Questões de Português para Concursos

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O caráter público dos textos oficiais exige que eles sejam escritos de forma estritamente impessoal, característica que se observa em:
  • A: Considero, portanto, o excesso de grades uma agressão à paisagem da cidade.
  • B: Lastimavelmente, o decreto regulamenta os casos de construção de prédios na orla.
  • C: Os porteiros têm direito a ter pausa para o almoço e a receber por horas extras trabalhadas.
  • D: Aprovou-se, na Câmara, a tão acertada lei que trata da colocação de grades em espaços públicos.
  • E: Foi ignorada, no documento, a excessiva preocupação dos parlamentares com o volume de carros nas ruas

A redação oficial tem como atributo a clareza, não se admitindo, para os textos, mais de um entendimento possível.

A frase que teria de ser reescrita para se adequar a essa regra da escrita oficial é
  • A: O porteiro ajudou a velha senhora a se sentar sob as árvores.
  • B: Todas as manhãs, aquela senhora observava os pássaros cantando.
  • C: A população da cidade do Rio precisa cuidar melhor dos espaços públicos.
  • D: O pedido da população por mais segurança será discutido pelos vereadores.
  • E: Observando o sol e o mar, o poeta escolheu o tema para um novo poema.

“E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem saber o que dizer.” (parágrafo 7)

O uso do verbo em destaque no pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo estabelece que o fato representado por esse verbo se deu antes de outro fato passado.

Esse mesmo significado é encontrado no que está destacado em:
  • A: Ela já foi uma mulher alegre e jovial.
  • B: A mesma cena se repete ao nascer de cada manhã.
  • C: A velha senhora estava sentada na calçada enquanto amanhecia.
  • D: Na última manhã, a velha senhora chegou e o sol já tinha surgido.
  • E: As grades impressionariam qualquer um que chegasse à cidade

Para atender aos padrões de escrita formal do português, observando-se a norma-padrão, o acento grave indicativo da crase deve ser empregado em:
  • A: A paisagem a qual descrevi me deslumbra até hoje.
  • B: Não havia ninguém na rua quando a manhã se descortinou
  • C: Meu irmão demonstrava surpresa sempre que via as grades.
  • D: A velha senhora tem o olhar atento as belas paisagens da cidade
  • E: Minha percepção sobre o Rio mudou a partir da visão daquela senhora.

A frase na qual o que cumpre somente a função de promover a continuidade do texto sem acumular a função de retomar um antecedente é:
  • A: “Cena que se repete todos os dias”. (parágrafo 5)
  • B: “eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada”. (parágrafo 7)
  • C: “Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente”. (parágrafo 8)
  • D: “são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe.” (parágrafo 8)
  • E: “os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores.” (parágrafo 9)

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego adequado da vírgula está plenamente atendido em:
  • A: O outono que o Rio nos oferece, tem um ar fino, quase frio.
  • B: Uma senhora de cabelos muito brancos, ficava sentada, em uma cadeira.
  • C: Ele se incomodou, com as grades do Rio.
  • D: Todos os dias que passo pelo Aterro vejo, as árvores cada vez mais crescidas.
  • E: O porteiro, que prende passarinhos em gaiolas, não vê que o outono fica mais lindo quando estamos livres.

O emprego do pronome oblíquo em destaque respeita a norma-padrão da língua em:
  • A: Quando perguntaram sobre as grades, fiquei sem saber o que lhes dizer.
  • B: O sol oblíquo nasce atrás dos prédios, mas ainda não conseguiu vencer-lhes.
  • C: A velha senhora está sempre lá. Já espero lhe ver quando saio todas as manhãs.
  • D: Ainda demora para o sol nascer, mas, mesmo assim, a velha senhora já está lá a lhe esperar.
  • E: Quando as pessoas passam na calçada, aquela senhora tem o sorriso pronto para lhes cumprimentar.

No trecho “Nada mais o impressionou, tudo ele achou normal” (parágrafo 7), a relação semântica construída entre as duas orações pode ser explicitada pelo conector
  • A: porém
  • B: porque
  • C: entretanto
  • D: a fim de que
  • E: apesar de que

O texto apresenta-se dividido em dois momentos: o primeiro, em que o narrador descreve minuciosamente a cena observada; e o segundo, em que o narrador se aproxima mais do leitor, estabelecendo, com ele, uma quase
conversa e colocando-se explicitamente no texto.

O início do segundo momento se dá com o trecho:
  • A: “Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.” (parágrafo 2)
  • B: “No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer-se num aceno, quando alguém passar.” (parágrafo 4)
  • C: “É uma cena bonita, eu acho.” (parágrafo 5)
  • D: “Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.” (parágrafo 7)
  • E: “Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora.” (parágrafo 8)

Esse texto, que se inicia a partir do cotidiano de uma velha senhora que tem por hábito sentar-se na calçada observando as manhãs, constrói uma crítica
  • A: ao abandono dos idosos que, na velhice, se veem sozinhos, sem o apoio e o carinho de sua família.
  • B: ao excesso de pessoas e carros nas ruas, que somente é percebido por quem se afasta da cidade por um tempo e retorna.
  • C: às cenas diárias que repetem costumes do passado, que há muito já deveriam ter sido abandonados pela população.
  • D: às grades, que hoje dominam o cenário das cidades e que foram sendo colocadas aos poucos ao redor de todos nós.
  • E: às autoridades de segurança pública, que não atuam em prol do direito de ir e vir, sem riscos, da população

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