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A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue os itens subsecutivos.

O uso do acento grave em “à mistura racial” (linha 13) é facultativo.
  • A: Certo
  • B: Errado

Procuram-se especialistas em evitar fraudes
 
      A recente onda de escândalos de corrupção levou as empresas brasileiras a investir em uma área ainda pouco conhecida no mercado: o compliance.
      O profissional que atua nesse setor é responsável por receber denúncias, combater fraudes, realizar investigações internas e garantir que a companhia cumpra leis, acordos e regulamentos da sua área de atuação. Ele tem o papel importante de auxiliar a empresa a se proteger de eventuais problemas de corrupção.
      “Nos últimos anos, a área de compliance assumiu protagonismo nas empresas. É uma profissão com salários altos já que as pessoas com experiência ainda são escassas no mercado”, diz o advogado Thiago Jabor Pinheiro, 35.
      “Como não existem cursos de graduação específicos de compliance, o estudante que se interesse pela área pode direcionar seu curso para questões de auditoria, prevenção de fraude, direito administrativo e governança corporativa”, diz Pinheiro.
      Apesar de sobrarem vagas nesse mercado, conseguir um emprego não é fácil. “É fundamental que a pessoa seja atenta aos detalhes, entenda como funciona uma organização e tenha fluência em inglês porque as melhores práticas vêm de fora do país, sobretudo dos EUA e da Inglaterra”, diz o advogado.
      Para Caroline Cadorin, diretora de uma consultoria, os candidatos precisam ter jogo de cintura para lidar com as mais diversas situações. “Estamos falando de profissionais com forte conduta ética, honestidade e que buscam a promoção da transparência. Hoje as empresas estão cientes de seus papéis ativos no combate à corrupção, especialmente aquelas envolvidas em projetos de órgãos públicos. As companhias que mantêm departamentos de compliance são vistas como mais transparentes”, diz Cadorin.
                      (Larissa Teixeira. Folha de S.Paulo, 28.09.2017. Adaptado)
 

 
O trecho destacado em – “Estamos falando de profissionais <b>com forte conduta ética</b>…” (último parágrafo) – está reescrito em conformidade com a norma-padrão na alternativa:
  • A: ... cuja conduta deve ser fortemente ética...
  • B: ... a quem a conduta deve ser fortemente ética...
  • C: ... onde a conduta deve ser fortemente ética...
  • D: ... cujo o comportamento deve ser fortemente ético...
  • E: ... com quem o comportamento deve ser fortemente ético...



   Procuram-se especialistas em evitar fraudes
      A recente onda de escândalos de corrupção levou as empresas brasileiras a investir em uma área ainda pouco conhecida no mercado: o compliance.
      O profissional que atua nesse setor é responsável por receber denúncias, combater fraudes, realizar investigações internas e garantir que a companhia cumpra leis, acordos e regulamentos da sua área de atuação. Ele tem o papel importante de auxiliar a empresa a se proteger de eventuais problemas de corrupção.
      “Nos últimos anos, a área de compliance assumiu protagonismo nas empresas. É uma profissão com salários altos já que as pessoas com experiência ainda são escassas no mercado”, diz o advogado Thiago Jabor Pinheiro, 35.
      “Como não existem cursos de graduação específicos de compliance, o estudante que se interesse pela área pode direcionar seu curso para questões de auditoria, prevenção de fraude, direito administrativo e governança corporativa”, diz Pinheiro.
      Apesar de sobrarem vagas nesse mercado, conseguir um emprego não é fácil. “É fundamental que a pessoa seja atenta aos detalhes, entenda como funciona uma organização e tenha fluência em inglês porque as melhores práticas vêm de fora do país, sobretudo dos EUA e da Inglaterra”, diz o advogado.
      Para Caroline Cadorin, diretora de uma consultoria, os candidatos precisam ter jogo de cintura para lidar com as mais diversas situações. “Estamos falando de profissionais com forte conduta ética, honestidade e que buscam a promoção da transparência. Hoje as empresas estão cientes de seus papéis ativos no combate à corrupção, especialmente aquelas envolvidas em projetos de órgãos públicos. As companhias que mantêm departamentos de compliance são vistas como mais transparentes”, diz Cadorin.
                      (Larissa Teixeira. Folha de S.Paulo, 28.09.2017. Adaptado)



