Questões de Português para Concursos

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Foram encontradas 25035 questões.
Entre as orações abaixo, qual está de acordo com o tempo verbal:
  • A: Amanhã aconteceu coisas que ninguém esperava
  • B: Se teremos sol ontem é porque não choveu
  • C: A Senhora cantará na Igreja no próximo domingo?
  • D: Todas as respostas estão incorretas

Quando uma pessoa nos conta alguma coisa e pede segredo é o mesmo que pedir:
  • A: Imparcialidade
  • B: Descrição
  • C: Sigilo
  • D: Parcialidade

Qual das alternativas contém a palavra que deverá ser acentuada:
  • A: Emprestimo
  • B: Destruir
  • C: Alcançar
  • D: Banana

Quantas sílabas contêm a palavra LIVRAMENTO?
  • A: 2 sílabas
  • B: 5 sílabas
  • C: 4 sílabas
  • D: 6 sílabas

As palavras “cancelamento”, “enriquecer”, “desapego” são respectivamente formadas pelos processos de:
  • A: Derivação prefixal e sufixal, prefixação, sufixação.
  • B: Derivação sufixal, parassíntese, sufixação.
  • C: Derivação sufixal, parassíntese, prefixação.
  • D: Nenhuma das alternativas.

Assinale a alternativa na qual as palavras estão grafadas corretamente de acordo com a série: feixe, azedo, admissão.
  • A: Graxeiro, catequeze- transgressão.
  • B: Xavante - profetizar- progresso.
  • C: Enxarcar - pesquizar – sucesso.
  • D: Nenhuma das alternativas.

Quanto à regra de acentuação, a série de palavras que foi acentuada pela mesma regra é:
  • A: Réu, cá, mausoléu, baú.
  • B: Amiúde, saída, cafeína, saíste.
  • C: Lâmpada, troféu, lápis, bônus.
  • D: Nenhuma das alternativas.

Assinale a alternativa em que a concordância verbal obedece à norma culta:
  • A: O ruído dos caminhões e das máquinas perturbam a comunidade local.
  • B: Haviam muitos empresários interessados naqueles terrenos.
  • C: Somos nós quem paga a conta pelo desleixo das obras públicas.
  • D: Nenhuma das alternativas.



O cajueiro
 

          O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu. Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo.
          Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
          No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
          A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
          Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.
                                                                                                                                                                         Rubem Braga



“...como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa.” Assinale a passagem do texto que define o respeito e o amor que o autor sentia pela velha árvore.
  • A: “Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância.”
  • B: “O cajueiro já devia ser velho quando nasci.
  • C: “mas o grande pé de fruta-pão [...] e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família.”
  • D: Nenhuma das alternativas.

Na frase : “Tenho uma vaga lembrança dos três meninos correndo pelo pátio da escola.” O trecho destacado refere- se ao:
  • A: Objeto indireto.
  • B: Adjunto adnominal.
  • C: Complemento nominal.
  • D: Nenhuma das alternativas.

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