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 Texto I

Os medos que o poder transforma em

mercadoria política e comercial

Zygmunt Bauman

O medo faz parte da condição humana. Poderíamos até conseguir eliminar uma por uma a maioria das ameaças que geram medo (era justamente para isto que servia, segundo Freud, a civilização como uma organização das coisas humanas: para limitar ou para eliminar totalmente as ameaças devidas à casualidade da Natureza, à fraqueza física e à inimizade do próximo): mas, pelo menos até agora, as nossas capacidades estão bem longe de apagar a “mãe de todos os medos”, o “medo dos medos”, aquele medo ancestral que decorre da consciência da nossa mortalidade e da impossibilidade de fugir da morte.

Embora hoje vivamos imersos em uma “cultura do medo”, a nossa consciência de que a morte é inevitável é o principal motivo pelo qual existe a cultura, primeira fonte e motor de cada e toda cultura. Pode-se até conceber a cultura como esforço constante, perenemente incompleto e, em princípio, interminável para tornar vivível uma vida mortal. Ou pode-se dar mais um passo: é a nossa consciência de ser mortais e, portanto, o nosso perene medo de morrer que nos tornam humanos e que tornam humano o nosso modo de ser-no-mundo.

A cultura é o sedimento da tentativa incessante de tornar possível viver com a consciência da mortalidade. E se, por puro acaso, nos tornássemos imortais, como às vezes (estupidamente) sonhamos, a cultura pararia de repente [...].

Foi precisamente a consciência de ter que morrer, da inevitável brevidade do tempo, da possibilidade de que os projetos fiquem incompletos que impulsionou os homens a agir e a imaginação humana a alçar voo. Foi essa consciência que tornou necessária a criação cultural e que transformou os seres humanos em criaturas culturais. Desde o seu início e ao longo de toda a sua longa história, o motor da cultura foi a necessidade de preencher o abismo que separa o transitório do eterno, o finito do infinito, a vida mortal da imortal; o impulso para construir uma ponte para passar de um lado para outro do precipício; o instinto de permitir que nós, mortais, tenhamos incidência sobre a eternidade, deixando nela um sinal imortal da nossa passagem, embora fugaz.

Tudo isso, naturalmente, não significa que as fontes do medo, o lugar que ele ocupa na existência e o ponto focal das reações que ele evoca sejam imutáveis. Ao contrário, todo tipo de sociedade e toda época histórica têm os seus próprios medos, específicos desse tempo e dessa sociedade. Se é incauto divertir-se com a possibilidade de um mundo alternativo “sem medo”, em vez disso, descrever com precisão os traços distintivos do medo na nossa época e na nossa sociedade é condição indispensável para a clareza dos fins e para o realismo das propostas. [...]

(Adaptado de http://www.ihu.unisinos.br/563878-os-medos-que-o -poder-transforma-em-mercadoria-politica-e-comercial-artigo-dezygmunt-bauman - Acesso em 26/03/2018)





Qual(is) é(são) o(s) item(ns) que reescreve(m), sem gerar prejuízo sintático ou alteração de sentido, o excerto: “Se é incauto divertir-se com a possibilidade de um mundo alternativo ‘sem medo’, em vez disso, descrever com precisão os traços distintivos do medo na nossa época e na nossa sociedade é condição indispensável para a clareza dos fins e para o realismo das propostas. [...]”?

I. Se é ingênuo deleitar-se com a possibilidade de um mundo paralelo “sem medo”, é imperativo, por outro lado, para a clareza de finalidades e para a nudez das propostas, descrever rigorosamente aquilo que distingue o medo em nosso contexto temporal e social.

II. Se é irrefletida a diversão pela possibilidade de um mundo alternativo livre do medo, não obstante, a fim de delimitar a factualidade das propostas e clarificar os propósitos, é imprescindível delinear precisamente as características do medo tal como vivemos.

III. Se é sensato divertir-se com a ideia de um mundo paralelo “sem medo”, ao invés disso, é exigência oportuna descrever relativamente tudo o que define o medo nesta época e sociedade, posto que há clareza dos fins e realismo nas propostas.






  • A: Apenas II.
  • B: Apenas II e III.
  • C: Apenas I e III.
  • D: Apenas I e II.
  • E: I, II e III.


