I — “A identidade é um conceito fixo e imutável.”
❌ Falsa
O texto mostra justamente o contrário.
O narrador passa por várias “camadas” da identidade:
traços animais,
hereditariedade,
paixões,
influências externas,
até chegar numa essência mais profunda.
Ou seja: identidade aparece como algo complexo e mutável.
II — “A construção da identidade se dá exclusivamente por meio da interação social.”
❌ Falsa
A palavra que mata é: “exclusivamente”.
O texto fala de influências externas, sim (“ideias e sugestões de outrem”), MAS também fala de:
interioridade,
essência,
sofrimento,
reflexão individual.
Logo, não é só interação social.
III — “O conto discorre sobre a necessidade de se buscar uma identidade única independente de influências externas.”
✅ Verdadeira
O narrador tenta remover todas as camadas externas:
herança genética,
paixões,
pressões psicológicas,
sugestões dos outros.
Ele busca uma essência própria.
A questão não diz que ele consegue plenamente — apenas que o conto discorre sobre essa busca.
IV — “A constituição da identidade, em essência, é uma tarefa solitária e individual...”
✅ Verdadeira
Todo o percurso do narrador é interno, existencial e introspectivo.
Ele enfrenta:
espelho,
vazio,
angústia,
autopercepção.
É uma jornada profundamente individual.
A
“a culminância de um progresso inegável não foi percebida...”
❌ Mudou a estrutura sintática.
Antes, o percebido era:
“um progresso inegável”.
Agora virou:
“a culminância”.
Alterou o núcleo.
B
“A civilização pós-moderna não percebeu...”
❌ Errada.
Na original, não se sabe quem não percebeu.
A banca colocou:
“a civilização pós-moderna” como agente da percepção.
Criou um sujeito novo para a ação de perceber.
C
“Não se percebeu... a culminância de um progresso inegável...”
❌ Mesmo problema da A.
Mudou o objeto percebido.
D
“Não se percebeu antecipadamente, em sua inteireza, um progresso inegável em que culminou a civilização pós-moderna.”
✅ Correta.
Porque:
mantém “um progresso inegável” como elemento percebido;
transforma adequadamente a passiva em construção com “se”;
preserva o sentido;
mantém os termos essenciais