Questões de Português para Concursos

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“Sob a ponte a escuridão era total. Alguns ruídos não identificáveis e o cheiro de água apodrecida aumentavam a sensação de desconforto da tropa”.
Esse fragmento de texto descritivo se apoia exclusivamente:
  • A: na audição / no tato / na visão;
  • B: na audição / na visão / no paladar;
  • C: na visão / no paladar / no tato;
  • D: no paladar / no olfato / na visão;
  • E: no olfato / na audição / na visão.

“Até mesmo de um corpúsculo disforme pode sair um espírito realmente forte e virtuoso”.
Nessa frase, há uma forma diminutiva de corpo; a frase abaixo em que o diminutivo sublinhado perdeu o sentido original de diminutivo e passou a significar outra realidade é:
  • A: Havia na parede uma portinhola por onde se compravam as entradas para o jogo;
  • B: Era uma revistinha francesa que cabia no bolso da camisa;
  • C: Os alunos verificaram na folhinha as datas previstas para as provas finais;
  • D: Comeu muitos biscoitinhos de araruta, gostosíssimos;
  • E: Apesar de ser um vidrinho bem diminuto, o preço era alto.

Inadimplência reduzida. Alguns dos entrevistados da classe C têm prestações atrasadas, em proporção maior que os da classe D, também entrevistados, o que mostra que os segmentos de renda menores representam riscos menores do que anos atrás. Isso ocorre porque o modelo de análise de crédito das instituições financeiras está mais eficaz.
(Conexão, julho 2008)
O argumento básico desse texto se apoia no(na):
  • A: exemplo que passa de um fato particular para um caráter geral;
  • B: narrativa de um fato emblemático;
  • C: autoridade da empresa responsável pela entrevista;
  • D: credibilidade da revista que publica a reportagem;
  • E: atualidade dos dados apresentados.


Uma frase publicitária dizia:
“Compre pneus Michelin e ganhe uma viagem a Paris”.
O argumento publicitário dessa frase se fundamenta no(na):






  • A: sedução;
  • B: tentação;
  • C: apelo afetivo;
  • D: intimidação pela vergonha;
  • E: competição.


Texto 4
“Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, alguns escritores, pressentindo certamente a era tecnológica que se avizinhava e o conflito bélico que abalaria as raízes de um universo ainda estruturado com base na Nação-Estado, dedicaram-se à antevisão do mundo do futuro. H.G. Wells, Aldous Huxley, George Orwell, entre outros, iniciando a série de Science-fiction, procuraram descrever a sociedade do futuro, como uma projeção das linhas que as descobertas científicas indicavam como prováveis. Em todas essas profecias havia uma constante: o mundo novo não conheceria mais a liberdade, pelo menos com a latitude e o conceito que dela então se tinha”.
(L. G. Nascimento Silva. A liberdade e o computador. Revista brasileira de estudos pedagógicos. Rio de Janeiro, nº 116, 1969)




“Em todas essas profecias havia uma constante: o mundo novo não conheceria mais a liberdade, pelo menos com a latitude e o conceito que dela então se tinha”(texto 4).
O vocábulo sublinhado aparece com o mesmo sentido em:


  • A: A liberdade não mais existirá no mundo futuro;
  • B: Todos terão mais liberdade que agora;
  • C: A sociedade futura terá mais tempo disponível;
  • D: Dois mais dois serão sempre quatro;
  • E: No futuro, viajaremos mais que agora.


Texto 4
“Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, alguns escritores, pressentindo certamente a era tecnológica que se avizinhava e o conflito bélico que abalaria as raízes de um universo ainda estruturado com base na Nação-Estado, dedicaram-se à antevisão do mundo do futuro. H.G. Wells, Aldous Huxley, George Orwell, entre outros, iniciando a série de Science-fiction, procuraram descrever a sociedade do futuro, como uma projeção das linhas que as descobertas científicas indicavam como prováveis. Em todas essas profecias havia uma constante: o mundo novo não conheceria mais a liberdade, pelo menos com a latitude e o conceito que dela então se tinha”.
(L. G. Nascimento Silva. A liberdade e o computador. Revista brasileira de estudos pedagógicos. Rio de Janeiro, nº 116, 1969)




No texto 4, há uma série de fragmentos de orações adjetivas sublinhados; o adjetivo que substitui adequadamente um desses fragmentos é:





  • A: que antecederam a Segunda Guerra Mundial / antecipadores da Segunda Guerra Mundial;
  • B: que se avizinhava / eminente;
  • C: que abalaria as raízes de um universo / abalador das raízes de um universo;
  • D: que as descobertas científicas indicavam como prováveis / cientificamente identificadoras;
  • E: que dela então se tinha / ultrapassado.


