Questões de Português para Concursos

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Nas linhas 3 e 4, o verbo “funciona” é um exemplo de concordância atrativa, tendo em vista flexionar-se com o primeiro dos núcleos do sujeito composto posposto. Por isso, tal verbo pode se flexionar no plural: funcionam.
  • A: Certo
  • B: Errado

Na linha 1, a exclusão da vírgula antes da palavra “que” mantém a correção gramatical, mas muda o sentido de explicação para restrição.
  • A: Certo
  • B: Errado

A expressão “foi detalhada” (linha 13) pode ser substituída por detalhou-se, sem prejuízo do sentido, nem da correção gramatical, obedecendo-se ao princípio da concisão.
  • A: Certo
  • B: Errado



Os sinais de ponto e vírgula das linhas 10 e 11 podem ser substituídos por vírgulas, mantendo-se a correção gramatical e a coesão.
  • A: Certo
  • B: Errado

Baseie-se no texto abaixo.

 
A era das compras
 


          A economia capitalista moderna deve aumentar a produção constantemente, se quiser sobreviver, como um tubarão que deve nadar para não morrer por asfixia. Mas a maioria das pessoas, ao longo da história, viveu em condições de escassez. A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem. A ética austera dos puritanos e a dos espartanos são apenas dois exemplos famosos. Uma pessoa boa evitava luxos e nunca desperdiçava comida. Somente reis e nobres se permitiam renunciar publicamente a tais valores e ostentar suas riquezas.


          O consumismo vê o consumo de cada vez mais produtos e serviços como algo positivo. Encoraja as pessoas a cuidarem de si mesmas, a se mimarem e até a se matarem pouco a pouco por meio do consumo exagerado. A frugalidade é uma doença a ser curada. Não é preciso olhar muito longe para ver a ética do consumo em ação – basta ler a parte de trás de uma caixa de cereal: “Para uma refeição saborosa no meio do dia, perfeita para um estilo de vida saudável. Um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso do “quero mais!”.




          Durante a maior parte da história, as pessoas teriam sido repelidas, e não atraídas, por esse texto. Elas o teriam considerado egoísta, indecente e moralmente corrupto. O consumismo trabalhou duro, com a ajuda da psicologia e da vontade popular, para convencer as pessoas de que a indulgência com os excessos é algo bom, ao passo que a frugalidade significa auto-opressão.


                                                       (Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens – uma breve história da humanidade. 38. ed. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 357-358)


Ao analisar os hábitos de consumo, o autor do texto avalia esses hábitos de consumo contrapondo os mesmos aos hábitos de consumo que havia em épocas de maior frugalidade.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:




  • A: os avalia − contrapondo-os − àqueles
  • B: avalia-os − contrapondo-lhes − àqueles
  • C: avalia-lhes − contrapondo-os − a esses
  • D: lhes avalia − lhes contrapondo − a aqueles
  • E: avalia a estes − contrapondo-os − a estes



A palavra “que” (linha 9) é uma conjunção integrante, a qual inicia uma oração que completa o sentido do verbo “terão” (linha 9).
  • A: Certo
  • B: Errado



A palavra “como” (linha 3) é uma conjunção comparativa, a qual transmite uma relação de igualdade entre os termos a ela relacionados.
  • A: Certo
  • B: Errado



A ideia central do texto tem relação com financiamento de pesquisas que ajudem a entender e combater fake news e desinformação.
  • A: Certo
  • B: Errado



Considerando as ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os itens a seguir.

Entende-se do texto que o Brasil é um dos países selecionados para a pesquisa, tendo em vista a grande ocorrência de crimes no emprego do aplicativo, como assédio sexual, vazamento de fotos, entre outros.
  • A: Certo
  • B: Errado

A era das compras
 


          A economia capitalista moderna deve aumentar a produção constantemente, se quiser sobreviver, como um tubarão que deve nadar para não morrer por asfixia. Mas a maioria das pessoas, ao longo da história, viveu em condições de escassez. A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem. A ética austera dos puritanos e a dos espartanos são apenas dois exemplos famosos. Uma pessoa boa evitava luxos e nunca desperdiçava comida. Somente reis e nobres se permitiam renunciar publicamente a tais valores e ostentar suas riquezas.


          O consumismo vê o consumo de cada vez mais produtos e serviços como algo positivo. Encoraja as pessoas a cuidarem de si mesmas, a se mimarem e até a se matarem pouco a pouco por meio do consumo exagerado. A frugalidade é uma doença a ser curada. Não é preciso olhar muito longe para ver a ética do consumo em ação – basta ler a parte de trás de uma caixa de cereal: “Para uma refeição saborosa no meio do dia, perfeita para um estilo de vida saudável. Um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso do “quero mais!”.




          Durante a maior parte da história, as pessoas teriam sido repelidas, e não atraídas, por esse texto. Elas o teriam considerado egoísta, indecente e moralmente corrupto. O consumismo trabalhou duro, com a ajuda da psicologia e da vontade popular, para convencer as pessoas de que a indulgência com os excessos é algo bom, ao passo que a frugalidade significa auto-opressão.


                                                       (Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens – uma breve história da humanidade. 38. ed. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 357-358)


Há adequada correlação entre os tempos e os modos verbais empregados na frase:




  • A: Há quem queira que a economia capitalista deva aumentar sua produção para que sobrevivesse de modo mais consistente.
  • B: Caso retornássemos às antigas situações de escassez em que viviam os antigos, talvez venhamos a sentir saudade do presente consumismo.
  • C: A menos que venha a encorajar as pessoas a um consumismo desenfreado, a propaganda poderia não ver sentido na linguagem de que se vale.
  • D: Quem esperasse encontrar informações úteis e objetivas numa caixa de cereal terá se decepcionado com a linguagem apenas persuasiva.
  • E: Na hipótese de virem a ser contrariadas em sua inclinação para o consumo, muitas pessoas não hesitariam em maldizer seus críticos.

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