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                        Por que o criador do botão ‘curtir’ do Facebook apagou as redes sociais do celular



 


          A tecnologia só deve prender nossa atenção nos momentos em que nós queremos, conscientemente, prestar atenção nela. “Em todos os outros casos, deve ficar fora do nosso caminho.”


          Quem afirma não é um dos críticos tradicionais das redes sociais, mas justamente o executivo responsável pela criação do botão ‘curtir' nos primórdios do Facebook, há mais de dez anos.


          Depois de perceber que as notificações de aplicativos como o próprio Facebook ocupavam boa parte do seu dia, eram distrativas e o afastavam das relações na vida real, o matemático Justin Rosenstein decidiu apagar todas as redes sociais, aplicativos de e-mails e notícias de seu celular, em busca de mais “presença” no mundo off-line.


          Interrogado se ele se arrepende por ter criado a fonte da distração que hoje tanto critica, responde: “Nenhum arrependimento. Sempre que se tenta progredir, haverá consequências inesperadas. Você tem que ter humildade e ter muita atenção no que acontece depois, para fazer mudanças conforme for apropriado”.


                                                                                                                                    (Ricardo Senra. www.bbc.com. Adaptado)
A palavra “Interrogado”, destacada ao início do último parágrafo, pode ser substituída, no que se refere à norma-padrão, por





  • A: Ao questionarem-o.
  • B: Ao perguntarem-lhes.
  • C: Ao os perguntarem.
  • D: Ao questionarem-nos.
  • E: Ao lhe perguntarem.

                                                               Por que o criador do botão ‘curtir’ do Facebook apagou


                                                                                        as redes sociais do celular
 


          A tecnologia só deve prender nossa atenção nos momentos em que nós queremos, conscientemente, prestar atenção nela. “Em todos os outros casos, deve ficar fora do nosso caminho.”


          Quem afirma não é um dos críticos tradicionais das redes sociais, mas justamente o executivo responsável pela criação do botão ‘curtir' nos primórdios do Facebook, há mais de dez anos.


          Depois de perceber que as notificações de aplicativos como o próprio Facebook ocupavam boa parte do seu dia, eram distrativas e o afastavam das relações na vida real, o matemático Justin Rosenstein decidiu apagar todas as redes sociais, aplicativos de e-mails e notícias de seu celular, em busca de mais “presença” no mundo off-line.


          Interrogado se ele se arrepende por ter criado a fonte da distração que hoje tanto critica, responde: “Nenhum arrependimento. Sempre que se tenta progredir, haverá consequências inesperadas. Você tem que ter humildade e ter muita atenção no que acontece depois, para fazer mudanças conforme for apropriado”.


                                                                                                                                    (Ricardo Senra. www.bbc.com. Adaptado)


A expressão destacada em “A tecnologia só deve prender nossa atenção nos momentos em que nós queremos” (1° parágrafo) pode ser substituída, com o sentido preservado, por





  • A: até que.
  • B: quando.
  • C: onde.
  • D: tanto que.
  • E: embora.



                                                               Por que o criador do botão ‘curtir’ do Facebook apagou


                                                                                        as redes sociais do celular
 


          A tecnologia só deve prender nossa atenção nos momentos em que nós queremos, conscientemente, prestar atenção nela. “Em todos os outros casos, deve ficar fora do nosso caminho.”


          Quem afirma não é um dos críticos tradicionais das redes sociais, mas justamente o executivo responsável pela criação do botão ‘curtir' nos primórdios do Facebook, há mais de dez anos.


          Depois de perceber que as notificações de aplicativos como o próprio Facebook ocupavam boa parte do seu dia, eram distrativas e o afastavam das relações na vida real, o matemático Justin Rosenstein decidiu apagar todas as redes sociais, aplicativos de e-mails e notícias de seu celular, em busca de mais “presença” no mundo off-line.


          Interrogado se ele se arrepende por ter criado a fonte da distração que hoje tanto critica, responde: “Nenhum arrependimento. Sempre que se tenta progredir, haverá consequências inesperadas. Você tem que ter humildade e ter muita atenção no que acontece depois, para fazer mudanças conforme for apropriado”.


                                                                                                                                    (Ricardo Senra. www.bbc.com. Adaptado)











Justin Rosenstein apagou as redes sociais do celular porque elas





  • A: geravam discussões pouco edificantes que incitavam a intolerância.
  • B: demandavam que ele passasse tempo excessivo envolvido no trabalho.
  • C: faziam com que ele se distanciasse das interações na vida não virtual.
  • D: exigiam que ele dedicasse muita atenção à resolução de equações.
  • E: impulsionaram os negócios e exigiram computadores mais sofisticados.








O modo verbal em “não digite” expressa um conselho, assim como ocorre com a expressão destacada em:
  • A: Como não haverá expediente bancário na sexta-feira, o boleto poderá ser pago na segunda-feira.
  • B: O morador não autorizou a entrada do técnico para a medição do consumo de gás no imóvel.
  • C: Atenção: não se esqueçam de usar o cinto de segurança também no banco de trás do automóvel.
  • D: Pesquisadores canadenses descobriram que o macarrão não induz o ganho de peso.
  • E: Os candidatos que não apresentarem um documento com foto não poderão realizar a prova.