Texto 4
“Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, alguns escritores, pressentindo certamente a era tecnológica que se avizinhava e o conflito bélico que abalaria as raízes de um universo ainda estruturado com base na Nação-Estado, dedicaram-se à antevisão do mundo do futuro. H.G. Wells, Aldous Huxley, George Orwell, entre outros, iniciando a série de Science-fiction, procuraram descrever a sociedade do futuro, como uma projeção das linhas que as descobertas científicas indicavam como prováveis. Em todas essas profecias havia uma constante: o mundo novo não conheceria mais a liberdade, pelo menos com a latitude e o conceito que dela então se tinha”.
(L. G. Nascimento Silva. A liberdade e o computador. Revista brasileira de estudos pedagógicos. Rio de Janeiro, nº 116, 1969)




O emprego do tempo verbal (texto 4) “abalaria” mostra o seguinte valor semântico:






  • A: denotação de uma ação passada vista como futura;
  • B: expressão de incerteza sobre fatos atuais;
  • C: sinalização de uma ação que ocorreu antes de outra ação passada;
  • D: indicação de um fato que seria consequência certa e imediata de outro, que não ocorreu;
  • E: anunciação de um fato atual, que ocorre no momento em que se fala.


Texto 3
  “Perseguido pelo branco, o negro no Brasil escondeu as suas crenças nos terreiros das macumbas e dos candomblés. O folclore foi a válvula pela qual ele se comunicou com a civilização branca, impregnando-a de maneira definitiva. As suas primitivas festas cíclicas – de religião e magia, de amor, de guerra, de caça e de pesca... – entremostraram-se assim disfarçadas e irreconhecíveis. O negro aproveitou as instituições aqui encontradas e por elas canalizou o seu inconsciente ancestral:
nos autos europeus e ameríndios do ciclo das janeiras, nas festas populares, na música e na dança, no carnaval...”
(Luís da Câmara Cascudo. Antologia do folclore brasileiro - Volume I. São Paulo, Martins, 1956)




Os termos sublinhados no texto 3 são conectores; o sentido INADEQUADO de um desses conectores é:





  • A: pelo / agente de ação;
  • B: nos / lugar;
  • C: com / companhia;
  • D: e / adição;
  • E: por / meio.


Texto 3
  “Perseguido pelo branco, o negro no Brasil escondeu as suas crenças nos terreiros das macumbas e dos candomblés. O folclore foi a válvula pela qual ele se comunicou com a civilização branca, impregnando-a de maneira definitiva. As suas primitivas festas cíclicas – de religião e magia, de amor, de guerra, de caça e de pesca... – entremostraram-se assim disfarçadas e irreconhecíveis. O negro aproveitou as instituições aqui encontradas e por elas canalizou o seu inconsciente ancestral:
nos autos europeus e ameríndios do ciclo das janeiras, nas festas populares, na música e na dança, no carnaval...”
(Luís da Câmara Cascudo. Antologia do folclore brasileiro - Volume I. São Paulo, Martins, 1956)




As festas cíclicas dos negros tornaram-se “irreconhecíveis”, segundo o texto 3, porque:





  • A: tratavam de assuntos não valorizados pelos brancos;
  • B: exploravam temas contrários ao catolicismo dominante;
  • C: provinham dos terreiros das macumbas e dos candomblés;
  • D: provinham dos terreiros das macumbas e dos candomblés;
  • E: eram veiculadas por instituições portuguesas.


Texto 2
“Em linhas gerais a arquitetura brasileira sempre conservou a boa tradição da arquitetura portuguesa. De Portugal, desde o descobrimento do Brasil, vieram para aqui os fundamentos típicos da arquitetura colonial. Não se verificou, todavia, uma transplantação integral de gosto e de estilo, porque as novas condições de vida em clima e terras diferentes impuseram adaptações e mesmo improvisações que acabariam por dar à do Brasil uma feição um tanto diferente da arquitetura genuinamente portuguesa ou de feição portuguesa. E como arquitetura portuguesa, nesse caso, cumpre reconhecer a de característica ou de estilo barroco”.
                                (Luís Jardim, Arquitetura brasileira. Cultura, SP: 1952)




As preposições, em língua portuguesa, ora são empregadas por uma exigência gramatical de um termo anterior, ora por necessidades semânticas, não sendo de emprego obrigatório.
No texto 2, o único exemplo de emprego obrigatório, exigido gramaticalmente, é:


  • A: “boa tradição da arquitetura portuguesa”;
  • B: “De Portugal, desde o descobrimento do Brasil”;
  • C: “fundamentos típicos da arquitetura colonial”;
  • D: “transplantação integral de gosto”;
  • E: “uma feição um tanto diferente da arquitetura genuinamente portuguesa”.

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