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No Texto I, alguns sinais de pontuação são muito expressivos, como o emprego de aspas, travessões e parênteses.
O emprego do sinal de pontuação está corretamente justificado em:
 
  • A: “(Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional)” (L. 11) – os parênteses introduzem um comentário do autor
  • B: “(9% da população)” (L. 14-15) – os parênteses explicam os dados que serão mencionados posteriormente.
  • C: “...‘Retratos da Leitura no Brasil’...” (L. 16-17) – as aspas indicam que a expressão não está em seu sentido real.
  • D: “O Plano Nacional do Livro, Leitura e Biblioteca – Fome de Livro,” (L. 18-19) – o travessão explica a informação anterior.
  • E: “O governo criou o Fome Zero para combater a fome (...).” (L. 46) – as aspas indicam uma citação da fala de alguém.



“E, às vezes, a única alternativa possível é...” (L. 54-55).

A justificativa para o uso das vírgulas na passagem acima é a mesma que explica o seu uso na frase:
  • A: É preciso perseverança, disse ele, para continuar a caminhada.
  • B: O empreendedor, que não aceitava o fracasso, resolveu reagir.
  • C: Quando resolveu agir, já era tarde demais.
  • D: Você fez o que podia, portanto, não se lamente.
  • E: Os pesquisadores, durante a reunião, expuseram os resultados.

Em “Com o tempo,” (L. 16), a vírgula separa um adjunto adverbial deslocado.

A justificativa do emprego da(s) vírgula(s) é a mesma da passagem transcrita acima em:
  • A: A vida, bem maior do ser humano, nem sempre é como idealizamos.
  • B: Deus, ajudai-nos para que nunca deixemos de acreditar nas pessoas.
  • C: A decepção, contudo, não deve ser razão única para não tentarmos novamente.
  • D: Por agora, o melhor é aprender a dividir esforços para atingir objetivos comuns.
  • E: É preciso ter fé, sabedoria e paciência para que as coisas cheguem até você.


RETRATOS DE UMA ÉPOCA 
Mostra exibe cartões-postais de um tempo que não volta mais

Em tempos de redes sociais e da presença cada vez maior da internet no cotidiano, pouca gente se recorda de que nem sempre tudo foi assim tão rápido, instantâneo e impessoal. Se os adultos esquecem logo, crianças e adolescentes nem sabem como os avós de seus avós se comunicavam. Há 15 dias, uma educadora no Recife, Niedja Santos, indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicação que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais. Pois eles já foram tão importantes que eram usados para troca de mensagens de amor, de amizade, de votos de felicidades e de versos enamorados que hoje podem parecer cafonas, mas que, entre os sé- culos XIX e XX, sugeriam apenas o sentimento movido a sonho e romantismo. Para se ter uma ideia de sua importância, basta lembrar um pouco da história: nasceram na Áustria, na segunda metade do século XIX, como um novo meio de correspondência. E a invenção de um professor de Economia chamado Emannuel Hermann fez tanto sucesso que, em apenas um ano, foram vendidos mais de dez milhões de unidades só no Império Austro-Húngaro. Depois, espalharam-se pelo mundo e eram aguardados com ansiedade. – A moda dos cartões-postais, trazida da Europa, sobretudo da França, no início do século passado para o Recife de antigamente, tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo Maranhão, que passou meio século colecionando-os e reuniu mais de 600, 253 dos quais estão na exposição “Postaes: A correspondência afetiva na Coleção Liedo Maranhão", no Centro Cultural dos Correios, na capital pernambucana. O pesquisador, residente em Pernambuco, começou a se interessar pelo assunto vendo, ainda jovem, os postais que eram trocados na sua própria família. Depois, passou a comprá-los no Mercado São José, reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato ou pendurados em cordões para chamar a atenção dos visitantes. Boa parte da coleção vem daí. [...] – Acho que seu impacto é justamente o de trazer para o mundo contemporâneo o glamour e o romantismo de um meio de comunicação tão usual no passado – afirma o curador Gustavo Maia. – O que mais chama a atenção é o sentimento romântico como conceito, que pode ser percebido na delicadeza perdida de uma forma de comunicação que hoje está em desuso – reforça Bartira Ferraz, outra curadora da mostra. [...] LINS, Letícia. Retratos de uma época. Revista O Globo, Rio de Janeiro, n. 353, p. 26-28, 1o maio 2011. Adaptado.

Os trechos transcritos abaixo apresentam apenas um sinal de pontuação. Em qual deles, o sinal pode ser substituído por ponto e vírgula (;), com as adaptações necessárias, se for o caso?
  • A: “Há 15 dias, uma educadora no Recife" (l. 6-7)
  • B: “indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicação que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais" (l. 7-9)
  • C: “Para se ter uma ideia de sua importância, basta lembrar um pouco da história" (l. 15-16)
  • D: “tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo Maranhão" (l. 27-29)
  • E: “reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato" (l. 38-39)

A vírgula pode ser retirada sem prejuízo para o significado e mantendo a norma-padrão na seguinte sentença:
  • A: Mário, vem falar comigo depois do expediente.
  • B: Amanhã, apresentaremos a proposta de trabalho.
  • C: Telefonei para o Tavares, meu antigo chefe.
  • D: Encomendei canetas, blocos e crachás para a reunião.
  • E: Entrou na sala, cumprimentou a todos e iniciou o discurso.

