Questões de Português para Concursos

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Foram encontradas 25035 questões.
Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a respeito das expressões destacadas.




  • A: Em “...assegurar à população...”, funciona como objeto indireto
  • B: Em “...ingerir algo modificado...”, classifica-se como pronome indefinido.
  • C: Em “...interferem com a produtividade...”, pode ser substituída por na.
  • D: Em “...termos dos testes até agora feitos...”, expressa tempo
  • E: Em “...quase que religiosas.”, funciona como adjunto adnominal

“A combinação é inevitável, dado que, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante...”
A oração acima pode ser reescrita, sem prejuízo sintático-semântico para o fragmento, por
  • A: A combinação é inevitável, como, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante...
  • B: A combinação é inevitável, embora, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante..
  • C: A combinação é inevitável, apesar que, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante...
  • D: A combinação é inevitável, conquanto que, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante...
  • E: A combinação é inevitável, uma vez que, nos seus primórdios, o Universo inteiro era pequeno o bastante...

Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.




  • A: Em “...inevitável, me apego...”, a colocação pronominal está de acordo com a norma padrão.
  • B: Em “...tudo dá certo, meio que magicamente.”, a expressão destacada indica o modo de dar certo.
  • C: Em “...seu romance sobre a vida...”, a expressão destacada pode ser substituída por a respeito da.
  • D: Em “... meio que magicamente.”, a expressão destacada pode ser substituída por mais ou menos.
  • E: Em “...sociedade em que o sucesso...”, a preposição destacada não pode ser retirada do fragmento.


      Homenagem ao fracasso 

Marcelo Gleiser

Numa sociedade em que o sucesso é almejado e festejado acima de tudo, onde estrelas, milionários e campeões são os ídolos de todos, o fracasso é visto como algo embaraçoso e constrangedor, que a gente evita a todo custo e, quando não tem jeito, esconde dos outros. Talvez não devesse ser assim.
Semana passada, li um ensaio sobre o fracasso no “New York Times” de autoria de Costica Bradatan, que ensina religião comparada em uma universidade nos EUA. Inspirado por Bradatan, resolvi apresentar minha própria homenagem ao fracasso.
Fracassamos quando tentamos fazer algo. Só isso já mostra o valor do fracasso, representando nosso esforço. Não fracassar é bem pior, pois representa a inércia ou, pior, o medo de tentar. Na ciência ou nas artes, não fracassar significa não criar. Todo poeta, todo pintor, todo cientista coleciona um número bem maior de fracassos do que de sucessos. São frases que não funcionam, traços que não convencem, hipóteses que falham. O físico Richard Feynman famosamente disse que cientistas passam a maior parte de seu tempo enchendo a lata de lixo com ideias erradas. Pois é. Mas sem os erros não vamos em frente. O sucesso é filho do fracasso.
Tem gente que acha que gênio é aquele cara que nunca fracassa, para quem tudo dá certo, meio que magicamente. Nada disso. Todo gênio passa pelas dores do processo criativo, pelos inevitáveis fracassos e becos sem saída, até chegar a uma solução que funcione. Talvez seja por isso que o autor Irving Stone tenha chamado seu romance sobre a vida de Michelangelo de “A Agonia e o Êxtase”. Ambos são partes do processo criativo, a agonia vinda do fracasso, o êxtase do senso de alcançar um objetivo, de ter criado algo que ninguém criou, algo de novo.
O fracasso garante nossa humildade ao confrontarmos os desafios da vida. Se tivéssemos sempre sucesso, como entender os que fracassam? Nisso, o fracasso é essencial para a empatia, tão importante na convivência social.
Gosto sempre de dizer que os melhores professores são os que tiveram que trabalhar mais quando alunos. Esse esforço extra dimensiona a dificuldade que as pessoas podem ter quando tentam aprender algo de novo, fazendo do professor uma pessoa mais empática e, assim, mais eficiente. Sem o fracasso, teríamos apenas os vencedores, impacientes em ensinar os menos habilidosos o que para eles foi tão fácil de entender ou atingir.
Claro, sendo os humanos do jeito que são, a vaidade pessoal muitas vezes obscurece a memória dos fracassos passados; isso é típico daqueles mais arrogantes, que escondem seus fracassos e dificuldades por trás de uma máscara de sucesso. Se o fracasso fosse mais aceito socialmente, existiriam menos pessoas arrogantes no mundo.
Não poderia terminar sem mencionar o fracasso final a que todos nos submetemos, a falha do nosso corpo ao encontrarmos a morte. Desse fracasso ninguém escapa, mesmo que existam muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte. De minha parte, sabendo desse fracasso inevitável, me apego ao seu irmão mais palatável, o que vem das várias tentativas de viver a vida o mais intensamente possível. O fracasso tem gosto de vida.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2013/12/ 1388789-homenagem-ao-fracasso.shtml




