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Advérbio é a classe gramatical das palavras que indicam circunstâncias e, com isso, contextualiza o nosso entendimento do que está se querendo expressar ao usar verbos, advérbios ou de adjetivos. Assinale a alternativa cuja frase utiliza o advérbio que corresponde corretamente à classificação que a acompanha.
  • A: Ele é bastante discreto. Advérbio de modo.
  • B: Não sei o que isso quer dizer. Advérbio de dúvida.
  • C: Fez o exercício apressadamente. Advérbio de intensidade.
  • D: Sempre teremos uns aos outros. Advérbio de tempo.
  • E: Chegou esbaforido e nos contou as boas novas. Advérbio de afirmação.

Dentre as alternativas a seguir, aquela que apresenta ao menos uma frase em discurso indireto é
  • A: Não havia mais alternativa para eles. Haviam se amado com a mesma intensidade com a qual agora se repeliam. Outrora irmãos na luz, ali, não mais: eram apenas inimigos em meio a fogo.
  • B: Sentou-se na escadaria diante de seu jovem amigo e lhe explicou tópicos de ética, mortalidade e até mesmo religião. Chegou até mesmo a lhe perguntar quem é que poderia saber do dia de amanhã. Tudo isso para salvar o rapagote de sua própria fúria.
  • C: A mulher sabia que lealdade não era algo a se encontrar em qualquer lugar, mas que sempre havia quem estivesse disposto a vender seus serviços. Encontrar bons aliados tratar-se-ia, portanto, menos de valores morais do que de monetários. Contudo, lembrou-
  • D: “As máquinas um dia irão reger as nossas vidas”, disse a moça. Sua mãe não achava graça. “Quem vai querer se casar com uma mulher que vive com a cabeça na lua?”, perguntou retoricamente. A filha, de pronto, respondeu: “Alguém que não queira que sua espos
  • E: Frente à frente, no canto do luxuoso salão de festas, os velhos amigos se observavam. Um deles pensava no que dizer para remediar a situação, para tentar convencer seu sócio a desistir de sua empreitada fadada a fracassar. O outro, por sua vez, pensava e




“Muitas vezes menos mortais do que as epidemias, porém mais frequentes, as sedições de toda natureza marcavam com súbita violência os tempos fortes de uma inquietude coletiva que, entre as explosões, permanecia silenciosa, até mesmo subterrânea. (...) Pode-se então falar, na civilização da Europa pré-industrial, com a condição de não tomar a expressão ao pé da letra, de uma ‘cotidianidade da revolta’”.

 

(DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2009)

 



Assinale a alternativa a seguir na qual o trecho destacado extraído do texto é classificado como um aposto quanto à sua função sintática.
  • A: “Pode-se então falar, na civilização da (...)”.
  • B: “(...) explosões, permanecia silenciosa, até mesmo (...)”
  • C: “Muitas vezes menos mortais do que as epidemias, porém mais frequentes, as sedições (...)”.
  • D: “(...) pé da letra, de uma ‘cotidianidade da revolta’”.
  • E: “(...) frequentes, as sedições de toda natureza marcavam com súbita violência os tempos fortes de uma inquietude coletiva que (...)”.




“Muitas vezes menos mortais do que as epidemias, porém mais frequentes, as sedições de toda natureza marcavam com súbita violência os tempos fortes de uma inquietude coletiva que, entre as explosões, permanecia silenciosa, até mesmo subterrânea. (...) Pode-se então falar, na civilização da Europa pré-industrial, com a condição de não tomar a expressão ao pé da letra, de uma ‘cotidianidade da revolta’”.

 

(DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2009)

 





Considere as seguintes afirmações:

I - O texto poderia ser reorganizado da seguinte forma, sem perda de sentido: “As sedições de toda natureza marcavam com súbita violência os tempos fortes de uma inquietude coletiva que permanecia silenciosa ou subterrânea a não ser nos momentos de explosão. Elas eram menos mortais do que as ondas de epidemia, mas eram mais frequentes. (...) Pode-se então falar que as revoltas ocorriam cotidianamente durante a época da civilização da Europa pré-industrial, ainda que não se possa levar esta frase ao pé da letra”.

