Questões de Português para Concursos

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Entre as frases abaixo, aquela que é integralmente construída em linguagem formal é:
  • A: “Quem inventou o trabalho não tinha o que fazer”. (Barão de Itararé)
  • B: “Bom de briga é aquele que cai fora”. (Adoniram Barbosa)
  • C: “Você não se preocupava com o que as pessoas pensam de você, se soubesse como é raro elas fazerem isso”. (Olin Miller)
  • D: “Você não pode colocar uma etiqueta de preço no amor, mas pode colocar ela em todos os seus acessórios”. (Nouailles)
  • E: “Vive cada dia como se fosse o último, pois tenha certeza de que um dia desses vai ser mesmo”. (Alfred Newman)


Texto 3 - “A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é. O terremoto que aniquila uma comunidade ou a leucemia que destrói a vida de um jovem provocam em nós um sentimento íntimo de revolta, mas não se prestam à condenação moral. São eventos naturais, determinados por mecanismos causais inerentes ao mundo físico e que independem por completo da vontade e escolha humanas. Podemos, é claro, evitar a construção de cidades em áreas de risco e buscar a cura da leucemia; ou aceitar estoicamente os fatos; ou rezar. Mas seria absurdo supor que eventos como estes possam ser diferentes do que são”.

(Eduardo Giannetti, Vícios privados, benefícios públicos? São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 19) 




O texto 3 de Giannetti fala de “aceitar estoicamente os fatos”; isso significa: 

  • A: aceitar a tragicidade da vida com resignação religiosa;
  • B: conformar-se impassivelmente em face da dor ou do infortúnio;
  • C: revoltar-se contra as injustiças praticadas pelos homens;
  • D: indignar-se com os fatos incompreensíveis do destino;
  • E: resignar-se diante dos problemas causados pelo mundo físico.


Texto 3 - “A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é. O terremoto que aniquila uma comunidade ou a leucemia que destrói a vida de um jovem provocam em nós um sentimento íntimo de revolta, mas não se prestam à condenação moral. São eventos naturais, determinados por mecanismos causais inerentes ao mundo físico e que independem por completo da vontade e escolha humanas. Podemos, é claro, evitar a construção de cidades em áreas de risco e buscar a cura da leucemia; ou aceitar estoicamente os fatos; ou rezar. Mas seria absurdo supor que eventos como estes possam ser diferentes do que são”.

(Eduardo Giannetti, Vícios privados, benefícios públicos? São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 19) 




Uma das marcas textuais é a coesão, que liga formalmente palavras do texto. O termo sublinhado no texto 3 que NÃO repete ou se refere a um termo anterior é:





  • A: “A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é. O terremoto que aniquila uma comunidade ou a leucemia que destrói a vida de um jovem”.
  • B: “A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é. O terremoto que aniquila uma comunidade ou a leucemia que destrói a vida de um jovem”.
  • C: “A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é. O terremoto que aniquila uma comunidade ou a leucemia que destrói a vida de um jovem”
  • D: “Mas seria absurdo supor que eventos como estes possam ser diferentes do que são”.
  • E: “Mas seria absurdo supor que eventos como estes possam ser diferentes do que são”.


Texto 3 - “A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é. O terremoto que aniquila uma comunidade ou a leucemia que destrói a vida de um jovem provocam em nós um sentimento íntimo de revolta, mas não se prestam à condenação moral. São eventos naturais, determinados por mecanismos causais inerentes ao mundo físico e que independem por completo da vontade e escolha humanas. Podemos, é claro, evitar a construção de cidades em áreas de risco e buscar a cura da leucemia; ou aceitar estoicamente os fatos; ou rezar. Mas seria absurdo supor que eventos como estes possam ser diferentes do que são”.

(Eduardo Giannetti, Vícios privados, benefícios públicos? São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 19) 




A afirmação correta sobre o conteúdo desse texto 3 de Giannetti é:

  • A: o terremoto e a leucemia, por serem eventos naturais, provocam consequências contempladas pela ética;
  • B: o fato de evitar-se a construção de cidades em áreas de risco desmente a afirmação de que os fatos citados são inevitáveis;
  • C: os fatos naturais não são passíveis de condenação moral por dependerem de causas inevitáveis ligadas ao mundo físico;
  • D: o período final do texto mostra o absurdo de alguns fenômenos naturais;
  • E: a busca da cura da leucemia mostra o triunfo da ética sobre a inevitabilidade das coisas.