Dicas de Segurança: Em casa

• Em sua residência, ao atender um chamado, certifique-se de quem se trata, antes mesmo de atendê-lo. Em caso de suspeita, chame a Polícia.
• À noite, ao chegar em casa, observe se há pessoas suspeitas próximas à residência. Caso haja suspeita, não estacione; ligue para a polícia e aguarde a sua chegada.
• Não mantenha muito dinheiro em casa e nem armas e joias de muito valor.
• Quando for tirar cópias de suas chaves, escolha chaveiros que trabalhem longe de sua casa. Dê preferência a profissionais estabelecidos e que tenham seus telefones no catálogo telefônico.
• Evite deixar seus filhos em casa de colegas e amigos sem a presença de um adulto responsável.
• Cuidado com pessoas estranhas que podem usar crianças e empregadas para obter informações sobre sua rotina diária.
• Cheque sempre as referências de empregados domésticos (saiba o endereço de sua residência).
• Utilize trancas e fechaduras de qualidade para evitar acesso inoportuno. O uso de fechaduras auxiliares dificulta o trabalho dos ladrões.
• Não deixe luzes acesas durante o dia. Isso significa que não há ninguém em casa.
• Quando possível, deixe alguma pessoa de sua confiança vigiando sua casa. Utilize, se necessário, seu vizinho, solicitando-lhe que recolha suas correspondências e receba seus jornais quando inevitável.
• Ao viajar, suspenda a entrega de jornais e revistas.
• Não coloque cadeados do lado de fora do portão. Isso costuma ser um sinal de que o morador está viajando.
• Cheque a identidade de entregadores, técnicos de telefone ou de aparelhos elétricos.
• Insista com seus filhos: eles devem informar sempre onde estarão, se vão se atrasar ou se forem para a casa de algum amigo. É muito importante dispor de todos os telefones onde é possível localizá-los.
• Verifique se as portas e janelas estão devidamente trancadas e jamais avise a estranhos que você não vai estar em casa.

Adaptado de https:<//sesp.es.gov.br/em-casa>. Acesso em: 30/jan./2019.







Considerando as regras de regência e de colocação pronominal, assinale a alternativa redigida corretamente.





  • A: Lembre-se de suspender a entrega de jornais e revistas.
  • B: Lembre da suspensão da entrega de jornais e revistas.
  • C: Não esqueça-se de trancar portas e janelas.
  • D: Não esqueça de trancar portas e janelas.
  • E: É mais preferível pedir que o vizinho recolha as correspondências do que suspender sua entrega.


Considerando a norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma.





  • A: Em “Elas têm, portanto, a cara do bairro.”, o termo destacado pode ser substituído por “tem” sem que ocorra prejuízo gramatical.
  • B: Em “...os fatores que asseguram que todas as unidades da rede possam funcionar...”, o termo destacado deve ser substituído por “possa” para que haja concordância com o termo rede.
  • C: Em “No Brasil as escolas se parecem mais com os bairros...”, é necessário emprego de vírgula após “No Brasil”.
  • D: Em “Elas têm, portanto, a cara do bairro.”, as vírgulas utilizadas podem ser retiradas sem que haja prejuízo gramatical.
  • E: Em “Essa diferença é enorme no Brasil.”, é obrigatório o emprego de vírgula antes da expressão “no Brasil”.

O acento gráfico utilizado na palavra “permanência” justifica-se porque




  • A: todas as proparoxítonas são acentuadas. Como a palavra é uma proparoxítona, ela deve ser acentuada.
  • B: é uma paroxítona terminada em “a”
  • C: é uma paroxítona terminada em ditongo.
  • D: é polissílaba
  • E: a sílaba tônica da palavra produz um som nasal.

Em “Haverá no mundo um milhão de homens, talvez mulheres, apaixonados por ela.", é correto afirmar que
  • A: o verbo “Haverá" deveria ser “Haverão" para concordar com “... um milhão de homens, talvez mulheres, apaixonados por ela".
  • B: o verbo “Haverá" está conjugado no futuro do pretérito do indicativo.
  • C: o uso do verbo “Haverá" no singular ocorre porque o verbo “haver" é impessoal e, portanto, não apresenta concordância com o sujeito da oração.
  • D: o verbo “Haverá" está acentuado por ser uma proparoxítona.
  • E: o verbo “Haverá" tem mais de três silabas, é, portanto, uma palavra polissílaba.


Em “Fotos e vídeos agressivos têm um efeito real sobre a nossa qualidade de vida.”, o termo destacado





  • A: foi acentuado incorretamente.
  • B: recebeu acento para concordar com o sujeito simples da oração.
  • C: recebeu acento para concordar com o sujeito composto da oração.
  • D: foi acentuado por estar conjugado no tempo passado.
  • E: está conjugado na primeira pessoa do plural.

Nas duas orações a seguir, pertencentes a períodos diferentes: “... as lembranças vêm acompanhadas...” e “As comidas têm um efeito real sobre nós.”, os dois termos destacados estão acentuados
  • A: para concordar com os sujeitos compostos que os antecedem.
  • B: para atender à regência dos nomes “lembranças” e “comidas”
  • C: porque estão conjugados na primeira pessoa do plural do presente do indicativo.
  • D: porque todos os verbos conjugados em primeira pessoa do plural, independente de tempo e modo, devem receber acento diferencial.
  • E: porque estão conjugados na terceira pessoa do plural do presente do indicativo.


Em “Fotos e vídeos agressivos têm um efeito real sobre a nossa qualidade de vida.”, o termo destacado





  • A: foi acentuado incorretamente.
  • B: recebeu acento para concordar com o sujeito simples da oração.
  • C: recebeu acento para concordar com o sujeito composto da oração.
  • D: foi acentuado por estar conjugado no tempo passado.
  • E: está conjugado na primeira pessoa do plural.

