Questões de Português para Concursos

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Assinale a alternativa na qual as normas da concordância foram plenamente atendidas.
  • A: A maioria dos funcionários públicos que trabalham comigo cumpre suas obrigações satisfatoriamente.
  • B: Antigamente, de fato, haviam muitos funcionários públicos que não valorizavam sua profissão.
  • C: A má fama se generalizou no funcionalismo público porque não se considerou os bons trabalhadores.
  • D: São melhores trabalhadores aqueles que se propõe a enfrentar os problemas diários com otimismo.
  • E: Sem dúvida, tem havido uma renovação, e agora só resta poucos servidores públicos descomprometidos.

Palavras semelhantes na pronúncia, mesmo com sentidos e funções diferentes, podem suscitar dúvidas na escrita. Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada está escrita com a grafia adequada para o sentido em que ela foi empregada no enunciado.
  • A: Muitos criticam os servidores públicos, mais têm inveja de quem já conquistou sua vaga.
  • B: Há quem diga que ele trabalha pouco, ou seja, pode-se dizer que ele é um mal servidor.
  • C: Em tempos de crise, a procura por emprego público aumenta, por que todos buscam segurança.
  • D: O servidor público deve está atento às oportunidades de formação continuada que surgem.
  • E: Por que um emprego público? Pense bem sobre suas razões, pois esse porquê é tudo.

TEXTO 2



Furto de flor



Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. p. 76.

Para uma leitura adequada do Texto 2, é indispensável a apreciação de seus recursos expressivos. Acerca de tais recursos, analise as afirmativas a seguir:



1. O tom sério, confessional, como o narrador assume o seu “crime” só pode ser admitido se o texto for considerado no plano ficcional, literário.

2. A linguagem rebuscada, rigorosamente atenta à norma culta, destoa da situação narrativa a tal ponto que impede que a história possa ser aceita, mesmo como ficção.

3. A flor aparece no texto como elemento personificado, isto é, com características e ações humanas, como “não estar feliz”, “agradecer” e “empalidecer”.

4. A percepção do porteiro em relação à flor, revelada por sua fala no desfecho da história, coincide com os sentimentos e a percepção fantasiosa do narrador.



Estão CORRETAS, apenas:
  • A: 1 e 2.
  • B: 1 e 3.
  • C: 1, 3 e 4.
  • D: 2 e 3.
  • E: 2, 3 e 4.

TEXTO 2



Furto de flor



Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. p. 76.

Assinale a alternativa em que todas as formas verbais estão CORRETAMENTE flexionadas.
  • A: Se nós mantêssemos vigilância constante nos jardins da cidade, não haveria tantas flores roubadas.
  • B: Um homem tentou roubar uma flor do jardim, mas o vigilante interviu e não permitiu o roubo.
  • C: Nós requisemos nosso dinheiro de volta quando compramos flores e elas logo murcharam.
  • D: Se você vier a minha casa, por favor, não traga flores roubadas de algum jardim.
  • E: É tão interessante saber que as pessoas se entreteram com uma simples flor!

TEXTO 2



Furto de flor



Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. p. 76.

Em situações informais, como a que se apresenta no final do Texto 2, a forma de tratamento mais frequentemente empregada no Brasil é “você”. Porém, em situações mais formais, a hierarquia é marcada por formas de tratamento especiais. Em uma comunicação escrita, oficial, dirigida a uma autoridade do alto escalão militar, a forma de tratamento recomendada pela norma-padrão é:
  • A: Senhor Coronel.
  • B: Coronel (seguido do sobrenome da autoridade).
  • C: Vossa Excelência.
  • D: Vossa Senhoria.
  • E: Vossa Magnificência.

TEXTO 2



Furto de flor



Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. p. 76.

Algumas formas verbais recebem acento gráfico quando se ligam a pronomes átonos, como “conservá-la”. Assinale a alternativa em que a forma verbal está CORRETAMENTE acentuada ou está, CORRETAMENTE, sem acento gráfico.
  • A: Não gosto muito da bolsa que comprei. Resolvi da-la de presente.
  • B: Li um texto maravilhoso em inglês. Estou pensando em traduzí-lo.
  • C: Já lhe disse o recado duas vezes e agora tenho que repetí-lo novamente.
  • D: Apesar de gostar muito da minha casa, sei que algum dia terei que vendê-la.
  • E: Conheci um servidor público excepcional. Era preciso distinguí-lo dos demais.

TEXTO 2



Furto de flor



Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!



ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. p. 76.

Sabemos que a vírgula pode ser empregada, também, como um recurso estilístico. No Texto 2, por exemplo, a vírgula é facultativa no seguinte trecho:
  • A: “Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia.”
  • B: “O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.”
  • C: “Eu a furtara, eu a via morrer.”
  • D: “Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la.”
  • E: “– Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!”

Na leitura e interpretação do Texto 3, o leitor deve considerar tanto o texto verbal (o que é composto pelas palavras) quanto o texto não verbal, isto é, as imagens e os demais recursos gráficos.



Sobre o modo como os recursos verbais e os não verbais são empregados no Texto 3, analise as afirmativas a seguir.



1. No texto verbal, o emprego do recurso gráfico das letras maiúsculas (DESACATO) pretende destacar o tema.

2. Na figura humana da direita, os três traços próximos ao rosto e o dedo em riste indicam movimento e uma postura ativa, agressiva. Tais recursos são apropriados para representar um ataque ao funcionário.

3. Imagens no balão de fala da figura humana à direita, como cobra e bomba, além de sobrancelhas arqueadas e dentes à mostra, são recursos que conferem agressividade à cena.

4. As duas figuras humanas se assemelham, tanto pelos traços estilísticos do artista quanto pela postura igualmente passiva, como tais figuras são retratadas no texto.



Estão CORRETAS:
  • A: 1, 2 e 3, apenas.
  • B: 1, 2 e 4, apenas.
  • C: 1, 3 e 4, apenas.
  • D: 2, 3 e 4, apenas.
  • E: 1, 2, 3 e 4.

Releia este trecho da parte verbal do Texto 3:



“Ofender um funcionário público que está exercendo seu trabalho é crime de desacato.”.



Com o segmento destacado, o autor pretendeu:
  • A: especificar a situação em que o funcionário público está acobertado pela lei: quando está trabalhando.
  • B: justificar as razões por que a lei considera o desacato um crime: porque o funcionário está trabalhando.
  • C: inserir um trecho conclusivo: quem ofende funcionário público durante o trabalho comete crime.
  • D: destacar as consequências advindas do desacato: quem o cometer será considerado criminoso.
  • E: apresentar a condição necessária para o agressor ser punido: o funcionário tem que exercer uma função.

Da leitura global do texto, só NÃO é correto afirmar que a literatura
  • A: dá ao homem condições de autoconhecimento por meio de perguntas aparentemente frágeis e vagas.
  • B: coloca o homem em contato com sua verdade mais profunda e aterrorizante.
  • C: deve desequilibrar o leitor, roubando-lhe a certeza e instaurando a desconfiança.
  • D: atinge a todos, desmascarando suas mentiras, fragilidades e arrogâncias.

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