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Dinheiro traz felicidade?

Texto 01

Comenta-se no bairro onde moro, sobre uma mulher, o nome dela é Joana Peres. Ela tem três filhas: Jéssica, Juliana e Jaqueline. Joana é professora de ginástica e, apesar de popular, ela não é rica e muito menos famosa.

Ela mora em uma casa de três quartos, sem nenhum luxo. Joana tem um carro, além de antigo, ele é pouco confortável, não tem rádio ou CD player no carro dela. Há apenas o motor, a direção e as rodas.

Comenta-se na vizinhança que ela não é feliz, pois, ela gostaria de ter uma casa grande, um carro zero e muito dinheiro no banco.

Texto 02
Ao lado da casa de Joana, há uma mansão, nela mora um ex-jogador de futebol argentino, o nome dele é Raphael Ramos, ele era conhecido como “Patagônia”, pois passava dias e dias isolado no deserto da Patagônia.

A mansão em que ele mora, é a mais cara da região. Tem piscina aquecida, quadra poliesportiva, academia de ginástica, sistema de reuso de água e até guarita blindada. Raphael tem um carro novo, na verdade, alguns carros novos. Os carros são caros, blindados, com ar-condicionado, DVD player e computador de bordo, entretanto, Rafael não é feliz. Ele gostaria de uma casa menor, um carro popular, uma esposa e filhos.

Em referência à compreensão e à interpretação do texto 02, assinale a alternativa que não está em concordância com as ideias apresentadas.
  • A: Raphael habita a mais cara mansão da região.
  • B: A mansão em que Raphael mora não é modesta, pois tem: piscina aquecida, quadra poliesportiva, academia de ginástica, sistema de reuso de água e até guarita blindada.
  • C: Raphael tem alguns carros blindados
  • D: Raphael gostaria de uma casa menor, mas somente, se a casa fosse no Deserto da Patagônia.

Dinheiro traz felicidade?

Texto 01

Comenta-se no bairro onde moro, sobre uma mulher, o nome dela é Joana Peres. Ela tem três filhas: Jéssica, Juliana e Jaqueline. Joana é professora de ginástica e, apesar de popular, ela não é rica e muito menos famosa.

Ela mora em uma casa de três quartos, sem nenhum luxo. Joana tem um carro, além de antigo, ele é pouco confortável, não tem rádio ou CD player no carro dela. Há apenas o motor, a direção e as rodas.

Comenta-se na vizinhança que ela não é feliz, pois, ela gostaria de ter uma casa grande, um carro zero e muito dinheiro no banco.

Texto 02
Ao lado da casa de Joana, há uma mansão, nela mora um ex-jogador de futebol argentino, o nome dele é Raphael Ramos, ele era conhecido como “Patagônia”, pois passava dias e dias isolado no deserto da Patagônia.

A mansão em que ele mora, é a mais cara da região. Tem piscina aquecida, quadra poliesportiva, academia de ginástica, sistema de reuso de água e até guarita blindada. Raphael tem um carro novo, na verdade, alguns carros novos. Os carros são caros, blindados, com ar-condicionado, DVD player e computador de bordo, entretanto, Rafael não é feliz. Ele gostaria de uma casa menor, um carro popular, uma esposa e filhos.

Dentre as alternativas abaixo, identifique a afirmação que não está em concordância com as ideias encadeadas no texto 02. Faça uso das estratégias de compreensão e interpretação de textos.
  • A: Raphael Ramos é vizinho de Joana
  • B: Raphael Ramos é um ex-jogador de futebol argentino
  • C: Raphael Ramos morou na Patagônia.
  • D: Raphael Ramos se isolava na Patagônia

Dinheiro traz felicidade?

Texto 01

Comenta-se no bairro onde moro, sobre uma mulher, o nome dela é Joana Peres. Ela tem três filhas: Jéssica, Juliana e Jaqueline. Joana é professora de ginástica e, apesar de popular, ela não é rica e muito menos famosa.

Ela mora em uma casa de três quartos, sem nenhum luxo. Joana tem um carro, além de antigo, ele é pouco confortável, não tem rádio ou CD player no carro dela. Há apenas o motor, a direção e as rodas.

Comenta-se na vizinhança que ela não é feliz, pois, ela gostaria de ter uma casa grande, um carro zero e muito dinheiro no banco.

Texto 02
Ao lado da casa de Joana, há uma mansão, nela mora um ex-jogador de futebol argentino, o nome dele é Raphael Ramos, ele era conhecido como “Patagônia”, pois passava dias e dias isolado no deserto da Patagônia.

A mansão em que ele mora, é a mais cara da região. Tem piscina aquecida, quadra poliesportiva, academia de ginástica, sistema de reuso de água e até guarita blindada. Raphael tem um carro novo, na verdade, alguns carros novos. Os carros são caros, blindados, com ar-condicionado, DVD player e computador de bordo, entretanto, Rafael não é feliz. Ele gostaria de uma casa menor, um carro popular, uma esposa e filhos.

