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Texto I

AS ENCHENTES

Lima Barreto


As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.


De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais.


O prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio. Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.


Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.

Fonte: Texto adaptado de https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14275/asenchentes. Acesso em: 17 mar. 2024.

No segundo parágrafo, o sentido de oposição está explicitamente manifestado no trecho:
  • A: “Não sei nada de engenharia...”
  • B: “Uma arte tão ousada e quase tão perfeita...”
  • C: “...mas, pelo que me dizem os entendidos...”
  • D: “... se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos.”

Texto I

AS ENCHENTES

Lima Barreto


As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.


De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais.


O prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio. Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.


Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.

Fonte: Texto adaptado de https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14275/asenchentes. Acesso em: 17 mar. 2024.

Na frase “O prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio” (3º parágrafo), o verbo destacado apresenta sentido de:
  • A: zelar
  • B: atentar
  • C: prevenir
  • D: negligenciar

Texto I

AS ENCHENTES

Lima Barreto


As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.


De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais.


O prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio. Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.


Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.

Fonte: Texto adaptado de https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14275/asenchentes. Acesso em: 17 mar. 2024.

De acordo com o autor, o problema das enchentes não se resolve porque a:
  • A: cidade apresenta uma geografia que impede a resolução do problema
  • B: equipe de engenharia da Prefeitura não tem autorização para resolver o caso
  • C: administração pública não prioriza os problemas da vida cotidiana da população
  • D: chuva é frequente, o que não permite o planejamento por parte da engenharia municipal

No texto II, o bumerangue evidencia uma relação de:
  • A: opinião
  • B: solução
  • C: finalidade
  • D: consequência

Texto I

AS ENCHENTES

Lima Barreto


As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade, essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de haveres e destruição de imóveis.


De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples problema. Não sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros municipais.


O prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade, descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio. Cidade cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse acidente das inundações.


Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.



Fonte: Texto adaptado de https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/14275/asenchentes. Acesso em: 17 mar. 2024.

A leitura atenta dos dois textos, os quais apresentam a temática das enchentes, permite deduzir que:
  • A: ambos propõem uma reflexão sobre as competências da administração pública na resolução de problemas envolvendo as enchentes
  • B: os dois textos apresentam recursos distintos para a apresentação da temática: enquanto o primeiro apresenta elementos não verbais, o segundo apresenta elementos visuais
  • C: os conteúdos dos textos minimizam a ideia de que as enchentes causam muitos estragos, prejudicando as pessoas envolvidas, pois as consequências nem sempre voltam para a população
  • D: autor do texto I evidencia a responsabilidade dos governantes, enquanto, no texto II, isso se amplia, alertando o leitor para a responsabilidade de todos em relação ao destino do lixo a fim de evitar enchentes

Em relação à tipologia textual, tomando por base que o texto apresenta como foco ideias, classificando-se como dissertativo, qual outra tipologia presente no texto e predominante é empregada para comprovar as ideias defendidas?
  • A: Injuntiva.
  • B: Narrativa.
  • C: Descritiva.
  • D: Epistolar.

Em relação à leitura e às inferências do texto, analise as afirmativas a seguir:

I. A vinculação entre anatomia e mente consistiu num dos grandes achados de Darwin, que impulsionou os estudos da Psicologia e cujas teorias apontam para a compreensão contemporânea das reações emocionais humanas.

II. Apesar de se terem identificado áreas cerebrais responsáveis por algumas emoções, não é possível estabelecer um padrão universal, uma vez que há pessoas que não manifestam sentimentos como outras.

III. Não é possível afirmar que as estruturas neuronais tenham papéis preestabelecidos e únicos, mesmo em interação com um ou vários outros.

Assinale
  • A: se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
  • B: se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
  • C: se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
  • D: se todas as afirmativas estiverem corretas.

Na linha 22, o pronome “essa” desempenha papel
  • A: anafórico.
  • B: catafórico.
  • C: dêitico.
  • D: exofórico.

Na época surgiam descobertas de que exatos locais cerebrais cuidavam de funções restritas como linguagem e visão. Por que não existiriam áreas que guardam raiva, medo e alegria? (L.17-20)
A pergunta guarda relação com a afirmativa anterior. Essa relação se estabelece na associação, da pergunta e da afirmativa, respectivamente, entre
  • A: sentimento e sentido.
  • B: sentido e sentimento.
  • C: restrição e amplidão.
  • D: amplidão e restrição.

São obras difusas de nossos cérebros e instáveis, nenhuma sensação é exatamente a mesma que acabou de acontecer. (L.97- 99)

A palavra que expressa a ideia contida no segmento sublinhado no período acima é
  • A: perenidade.
  • B: efemeridade.
  • C: inexorabilidade.
  • D: indelebilidade.

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