fadada a desaparecer das práticas humanas.
  • C: o autor, apesar de não refutar a importância de certas pesquisas, acredita que é necessário analisar com afinco as falhas acadêmicas.
  • D: a estranheza que a analogia causa ao autor se deve à sua natureza complexa, que não ajuda a popularizar a função da ciência.
  • E: descer da metafórica torre de marfim é algo que o autor não está disposto a fazer, ainda que reconheça ser necessário falar com as massas.

Leia o texto para responder a questão.


Uma analogia frequentemente usada para falar de divulgação científica descreve o cientista como um ser enclausurado em uma torre de marfim isolada do resto da sociedade. A metáfora costuma ser a deixa para defender que ele tem o dever de descer da torre ou construir pontes para compartilhar o conhecimento produzido na academia com o cidadão comum. Essa história sempre me pareceu estranha por retratar a pesquisa acadêmica como uma torre de marfim: uma estrutura sólida, robusta e imaculada.

É óbvio que cientistas sabem algumas coisas com um grau muito alto de certeza. Computadores, celulares e bombas atômicas estão aí para provar o sucesso acachapante das leis da física em fazer previsões sobre a realidade. Da mesma forma, ninguém discutiria no meio médico que antibióticos são capazes de matar bactérias, ou que a insulina salvou a vida de milhões de diabéticos.

Ao mesmo tempo, porém, quase um século de estudos sobre nutrição não conseguiu responder a questões básicas, como saber se é melhor basear uma dieta em carboidratos ou lipídeos. Décadas de investimento na neurobiologia dos transtornos mentais tiveram um impacto raso na saúde mental das populações. E os bilhões de dólares investidos em pesquisa básica sobre Alzheimer que se converteram em praticamente nada de útil na clínica? Em algumas áreas da ciência, ao menos, a tal torre de marfim está mais para um castelo de cartas.

Os defensores da ciência serão rápidos em argumentar que o fracasso desses campos não se traduz necessariamente em uma mácula no currículo da pesquisa acadêmica. Alguns problemas são simplesmente difíceis, e é perfeitamente possível que, a qualquer momento, essas décadas de investimento em pesquisa comecem a trazer seu retorno para a sociedade.

Minha impressão é de que a pesquisa acadêmica tem muitos pontos a serem melhorados – e minha intenção, mais do que a propagandear, é me debruçar sobre suas mazelas. Que ninguém pense, porém, que estou descendo da torre de marfim para fazê-lo. Pelo contrário, sempre estive falando ao rés do chão: se há alguma torre nessa história, meu intuito é ajudar a construí-la.

(Olavo Amaral. Torres de marfim, castelos de cartas e telhados de vidro. www.nexojornal.com.br, 23.08.2022. Adaptado)

Os exemplos apresentados no campo da nutrição, da neurobiologia e das pesquisas sobre o Alzheimer (3o parágrafo) servem no texto para
  • A: corroborar o que se afirmou no parágrafo anterior.
  • B: reforçar o argumento de que a analogia se sustenta.
  • C: enfatizar a fragilidade do que se considera inabalável
  • D: eximir a ciência de falhas e atrasos em seus resultados.
  • E: criar a ilusão de que a ciência cumpriu o seu papel.

Leia o texto para responder a questão.

Uma analogia frequentemente usada para falar de divulgação científica descreve o cientista como um ser enclausurado em uma torre de marfim isolada do resto da sociedade. A metáfora costuma ser a deixa para defender que ele tem o dever de descer da torre ou construir pontes para compartilhar o conhecimento produzido na academia com o cidadão comum. Essa história sempre me pareceu estranha por retratar a pesquisa acadêmica como uma torre de marfim: uma estrutura sólida, robusta e imaculada.

É óbvio que cientistas sabem algumas coisas com um grau muito alto de certeza. Computadores, celulares e bombas atômicas estão aí para provar o sucesso acachapante das leis da física em fazer previsões sobre a realidade. Da mesma forma, ninguém discutiria no meio médico que antibióticos são capazes de matar bactérias, ou que a insulina salvou a vida de milhões de diabéticos.

Ao mesmo tempo, porém, quase um século de estudos sobre nutrição não conseguiu responder a questões básicas, como saber se é melhor basear uma dieta em carboidratos ou lipídeos. Décadas de investimento na neurobiologia dos transtornos mentais tiveram um impacto raso na saúde mental das populações. E os bilhões de dólares investidos em pesquisa básica sobre Alzheimer que se converteram em praticamente nada de útil na clínica? Em algumas áreas da ciência, ao menos, a tal torre de marfim está mais para um castelo de cartas.

Os defensores da ciência serão rápidos em argumentar que o fracasso desses campos não se traduz necessariamente em uma mácula no currículo da pesquisa acadêmica. Alguns problemas são simplesmente difíceis, e é perfeitamente possível que, a qualquer momento, essas décadas de investimento em pesquisa comecem a trazer seu retorno para a sociedade.

Minha impressão é de que a pesquisa acadêmica tem muitos pontos a serem melhorados – e minha intenção, mais do que a propagandear, é me debruçar sobre suas mazelas. Que ninguém pense, porém, que estou descendo da torre de marfim para fazê-lo. Pelo contrário, sempre estive falando ao rés do chão: se há alguma torre nessa história, meu intuito é ajudar a construí-la.