Assinale a alternativa que não está em concordância com as ideias apresentadas no texto 01, para tanto utilize-se das técnicas de compreensão e interpretação de texto.
  • A: A casa de Joana tem três dormitórios.
  • B: A casa de Joana não é modesta.
  • C: Joana tem um carro velho e pouco confortável.
  • D: Comenta-se que Joana é infeliz.

Dinheiro traz felicidade?

Texto 01

Comenta-se no bairro onde moro, sobre uma mulher, o nome dela é Joana Peres. Ela tem três filhas: Jéssica, Juliana e Jaqueline. Joana é professora de ginástica e, apesar de popular, ela não é rica e muito menos famosa.

Ela mora em uma casa de três quartos, sem nenhum luxo. Joana tem um carro, além de antigo, ele é pouco confortável, não tem rádio ou CD player no carro dela. Há apenas o motor, a direção e as rodas.

Comenta-se na vizinhança que ela não é feliz, pois, ela gostaria de ter uma casa grande, um carro zero e muito dinheiro no banco.

Texto 02
Ao lado da casa de Joana, há uma mansão, nela mora um ex-jogador de futebol argentino, o nome dele é Raphael Ramos, ele era conhecido como “Patagônia”, pois passava dias e dias isolado no deserto da Patagônia.

A mansão em que ele mora, é a mais cara da região. Tem piscina aquecida, quadra poliesportiva, academia de ginástica, sistema de reuso de água e até guarita blindada. Raphael tem um carro novo, na verdade, alguns carros novos. Os carros são caros, blindados, com ar-condicionado, DVD player e computador de bordo, entretanto, Rafael não é feliz. Ele gostaria de uma casa menor, um carro popular, uma esposa e filhos.

No que se refere à compreensão e à interpretação de textos, assinale a alternativa que não está em concordância com as ideias encadeadas no texto 01.
  • A: Joana é muito popular, pois além de rica é famosa
  • B: Joana é mãe de três meninas.
  • C: Joana tem três filhas: Jaqueline, Juliana e Jéssica.
  • D: Joana é professora.

Há quem veja a literatura como o refúgio da beleza e da paz. Num mundo amargo, triste e violento, os livros oferecem a rota de fuga. Não é a vida como ela é, mas a vida como deveria ser. Títulos agressivos devem ser evitados. Essa convicção é equivocada?

Não é o caso de dizer que é equivocada. Os gostos são múltiplos e devem ser respeitados. O problema é acreditar que a literatura, para funcionar bem, deva ser o paraíso na terra. Há livros que funcionam assim, mas não são muitos. Para falar a verdade, as grandes obras literárias, com intensidade diferente, são marcadas pela ganância, pela traição, pela violência, pela catástrofe.

Assim, vale a pena respirar fundo e encarar as nossas imperfeições nas páginas dos grandes livros. O mergulho nas trevas forja o caráter da gente. Não é das coisas mais agradáveis, mas intensifica nossa humanidade. Ser humano em sua plenitude é conhecer a variedade de nossas emoções e ações. As boas e as ruins. As dignas e as indignas. As que comovem e as que
perturbam.

Um belo treino é a leitura do monumental A canção do carrasco, de Norman Mailer. O centro de tudo é a execução de Gary Gilmore em 1977, nos Estados Unidos da América, pelos crimes que cometeu. Quase tudo nas mil páginas de Mailer é real. O material foi obtido a partir de entrevistas, leitura de processos judiciais e da cobertura da imprensa. Trata-se de uma aula de como a realidade é operada por diversas alavancas.
Nelson Fonseca Neto. O mundo do crime na literatura. Internet: (com adaptações)

No trecho “As boas e as ruins. As dignas e as indignas. As que comovem e as que perturbam.”, do texto,
  • A: opõem-se palavras de sentido contrário.
  • B: os adjetivos “boas” e “dignas” são sinônimos.
  • C: o emprego reiterado da flexão de plural caracteriza aliteração.
  • D: o emprego dos verbos comover e perturbar caracteriza pleonasmo.
  • E: a sequência de adjetivos segue uma gradação ascendente de ideias.

Há quem veja a literatura como o refúgio da beleza e da paz. Num mundo amargo, triste e violento, os livros oferecem a rota de fuga. Não é a vida como ela é, mas a vida como deveria ser. Títulos agressivos devem ser evitados. Essa convicção é equivocada?

Não é o caso de dizer que é equivocada. Os gostos são múltiplos e devem ser respeitados. O problema é acreditar que a literatura, para funcionar bem, deva ser o paraíso na terra. Há livros que funcionam assim, mas não são muitos. Para falar a verdade, as grandes obras literárias, com intensidade diferente, são marcadas pela ganância, pela traição, pela violência, pela catástrofe.