O cartaz chama atenção para o fato de que
  • A: enviar mensagens pelo celular enquanto se dirige pode provocar acidentes.
  • B: é importante que os pais estejam informados sobre o paradeiro dos filhos.
  • C: os traumatismos mais graves são resultado de acidentes de trânsito.
  • D: dirigir após usar o celular é um comportamento perigoso, que deve ser evitado.
  • E: os jovens são as principais vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.




Estudos divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que, só no ano de 2010, 50 milhões de pessoas no mundo sobreviveram a acidentes de trânsito com algum traumatismo ou ferida. Se nada for feito, a estimativa é de que teremos 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030.



                                                                                                                                           (www.sbotrj.com.br. Adaptado)



A expressão “Se nada for feito” pode ser substituída, sem alteração de sentido e conforme a norma-padrão da língua, por

  • A: Apesar de nada ser feito.
  • B: Pois que nada foi feito.
  • C: Portanto nada fosse feito.
  • D: Caso nada seja feito.
  • E: Segundo nada seria feito.




Estudos divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que, só no ano de 2010, 50 milhões de pessoas no mundo sobreviveram a acidentes de trânsito com algum traumatismo ou ferida. Se nada for feito, a estimativa é de que teremos 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030.


                                                                                                                                                    (www.sbotrj.com.br. Adaptado)



O texto estabelece uma relação entre
  • A: traumatismo ou ferida e seus tratamentos.
  • B: acidentes de trânsito e suas causas.
  • C: mortes no trânsito e suas repercussões.
  • D: mortes no trânsito e suas formas de prevenção.
  • E: acidentes de trânsito e suas consequências.



                                                                  Feudalismo digital


               [...]


               As redes sociais exploram nossas fraquezas mais íntimas, nossa vaidade, vontade de ser aceito, de ter amigos, de ser relevante, o desafio de envelhecer com dignidade ou até da insuportável pressão de existir. Postagens com mais curtidas aguçam nossos instintos como uma droga. Funciona assim: o indivíduo que recebe uma recompensa tende a repetir seus atos para ganhar mais recompensas. Esse mecanismo da psicologia comportamental opera no nível mais básico, como acontece até com ratos e cachorros.


               As redes sociais coletam inúmeras informações sobre você – do que você gosta, desgosta, o que comenta, com o que se enerva, suas expressões faciais – e transformam tudo numa base de dados de números imensos, capazes de revelar tendências que podem ser usadas para influenciar. Por meio de iscas, castigos, recompensas e vícios, pouco a pouco as pessoas vão sendo moldadas e influenciadas. Essas informações acabam vendidas a terceiros para não só manipular o comportamento, como também medir os resultados da manipulação (seja para anunciar produtos, seja para moldar opiniões ou fraudar a democracia).


               [...]


               A beleza da democracia é sua capacidade de utilizar a inteligência coletiva de um país para entender a melhor maneira para seguir adiante. É preciso um conjunto de indivíduos pensantes, independentes, com experiências de vida distintas.


               Quando esse processo é infectado por manipulação em massa, perdemos a inteligência coletiva, o potencial criativo e nos reduzimos a um feudalismo digital, inviabilizando o processo político.


                                                                                                                 (ANDRADE, Fernando Grostein. Revista Veja, ed. 2627.)

Os principais processos de formação de palavras novas na Língua Portuguesa são a derivação e a composição. Sobre o processo de derivação em vocábulos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) As palavras capacidade e feudalismo são formadas pelo acréscimo de um sufixo nominal a um radical: na primeira, o sufixo dade imprime sentido de estado; na segunda, o sufixo ismo, o sentido de sistema político.

( ) A formação das palavras desgosta e independentes acontece da mesma forma, pelo acréscimo de um prefixo (des e in) a um radical, portanto derivação prefixal.

( ) Na derivação parassintética, são anexados a um radical um prefixo e um sufixo ao mesmo tempo, como nas palavras envelhecer e inviabilizar.

( ) A palavra registros é um substantivo deverbal, pois foi formada a partir de um verbo (registrar), substituindo-se a terminação verbal pelas desinências indicativas de gênero e número, portanto derivação regressiva.

( ) Os sufixos verbais agregam-se ao radical geralmente de substantivos e adjetivos para formar novos verbos, a exemplo de influenciar e utilizar, em que os sufixos ar e izar exprimem prática de uma ação.

Assinale a sequência correta.








  • A: V, V, F, V, F
  • B: F, V, V, F, F
  • C: F, F, V, F, V
  • D: V, F, F, V, V



                                                                                   Feudalismo digital


               [...]


