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Leia o texto, para responder à questão.

Pessoas do bem

Volta e meia deparamos com as seguintes questões: porventura existem pessoas do bem? Podemos dizer que de um lado há os “do bem” e, de outro, os “do mal”?
Talvez a resposta imediata seja uma negativa. Uma resposta fácil, porque não envolve compromisso nem esforço. Não é possível estabelecer e rotular, seguramente, dessa maneira, muito menos tecer qualquer julgamento. Todos nós temos bons valores, mas muitas vezes agimos de modo a prejudicar o próximo e até a nós mesmos, consciente ou inconscientemente.
Entretanto, se tomarmos essa negação como absoluta, a confusão se instala. Não poderemos eleger, e esse é um risco, as coisas boas, nem evoluir nesses valores positivos. Em outras palavras, se dissermos que jamais se pode traçar uma linha entre pessoas boas e más, também estamos a dizer que não existem valores construtivos, que nos fazem caminhar para um lugar melhor, pois os valores são inseparáveis das pessoas.
Nesses termos, temos que arriscar, sim, alguns paralelos, ainda que maniqueístas; aparentemente simplistas. Aliás, não há nada de errado nessa visão dual do mundo, pois isso é muito antigo, até inato. O que não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no grupo do bem. A atividade das pessoas do bem, diga-se, não tende a segregar, mas sim aproximar, incluir.
Se recorrermos à religião, ao direito, à história, por exemplo, há um vetor quase que comum e permanente. Pessoas do bem são aquelas que, na comunidade, respeitam o outro; sabem ver no outro um espelho. Em suma, as pessoas que praticam o bem reconhecem que não são únicas e, por estarem junto às demais, vivem em sintonia com o todo, com a comunidade.
E numa comunidade assim, a solidariedade triunfa. Ninguém fica à mercê dos infortúnios da vida. Os que caem são prontamente socorridos. Os que tropeçam aprendem, no tropeço, um passo de dança, pois há sempre um parceiro ao lado com a mão estendida. E as conexões sociais fortes são hoje, reconhecidamente, um dos melhores ingredientes para a felicidade.
O final dessa história, portanto, leva a um estado de espírito que nos traz prazer e vontade de viver. Nossa aposta, com todas as fichas, é que existe um elo de sequência, quase de causa e efeito, nas boas atitudes. As pessoas do bem, altruístas, solidárias, produzem felicidade. Elas nos deixam felizes.
E se existe uma regra na vida que jamais pode ser revogada é esta: todos temos direito à felicidade. Dependemos, portanto, das pessoas do bem.

(Evandro Pelarin, Diário da Região, 18.04.2023. Adaptado)


Na passagem do 4º parágrafo – Nesses termos, temos que arriscar sim alguns paralelos, ainda que maniqueístas; aparentemente simplistas. Aliás, não há nada de errado nessa visão dual do mundo, pois isso é muito antigo, até inato. – as expressões destacadas podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido ao texto, respectivamente, por:
  • A: embora … visto que
  • B: até que … porque
  • C: apesar de … portanto
  • D: enquanto que … assim que
  • E: já que … porém

Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado na passagem – O que não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no grupo do bem. – de acordo com a norma-padrão.
  • A: … visando a impor afastamento àqueles que não se inserem…
  • B: … visando à impor afastamento daqueles que não se insere…
  • C: … visando à impor afastamento para aqueles que não se inserem…
  • D: … visando a impor afastamento aqueles que não se inserem…
  • E: … visando a impor afastamento naqueles que não se insere…

Na passagem – Em outras palavras, se dissermos que jamais se pode traçar uma linha entre pessoas boas e más, também estamos a dizer que não existem valores construtivos, que nos fazem caminhar para um lugar melhor … – os verbos destacados podem ser substituídos, de acordo com a norma-padrão de concordância e correlação de tempo e modo, por:
  • A: dizíamos … podia … estamos … haviam … farão
  • B: disséssemos … podia … estávamos … haveriam … fariam
  • C: disséssemos … poderia … estaríamos … haveria … fariam
  • D: dizemos … poderá … estaríamos … haviam … faziam
  • E: dizíamos … poderia … estivemos … havia … farão

O advérbio destacado que expressa, no contexto, uma declaração categórica é:
  • A: … deparamos com as seguintes questões: porventura existem pessoas do bem?
  • B: Talvez a resposta imediata seja uma negativa.
  • C: … temos que arriscar, sim, alguns paralelos, ainda que maniqueístas; aparentemente, simplistas.
  • D: … existe um elo de sequência, quase de causa e efeito…
  • E: E se existe uma regra na vida que jamais pode ser revogada é essa…

A alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância é:
  • A: Caso seja tomado como absoluto essas negações, a confusão certamente será instalada.
  • B: Rotular as pessoas não as tornam boas ou más, pois não é válido tecer qualquer julgamentos.
  • C: A solidariedade triunfa quando se estabelecem conexões sociais efetivas entre as pessoas.
  • D: É sabido que mais de um ingrediente para a felicidade se encontram nas conexões sociais.
  • E: Em suma, tratam-se de pessoas do bem, daquelas que na comunidade respeitam o outro.