Assim, vale a pena respirar fundo e encarar as nossas imperfeições nas páginas dos grandes livros. O mergulho nas trevas forja o caráter da gente. Não é das coisas mais agradáveis, mas intensifica nossa humanidade. Ser humano em sua plenitude é conhecer a variedade de nossas emoções e ações. As boas e as ruins. As dignas e as indignas. As que comovem e as que
perturbam.

Um belo treino é a leitura do monumental A canção do carrasco, de Norman Mailer. O centro de tudo é a execução de Gary Gilmore em 1977, nos Estados Unidos da América, pelos crimes que cometeu. Quase tudo nas mil páginas de Mailer é real. O material foi obtido a partir de entrevistas, leitura de processos judiciais e da cobertura da imprensa. Trata-se de uma aula de como a realidade é operada por diversas alavancas.
Nelson Fonseca Neto. O mundo do crime na literatura. Internet: (com adaptações)

Quanto à tipologia textual, o texto é predominantemente
  • A: narrativo, por apresentar detalhes sobre a obra de Norman Mailer.
  • B: expositivo, apresentando linguagem objetiva, com foco na definição de conceitos e na apresentação de exemplos
  • C: descritivo, por ser marcado pela impessoalidade na linguagem e por exibir um ponto de vista de modo imparcial.
  • D: injuntivo, por buscar convencer o leitor da contribuição dos livros agressivos para a intensificação da humanidade.
  • E: dissertativo-argumentativo, sendo voltado a convencer o leitor do valor dos livros sombrios.

Um problema no estudo da violência é sua relação com a racionalidade. Os atos violentos mais graves, praticados com requintes de crueldade, são vistos pela mídia e pela opinião pública como atos irracionais. Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional. É o que ocorre quando certos mecanismos racionais, como a simplificação, que reduz tudo a um único princípio explicativo, e a polarização, que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis, deixam o indivíduo sem alternativas. Esses mecanismos traduzem a racionalidade de uma razão incapaz de lidar com os antagonismos, as diferenças e a diversidade.

Portanto, o problema que levanta a violência é muito menos o da irracionalidade do que o de uma racionalidade repleta de “razões” para não se deter diante de limites estabelecidos pela própria razão humana. É a razão que, amplificando os conflitos, reduzindo as alternativas ao impasse e superdimensionando os defeitos dos outros, cria os cenários em que florescem as ideologias legitimadoras da violência. Em outras palavras, o problema da violência está intimamente ligado ao problema das relações sociais, em que a existência do outro aparece como ameaça real ou imaginária. O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro. É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade. No entanto, as razões dessa irracionalidade raramente são explicitadas e, frequentemente, deixam de existir quando o recipiente de atos violentos é o “inimigo”.
Angel Pino. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 763-785, out./2007 (com adaptações).

Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita do trecho “Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional.”, do texto CG1A1-I. Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção gramatical e a coerência do texto.
  • A: Ora, se a violência é irracional paradoxalmente, não é por susceder de feitos realizados por alguém destituido de razão, mas sim por ser fruto de uma razão perigosamente racional.
  • B: Ora, se a violência é irracional, é por estar enraizada em conduta de ser irracional que atua de forma paradoxalmente atrelada a razão.
  • C: Ora, se a violência é irracional, não é que se tenha fundamento no que um ser irracional cometeu, mas por se originar paradoxalmente em uma razão que está estranhamente baseada no perigo.
  • D: Ora, se a violência é irracional, isso ocorre porque é, paradoxalmente, resultado da ação de quem baseia-se de forma perigosa, no contraste entre o racional e o irracional
  • E: Ora, se a violência é irracional, não é por resultar de ações de um ser irracional, e, sim, por ser, paradoxalmente, fruto do exercício de uma razão cuja racionalidade é perigosa.

Um problema no estudo da violência é sua relação com a racionalidade. Os atos violentos mais graves, praticados com requintes de crueldade, são vistos pela mídia e pela opinião pública como atos irracionais. Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional. É o que ocorre quando certos mecanismos racionais, como a simplificação, que reduz tudo a um único princípio explicativo, e a polarização, que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis, deixam o indivíduo sem alternativas. Esses mecanismos traduzem a racionalidade de uma razão incapaz de lidar com os antagonismos, as diferenças e a diversidade.