II - A oração “as sedições de toda natureza marcavam com súbita violência os tempos fortes de uma inquietude coletiva” e a oração “que (...) permanecia silenciosa (...)” possuem uma relação de subordinação adjetiva entre si, sendo a primeira a oração principal e a segunda, um termo integrante.

III - O texto fala sobre como, durante o período anterior à Era Industrial, a Europa passou por um período repleto de revoltas e de doenças, sendo que essas ocorriam com maior frequência que aquelas.

Assinale a alternativa que indica as afirmações corretas sobre o texto supramencionado.

  • A: somente I
  • B: somente I e III
  • C: somente II e III
  • D: somente I e II
  • E: somente I, II e III




“A universidade esperava-me com as suas matérias árduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-mo com a solenidade do estilo, após os anos da lei; uma bela festa que me encheu de orgulho e de saudades - principalmente de saudades. Tinha eu conquistado em Coimbra uma grande nomeada de folião; era um acadêmico estróina¹, superficial, tumultuário e petulante, dado às aventuras, fazendo romantismo prático e liberalismo teórico, vivendo na pura fé dos olhos pretos e das constituições escritas. No dia em que a universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso. Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, dava-me a responsabilidade. Guardei-o, deixei as margens do Mondego, e vim por ali fora assaz desconsolado, mas sentindo já uns ímpetos, uma curiosidade, um desejo de acotovelar os outros, de influir, de gozar, de viver - de prolongar a universidade pela vida adiante…”

¹Estróina = Irresponsável

(ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Saraiva, 2011)





Quando Machado de Assis escreveu este texto, utilizou de linguagem simples e coloquial à época, pois sua intenção não era produzir uma forma de literatura exclusiva, mas, sim, acessível. Não obstante, com o passar do tempo, o linguajar utilizado pelo autor hoje parece muito mais formal e rebuscado do que aquele que se costuma utilizar nos textos contemporâneos. Ainda assim, mesmo que alguns termos nos pareçam estranhos, esta obra do século XIX nos é até hoje compreensível, bastando que tenhamos algum domínio da norma culta.

Tendo isto em vista, assinale a alternativa abaixo que resume o texto de maneira mais apropriada.

  • A: Este texto foca nas experiências da juventude do narrador, versando sobre romances, libertinagem e o início de sua carreira profissional de diplomata na Europa Oriental.
  • B: Neste texto, o narrador nos diz que, apesar de ter sido um ótimo aluno, não recebeu qualquer reconhecimento acadêmico pelos seus pares na Europa senão enquanto boêmio.
  • C: Este texto versa sobre os anos em que o narrador esteve estudando em seu exílio em Portugal, relatando que a tristeza pelas dificuldades financeiras só desaparecia quando participava de festas.
  • D: Vivendo a vida universitária intensamente, o narrador nos mostra que esteve profundamente envolvido com a política acadêmica e foca nas explicações do mesmo acerca do que chamou de “romantismo prático” e “liberalismo teórico”.
  • E: Neste texto, o narrador fala sobre sua performance na universidade e pondera saudosamente o aproveitamento que teve de sua vida universitária, concluindo, por fim, que gostaria que o restante de sua existência fosse como uma continuidade daquela época.




“A universidade esperava-me com as suas matérias árduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-mo com a solenidade do estilo, após os anos da lei; uma bela festa que me encheu de orgulho e de saudades - principalmente de saudades. Tinha eu conquistado em Coimbra uma grande nomeada de folião; era um acadêmico estróina¹, superficial, tumultuário e petulante, dado às aventuras, fazendo romantismo prático e liberalismo teórico, vivendo na pura fé dos olhos pretos e das constituições escritas. No dia em que a universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso. Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, dava-me a responsabilidade. Guardei-o, deixei as margens do Mondego, e vim por ali fora assaz desconsolado, mas sentindo já uns ímpetos, uma curiosidade, um desejo de acotovelar os outros, de influir, de gozar, de viver - de prolongar a universidade pela vida adiante…”

¹Estróina = Irresponsável
                                                                              (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Saraiva, 2011)




Observe a seguinte frase expressa no texto:

“Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, dava-me a responsabilidade”.