A oração “...mesmo que existam muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte.”, pode ser reescrita, sem prejuízo sintático-semântico para o fragmento, por




  • A: ...apesar de existirem muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte.
  • B: ...ainda que existem muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte.
  • C: ...embora existem muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte.
  • D: ...conquanto que existem muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte.
  • E: ...porquanto que existem muitos que acreditem numa espécie de permanência incorpórea após a morte.

Dentre os trechos retirados do Texto , a alteração da colocação do pronome oblíquo está feita de acordo com a norma-padrão em:
  • A: “a olhar-me desapontado.” ( l. 30) – a me olhar desapontado
  • B: “lapsos que me têm ocorrido”( l. 40) – lapsos que têm ocorrido-me
  • C: C “Trata-se de um desses” ( l. 44) – Se trata de um desses
  • D: “Contou-me ainda o sobrinho” ( l. 54) – Me contou ainda o sobrinho
  • E: “Já lhe aconteceu” ( l. 57) – Já aconteceu-lhe


No trecho “ter um ambiente próprio de recolhimento propicia a tranquilidade que lhes permite recarregar as energias.” ( l. 36-38), a palavra destacada refere-se aos
  • A: jovens
  • B: egoístas
  • C: tímidos
  • D: eremitas
  • E: expansivos


    Erradicar a fome

                                              Amarílis Lage, Bruno Algarve, Tarso Araújo e Alessandra Kalko.