Portanto, o problema que levanta a violência é muito menos o da irracionalidade do que o de uma racionalidade repleta de “razões” para não se deter diante de limites estabelecidos pela própria razão humana. É a razão que, amplificando os conflitos, reduzindo as alternativas ao impasse e superdimensionando os defeitos dos outros, cria os cenários em que florescem as ideologias legitimadoras da violência. Em outras palavras, o problema da violência está intimamente ligado ao problema das relações sociais, em que a existência do outro aparece como ameaça real ou imaginária. O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro. É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade. No entanto, as razões dessa irracionalidade raramente são explicitadas e, frequentemente, deixam de existir quando o recipiente de atos violentos é o “inimigo”.
Angel Pino. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 763-785, out./2007 (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens a seguir.

I No quarto período do primeiro parágrafo, tanto o trecho “que reduz tudo a um único princípio explicativo” quanto o trecho “que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis” consistem em orações explicativas.
II Caso o trecho “É a razão que” (segundo período do segundo parágrafo) fosse substituído por A razão, seria mantida a correção gramatical do texto.
III No trecho “É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade”, o termo “que” é uma forma pronominal cujo referente é “dramaturgia”
IV No trecho “O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro”, o termo “que” introduz oração adverbial comparativa.

Estão certos apenas os itens
  • A: I e II.
  • B: I e III.
  • C: III e IV.
  • D: I, II e IV.
  • E: II, III e IV.

Um problema no estudo da violência é sua relação com a racionalidade. Os atos violentos mais graves, praticados com requintes de crueldade, são vistos pela mídia e pela opinião pública como atos irracionais. Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional. É o que ocorre quando certos mecanismos racionais, como a simplificação, que reduz tudo a um único princípio explicativo, e a polarização, que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis, deixam o indivíduo sem alternativas. Esses mecanismos traduzem a racionalidade de uma razão incapaz de lidar com os antagonismos, as diferenças e a diversidade.

Portanto, o problema que levanta a violência é muito menos o da irracionalidade do que o de uma racionalidade repleta de “razões” para não se deter diante de limites estabelecidos pela própria razão humana. É a razão que, amplificando os conflitos, reduzindo as alternativas ao impasse e superdimensionando os defeitos dos outros, cria os cenários em que florescem as ideologias legitimadoras da violência. Em outras palavras, o problema da violência está intimamente ligado ao problema das relações sociais, em que a existência do outro aparece como ameaça real ou imaginária. O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro. É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade. No entanto, as razões dessa irracionalidade raramente são explicitadas e, frequentemente, deixam de existir quando o recipiente de atos violentos é o “inimigo”.
Angel Pino. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 763-785, out./2007 (com adaptações).

Seria gramaticalmente correta e manteria os sentidos do texto a substituição de
  • A: “Ora” (terceiro período do primeiro parágrafo) por Então.
  • B: “No entanto” (último período do segundo parágrafo) por Porquanto.
  • C: “Portanto” (primeiro período do segundo parágrafo) por Por conseguinte.
  • D: “Em outras palavras” (terceiro período do segundo parágrafo) por Outrossim.
  • E: “pois” (penúltimo período do segundo parágrafo) por sem embargo.

Um problema no estudo da violência é sua relação com a racionalidade. Os atos violentos mais graves, praticados com requintes de crueldade, são vistos pela mídia e pela opinião pública como atos irracionais. Ora, se a violência é irracional, não é por ser obra de um ser desprovido de razão, mas por ser, paradoxalmente, o produto de uma razão perigosamente racional. É o que ocorre quando certos mecanismos racionais, como a simplificação, que reduz tudo a um único princípio explicativo, e a polarização, que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis, deixam o indivíduo sem alternativas. Esses mecanismos traduzem a racionalidade de uma razão incapaz de lidar com os antagonismos, as diferenças e a diversidade.

Portanto, o problema que levanta a violência é muito menos o da irracionalidade do que o de uma racionalidade repleta de “razões” para não se deter diante de limites estabelecidos pela própria razão humana. É a razão que, amplificando os conflitos, reduzindo as alternativas ao impasse e superdimensionando os defeitos dos outros, cria os cenários em que florescem as ideologias legitimadoras da violência. Em outras palavras, o problema da violência está intimamente ligado ao problema das relações sociais, em que a existência do outro aparece como ameaça real ou imaginária. O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro. É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade. No entanto, as razões dessa irracionalidade raramente são explicitadas e, frequentemente, deixam de existir quando o recipiente de atos violentos é o “inimigo”.
Angel Pino. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. In: Educ. Soc., Campinas, v. 28, n. 100, p. 763-785, out./2007 (com adaptações).

O foco do autor do texto é defender a ideia de que
  • A: a irracionalidade é elemento característico da violência extrema.
  • B: a razão é paradoxalmente capaz de lidar com o antagonismo e a diversidade.
  • C: a violência está associada a ameaças reais identificadas pela razão.
  • D: a irracionalidade é uma explicação falaciosa para a violência extrema.
  • E: a aplicação de mecanismos racionais transforma perigos irreais em fatos.

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