               As redes sociais exploram nossas fraquezas mais íntimas, nossa vaidade, vontade de ser aceito, de ter amigos, de ser relevante, o desafio de envelhecer com dignidade ou até da insuportável pressão de existir. Postagens com mais curtidas aguçam nossos instintos como uma droga. Funciona assim: o indivíduo que recebe uma recompensa tende a repetir seus atos para ganhar mais recompensas. Esse mecanismo da psicologia comportamental opera no nível mais básico, como acontece até com ratos e cachorros.


               As redes sociais coletam inúmeras informações sobre você – do que você gosta, desgosta, o que comenta, com o que se enerva, suas expressões faciais – e transformam tudo numa base de dados de números imensos, capazes de revelar tendências que podem ser usadas para influenciar. Por meio de iscas, castigos, recompensas e vícios, pouco a pouco as pessoas vão sendo moldadas e influenciadas. Essas informações acabam vendidas a terceiros para não só manipular o comportamento, como também medir os resultados da manipulação (seja para anunciar produtos, seja para moldar opiniões ou fraudar a democracia).


               [...]


               A beleza da democracia é sua capacidade de utilizar a inteligência coletiva de um país para entender a melhor maneira para seguir adiante. É preciso um conjunto de indivíduos pensantes, independentes, com experiências de vida distintas.


               Quando esse processo é infectado por manipulação em massa, perdemos a inteligência coletiva, o potencial criativo e nos reduzimos a um feudalismo digital, inviabilizando o processo político.


                                                                                                                 (ANDRADE, Fernando Grostein. Revista Veja, ed. 2627.)


Em relação a aspectos sintáticos no texto, assinale a afirmativa INCORRETA.






  • A: No último período do segundo parágrafo, a expressão conjuntiva não só...como também pode ser substituída pela conjunção e, pois o sentido que ela imprime à frase é aditivo.
  • B: O trecho (seja para anunciar produtos, seja para moldar opiniões ou fraudar a democracia) pode ser reescrito sem a expressão seja ... seja: (para anunciar produtos, para moldar opiniões ou fraudar a democracia) sem prejuízo do sentido alternativo.
  • C: A primeira oração do último parágrafo pode ser reescrita, sem prejuízo do sentido e da sintaxe da seguinte maneira: A capacidade de utilizar a inteligência coletiva de um país para entender a melhor maneira para seguir adiante constitui sua beleza.
  • D: O último período do terceiro parágrafo inicia-se com a conjunção quando, denotando circunstância de tempo, mas não pode ser substituído por antes que ou até que.




                                                                                Feudalismo digital


               [...]


               As redes sociais exploram nossas fraquezas mais íntimas, nossa vaidade, vontade de ser aceito, de ter amigos, de ser relevante, o desafio de envelhecer com dignidade ou até da insuportável pressão de existir. Postagens com mais curtidas aguçam nossos instintos como uma droga. Funciona assim: o indivíduo que recebe uma recompensa tende a repetir seus atos para ganhar mais recompensas. Esse mecanismo da psicologia comportamental opera no nível mais básico, como acontece até com ratos e cachorros.


               As redes sociais coletam inúmeras informações sobre você – do que você gosta, desgosta, o que comenta, com o que se enerva, suas expressões faciais – e transformam tudo numa base de dados de números imensos, capazes de revelar tendências que podem ser usadas para influenciar. Por meio de iscas, castigos, recompensas e vícios, pouco a pouco as pessoas vão sendo moldadas e influenciadas. Essas informações acabam vendidas a terceiros para não só manipular o comportamento, como também medir os resultados da manipulação (seja para anunciar produtos, seja para moldar opiniões ou fraudar a democracia).


               [...]


               A beleza da democracia é sua capacidade de utilizar a inteligência coletiva de um país para entender a melhor maneira para seguir adiante. É preciso um conjunto de indivíduos pensantes, independentes, com experiências de vida distintas.


               Quando esse processo é infectado por manipulação em massa, perdemos a inteligência coletiva, o potencial criativo e nos reduzimos a um feudalismo digital, inviabilizando o processo político.


                                                                                                                 (ANDRADE, Fernando Grostein. Revista Veja, ed. 2627.)



Dentre os elementos linguísticos que possibilitam a construção da coesão textual estão os pronomes que são responsáveis pela reativação do referente em um texto. Sobre esses elementos, assinale a afirmativa correta.






  • A: O pronome demonstrativo, em Esse mecanismo da psicologia e em Essas informações acabam vendidas, funciona como anafórico, permitindo que o leitor identifique a qual mecanismo e a quais informações o autor está se referindo.
  • B: O pronome relativo que, presente nos trechos o indivíduo que recebe e tendências que podem ser usadas, constitui exemplo de referência catafórica e pode ser substituído por os quais e as quais, respectivamente.
  • C: Os pronomes possessivos retomam um referente já citado no texto, imprimindo sentido de posse, a exemplo do trecho suas expressões faciais em que o possessivo denota que as expressões faciais pertencem às redes sociais.
  • D: O pronome indefinido tudo, no segundo parágrafo, é exemplo de coesão referencial catafórica, pois se refere a um conjunto de termos subsequentes.

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