No quinto parágrafo, em – Apesar de sobrarem vagas nesse mercado... –, o verbo sobrar tem a mesma predicação do verbo destacado em:
  • A: Ele tem o papel importante de auxiliar a empresa a se proteger...
  • B: ... as pessoas com experiência ainda são escassas no mercado...
  • C: ... porque as melhores práticasvêm de fora do país...
  • D: ... garantir que a companhia cumpra leis, acordos...
  • E: As companhias que mantêm departamentos de compliance...




Assinale a alternativa em que a acentuação e a grafia das palavras estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.


  • A: Pela fronteira, tem entrado no país muitos refugiados, e é imprecindível acolhê-los adequadamente.
  • B: Faltou ombridade aos dirigentes da empresa, pois eles omitiram dos sócios o récorde de vendas.
  • C: À excessão dos quibes, os salgados servidos na cerimônia de inauguração estavam saborosos.
  • D: A atendente da companhia aérea fez uma rúbrica na passagem para retificar o horário do voo.
  • E: Atualmente, é mister acabar com privilégios concedidos a clãs inescrupulosos.



Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.

Na linha 13, o advérbio “inextricavelmente” tem o significado de inexoravelmente.
  • A: Certo
  • B: Errado




Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia




 



    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma, o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
  O controle sobre o destino do paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, que perdeu espaço para os exames e as máquinas, tende a recuperar cada vez mais sua importância.
   De meados do século 20 até agora, concomitantemente às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos laboratórios e também a dependência do médico em relação a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
   O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica, claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os pacientes também.”
  Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro, os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo, dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia, mas com foco no paciente.”
   Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina mais técnica, preveem analistas.
 Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência artificial, tornando-a mais esperta.
  Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a realização de consultas e exames. Clínicas e médicos generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com laudos de especialistas situados em diferentes localidades; uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até a realização, a distância, de consultas propriamente ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
  Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, por enquanto, nada de droides médicos à la Star Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
                 (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)




 
Segundo Jayme Murahovschi, a profissão está passando por uma reviravolta cuja consequência será:
  • A: o surgimento de novas modalidades de exames que tornarão o médico mais dependente desses recursos.
  • B: o crescimento, no país, do número de médicos interessados em praticar uma medicina mais técnica.
  • C: a retomada dos conceitos hipocráticos que se opõem à prática dos médicos generalistas.
  • D: o relacionamento entre médico e paciente, que se dará exclusivamente por meios tecnológicos.
  • E: a necessidade de associar tratamento clínico e envolvimento humano no contato entre médico e paciente.


Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.
A seletividade que excluiu a raça negra do rol das raças que se misturaram para a constituição da cultura brasileira foi orientada por uma visão preconceituosa em relação ao papel social dos negros na sociedade brasileira.
  • A: Certo
  • B: Errado


Acerca das ideias e dos sentidos do texto CB1A1-II, julgue os itens a seguir.
Apesar de rejeitada no início da construção da identidade nacional, a contribuição da raça negra foi reconhecida como parte de um movimento de retomada da história nacional.
  • A: Certo
  • B: Errado




Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia




 



    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma, o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
  O controle sobre o destino do paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, que perdeu espaço para os exames e as máquinas, tende a recuperar cada vez mais sua importância.
   De meados do século 20 até agora, concomitantemente às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos laboratórios e também a dependência do médico em relação a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
   O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica, claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os pacientes também.”
  Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro, os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo, dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia, mas com foco no paciente.”
   Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina mais técnica, preveem analistas.
 Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência artificial, tornando-a mais esperta.
  Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a realização de consultas e exames. Clínicas e médicos generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com laudos de especialistas situados em diferentes localidades; uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até a realização, a distância, de consultas propriamente ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
  Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, por enquanto, nada de droides médicos à la Star Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
                 (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)