Tendo em mente que carta de alforria era o documento que libertava um escravo de sua condição durante o período anterior à abolição, é correto afirmar que, neste trecho, o autor se utiliza de:

  • A: metáfora, comparando “diploma” e “carta de alforria” pelo que possuem em comum.
  • B: metonímia, pois substitui o termo “diploma” pelo termo “carta de alforria”, dada a semelhança e contiguidade entre eles.
  • C: antítese, pois “diploma” e “carta de alforria” expressam palavras contrárias.
  • D: comparação, ponderando as semelhanças entre diploma e carta de alforria.
  • E: sarcasmo, substituindo um termo por seu completo oposto.

Observe as frases a seguir e identifique aquela que se adequa corretamente à norma culta.
  • A: A cerca de três anos, Marinho e os outros chegaram à cidade.
  • B: Desde o ocorrido, já há alguns meses, ela não quis mais falar com sua irmã, tão pouco vê-la junto de seu marido.
  • C: O acidente ocorreu há cerca de dois quilômetros daqui, anos atrás.
  • D: A apresentação à cerca do tema não satisfez os critérios do professor, à despeito do que os alunos pensavam.
  • E: Falou-se muito a respeito disso naquele dia, mas há pouco o que possamos fazer quanto a isso agora.



Texto 1

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Rubel

Se for preciso, eu pego um barco, eu remo
Por seis meses, como peixe pra te ver
Tão pra inventar um mar grande o bastante
Que me assuste e que eu desista de você

Se for preciso, eu crio alguma máquina
Mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima
Viajo a toda força, e num instante de saudade e dor
Eu chego pra dizer que eu vim te ver

Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar

A vida boa com você
Que amor tão grande tem que ser vivido a todo instante
E a cada hora que eu tô longe, é um desperdício
Eu só tenho 80 anos pela frente
Por favor, me dá uma chance de viver

Que amor tão grande tem que ser vivido a todo instante
E a cada hora que eu tô longe, é um desperdício
Eu só tenho 80 anos pela frente
Por favor, me dá uma chance de viver

Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você

Se for preciso, eu pego um barco, eu remo
Por seis meses, como peixe pra te ver
Tão pra inventar um mar grande o bastante
Que me assuste, e que eu desista de você
Se for preciso, eu crio alguma máquina
Mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima
Viajo a toda força, e num instante de saudade e dor

Eu chego pra dizer que eu vim te ver
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar

A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar

A vida boa com você
Não tem, pra trás, nada
Tudo que ficou tá aqui


Se for preciso, eu giro a Terra inteira
Até que o tempo se esqueça de ir pra frente e volte atrás
Milhões de anos, quando todos continentes se
encontravam
Pra que eu possa caminhar até você

Eu sei, mulher, não se vive só de peixe, nem se volta no
passado
As minhas palavras valem pouco e as juras não te dizem
nada
Mas se existe alguém que pode resgatar sua fé no mundo,
existe nós

Também perdi o meu rumo, até meu canto ficou mudo
E eu desconfio que esse mundo já não seja tudo aquilo
Mas não importa, a gente inventa a nossa vida
E a vida é boa, mas é muito melhor com você

Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você (até o final)



Texto 2






Tratando-se de uma canção, o gênero textual exibe desvios quanto ao emprego de língua portuguesa no tocante à norma-padrão, por exemplo, em: “Por favor, me dá uma chance de viver”, assinale a alternativa correta quanto ao emprego de pronome:
  • A: “Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.”
  • B: “Deixe-me sozinho porque assim eu viverei em paz.”
  • C: “Me liga, me manda um telegrama.”
  • D: “Molha eu, seca eu, deixa que eu seja o céu.”
  • E: “Aonde está você? Me chama, me chama, me chama.”



