Questões de Português para Concursos

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A frase em que a forma verbal está empregada com sentido idêntico ao do verbo haver em – A lista traz funções não exigidas nas empresas há cinco anos. (2º parágrafo) – é:
  • A: Há de tudo um pouco naquela feira de tecnologia que visitamos com o pessoal da empresa.
  • B: Há cerca de um mês, o documento foi encaminhado ao departamento responsável.
  • C: Há que se realizar uma série de ajustes para que as reformas sejam implementadas.
  • D: Há 50% dos trabalhadores que já fizeram cursos para ampliar suas capacidades digitais.
  • E: Há um prazo de dois meses para a construtora terminar a obra sem que seja multada.

Quanto às regras de concordância da norma-padrão da língua, está redigida corretamente a frase:
  • A: Uma parceria entre Tera, Scoop&Co e Época Negócios obteve dados interessantes sobre como as transformações digitais têm sido vistas pelos trabalhadores brasileiros.
  • B: A pesquisa sobre as capacidades digitais dos trabalhadores brasileiros, feita em parceria por Tera, Scoop&Co e Época Negócios, receberam apoio de Love Mondays.
  • C: A chegada de novas tecnologias no mercado de trabalho vêm deixando empolgado uma quantidade considerável dos brasileiros, conforme números divulgados pela Época Negócios.
  • D: Recentemente, surgiu novas tecnologias no mercado de trabalho, transformando a rotina de muitos trabalhadores, obrigado a atualizar seus conhecimentos.
  • E: O trabalhador precisa estudar para atender às demandas do mercado de trabalho, os quais se transformam constantemente com as novas tecnologias.



Leia o texto para responder à questão.

Karl Marx romancista e dramaturgo?

     É preciso levar a sério a filha de Marx, Eleanor, quando disse que seu pai “era o mais alegre e divertido de todos os homens”. Em outubro de 1837, com apenas dezenove anos, o jovem Karl compôs uma peça de teatro e um breve romance satírico, inacabados, nos quais ridiculariza e condena as convenções burguesas, o moralismo filisteu, a aristocracia e o pedantismo intelectual.
    Naquele ano, por indicação médica – pois adoecera por excesso de trabalho –, Marx deixou Berlim e estabeleceu-se, para repousar, em Stralow, uma vila de pescadores. Mas, em vez do descanso, optou por trabalhar intensamente. Foi nesse momento que escreveu as duas operetas contidas no livrinho que a Boitempo oferece agora aos leitores brasileiros: Escorpião e Félix e Oulanem.
    Essas pequenas obras remetem à atmosfera cultural da Alemanha no período posterior ao Congresso de Viena, com a rejeição romântica do classicismo e a grande difusão da obra de Laurence Sterne, principalmente do seu Tristram Shandy. Esse romance, publicado entre 1759 e 1767, cobre de ridículo os estereótipos literários então dominantes. É dessa fonte literária, além de pitadas de E. T. A. Hoffmann, que o jovem Karl bebe em seu romance Escorpião e Félix, dissolvendo os lugares comuns narrativos num divertido desprezo pela lisura formal do romance clássico. Já Oulanem é um drama fantástico em versos, um suspense gótico. Na criação desse poema-tragédia, ambientado numa aldeia na Itália, o jovem filósofo estava sob a influência dominante de Goethe e, sob essa luz, delineava sua visão da história e sua ideia de que o mundo precisava ser completamente revolucionado.
   Esse Karl ainda não é o Marx que conhecemos melhor, mas são claros os indícios do futuro filósofo materialista que despontam.

(Carlos Eduardo Ornelas Berriel. https://blogdaboitempo.com.br. Adaptado)



De acordo com o texto, as obras Escorpião e Félix e Oulanem, de Karl Marx, têm em comum o fato de serem
  • A: burlescas e tratarem de temas metafísicos.
  • B: empoladas e desenvolverem teses filosóficas.
  • C: classicistas e reproduzirem estereótipos burgueses.
  • D: incompletas e atacarem a tradição acadêmica.
  • E: regionalistas e terem a Itália como cenário.



Leia o texto para responder à questão.




Karl Marx romancista e dramaturgo?







     É preciso levar a sério a filha de Marx, Eleanor, quando disse que seu pai “era o mais alegre e divertido de todos os homens”. Em outubro de 1837, com apenas dezenove anos, o jovem Karl compôs uma peça de teatro e um breve romance satírico, inacabados, nos quais ridiculariza e condena as convenções burguesas, o moralismo filisteu, a aristocracia e o pedantismo intelectual.



    Naquele ano, por indicação médica – pois adoecera por excesso de trabalho –, Marx deixou Berlim e estabeleceu-se, para repousar, em Stralow, uma vila de pescadores. Mas, em vez do descanso, optou por trabalhar intensamente. Foi nesse momento que escreveu as duas operetas contidas no livrinho que a Boitempo oferece agora aos leitores brasileiros: Escorpião e Félix e Oulanem.



    Essas pequenas obras remetem à atmosfera cultural da Alemanha no período posterior ao Congresso de Viena, com a rejeição romântica do classicismo e a grande difusão da obra de Laurence Sterne, principalmente do seu Tristram Shandy. Esse romance, publicado entre 1759 e 1767, cobre de ridículo os estereótipos literários então dominantes. É dessa fonte literária, além de pitadas de E. T. A. Hoffmann, que o jovem Karl bebe em seu romance Escorpião e Félix, dissolvendo os lugares comuns narrativos num divertido desprezo pela lisura formal do romance clássico. Já Oulanem é um drama fantástico em versos, um suspense gótico. Na criação desse poema-tragédia, ambientado numa aldeia na Itália, o jovem filósofo estava sob a influência dominante de Goethe e, sob essa luz, delineava sua visão da história e sua ideia de que o mundo precisava ser completamente revolucionado.