Os trechos transcritos abaixo apresentam apenas um sinal de pontuação. Em qual deles, o sinal pode ser substituído por ponto e vírgula (;), com as adaptações necessárias, se for o caso?
  • A: “Há 15 dias, uma educadora no Recife” (l. 6-7)
  • B: “indagou a um grupo de estudantes quais os meios de comunicação que eles conheciam. Nenhum citou cartões-postais” (l, 7-9)
  • C: “Para se ter uma ideia de sua importância, basta lem- brar um pouco da história” (l. 15-16)
  • D: “tornou-se uma mania que invadiu toda a cidade – lembra o colecionador Liedo Maranhão” (l. 27-29)
  • E: “reduto da cultura popular do Recife, onde eram encontrados em caixas de sapato” (l. 38-39)

O uso de sinais (aspas e travessão) está adequado à norma-padrão, que deve ser observada em uma correspondência oficial, na seguinte frase:
  • A: O artigo sobre o “processo de desregulamentação" foi publicado na Folha de São Paulo.
  • B: As chuvas de verão — fenômenos que se repetem desde há muito tempo podem ser previstas.
  • C: “Mutatis mutandis", as novas diretrizes da direção em nada alteram as antigas.
  • D: O cuidado com a saúde — meta prioritária do governo, será ainda maior.
  • E: — O diretor disse: Demita-se o funcionário


 A palavra

Freud costumava dizer que os escritores precederam os psicanalistas na descoberta do inconsciente. Tudo porque literatura e psicanálise têm um profundo elo em comum: a palavra.
Já me perguntei algumas vezes como é que uma pessoa que tem dificuldade com a palavra consegue externar suas fantasias e carências durante uma terapia. Consultas são um refinado exercício de comunicação. Se relacionamentos amorosos fracassam por falhas na comunicação, creio que a relação terapêutica também poderá naufragar diante da impossibilidade de o paciente se fazer entender.
Estou lendo um belo livro de uma autora que, além de poeta, é psicanalista, Sandra Niskier Flanzer. E o livro se chama justamente “a palavra", assim, em minúsculas e salientando o verbo contido no substantivo. Lavrar: revolver e sulcar a terra, prepará-la para o cultivo.
Se eu tenho um Deus, e tenho alguns, a palavra é certamente um deles. Um Deus feminino, porém não menos dominador. Ela, a palavra, foi determinante na minha trajetória não só profissional, mas existencial. Só cheguei a algum lugar nessa vida por me expressar com clareza, algo que muitos consideram fácil, mas fácil é escrever com afetação. A clareza exige simplicidade, foco, precisão e generosidade. A pessoa que nos ouve e que nos lê não é obrigada a ter uma bola de cristal para descobrir o que queremos dizer. Falar e escrever sem necessidade de tradução ou legenda: eis um dom que é preciso desenvolver todos os dias por aqueles que apreciam viver num mundo com menos obstáculo.
A palavra, que ferramenta. É uma pena que haja tamanha displicência em relação ao seu uso. Poucos se dão conta de que ela é a chave que abre as portas mais emperradas, que ela facilita negociações, encurta caminhos, cria laços, aproxima as pessoas. Tanta gente nasce e morre sem dialogar com a vida. Contam coisas, falam por falar, mas não conversam, não usam a palavra como elemento de troca. Encantam-se pelo som da própria voz e, nessa onda narcísica, qualquer palavra lhes serve.
Mas não. Não serve qualquer uma. A palavra exata é um pequeno diamante. Embeleza tudo: o convívio, o poema, o amor. Quando a palavra não tem serventia alguma, o silêncio mantém-se no posto daquele que melhor fala por nós.
Em terapia – voltemos ao assunto inicial – temos que nos apresentar sem defesas, relatar impressões do passado, tornar públicas nossas aflições mais secretas, perder o pudor diante das nossas fraquezas, ser honestos de uma forma quase violenta, tudo em busca de uma “absolvição" que nos permita viver sem arrastar tantas correntes. Como atingir o ponto nevrálgico das nossas dores sem o bisturi certeiro da palavra? É através dela que a gente se cura. MEDEIROS, Martha. A palavra. Revista O Globo. 18 set. 2011.

O trecho “Mas não. Não serve qualquer uma." (L. 44) pode ter sua pontuação alterada, sem modificar-lhe o sentido original, em:
  • A: Mas não: não serve qualquer uma.
  • B: Mas, não; não, serve qualquer uma.
  • C: Mas não; não serve, qualquer uma.
  • D: Mas: não, não. Serve qualquer uma.
  • E: Mas não – não; serve qualquer uma.

A pontuação é um recurso de que dispõe a língua escrita para auxiliar o leitor na construção dos sentidos do texto.

Sendo de base sintática na língua portuguesa, a pontuação NÃO está empregada de acordo com a norma-padrão em:
  • A: Quando vemos um menino de rua, afastamo-nos rapidamente.
  • B: Meninos de família, crianças educadas e honestas, frequentam a escola.
  • C: Meninos de rua, que vivem à própria sorte, sofrem agressões todos os dias.
  • D: Meninos, é preferível estar em um abrigo a passar as noites embaixo de marquises.
  • E: As autoridades, tudo fazem para minimizar o problema dos menores abandonados.

“Hoje, informação é poder.” (L. 2-3)

No fragmento acima, a vírgula é empregada para separar o adjunto adverbial de tempo deslocado.

Outro exemplo do texto em que a vírgula é utilizada com a mesma função encontra-se em:
  • A: “nomes e números em profusão, que nos chegam por jornais.” (L. 8-9)
  • B: “O estado de nossas células cerebrais, as nossas emoções.” (L. 18-19)
  • C: “Para quem, como eu, viaja bastante e tem de trabalhar em aviões ou em hotéis.” (L. 27-28)
  • D: “De repente eu me dava conta de como nossa existência é frágil, de como somos governados pelo acaso e pelo imprevisto.” (L. 41-43)
  • E: “meu palpite é que, no dia do Juízo Final, cada um de nós vai inserir o pen drive de sua vida no Grande Computador Celestial.” (L. 45-47)

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