Questões de Português para Concursos

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No texto, o autor considera “a chave" oferecida ao outro, em um relacionamento,





  • A: uma joia.
  • B: uma aliança.
  • C: um sorriso agridoce.
  • D: um buquê de flores.
  • E: um totem de confiança.


Pelo texto, infere-se que são termos que o autor utiliza para designar “a chave" após o fim de um relacionamento, EXCETO





  • A: ferramenta sem propósito.
  • B: chave do adeus.
  • C: chave inútil e esquecida.
  • D: chaves de despedida.
  • E: chave falsa.

No que tange à concordância, qual expressão NÃO completa a sentença de acordo com o registro formal culto em __________________ já passou a noite em claro?
  • A: Um ou outro indivíduo.
  • B: A maior parte das pessoas.
  • C: Mais de um amigo do escritor.
  • D: Creio que 10% da população.
  • E: Tanto o escritor quanto o jornalista.

Substituindo-se o verbo destacado em "Só existem dois dias..." (L. 1) por uma locução verbal, ficará em DESACORDO com as regras de concordância verbal, segundo o registro culto e formal da língua, a expressa em
  • A: podem existir.
  • B: hão de existir.
  • C: há de haver.
  • D: deve haver.
  • E: deve existir.


A CHAVE

Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo

IVAN MARTINS

    Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou.
    O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio.
   Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança.
    Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase.
    Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo.
    O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo.
    [...]
    Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos.
    Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são.
    [...]
    A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito.
   Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra.
  Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo". E, assim como a outra, dispensa “eu também". Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/04/chave.html




Em “... um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia.", o termo destacado significa

  • A: saudade.
  • B: indiferença.
  • C: indecisão.
  • D: morbidez.
  • E: languidez.

As importações estrangeiras ______________ palavras indispensáveis à nossa língua, mas também ___________ ao nosso dispor outras desnecessárias.

Preenchem corretamente as lacunas acima, as formas verbais
  • A: trouxeram e pusessem.
  • B: trouxeram e puseram.
  • C: trariam e ponham.
  • D: trouxessem e porão.
  • E: trazem e ponham.

De acordo com a norma culta da língua, qual a única frase correta, quanto à concordância?
  • A: Gol, pênalti, chute, tudo foi importado da Inglaterra.
  • B: A importação de palavras, às vezes, são necessárias.
  • C: Bastante pessoas gostam de usar vocábulos importados.
  • D: Existe na língua expressões estrangeiras desnecessárias.
  • E: Por toda a parte há cartazes com expressões e vocábulos estrangeiro.

Há uma transgressão ao registro culto e formal da língua, quanto à concordância verbal e nominal em qual das frases abaixo?
  • A: Faz anos que procuramos descobrir a razão de tamanha preocupação com o futuro.
  • B: É preciso que se busque o novo haja vista o mercado que passou a existir.
  • C: Em meio a uma crise, ela mesma conseguiu reunir esforços para superar esse momento.
  • D: Os céticos discordam, mas pode haver sonhos passíveis de realização se lutarmos por eles.
  • E: Não se tratam de respostas para questionamentos de difíceis soluções.

A sentença que está escrita de acordo com o registro culto e formal da língua é:
  • A: Deve haver vários escritores para quem o advento das novas tecnologias foi bom.
  • B: Cerca de 10% das pessoas com computador em casa usa com facilidade as novas tecnologias.
  • C: Cada um dos novos profissionais devem ter habilidades computacionais.
  • D: Não vejo mais máquinas de escrever a venda fazem cinco anos.
  • E: Tanto o homem jovem quanto os velhos deve se adaptar às novas tecnologias.

Em qual das frases abaixo a concordância verbal, segundo o registro culto e formal da língua, está INCORRETA?
  • A: Deve haver pessoas que não sejam passionais e tendenciosas.
  • B: Não se ouvia mais os conselhos do amigo.
  • C: Já faz meses que ele passou a escutar sua consciência.
  • D: Quem eram as pessoas mais importantes de sua vida?
  • E: Fui eu quem lhe mostrou a pessoa mais importante da vida dele.

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