     ENTRE NO EIXO

Descuidar-se das costas pode afetar seu humor, sua autoconfiança e até sua vida sexual. (Vai querer?) Corrija sua postura agora.

Por Meghan Rabbit e Elaine Carvalho

Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem. Está largada no sofá, com as costas tortas e os ombros arqueados? Debruçada sobre o notebook? Então aproveite para se corrigir. Você vai descobrir que mais coisas do que você imagina acontecem no corpo e na cabeça quando você se desconecta daquela que é o eixo do seu corpo: a coluna. E que as consequências vão além daquela dor chata nas costas. “A postura errada atrapalha a respiração, enfraquece os músculos e derruba seu nível de energia”, fala o quiropata americano Steven Weiniger, especialista em postura e autor do livro Stand Taller, Live Longer (sem edição em português). Em outras palavras, se reflete na sua aparência e no modo como você se sente. Veja por que e como colocar cada parte do seu corpo no lugar certo.

Por que colocar o corpo no eixo?

Porque andar como o corcunda de Notre Dame vai muito além de ser feio e nada sexy. Ao corrigir a postura, você sai ganhando em...

1/ MAIS FOCO

De acordo com Steven Weiniger, ao manter as costas arqueadas, as costelas pressionam o diafragma, impedindo que os pulmões inflem completamente. (Quer fazer o teste? Tente inspirar profundamente nessa posição e vai sentir dificuldade.) Isso influencia a respiração, que fica mais curta e, por isso, prejudica a oxigenação do corpo, do cérebro e acaba afetando sua capacidade de concentração.

2/ AUTOESTIMA E BOM HUMOR Quem caminha curvado, com os ombros projetados para a frente, tende a se sentir mais baixo-astral do que quem tem porte de rainha. Foi o que concluiu uma pesquisa da San Francisco State University (EUA) realizada com dois grupos de voluntários, que testaram andar dos dois jeitos e depois contaram como se sentiram. O experimento revelou que o cérebro se deixa levar pela postura: mover-se com confiança vai fazê- la se sentir assim e bancar a desleixada também se reflete em como se sente. O físico ucraniano Moshe Feldenkrais, criador de um método que leva seu sobrenome e busca, por meio da consciência corporal, novas maneiras de se movimentar, também não fazia distinção entre quem vem primeiro – se movimento ou emoção. Para ele, uma pessoa triste se encolhe, enquanto alguém feliz ergue a cabeça e abre o peito naturalmente. “Contraímos a musculatura sempre que sentimos medo ou tensão, assim como abaixamos a cabeça e projetamos o abdômen para a frente”, explica a educadora somática Mariana Huck, de São Paulo, coordenadora do Núcleo Feldenkrais Brasil. “É uma reação normal. O desafio é não cristalizar essa postura rígida, o que leva à dor e impacta as emoções.”

3/ CORPO LIVRE DE DORES

“Quando a coluna está fora do eixo, vários músculos precisam entrar em ação para compensar o desequilíbrio postural”, observa a fisioterapeuta Mary Ann Wilmarth, da Harvard University (EUA). Isso gera uma reação em cadeia, que resulta em dor, formigamento e espasmos musculares em várias partes do corpo.

4/ TESÃO EM DIA

Uma postura desleixada tem ligação direta com a flacidez do core (musculatura que inclui o abdômen), o que, por sua vez, pode ter impacto negativo entre quatro paredes – e não apenas na frente do espelho. “Quanto mais flácido seu abdômen, mais fracas podem ficar a libido e a performance na cama”, diz a americana Debby Herbenick, especialista em saúde sexual. Portanto, antes de investir em lingeries sensuais, valorize seu corpo ao praticar exercícios capazes de colocá-lo nos eixos.

(Fonte: Revista Women’s Health. Número 79 publicada em Maio de 2015. Editora Abril)




Observe a seguinte sentença retirada do texto ENTRE NO EIXO: “Preste atenção em sua postura enquanto lê esta reportagem”. Levando em consideração as regras de ortografia da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta com relação ao acento utilizado no verbo ler.

  • A: A forma verbal lê apresenta acento para distingui-la da forma verbal leio.
  • B: A forma verbal lê é acentuada porque se trata de uma conjugação verbal terminada em vogal aberta.
  • C: A forma verbal lê é acentuada porque se trata de um monossílabo tônico.
  • D: A forma verbal lê é acentuada porque se trata de uma oxítona terminada em ditongo.
  • E: A forma verbal lê é acentuada porque se trata de uma oxítona terminada na vogal fechada e.


São acentuadas, pela mesma regra gramatical de acentuação gráfica, as palavras





  • A: só – até.
  • B: últimas – fácil.
  • C: história – parágrafo.
  • D: você – três.
  • E: inalienável – provável.

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