Texto 2 - Um folheto de propaganda de vinhos, a propósito de uma determinada marca, diz o seguinte: “O toque de sofisticação deste rosé começa com o “vino lock”, uma tampa de vidro que sela vinhos especiais, e este vinho é assim do começo ao fim. Além dos aromas delicados de frutas vermelhas e pétalas de rosa, traz acidez moderada e leve doçura ao paladar. Fresco e alegre, este é um rosé que expressa um caráter moderno da mais tradicional região para a produção de rosés do mundo, a Provence”.




O texto 2, do desejo de vender o produto, apela sobretudo para: 





  • A: a sofisticação da embalagem;
  • B: a junção de tradição e modernidade;
  • C: a delicadeza da coloração do vinho;
  • D: a variedade que atende a vários gostos;
  • E: a distinção de classes sociais por meio da seleção de vinhos.

Texto 1 – “A questão do político – ou da política – é, ao mesmo tempo, simples e complexa. Simples, se for abordada pelo viés da opinião: trata-se de ser a favor ou contra um projeto da sociedade, a favor ou contra tal partido, a favor ou contra um determinado político (homem ou mulher). Se essa opinião for expressa num voto, na participação em uma manifestação, numa ação militante ou simplesmente durante uma discussão, a questão política se reduz a uma tomada de posição mais ou menos argumentada”.
(Patrick Charaudeau, A conquista da opinião pública. São Paulo: ConTexto, 2016. p. 9) 


“...a favor ou contra um determinado político (homem ou mulher)”.

O autor do texto 1 inseriu a explicação entre parênteses a fim de:





  • A: adequar-se ao momento de maior presença das mulheres na política;
  • B: indicar a possibilidade de o cargo político poder ser exercido por homem ou mulher;
  • C: contornar a impossibilidade textual de a forma “político” referir-se a mulheres;
  • D: distanciar-se das discussões entre sexo e gênero;
  • E: defender sua visão feminista da atividade política.


Texto 1 - “A questão do político – ou da política – é, ao mesmo tempo, simples e complexa. Simples, se for abordada pelo viés da opinião: trata-se de ser a favor ou contra um projeto da sociedade, a favor ou contra tal partido, a favor ou contra um determinado político (homem ou mulher). Se essa opinião for expressa num voto, na participação em uma manifestação, numa ação militante ou simplesmente durante uma discussão, a questão política se reduz a uma tomada de posição mais ou menos argumentada”.
(Patrick Charaudeau, A conquista da opinião pública. São Paulo: ConTexto, 2016. p. 9) 




Sobre a estruturação desse segmento da introdução do livro referido, a única afirmativa correta é:






  • A: o autor distingue os espaços do político e da política no primeiro período do texto;
  • B: o texto, após qualificar a questão da política como simples e complexa, explica as duas qualificações;
  • C: a simplicidade da política é considerada de forma condicionada, o que abre espaço para sua complexidade;
  • D: as votações, as manifestações, as ações militantes ou as discussões são exemplos que indicam a complexidade na política;
  • E: a expressão “mais ou menos argumentada” mostra a dificuldade da tarefa de argumentar nas questões políticas.

