Questões de Português para Concursos

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Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA, assinale a opção correta.
  • A: Os termos “monopólio” (ℓ.24) e “oligopólio” (ℓ.27) podem ser considerados sinônimos no texto, pois têm o mesmo sentido: comércio realizado por poucos.
  • B: Na linha 30, o deslocamento do vocábulo “claramente” para após “regime” manteria o sentido original do texto.
  • C: A substituição da vírgula após “global” (ℓ.9) por dois-pontos manteria a correção gramatical do período e o sentido original do texto.
  • D: Os vocábulos “ainda” (ℓ.13) e “enquanto” (ℓ.23) exprimem tempo decorrido.
  • E: Os adjetivos “estupenda” (ℓ.12) e “imperioso” (ℓ.39) são marcas de subjetividade no texto.



Com relação às ideias do texto CG2A1AAA, assinale a opção correta.
  • A: A discussão sobre o espaço público de comunicação social restringe-se, no texto, ao contexto político das democracias.
  • B: Em países onde a oligarquia opera sob aparência democrática, o debate público é controlado por empresas detentoras de meios de comunicação de massa.
  • C: Em grandes democracias, a televisão e o rádio, nessa ordem, são os veículos que mais influenciam o resultado de eleições.
  • D: A primeira forma de comunicação social foi o jornal, cujo desenvolvimento foi propiciado pela descoberta dos caracteres de imprensa.
  • E: As teorias políticas contemporâneas ignoram o efeito da técnica e da variedade de veículos de comunicação de massa na formação da opinião pública.

Destruindo Riqueza
A economia cresce encontrando soluções, em geral tecnológicas, para reduzir ineficiências e, nesse processo, libera mão de obra.
Um exemplo esclarecedor é o do emprego agrícola nos EUA. Até 1800, a produção de alimentos exigia o trabalho de 95% da população do país. Em 1900, a geração de comida para uma população já bem maior mobilizava 40% da força de trabalho e, hoje, essa proporção mal chega a 3%. Quem abandonou a roça foi para cidades, integrando a força de trabalho da indústria e dos serviços.
Esse processo pode ser cruel para com indivíduos que ficam sem emprego e não conseguem se reciclar, mas é dele que a sociedade extrai sua prosperidade. É o velho fazer mais com menos.
A internet, com sua incrível capacidade de conectar pessoas, abriu novos veios de ineficiências a eliminar. Se você tem um carro e não é chofer de praça nem caixeiro viajante, ele passa a maior parte do dia parado, o que é uma ineficiência. Se você tem um imóvel vago ou mesmo um dormitório que ninguém usa, está sendo improdutivo. O mesmo vale para outros apetrechos que você possa ter, mas são subutilizados.
Os aplicativos de compartilhamento, ao ligar de forma instantânea demandantes a ofertantes, permitem à sociedade fazer muito mais com aquilo que já foi produzido (carros, prédios, tempo disponível etc.), que é outro jeito de dizer que ela fica mais rica.
É claro que isso só dá certo se não forem criadas regulações desnecessárias que embaracem os acertos voluntários entre as partes. A burocratização da oferta de serviços de aplicativos torna-os indistinguíveis. Dá para descrever isso como a destruição de riqueza.(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 31.10.2017. Adaptado) 
Conforme o texto, as soluções encontradas pela economia, em geral tecnológicas, para reduzir ineficiências
  • A: são socialmente condenáveis, na medida em que a produção de riquezas passa a depender menos de mão de obra, causando desemprego.
  • B: constituem um retrocesso, já que prejudicam especialmente a força de trabalho que veio do campo, e que não está adaptada a tecnologias.
  • C: não provocam grandes impactos, uma vez que a totalidade dos trabalhadores oriundos da agricultura e da indústria acabam sendo absorvidos.
  • D: são muito positivas econômica e socialmente, pois exigem que os trabalhadores se reciclem e requerem grande volume de mão de obra especializada.
  • E: podem ser danosas aos trabalhadores que, não conseguindo se adaptar a essa realidade, ficam sem emprego, mas necessárias para a prosperidade social.



