Questões de Português para Concursos

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Observe o seguinte silogismo:
“Todos os cientistas são meio amalucados / Meu irmão é amalucado / Meu irmão é cientista.”

Evidentemente, a conclusão desse raciocínio é falsa; o problema desse silogismo é que
  • A: a primeira premissa é falsa.
  • B: a segunda premissa mostra ambiguidade; a segunda premissa mostra ambiguidade
  • C: a conclusão não deriva das premissas.
  • D: o posicionamento dos termos está errado.
  • E: a segunda premissa está desconectada da primeira

“O melhor colégio de Salvador é, sem dúvida, o de meu filho, pois é o que possui melhores condições de ensino”.

Nesse raciocínio, a falha de raciocínio argumentativo é identificada como
  • A: generalização excessiva.
  • B: círculo vicioso.
  • C: falsa analogia.
  • D: simplificação exagerada.
  • E: argumento autoritário.

Assinale a opção que indica a frase que não mostra nenhuma tomada de posição do enunciador.
  • A: Desconhece-se o resultado da pesquisa feita em São Paulo
  • B: Esse cão é o animal mais afetuoso que conheço.
  • C: É preciso ser doido para não ver que isso degrada a paisagem
  • D: Pessoalmente, não me sinto atraído por essa discussão.
  • E: O importante é que saibamos como é difícil chegar ao resultado

Assinale a opção que apresenta uma argumentação subjetiva.
  • A: A primeira causa de mortes de jovens na Espanha são os acidentes de trânsito, já que cada ano morrem cerca de 1400 jovens entre 15 e 29 anos
  • B: Esse é um filme tecnicamente perfeito, mas o roteiro não é original nem me emociona.
  • C: Já se comprovou que cerca de 44% das pessoas consultam seu celular assim que se levantam.
  • D: Se a mesa tem 1 metro e meio de comprimento, não a podemos colocar no salão, pois só há um metro de espaço livre.
  • E: Você não deve preocupar-se com esta prova; a maior parte dos candidatos é aprovada.

“Também leio livros, muitos livros: mas com eles aprendo menos do que com a vida. Apenas um livro me ensinou muito: o dicionário. Oh, o dicionário, adoro-o. Mas também adoro a estrada, um dicionário muito mais maravilhoso.”

Depreende-se desse pensamento que seu autor:
  • A: nada aprende com os livros, com exceção do dicionário;
  • B: deve tudo que conhece ao dicionário;
  • C: adquire conhecimentos com as viagens que realiza;
  • D: conhece o mundo por meio da experiência de vida;
  • E: constatou que os dicionários registram o melhor da vida.

“Os regimes que reprimem a liberdade da palavra, por se incomodarem com a liberdade que ela difunde, fazem como as crianças que fecham os olhos para não serem vistas.”

Sobre esse pensamento, é correto afirmar que:
  • A: o segmento “que reprimem a liberdade da palavra” explica o termo anterior;
  • B: o termo “da palavra” marca o paciente de “liberdade”;
  • C: “por se incomodarem com a liberdade que ela difunde” indica a consequência da repressão da liberdade da palavra;
  • D: a comparação com as crianças marca uma atitude infantil dos regimes citados;
  • E: “que fecham os olhos para não serem vistas” mostra uma ação claramente irracional.

“A liberdade, como a vida, só a merece quem deve conquistá-la a cada dia!”

Essa frase exemplifica um caso de linguagem figurada que é um(a):
  • A: pleonasmo, com a repetição da palavra “liberdade” por meio do pronome pessoal em “a merece”;
  • B: hipérbole, com a expressão “deve conquistá-la a cada dia”, já que indica um exagero;
  • C: elipse do termo “liberdade” no segmento “só a merece quem deve conquistá-la”;
  • D: ironia na comparação “como a vida”, igualando duas realidades muito diferentes: a liberdade e a vida;
  • E: anacoluto com o termo inicial “liberdade”, já que ele não mostra continuidade sintática na frase.

“Não há nada que demonstre tão bem a grandeza e a potência da inteligência humana, nem a superioridade e a nobreza do homem, como o fato de ele poder conhecer, compreender por completo e sentir fortemente a sua pequenez.”

Os termos desse pensamento mostram paralelismo perfeito nos seguintes segmentos:
  • A: “Não há nada” / “como o fato”;
  • B: “que demonstre” / “de ele poder conhecer”;
  • C: “a grandeza e a potência da inteligência humana” / “a superioridade e a nobreza do homem”;
  • D: “poder conhecer” / “compreender por completo”;
  • E: “como o fato de ele poder conhecer” / “compreender por completo e sentir fortemente”.

“E da minha fidelidade não se deveria duvidar; pois, tendo-a sempre observado, não devo aprender a rompê-la agora; e quem foi fiel e bom por quarenta e três anos, como eu, não deve poder mudar de natureza: da minha fidelidade e da minha bondade é testemunha a minha pobreza.”

Nesse pensamento, o autor utiliza os adjetivos “fiel e bom” e, em seguida, os substantivos correspondentes “fidelidade” e “bondade”.

A opção abaixo em que os dois adjetivos citados mostram substantivos adequados é:
  • A: sensato e esperto / sensatez e espertez;
  • B: claro e escuro / clareza e escureza;
  • C: alto e gordo / altura e magrura;
  • D: fundo e profundo / fundeza e profundeza;
  • E: liso e áspero / lisibilidade e asperidade.

“A arte de interrogar não é tão fácil como se pensa. É mais uma arte de mestres do que discípulos; é preciso já ter aprendido muitas coisas para saber perguntar o que não se sabe.”

A frase abaixo que mostra uma interrogação, ainda que indireta, é:
  • A: Sei o porquê de ele ter chegado atrasado;
  • B: Vi quando o táxi capotou;
  • C: Desconheço onde ele mora;
  • D: Vi como ela fez isso;
  • E: Queria conhecer todas as respostas.

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