Texto 1 – ENTREVISTA COM O FÍSICO HOWARD GELLER
O Brasil passou por um período de racionamento de energia em 2001. Isso pode se repetir? O que pode ser feito para evitar um novo racionamento?
O racionamento foi resultado da política de privatização e desregulamentação que não incentivou suficientemente a construção de novas usinas. O governo também não permitiu que o setor público investisse nessa área. Não planejou nem implementou uma política para o setor. O problema principal foi esse e não tinha uma carência de energia ou da capacidade de fornecê-la, embora o volume de chuvas tenha sido pequeno nos anos anteriores.
No futuro, o desafio será adotar uma política energética que estimule o fornecimento de energia, através de eletricidade ou de combustíveis, a um custo acessível para os consumidores e as empresas, protegendo inclusive o meio ambiente. É preciso levar em conta questões econômicas e sociais. No Brasil, há pelo menos 20 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais das regiões Norte e Nordeste, sem acesso à eletricidade. Uma boa política expandiria o fornecimento para essa população.
(Ciência Hoje, maio de 2004 – adaptado) 


“É preciso levar em conta questões econômicas e sociais”; se juntássemos os adjetivos sublinhados em forma de adjetivo composto, a forma correta, no contexto, seria: 





  • A: econômicas-sociais;
  • B: econômico-social;
  • C: econômica-social;
  • D: econômico-sociais;
  • E: econômicas-social.

Texto 1 – ENTREVISTA COM O FÍSICO HOWARD GELLER
O Brasil passou por um período de racionamento de energia em 2001. Isso pode se repetir? O que pode ser feito para evitar um novo racionamento?
O racionamento foi resultado da política de privatização e desregulamentação que não incentivou suficientemente a construção de novas usinas. O governo também não permitiu que o setor público investisse nessa área. Não planejou nem implementou uma política para o setor. O problema principal foi esse e não tinha uma carência de energia ou da capacidade de fornecê-la, embora o volume de chuvas tenha sido pequeno nos anos anteriores.
No futuro, o desafio será adotar uma política energética que estimule o fornecimento de energia, através de eletricidade ou de combustíveis, a um custo acessível para os consumidores e as empresas, protegendo inclusive o meio ambiente. É preciso levar em conta questões econômicas e sociais. No Brasil, há pelo menos 20 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais das regiões Norte e Nordeste, sem acesso à eletricidade. Uma boa política expandiria o fornecimento para essa população.
(Ciência Hoje, maio de 2004 – adaptado) 
“No futuro, o desafio será adotar uma política energética que estimule o fornecimento de energia, através de eletricidade ou de combustíveis, a um custo acessível para os consumidores e as empresas, protegendo inclusive o meio ambiente”.
Deduz-se desse segmento opinativo do entrevistado que: 
  • A: a energia fornecida não deve obrigatoriamente gerar lucro para as empresas;
  • B: a sugestão do entrevistado é de fácil execução e só depende de vontade política;
  • C: a energia pode ser produzida, de forma acessível, por várias fontes;
  • D: a energia elétrica é de menor custo de produção que a de combustíveis;
  • E: a energia elétrica é a única que protege o meio ambiente.

Texto 1 – ENTREVISTA COM O FÍSICO HOWARD GELLER

O Brasil passou por um período de racionamento de energia em 2001. Isso pode se repetir? O que pode ser feito para evitar um novo racionamento?
O racionamento foi resultado da política de privatização e desregulamentação que não incentivou suficientemente a construção de novas usinas. O governo também não permitiu que o setor público investisse nessa área. Não planejou nem implementou uma política para o setor. O problema principal foi esse e não tinha uma carência de energia ou da capacidade de fornecê-la, embora o volume de chuvas tenha sido pequeno nos anos anteriores.
No futuro, o desafio será adotar uma política energética que estimule o fornecimento de energia, através de eletricidade ou de combustíveis, a um custo acessível para os consumidores e as empresas, protegendo inclusive o meio ambiente. É preciso levar em conta questões econômicas e sociais. No Brasil, há pelo menos 20 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais das regiões Norte e Nordeste, sem acesso à eletricidade. Uma boa política expandiria o fornecimento para essa população.
(Ciência Hoje, maio de 2004 – adaptado) 



“...embora o volume de chuvas tenha sido pequeno nos anos anteriores”.

Esse segmento do texto 1 mostra o seguinte valor: 






  • A: reduz a intensidade da crítica feita ao governo da época;
  • B: compara a situação citada com a de anos anteriores;
  • C: elogia a atuação estatal no setor energético;
  • D: atribui o racionamento a problemas naturais;
  • E: aumenta as críticas ao desempenho governamental.

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