Coisas óbvias como o treinamento no campo reduziriam bastante o desperdício. Por exemplo: colocar todas as berinjelas com o caule na mesma direção, para que uma não machuque a casca da outra, evita que muitas estraguem. Em Maringá, no Paraná, uma campanha educativa fez a perda de soja cair pela metade em 18 anos.
Muitas soluções são simples e baratas. A Embrapa ensina agricultores a fazer uma tenda de R$ 300 que não deixa hortaliças recém-colhidas estragarem com o sol e o calor. Já o Zeer é um cooler de baixo custo: um pote dentro do outro, com terra úmida no meio. Nele, as frutas duram cinco dias a mais.
No século 19, a invenção dos enlatados revolucionou o abastecimento de comida no mundo, aumentando radicalmente seu tempo de conservação. Agora, um programa da União Europeia investe milhões em busca de embalagens do futuro. Pesquisa-se, por exemplo, modelos que identifiquem e matem bactérias no produto.
Muitos alimentos estragam por falta de embalagens eficientes durante seu armazenamento e transporte. O arroz, por exemplo, dura seis meses numa saca comum. Mas pode durar o dobro numa versão criada pelo Instituto de Pesquisa Internacional do Arroz. Bastou uma camada extra de plástico e um fecho ziplock para reduzir a proliferação de insetos.
Para não estragar vegetais, quanto menos manipulação, melhor. Uma saída para esse problema foi criada na Ceasa de Belo Horizonte, que administra um banco de caixas padronizadas de plástico. A ideia é que o produto possa ir do produtor ao mercado a bordo do mesmo engradado. Como se faz com as cervejas, por exemplo.
A Ceasa do Rio combate a fome fazendo um sopão com os ingredientes encalhados, para distribuir aos pobres. Mas comerciantes não doam salgadinhos que sobram para não evitar processos em caso de intoxicação. Nos EUA, existe uma lei que impede essa situação e incentiva as doações diretas. No Brasil, há um projeto de lei com a mesma ideia, parado no Congresso desde 1997.
No Brasil, algumas ONGs recolhem e doam alimentos saudáveis rejeitados pelos mercados por estarem danificados ou “fora do padrão”. Na Itália, o governo começou a privilegiar em seus contratos as redes que fizerem isso por conta própria. E, nos EUA, a Foodstar fez disso um negócio - oferecendo esses alimentos via internet e delivery, por preços econômicos.
A Itália tem uma lei que torna obrigatório o desconto de pelo menos 50% em produtos cuja validade está próxima. O consumidor só precisa ficar atento para não comprar mais do que consegue aproveitar. Senão, o desperdício apenas se muda do mercado para casa.
Um estudo publicado em janeiro estima que a causa de 40% do desperdício de comida é o apego dos consumidores a padrões estéticos. Legumes e frutas “fora do padrão” são recusados mesmo sendo saudáveis. E esse preconceito afeta toda a cadeia produtiva. Em Portugal, tentam reverter o problema com uma Feira da Fruta Feia.
E se o pote de maionese aberto na geladeira avisasse quando está prestes a estragar? A escocesa Insignia Technologies lançou uma etiqueta que muda de cor conforme o produto “passa de fase”: recém-aberto, use logo e prazo expirado. Outros fabricantes têm tecnologias parecidas, mas ainda são todas caras. Para ficar mais barata, basta a ideia ser adotada em massa.

http://super.abril.com.br/alimentacao/ideia-79-erradicar-fome-766088. shtml




‘A escocesa Insignia Technologies lançou uma etiqueta que muda de cor conforme o produto “passa de fase”’.

A oração destacada acima pode ser substituída, sem prejuízo sintático-semântico ao texto original, por




  • A: à medida que o produto “passa de fase”.
  • B: visto que o produto “passa de fase”.
  • C: conquanto o produto “passar de fase”.
  • D: posto que o produto “passe de fase”.
  • E: apesar de o produto “passar de fase”.

Nos períodos abaixo, a expressão em destaque é substituída pelo pronome oblíquo as. 

O período que mantém a posição do pronome de acordo com a norma-padrão é:
  • A: Meus amigos nunca viram antenas disfarçadas antes – Meus amigos nunca viram-nas antes
  • B: Meus amigos tinham visto antenas disfarçadas na África. – Meus amigos tinham visto-as na África
  • C: Meus amigos viam antenas disfarçadas pela primeira vez. – Meus amigos as viam pela primeira vez.
  • D: Meus amigos provavelmente verão antenas disfarçadas amanhã. – Meus amigos provavelmente verão-nas amanhã
  • E: Meus amigos teriam visto antenas disfarçadas se olhassem bem. – As teriam visto meus amigos se olhassem bem.

Em “Senão, o desperdício apenas se muda do mercado para casa.”, a expressão destacada estabelece, com o conteúdo que lhe antecede no texto, uma relação semântica de




  • A: comparação.
  • B: conclusão.
  • C: contraste.
  • D: conformidade.
  • E: consecução.



Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.
  • A: No primeiro quadrinho, o termo mãe funciona como um vocativo.
  • B: No segundo quadrinho, a expressão onde se encontra o verbo "lembrar" poderia se apresentar da seguinte forma: “nem me lembrei dos números..."
  • C: No terceiro quadrinho, a locução verbal “acabei votando" indica uma ação acabada, apesar de apresentar o gerúndio “votando", que expressa uma ação em curso.
  • D: No terceiro quadrinho, a colocação pronominal em “não me enche" está adequada, pois o advérbio “não" atrai o pronome.
  • E: Nos três quadrinhos, o termo “lá" remete ao mesmo lugar.

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