Questões de Português para Concursos

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Foram encontradas 25035 questões.
Atenção: Leia o texto “Ardil da desrazão”, de Eduardo Giannetti, para responder à questão.

Imagine uma pessoa afivelada a uma cama com eletrodos colados em suas têmporas. Ao se girar um botão situado em local distante, a corrente elétrica nos eletrodos aumenta em grau infinitesimal, de modo que o paciente não chegue a sentir. Um hambúrguer gratuito é então ofertado a quem girar o botão. Ocorre, porém, que, quando milhares de pessoas fazem isso − sem que cada uma saiba das ações das demais −, a descarga elétrica gerada é suficiente para eletrocutar a vítima. Quem é responsável pelo quê? Algo tenebroso foi feito, mas de quem é a culpa? O efeito isolado de cada giro do botão é, por definição, imperceptível − são todos “torturadores inofensivos”. Mas o efeito conjunto é ofensivo ao extremo. Até que ponto a somatória de ínfimas partículas de culpa se acumula numa gigantesca dívida moral coletiva? − O experimento mental concebido pelo filósofo britânico Derek Parfit dá o que pensar. A mudança climática em curso equivale a uma espécie de eletrocussão da biosfera. Quem a deseja? A quem interessa? O ardil da desrazão vira do avesso a “mão invisível” da economia clássica. O aquecimento global é fruto da alquimia perversa de incontáveis ações humanas, mas não resulta de nenhuma intenção humana. E quem assume − ou deveria assumir − a culpa por ele? Os 7 bilhões de habitantes da Terra pertencem a três grupos: o primeiro bilhão, no cobiçado topo da escala de consumo, responde por 50% das emissões de gases-estufa; os 3 bilhões seguintes por 45%; e os 3 bilhões na base da pirâmide (metade sem acesso a eletricidade) por 5%. Por seu modo de vida, situação geográfica e vulnerabilidade material, este último grupo − o único inocente − é o mais tragicamente afetado pelo “giro de botão” dos demais.

(GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)

Pode ser considerada paradoxal a seguinte expressão empregada no texto:
  • A: efeito isolado.
  • B: torturadores inofensivos.
  • C: ínfimas partículas.
  • D: intenção humana.
  • E: vulnerabilidade material.

Ocorre, porém, que, quando milhares de pessoas fazem isso − sem que cada uma saiba das ações das demais −, a descarga elétrica gerada é suficiente para eletrocutar a vítima.
Considerando o contexto, o termo sublinhado acima pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido, por:
  • A: conforme
  • B: portanto
  • C: pois
  • D: contudo
  • E: assim

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.



Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.



O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.



Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

Retoma um termo mencionado anteriormente no poema a palavra sublinhada no seguinte verso:
  • A: O sentir e o desejar (3ª estrofe).
  • B: O tempo morre e renasce (2ª estrofe).
  • C: Sem que o sintamos correr (2ª estrofe).
  • D: O sentir e o desejar (3ª estrofe).
  • E: O amor não é amor (3ª estrofe).

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.



Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.



Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.



O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.



Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.




(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

Verifica-se rima (ou seja, coincidência final de sons) entre palavras de mesma classe gramatical em
  • A: “assim”/“jardim” (4ª estrofe).
  • B: “triste”/“existe” (1ª estrofe).
  • C: “país”/“feliz” (1ª estrofe).
  • D: “terra”/“erra” (3ª estrofe).
  • E: “existe”/“consiste” (1ª estrofe).

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.



Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.



O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.



Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

Exerce a função sintática de sujeito a expressão sublinhada em:
  • A: Onde ser feliz consiste / Apenas em ser feliz. (1ª estrofe).
  • B: Nos meus desejos existe / Longinquamente um país (1ª estrofe).
  • C: Nesse país por onde erra / Meu longínquo divagar. (3ª estrofe).
  • D: Vive-se como se nasce (2ª estrofe).
  • E: Tão suave é viver assim / Nesse impossível jardim. (4ª estrofe).

Atenção: Considere o poema de Fernando Pessoa para responder à questão.

Às vezes, em sonho triste

Nos meus desejos existe

Longinquamente um país

Onde ser feliz consiste

Apenas em ser feliz.



Vive-se como se nasce

Sem o querer nem saber.

Nessa ilusão de viver

O tempo morre e renasce

Sem que o sintamos correr.



O sentir e o desejar

São banidos dessa terra.

O amor não é amor

Nesse país por onde erra

Meu longínquo divagar.



Nem se sonha nem se vive:

É uma infância sem fim.

Parece que se revive

Tão suave é viver assim

Nesse impossível jardim.

(PESSOA, Fernando. Obra poética. Rio de Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar, 1997)

É invariável quanto a gênero e a número o termo sublinhado em:
  • A: Nesse impossível jardim. (4ª estrofe).
  • B: Às vezes, em sonho triste (1ª estrofe).
  • C: Meu longínquo divagar. (3ª estrofe).
  • D: É uma infância sem fim. (4ª estrofe).
  • E: Apenas em ser feliz. (1ª estrofe).

“A segurança pública é um direito humano fundamental, essencial à preservação da vida e à garantia de direitos. Portanto, independentemente de condição social, econômica, política, filosófica, a todo ser humano lhe é assegurado o direito de viver em segurança.”

Assinale a afirmação correta sobre o conteúdo desse texto.
  • A: A segurança pública é uma causa da existência dos direitos humanos.
  • B: Os direitos humanos diferem em função das condições sociais dos cidadãos.
  • C: Entre os direitos humanos fundamentais está a segurança de todos.
  • D: A segurança pública garante a todos o direito à vida
  • E: Os direitos sociais, econômicos, políticos e filosóficos são garantidos pela segurança pública.

Um jurista conhecido disse: “O grande mal do Brasil tem sido o crime sem castigo. O que reduz a criminalidade é a certeza da punição”.

Esse pensamento está dividido em dois períodos, separados por um ponto. Em relação ao primeiro período, o segundo mostra a seguinte função:
  • A: explicar o que é um crime sem castigo.
  • B: indicar a consequência de os crimes ficarem impunes.
  • C: justificar a opinião dada anteriormente.
  • D: mostrar outro parecer independente do primeiro.
  • E: retificar uma falha do pensamento anterior.

O ex-ministro da Fazenda Roberto Campos afirmou: “Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa do efêmero”.

Ao afirmar que nossa Constituição se mostra como um “dicionário de utopias”, o ex-ministro quer dizer que as leis
  • A: estão dispostas em ordem alfabética.
  • B: são de difícil entendimento pelos cidadãos.
  • C: tratam de fatos de difícil ocorrência.
  • D: mostram-se de impossível efetivação.
  • E: se fundamentam em princípios filosóficos.

O ex-ministro da Fazenda Roberto Campos afirmou: “Nossa Constituição é uma mistura de dicionário de utopias e regulamentação minuciosa do efêmero”.

Quando, no mesmo pensamento, o ex-ministro declara que nossa Constituição traz “uma regulamentação minuciosa do efêmero”, ele quer mostrar que nossas leis
  • A: se perdem em detalhes inúteis.
  • B: tratam de fatos de rara ocorrência.
  • C: exploram os temas de forma profunda.
  • D: indicam medidas sem aplicabilidade.
  • E: recomendam providências que não se tomam.

Exibindo de 3371 até 3380 de 25035 questões.
Atuo no ensino da Língua Portuguesa para concurso público desde 2000.
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