Questões de Português para Concursos

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Ao se lembrar do colégio de Tia Gracinha, o cronista ressalta a
  • A: excelência do ensino nesse estabelecimento, cujas propostas básicas já prefiguravam uma nova filosofia pedagógica.
  • B: adequação existente entre as práticas pedagógicas dessa escola e as expectativas conservadoras quanto ao papel social das mulheres.
  • C: ênfase que era dada, no currículo escolar, às disciplinas que exigiam das estudantes uma visada crítica dos valores da tradição.
  • D: importância apenas relativa que tinha aquele tipo de educação para o desempenho prático das futuras mães e esposas.
  • E: permanência entre nós dos valores de uma educação que ajuda a distinguir as diferentes funções sociais dos gêneros.

As normas que regem a concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
  • A: Deve sobressair entre as reações nossas diante da confusão dos valores modernos o esforço para mantermos uma ponderação mais serena.
  • B: A violência das turbas preconceituosas e linchadoras devem ser combatidas por todos aqueles que se engajam no aperfeiçoamento da civilização.
  • C: Costuma corresponder ao mesmo fogo selvagem dos primitivos violentos os atos insanos que nossos contemporâneos cometem contra tudo o que julgam “diferente”.
  • D: Constituem um dos inegáveis avanços civilizatórios a exposição pública dos preconceitos que corroem a vida em sociedade das chamadas “minorias”.
  • E: Devem-se à supressão de alguns direitos básicos, como o da defesa, a injustiça que costuma marcar o julgamento das pessoas mais vulneráveis.

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
  • A: apenas como subproduto da perplexidade (1o parágrafo) = ainda que mero estímulo da inconformidade.
  • B: se julgam investidas do direito sagrado (3o parágrafo) = creem investir contra leis sacramentais.
  • C: um inegável avanço civilizatório (4o parágrafo) = um suposto progresso projetado.
  • D: o avanço se dê à custa da supressão (4o parágrafo) = a progressão se faça ao preço da eliminação.
  • E: infinito potencial de injustiça (4o parágrafo) = desmesurado atributo de ilegalidade.

O autor se vale da frase faz o marinheiro levar o barco devagar sempre que o nevoeiro é denso para figurar, de modo expressivo, a
  • A: necessária e impetuosa reação nossa diante dos que negam a legitimidade dos valores que resolvemos defender.
  • B: súbita perplexidade que por vezes nos impede de reagir quando confrontados com forças que consideramos superiores às nossas.
  • C: rígida defesa dos nossos valores a cada vez que forem contestados pelas pessoas que escolheram valores opostos.
  • D: conformada aceitação das razões alheias quando se mostrem mais estáveis do que aquelas a que recorremos para justificar nossos atos.
  • E: moderação que deve pautar nossas reações em situações cujos contornos não se apresentem satisfatoriamente nítidos.

O sentido da ponderação anunciada no título e considerada ao longo do texto deve ser entendido, de modo conclusivo, da seguinte forma:
  • A: os vícios e os preconceitos de outras épocas precisam ser reparados na justa proporção da violência final a que agora fazem jus os que foram violentados.
  • B: os assédios, o desrespeito e os abusos devem nos fazer refletir sobre a razão de serem naturalizados justamente por aqueles que mais os sofreram.
  • C: é um premente desafio preservar a reflexão comedida como uma resposta civilizada a violências antigas, que não devem inspirar os lances injustos de uma suposta reparação.
  • D: há equilíbrio social, a ser preservado em seus valores básicos, quando se considera como natural a justificativa da supressão temporária dos chamados direitos individuais
  • E: deve prevalecer sempre a necessidade que têm os setores oprimidos da sociedade de se submeterem ao poder discriminatório e rigoroso de um juiz anônimo.

Uma interpretação adequada da construção integral desse texto deve reconhecer que o
  • A: título dele promove a devida desmoralização das virtudes, que o autor acredita só ser possível mediante o recurso da ponderação
  • B: primeiro parágrafo considera que a perplexidade do nosso tempo histórico pode levar-nos a ponderar e agir com prudência diante das instabilidades modernas.
  • C: segundo parágrafo admite que a selvageria com que são tratados os “diferentes” não sofre qualquer contestação por parte da opinião pública.
  • D: terceiro parágrafo comprova que hoje já não se aceitam violências que possam lembrar, de algum modo, as que já se praticaram contra certas comunidades.
  • E: quarto parágrafo acentua a necessidade de se naturalizar, por via das redes sociais, medidas duramente repressivas, para que se faça justiça a quem já foi oprimido.

Entre as frases abaixo, aquela que possui um erro gramatical, é:
  • A: Respeitemos os lugares-comuns; lembremo-nos sempre que eles já foram ideias originais;
  • B: A carreira artística é difícil porque tem muitos obstáculos;
  • C: Cheguei à conclusão, talvez um pouquinho tarde, de que os discursos devem ser curtos;
  • D: Definir é cercar com um muro de palavras um terreno baldio de ideias;
  • E: Quando a desculpa é gaguejada, é porque a explicação está errada.

No texto 3, o argumento utilizado na defesa da tese, é:
  • A: o peso da autoridade papal;
  • B: o grande número de católicos;
  • C: o valor da religião na sociedade;
  • D: a analogia com outras situações;
  • E: a racionalidade do ato de pagar a taxa.

Aquela reação (texto 3), entre as dadas abaixo, que mostra coerência lógica com o tema, é:
  • A: Todo mundo deve pagar; de fato, a religião católica, na medida em que ela faz parte de nossa cultura, interessa a todos;
  • B: Não é preciso pagar: o governo que custeie visitas de líderes religiosos;
  • C: A Igreja faria melhor se não programasse essas viagens do Papa, contando com a ajuda de outros;
  • D: Deve-se pagar, afinal de contas, o Papa vem aqui raramente;
  • E: Que os católicos paguem: se eles acham caro, que encontrem uma religião mais barata.

A frase “O alcoólatra acusado se sente mais e mais excluído da sociedade” (texto 2) mostra o vocábulo “mais” como advérbio; a frase em que esse mesmo vocábulo mostra uma classe gramatical diferente, é:
  • A: Nada é mais revolucionário do que dinheiro sobrando;
  • B: Dinheiro é igual a táxi: quando você mais precisa, ele não aparece;
  • C: Pode-se ser mais esperto do que outra pessoa, mas não do que todas as outras;
  • D: Graças a Deus o sol já se pôs e não tenho mais de sair para aproveitá-lo;
  • E: Família divide o bife, põe mais água no feijão e não demite os filhos.

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