Mantendo-se o sentido e a correção gramatical do texto CG1A1CCC, a expressão “intensificação” (linha 16) poderia ser substituída por
  • A: supressão.
  • B: rarefação.
  • C: desfalque.
  • D: limitação.
  • E: aumento



No texto CG1A1CCC, funciona como um dos complementos da forma verbal “causando” (linha 14) o termo
  • A: “ondas de calor” (ℓ.16).
  • B: “secas” (ℓ.16).
  • C: “secas, chuvas e inundações” (ℓ. 16 e 17).
  • D: “segurança alimentar, hídrica e energética” (ℓ. 14 e 15).
  • E: “nível do mar” (ℓ.15).



De acordo com o texto CG1A1CCC, as alterações climáticas causam preocupação, entre outros motivos, porque
  • A: resultam da elevação na temperatura terrestre média.
  • B: tornam inviáveis as práticas agropecuárias.
  • C: trazem riscos às áreas urbanas e à segurança das populações.
  • D: têm efeitos irreversíveis.
  • E: afetam de forma igual toda a população mundial.



No trecho “em uma época anterior à dos dinossauros” (linhas 2 e 3) do texto CG1A1BBB, o emprego do sinal indicativo de crase decorre da





  • A: regra de acentuação de palavras monossílabas.
  • B: presença de expressão adverbial com nome feminino.
  • C: elipse do nome “época” imediatamente depois de “à” (ℓ.3).
  • D: regência do adjetivo “anterior” (ℓ.3) e presença do artigo feminino antes do termo elíptico “época”.
  • E: regência do nome “época” (ℓ.3).



No texto CG1A1BBB, o pronome “os” (linha 12) remete a
  • A: “células” (ℓ.10) e “espaços” (ℓ.10).
  • B: “os tecidos das plantas” (ℓ.11).
  • C: “tecidos” (ℓ.11) e “plantas” (ℓ.11).
  • D: “Os fósseis da floresta” (ℓ.6).
  • E: “seus formatos” (ℓ.8).




De acordo com o texto CG1A1BBB, o processo de permineralização celular pode ser compreendido como a






  • A: conservação, de causa desconhecida, dos formatos da vegetação da região norte do Tocantins.
  • B: introdução de elementos vivos resistentes em folhas e caules de plantas a fim de preservá-las da extinção.
  • C: infiltração, na matriz das plantas, de minerais aptos a mantê-las vivas a despeito das condições climáticas.
  • D: sustentação da estrutura da vegetação por meio da formação de uma camada de sílica na superfície das plantas.
  • E: penetração na composição celular das plantas de elemento capaz de formar uma estrutura interior inorgânica.

Da indolência
O imperador Vespasiano, durante a enfermidade de que veio a morrer, não deixava de se ocupar dos negócios do Império; e, no seu próprio leito, tratava das questões mais importantes. Tendo-lhe o médico censurado essa atividade por nociva à saúde, disse ele: “um imperador precisa morrer em pé”. Eis, a meu ver, um belo pensamento.
Em idênticas circunstâncias, o imperador Adriano teve as mesmas palavras, as quais se deveriam lembrar aos reis para compreender que essa importante responsabilidade de dirigir os homens não é uma situação em que possam permanecer ociosos. E que nada pode desanimar mais o súdito, no seu afã de bem servir o soberano, do que saber que, enquanto corre riscos e se atarefa, seu senhor se entrega à indolência e cuida de seu prazer sem se interessar pelo bem-estar de seu povo.
(MONTAIGNE. Ensaios. Trad. Sérgio Milliet. São Paulo: Abril Cultural, Os Pensadores, 1972, p. 314)
Atentando-se para recursos utilizados na redação do texto, e considerando-se o contexto, é correto afirmar que
  • A: o termo sublinhado em no seu próprio leito (1º parágrafo) denota o sentido de exclusividade.
  • B: o segmento por nociva à saúde (1º parágrafo), onde ocorre uma elipse do verbo ser, tem sentido causal.
  • C: a expressão idênticas circunstâncias (2º parágrafo) está-se referindo às mesmas palavras (2º parágrafo).
  • D: o elemento sublinhado no segmento uma situação em que possam permanecer ociosos pode ser substituído por aonde.
  • E: o antônimo de bem-estar se constrói com o adjetivo mau.

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