(Olavo Amaral. Torres de marfim, castelos de cartas e telhados de vidro. www.nexojornal.com.br, 23.08.2022. Adaptado)

No trecho “A metáfora costuma ser a deixa para defender que ele tem o dever de descer da torre…” (1o parágrafo), o vocábulo deixa pertence à mesma classe de palavras, no contexto em que se encontra, que o vocábulo destacado em:
  • A: … retratar a pesquisa acadêmica com uma torre de marfim: uma estrutura sólida, robusta e imaculada. (1o parágrafo)
  • B: É óbvio que cientistas sabem algumas coisas com um grau muito alto de certeza. (2o parágrafo)
  • C: … pesquisa básica sobre Alzheimer que se converteram em praticamente nada de útil… (3o parágrafo)
  • D: … o fracasso desses campos não se traduz necessariamente em uma mácula… (4o parágrafo)
  • E: … essas décadas de investimento em pesquisa comecem a trazer seu retorno para a sociedade. (4o parágrafo)

Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado teve sua posição alterada em relação ao trecho original, mantendo-se a correção da norma-padrão de colocação pronominal da língua portuguesa:
  • A: Da minha parte, essa história sempre pareceu-me estranha por retratar a pesquisa…
  • B: … pesquisa básica sobre Alzheimer que converteram-se em praticamente nada…
  • C: … o fracasso desses campos não traduz-se necessariamente em uma mácula…
  • D: … e minha intenção, mais do que propagandeá-la, é me debruçar sobre suas mazelas.
  • E: … se há alguma torre nessa história, meu intuito é ajudar a a construir.

Para não serem ___________ , os cientistas __________ as explicações necessárias sem que o comitê ético ___________ .

As lacunas da frase são, correta e respectivamente, completadas por:
  • A: suspendidos … provieram … intervisse
  • B: suspendidos … provieram … interviesse
  • C: suspendidos … proveram … intervisse
  • D: suspensos … provieram … intervisse
  • E: suspensos … proveram … interviesse

A norma-padrão de regência verbal e nominal foi observada em:
  • A: Para muitos, é preferível estar exaurido em uma torre de marfim a estar aliviado em um lamaçal.
  • B: A ciência teve avanços expressivos, conseguindo com que esse período entrasse para a história.
  • C: O termo “rés do chão” corresponde em um pavimento de um edifício que está ao nível do solo.
  • D: Há muitos intelectuais elitistas que vivem deliberadamente desvinculados ao mundo cotidiano.
  • E: Cortar carboidratos da dieta leva o corpo consumir da gordura corporal para obter energia.

(M. Schulz, Minduim Charles. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos, 25.12.2022. Adaptado)

Leia a tira para responder às questão.

Em conformidade com a norma-padrão, o balão vazio da fala da personagem deve ser preenchido com:
  • A: O vovô lembra de tudo.
  • B: Se lembra de tudo o vovô.
  • C: O vovô se lembra tudo.
  • D: Tudo o vovô se lembra.
  • E: Lembra-se de tudo o vovô.

(M. Schulz, Minduim Charles. Em:
https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos, 25.12.2022. Adaptado)

Leia a tira para responder às questão.

O pensamento do cão Snoopy – Será que ele conheceu o grande Gatsby? – corresponde a uma
  • A: afirmação.
  • B: negativa.
  • C: suposição.
  • D: retificação.
  • E: conclusão.

Leia o texto para responder às questão.

Ausências Alienígenas

O comando militar dos EUA voltou a divulgar não haver evidência de que sejam extraterrestres os tais objetos voadores não identificados (óvnis, em português, ou UFOs, em inglês) – que seus investigadores preferem chamar de fenômenos aéreos não identificados (UAPs, na língua estrangeira).
Para tentar dirimir as dúvidas remanescentes, o Pentágono se deu ao trabalho de abrir um Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO). Seis meses depois, deu-se a primeira entrevista coletiva para tratar dos UAPs.
Sean Kirkpatrick, diretor do órgão, permaneceu fiel à lógica truísta ao admitir não ter como descartar a possibilidade de vida extraterrestre. Tudo que se pode fazer, argumentou, é manter uma atitude científica diante da questão.
Pragmáticos, os militares concentram sua atenção em ocorrências suspeitamente próximas de suas instalações. Fazem isso com base na hipótese menos improvável de que os artefatos a sobrevoar as bases sejam russos, chineses e mesmo americanos (guiados por outras agências governamentais), e não naves intergalácticas.
Em 2021, o governo anunciou ter mais de 140 casos registrados. Um deles era um balão meteorológico em queda, enquanto os demais seguiam inexplicáveis – tendo em vista as trajetórias, os dados de radares e as tecnologias conhecidas.
Depois desse primeiro relatório, centenas de outros episódios teriam chegado ao conhecimento do AARO. Passarão pelo mesmo processo rigoroso de escrutínio, mas os crédulos não se darão por satisfeitos – afinal, como professava o agente Fox Mulder na série de TV Arquivo X, eles querem acreditar.
Estariam melhor se aderissem a outra máxima científica: hipóteses extraordinárias exigem provas extraordinárias. Até agora, ETs só se comunicam com humanos nas telas de cinema. Como há quem acredite até na inoculação de chips por vacinas, a fábula alienígena segue em propulsão fantástica.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 24.12.2022. Adaptado)

De acordo com as informações do texto, ao tratarem a questão dos objetos voadores não identificados, a posição do Pentágono é de que
  • A: a presença de naves intergalácticas é um perigo às bases militares.
  • B: a atitude científica deve orientar a discussão sobre o tema.
  • C: a designação destes pressupõe a letalidade que representam.
  • D: a população precisa de provas extraordinárias sobre eles.
  • E: a profusão de casos certamente esconde evidências alienígenas.

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