 
De acordo com as informações do texto, a telemedicina
  • A: é um campo que se restringe à atuação de médicos e profissionais que se encarregarão de suprir plataformas de inteligência artificial.
  • B: faculta a interação entre diferentes profissionais que, trabalhando on-line, podem trocar pareceres relativos aos casos que analisam.
  • C: ampliou o catálogo de medicamentos dos laboratórios internacionais e contribuiu para o surgimento de novas especialidades médicas.
  • D: espera a autorização dos órgãos públicos a fim de que robôs tenham autonomia para realizar cirurgias complexas.
  • E: corrobora a opinião de pacientes que consideram improdutiva a consulta, quando o médico não requisita vários exames.




Após avanços tecnológicos, medicina deve mirar empatia




 



    Médicos sempre ocuparam uma posição de prestígio na sociedade. Afinal, cuidar do maior bem do indivíduo – a vida – não é algo trivial. Embora a finalidade do ofício seja a mesma, o modus operandi mudou drasticamente com o tempo.
  O controle sobre o destino do paciente e mais a mediação e a interpretação de tecnologias, incluindo a famigerada inteligência artificial. Já o lado humanístico, que perdeu espaço para os exames e as máquinas, tende a recuperar cada vez mais sua importância.
   De meados do século 20 até agora, concomitantemente às novas especialidades, houve avanço tecnológico e a proliferação de modalidades de exames. Cresceu o catálogo dos laboratórios e também a dependência do médico em relação a exames. A impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite.
   O tema é caro a Jayme Murahovschi, referência em pediatria no país. “Tem que haver progressão tecnológica, claro, mas mais importante que isso é a ligação emocional com o paciente. Hoje médicos pedem muitos exames e os pacientes também.”
  Murahovschi está entre os que acreditam que a profissão está sofrendo uma nova reviravolta, quase que voltando às origens clássicas, hipocráticas: “Os médicos do futuro, os que sobrarem, vão ter que conhecer o paciente a fundo, dar toda a atenção que ele precisa, usando muita tecnologia, mas com foco no paciente.”
   Alguns profissionais poderão migrar para uma medicina mais técnica, preveem analistas.
 Esses doutores teriam uma função diferente, atuando na interface entre o conhecimento biomédico e a tecnologia por trás de plataformas de diagnóstico e reabilitação. Ou ainda atuariam alimentando com dados uma plataforma de inteligência artificial, tornando-a mais esperta.
  Outra tecnologia já presente é a telemedicina, que descentraliza a realização de consultas e exames. Clínicas e médicos generalistas podem, rapidamente e pela internet, contar com laudos de especialistas situados em diferentes localidades; uma junta médica pode discutir casos de pacientes e seria possível até a realização, a distância, de consultas propriamente ditas, se não existissem restrições do CFM nesse sentido.
  Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da robótica. O tema continua fascinando médicos e pacientes, mas, por enquanto, nada de droides médicos à la Star Wars – quem controla o robô ainda é o ser humano.
                 (Gabriela Alves. Folha de S.Paulo, 19.10.2018. Adaptado)


Observe os trechos destacados nas frases do texto.

• A impressão dos pacientes passou a ser a de que o cuidado é ruim, caso o médico não os solicite. (3° parágrafo)

• Até cirurgias podem ser feitas a distância, com o advento da robótica. (último parágrafo)

Nesses trechos, notam-se, correta e respectivamente, as ideias de


  • A: advertência e causa.
  • B: conclusão e concessão.
  • C: finalidade e oposição.
  • D: reiteração e simultaneidade.
  • E: condição e consequência.

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