    Esse Karl ainda não é o Marx que conhecemos melhor, mas são claros os indícios do futuro filósofo materialista que despontam.


(Carlos Eduardo Ornelas Berriel. https://blogdaboitempo.com.br. Adaptado)

A respeito da distribuição do conteúdo abordado no texto, pode-se afirmar corretamente que,
  • A: no parágrafo 1º , são listadas as principais preferências literárias do filósofo Karl Marx.
  • B: no parágrafo 2º , expõem-se as intenções de Karl Marx ao desenvolver suas obras literárias.
  • C: no parágrafo 3º , apresentam-se algumas influências sobre Karl Marx romancista e dramaturgo.
  • D: no parágrafo 4º , defende-se que a obra literária de Karl Marx deve sobrepor-se à obra filosófica.
  • E: nos parágrafos 2º e 3º , justifica-se a crítica que Karl Marx dirige à classe burguesa alemã.

Leia a tira para responder à questão.




No contexto da tira, emprega-se a frase

  • A: “O mundo é uma máquina...”, em sentido próprio, para fazer referência ao atual estágio de evolução tecnológica em que se encontra a humanidade.
  • B: “... é uma máquina de moer corações.”, em sentido figurado, para expressar a ideia de que, nas relações sociais, predominam o respeito e o altruísmo.
  • C: “Como alguém tem coragem de operar...”, em sentido figurado, para condenar a apatia de algumas pessoas em um contexto de transformações sociais.
  • D: “Certamente é gente...”, em sentido próprio, para negar que possam existir pessoas indiferentes ao fato de o mundo ser um ambiente hostil.
  • E: “... gente que não tem coração.”, em sentido figurado, para se referir à insensibilidade de pessoas cujas ações tornam o mundo um lugar opressivo.

Leia a tira para responder à questão.


Considere as frases dos três quadrinhos:
• O mundo é uma máquina de moer corações. • Como alguém tem coragem de operar essa máquina? • Certamente é gente que não tem coração.
Assinale a alternativa em que os pronomes empregados para substituir as expressões destacadas estão em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: máquina de moê-los / coragem de operá-la / gente que não o tem.
  • B: máquina de moê-los / coragem de operar-lhe / gente que não lhe tem.
  • C: máquina de moer-lhes / coragem de operá-la / gente que não o tem.
  • D: máquina de moer-lhes / coragem de operar-lhe / gente que não lhe tem.
  • E: máquina de moer-nos / coragem de operá-la / gente que não lhe tem.



Leia o texto para responder à questão.

O futuro do trabalho

   Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a humanidade.
   Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida.
   É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades.
   Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos possam aprender a aprender.
   Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise.
    Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário.

(Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado)


 




Considere a seguinte passagem do 4º parágrafo, para responder à questão.
Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos possam aprender a aprender.
O termo em destaque na frase “Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida...” refere-se à seguinte informação do parágrafo anterior:
  • A: o aprendizado desde a primeira infância pouco acrescenta.
  • B: o conceito de aprendizagem ao longo da vida não pode ser implicado.
  • C: o desenvolvimento de competências básicas é imprescindível.
  • D: a exigência de aprendizagem ao longo da vida pode ser preterida.
  • E: a imposição do desenvolvimento de competências desde cedo é controversa.



Leia o texto para responder à questão.

O futuro do trabalho

   Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a humanidade.
   Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida.
   É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades.
   Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos possam aprender a aprender.
   Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise.
    Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário.

(Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado)


 




Considere as passagens:
• Outras serão criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. (3o parágrafo) • ... que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário. (último parágrafo)
Os termos em destaque nas passagens expressam noções, respectivamente, de
  • A: contraste e de condição, e podem ser corretamente substituídos por “entretanto” e “caso”, nessa ordem.
  • B: ressalva e de tempo, e podem ser corretamente substituídos por “contudo” e “desde que”, nessa ordem.
  • C: conclusão e de comparação, e podem ser corretamente substituídos por “portanto” e “como”, nessa ordem
  • D: explicação e de tempo, e podem ser corretamente substituídos por “pois” e “quando”, nessa ordem.
  • E: conclusão e de concessão, e podem ser corretamente substituídos por “assim” e “mesmo que”, nessa ordem.




Assinale a alternativa em que, após a inserção das vírgulas, a frase do texto estará em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa


  • A: ... uma visão centrada, em políticas públicas, para enfrentar desafios que o século trouxe para a humanidade.
  • B: ... programas para evitar, o crescimento da desigualdade, e melhorar a preparação das gerações futuras...
  • C: ... haverá, em poucos anos, a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações...
  • D: Teremos também que contar, com um ecossistema educacional, que inclua modalidades ágeis de cursos para capacitação...
  • E: A certificação de, conhecimentos previamente adquiridos, ganha força e sentido de urgência...

Substituindo-se os termos destacados na frase “Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos...” a redação permanecerá em conformidade com a norma-padrão de regência em:
  • A: Por isso, o relatório impõe por uma agenda econômica focada com seres humanos...
  • B: Por isso, o relatório reivindica uma agenda econômica ajustada para seres humanos...
  • C: Por isso, o relatório reclama de uma agenda econômica dirigida de seres humanos...
  • D: Por isso, o relatório postula com uma agenda econômica aplicada por seres humanos...
  • E: Por isso, o relatório requer de uma agenda econômica destinada a seres humanos...

Exibindo de 20031 até 20040 de 25035 questões.