Texto 1

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Rubel

Se for preciso, eu pego um barco, eu remo
Por seis meses, como peixe pra te ver
Tão pra inventar um mar grande o bastante
Que me assuste e que eu desista de você

Se for preciso, eu crio alguma máquina
Mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima
Viajo a toda força, e num instante de saudade e dor
Eu chego pra dizer que eu vim te ver

Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar

A vida boa com você
Que amor tão grande tem que ser vivido a todo instante
E a cada hora que eu tô longe, é um desperdício
Eu só tenho 80 anos pela frente
Por favor, me dá uma chance de viver

Que amor tão grande tem que ser vivido a todo instante
E a cada hora que eu tô longe, é um desperdício
Eu só tenho 80 anos pela frente
Por favor, me dá uma chance de viver

Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você

Se for preciso, eu pego um barco, eu remo
Por seis meses, como peixe pra te ver
Tão pra inventar um mar grande o bastante
Que me assuste, e que eu desista de você
Se for preciso, eu crio alguma máquina
Mais rápida que a dúvida, mais súbita que a lágrima
Viajo a toda força, e num instante de saudade e dor

Eu chego pra dizer que eu vim te ver
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar

A vida boa com você
Eu quero partilhar
Eu quero partilhar

A vida boa com você
Não tem, pra trás, nada
Tudo que ficou tá aqui


Se for preciso, eu giro a Terra inteira
Até que o tempo se esqueça de ir pra frente e volte atrás
Milhões de anos, quando todos continentes se
encontravam
Pra que eu possa caminhar até você

Eu sei, mulher, não se vive só de peixe, nem se volta no
passado
As minhas palavras valem pouco e as juras não te dizem
nada
Mas se existe alguém que pode resgatar sua fé no mundo,
existe nós

Também perdi o meu rumo, até meu canto ficou mudo
E eu desconfio que esse mundo já não seja tudo aquilo
Mas não importa, a gente inventa a nossa vida
E a vida é boa, mas é muito melhor com você

Eu quero partilhar
Eu quero partilhar
A vida boa com você (até o final)



Texto 2






São características do texto lido:
  • A: uso de linguagem formal a fim de convencer o leitor sobre as intenções de amor do autor.
  • B: emprego de linguagem denotativa de maneira que isso represente credibilidade ao leitor sobre o sentir do autor.
  • C: utilização de ideias sentimentais presas à realidade de futuro oferecida pelo autor.
  • D: despreocupação com o ritmo, seleção aleatória de palavras, o que resulta obrigatoriamente em rima.
  • E: presença de versos, agrupados em estrofes, os quais se apoiam em métrica (fixa ou não), em rimas regulares (ou não), mas tendo no ritmo a sua marca essencial intencionando prazer estético do leitor.


                                                                           (Fonte: https://br.pinterest.com/pin/804525920905262076/?lp=true, acesso em fevereiro de 2020.)


Assinale a alternativa que descreve o uso de vírgula em “Pode tentar, mas acho meio difícil”:
  • A: o uso está correto porque a conjunção mas se associa à virgulação ao expressar explicação.
  • B: o uso é facultativo porque a conjunção mas pode ou não ser antecedida de vírgula.
  • C: o uso está correto, pois a conjunção mas (tendo valor adversativo no contexto exposto) exige virgulação anteposta.
  • D: o uso está incorreto, pois a conjunção mas (tendo valor aditivo no contexto exposto) exige virgulação anteposta e posposta.
  • E: o uso está incorreto, pois a conjunção mas (tendo valor conclusivo no contexto exposto) exige virgulação posposta.

Exibindo de 17761 até 17770 de 25035 questões.