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Em todas as frases abaixo ocorre o emprego do verbo haver; a frase em que esse verbo foi substituído por outro de sentido equivalente, de forma adequada, é:
  • A: Sobre o banco havia três meninas, próximas uma das outras / aboletavam-se;
  • B: Houve um acidente grave na porta do supermercado / Transcorreu;
  • C: No dia seguinte, havia ainda cinzas na lareira / acomodavam-se;
  • D: Em quinze dias haverá uma nova churrascaria no bairro / será erguida;
  • E: Há um ninho no galho mais alto da jaqueira / instalou-se

Em todas as frases abaixo há a presença do verbo dizer: a frase em que esse verbo foi substituído de forma apropriada, é:
  • A: Depois de algumas hesitações, ele acabou por dizer a verdade / anunciar;
  • B: Eu vou te dizer um segredo, mas não espalhe / declarar;
  • C: Ele disse esse poema de Gonçalves Dias com muita sensibilidade / discursou;
  • D: Diga-me quando você quer vir pra cá / Explique-me;
  • E: Finalmente ele disse a origem de sua fortuna / explicou.

Em todas as frases abaixo há termos que estabelecem relações de coesão com termos anteriores; a frase que estabelece essa coesão com um termo que pertence a uma classe gramatical diferente das demais, é:
  • A: O deputado e o senhor viajaram juntos, mas os dois voltaram após três dias;
  • B: Adquiriu vários livros; o primeiro, um romance policial;
  • C: O ônibus aproximou-se, mas o veículo não parou;
  • D: Fiz cinco redações, mas meu primo fez o dobro;
  • E: Trouxe vinte bananas e milha filha comeu um terço.

Observe a seguinte frase: "Se você vai viajar para a Itália, não esqueça de visitar o Coliseu"; para que essas frase tenha sentido, sua coerência está ligada ao seguinte fator:
  • A: conhecimento do vocabulário empregado;
  • B: conhecimento partilhado entre emissor e receptor;
  • C: inferências possíveis da frase;
  • D: intertextualidade com outro texto famoso;
  • E: ausência de polissemia ou ambiguidade.

Todos os segmentos textuais abaixo apresentam um fragmento descritivo que foi anteriormente "preparado" por outro segmento; a opção em que essa preparação está ausente, é:
  • A: Olhou para a foto do avô na parede e se deu conta de que tinha o nariz adunco idêntico ao dele;
  • B: Aproximou-se da janela e conseguiu ver as árvores frutíferas que se espalham por todo o terreno;
  • C: Puxou o binóculo e conseguiu acompanhar a corrida dos cavalos que estava do outro lado da pista;
  • D: Sentou-se no penúltimo banco do ônibus e começou a conversar com a mulher que estava ao lado;
  • E: Curioso, colocou o olho no buracoda fechadura e pôde ver o interior elegante do quarto.

Leia a tira para responder à questão.

(Bill Watterson. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin e Haroldo, 2010)

A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor deriva principalmente do fato de que
  • A: a insistência do pai em ajudar acaba por levar o garoto a ver na bicicleta uma ameaça a sua segurança e a querer descartá-la.
  • B: a reação do garoto ao medo de andar de bicicleta parece excessiva, com falas sobre a morte e o desejo de se livrar para sempre da bicicleta.
  • C: o pai zomba do medo do filho no último quadro ao tentar convencê-lo de que ele deve mudar seus objetivos.
  • D: o pai segue segurando a bicicleta do filho apesar de este manifestar claramente a sua aversão à bicicleta.
  • E: o filho se contradiz ao afirmar que deseja andar de bicicleta e, ao mesmo tempo, que isso o faz sentir medo de morrer.

(Bill Watterson. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin e Haroldo, 2010)

Leia a tira para responder à questão.

No contexto em que foram empregados, os vocábulos “iminência” e “desmantelar” possuem como sinônimos, respectivamente:
  • A: proximidade e desmanchar.
  • B: dúvida e desmontar.
  • C: véspera e abalar.
  • D: superioridade e desfazer.
  • E: aniquilação e abolir.

(Bill Watterson. O mundo é mágico: as aventuras de Calvin e Haroldo, 2010)

Leia a tira para responder à questão.

Assinale a alternativa em que a frase da tira foi alterada em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
  • A: O seu equilíbrio vai melhorar se você soltar-se.
  • B: Me deixa tenso a iminência da morte, eu admito!
  • C: Eu admito que deixa-me tenso a iminência da morte!
  • D: Se concentre no seu objetivo.
  • E: Pois eu não o vou mudar.

Leia o texto para responder à questão.

Flor-de-maio

Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.

Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa: no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de-maio”.

Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.

(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado)

A partir da leitura da crônica, é correto afirmar que a notícia sobre o desabrochar da flor-de-maio
  • A: surpreendeu o autor que, por não se interessar por plantas, procura passar adiante os detalhes a quem se interesse pelo assunto.
  • B: não foi considerada pelos jornais como algo importante e, portanto, não foi publicada em nenhum meio de comunicação no dia certo.
  • C: fez o autor se dirigir imediatamente ao Jardim Botânico para cumprimentar o responsável por este acontecimento.
  • D: foi, segundo o autor, o único fato importante daquele dia, embora os jornais tenham se concentrado em assuntos mais banais.
  • E: motivou o desejo do autor de ir ao Jardim Botânico para testemunhar algo de belo e emocionante que aconteceu na cidade.

Leia o texto para responder à questão.

Flor-de-maio

Entre tantas notícias do jornal – o crime de Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e diz que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.

Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar.

Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam.

No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire dessa crônica a sua substância, a informação precisa e preciosa: no dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor-de-maio”.

Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.

(Rubem Braga. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1992, Adaptado)

A respeito das reflexões feitas pelo autor no texto, é correto afirmar que ele
  • A: considera que vale a pena escrever crônicas se elas servirem para inspirar as pessoas a priorizarem, em seu cotidiano, um acontecimento belo como o florescimento de uma flor-de-maio.
  • B: vê os leitores como pessoas superiores por não terem tantos compromissos diários que tomam tempo, como textos para ler e escrever e telefonemas para fazer.
  • C: se mostra sarcástico ao afirmar que a humanidade poderá ser salva se todos os jornais passarem a noticiar os nascimentos das flores em vez de dar notícias ruins.
  • D: julga que a queda de um andaime e o aumento do preço do pão fazem as pessoas se recolherem em suas casas, enquanto a notícia sobre o nascimento de uma flor as leva a saírem.
  • E: se mostra orgulhoso por ser o único a notar o nascimento da flor-de-maio e contar o fato para os leitores, ainda que ele não tenha condições de visitar o Jardim Botânico.

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