Assinale a alternativa em que o trecho destacado está substituído, nos colchetes, de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação do pronome.
  • A: Fala-se do bem, e há pessoas que sempre praticam o bem. [praticam-no]
  • B: Busca-se nele o compromisso, mas sua atitude não envolve compromisso [envolve-o]
  • C: Todos querem felicidade, e as pessoas do bem produzem felicidade. [produzem-na]
  • D: Haverá negação e problemas se tomarmos essa negação como absoluta. [tomarmo-la]
  • E: As pessoas pertencem a grupos. E quem insere as pessoas nesse ou naquele grupo? [insere elas]

Leia o texto, para responder à questão.

Frida

Tina Modotti não está sozinha frente aos inquisidores. Está acompanhada, de cada braço, por seus camaradas Diego Rivera e Frida Kahlo: o imenso buda pintor e sua pequena Frida, pintora também, a melhor amiga de Tina, a qual parece uma misteriosa princesa do Oriente mas diz mais palavrões e bebe mais tequila que um mariachi* de Jalisco.
Frida ri às gargalhadas e pinta esplêndidas telas desde o dia em que foi condenada à dor incessante.
A primeira dor ocorreu lá longe, na infância, quando seus pais a disfarçaram de anjo e ela quis voar com asas de palha; mas a dor de nunca acabar chegou num acidente de rua, quando um ferro de bonde cravou-se de um lado a outro em seu corpo, como uma lança, e triturou seus ossos. Desde então ela é uma dor que sobrevive. Foi operada, em vão, muitas vezes; e na cama de hospital começou a pintar seus autorretratos, que são desesperadas homenagens à vida que lhe sobra.

(Eduardo Galeano, Mulheres. Adaptado)
*mariachi: membro de conjunto popular no México

Na passagem do primeiro parágrafo – parece uma misteriosa princesa do Oriente mas diz mais palavrões e bebe mais tequila que um mariachi de Jalisco. –, que se refere à pintora Frida Kahlo, a conjunção destacada introduz
  • A: um comentário que expõe, nela, a existência de contrastes marcantes.
  • B: um argumento desabonador acerca de seu comportamento no julgamento.
  • C: uma ressalva à avaliação negativa que é comum sobre seu comportamento.
  • D: uma opinião ofensiva e desonrosa sobre sua personalidade conturbada.
  • E: um ponto de vista oposto à crítica generalizada acerca de seu caráter.

Leia o texto, para responder à questão.

Frida

Tina Modotti não está sozinha frente aos inquisidores. Está acompanhada, de cada braço, por seus camaradas Diego Rivera e Frida Kahlo: o imenso buda pintor e sua pequena Frida, pintora também, a melhor amiga de Tina, a qual parece uma misteriosa princesa do Oriente mas diz mais palavrões e bebe mais tequila que um mariachi* de Jalisco.
Frida ri às gargalhadas e pinta esplêndidas telas desde o dia em que foi condenada à dor incessante.
A primeira dor ocorreu lá longe, na infância, quando seus pais a disfarçaram de anjo e ela quis voar com asas de palha; mas a dor de nunca acabar chegou num acidente de rua, quando um ferro de bonde cravou-se de um lado a outro em seu corpo, como uma lança, e triturou seus ossos. Desde então ela é uma dor que sobrevive. Foi operada, em vão, muitas vezes; e na cama de hospital começou a pintar seus autorretratos, que são desesperadas homenagens à vida que lhe sobra.

(Eduardo Galeano, Mulheres. Adaptado)

*mariachi: membro de conjunto popular no México

A alternativa em que o pronome destacado expressa, no enunciado entre colchetes, a noção de posse é:
  • A: Está acompanhada … por seus camaradas… [seus camaradas lhe fazem companhia].
  • B: … um ferro de bonde cravou-se … em seu corpo [um ferro de bonde penetrou-lhe … o corpo].
  • C: … foi condenada à dor incessante… [foi-lhe imposta dor incessante].
  • D: … seus pais a disfarçavam de anjo… por [seus pais lhe punham asas de anjo].
  • E: … ela quis voar com asas de palha… [ela quis asas de palha que lhe permitissem voar].

Leia o fragmento a seguir.

A atividade dos mares se comporta como uma espécie de ferramenta de captação do calor do planeta e, com isso, alivia os efeitos catastróficos (ou, ao menos, os mais perniciosos) do efeito estufa. […] O relatório da Organização Meteorológica Mundial é taxativo e deixa um alerta equivalente a uma advertência.

(Flávio Tavares, A crise do clima, fruto da cegueira. Disponível em:. Acesso em 07.05.2023)

Assinale a alternativa que aponta, correta e respectivamente, sinônimos das palavras destacadas.
  • A: agressivos … restritivo
  • B: desastrosos … consensual
  • C: exacerbados … conclusivo
  • D: nocivos … categórico
  • E: detectáveis … cabal

(Dik Browne, O melhor de Hagar, o Horrível)
Leia a charge, para responder à questão.

É correto afirmar que o efeito de sentido da charge está associado à dedução, pelo leitor, de que
  • A: inexiste possibilidade de diálogo que conduza o casal a se pacificar.
  • B: há um elemento irônico e provocativo implícito na fala da mulher.
  • C: há na fala do homem sugestão velada de que a mulher é indiscreta.
  • D: são evidentes tentativas conciliatórias na fala desconexa da mulher.
  • E: existem no diálogo indícios de compatibilidade de pontos de vista do casal.

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