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Texto 1

A revista Scientific American Brasil publicou, em seu n. 18, o seguinte texto:
Analgésico espinhoso. Embora a medicina tenha avançado o suficiente para tratar de dores de cabeça comuns, lesões musculares e procedimentos desagradáveis como obturação dentária, a dor inflamatória, da osteoartrite, de câncer ósseo e de lesões nas costas, provou ser um alvo muito mais elusivo. Os medicamentos atuais, entre eles a morfina e outros opiáceos, afetam todo o organismo e provocam efeitos colaterais perigosos. Remédios mais localizados, como injeções de esteroides, perdem efeito com o tempo. Recentemente, pesquisadores começaram a trabalhar com uma toxina encontrada em uma planta marroquina parecida com um cacto, que talvez possa proporcionar alívio permanente de dores locais com uma única injeção. (Arlene Weintraub)




O adjetivo espinhoso dado ao substantivo analgésico no título do texto 1 é justificado por: 

  • A: destinar-se a problemas sérios de algumas dores;
  • B: originar-se de um cacto, planta com espinhos;
  • C: esbarrar com dificuldades para sua criação;
  • D: produzir efeitos colaterais perigosos;
  • E: aparentar-se com opiáceos, semelhantes à morfina.

Todos os pensamentos abaixo partem de uma metáfora ou de uma comparação; o pensamento que mostra uma justificativa para a metáfora ou comparação realizada é: 
  • A: A cidade não é uma selva de concreto; é um zoológico humano. (Desmond Morris)
  • B: Todas as especulações são cinza, meu amigo, mas a árvore de ouro da vida é eternamente verde. (Goethe)
  • C: Cada ave, com asas estendidas, é um livro de duas folhas aberto no céu. Protejamos esse livro. E aumentemos, com essa proteção, a miúda bibliografia. (Humberto de Campos)
  • D: A distância é como o vento. Acende os fogos grandes e apaga os pequenos. (D. Modugno)
  • E: A boa sociedade é uma horda de refinados, composta de duas tribos: uma que se aborrece e outra que aborrece. (Lord Byron)


O slogan publicitário Se dirigir, não beba! apela argumentativamente para um(a): 





  • A: estrutura dialógica que coloca em discussão julgamentos de valor;
  • B: convencimento racional através do entendimento lógico;
  • C: intimidação do leitor, provocando constrangimento ou medo;
  • D: sedução do leitor por meio do destaque de alguma de suas qualidades, como a prudência;
  • E: tentativa de competição com os cidadãos mais responsáveis.

O primeiro capítulo do livro A evolução da escrita, de Carlos M. Horcades, diz o seguinte:
Letras são como abelhas. Uma abelha sozinha é apenas um inseto irracional. Mas, se observarmos uma colmeia com seu funcionamento extremamente complexo, com operárias, soldados, babás, faxineiras, zangões e rainha, veremos que esses insetos primitivos desempenham funções bem determinadas. A abelha não tem inteligência individual, mas a colmeia é dotada de inteligência coletiva. Isso acontece também com as letras. Uma letra sozinha não vale nada. Mas letras juntas formam palavras, e palavras são pensamento. (p.15)
Ao fazer uma analogia entre letras e abelhas, o autor do texto permite ao leitor uma série de inferências; entre as inferências abaixo, aquela que se mostra INADEQUADA é: 
  • A: as letras devem ser diferentes entre si;
  • B: as letras juntas registram ideias;
  • C: o alfabeto permite a representação do pensamento organizado;
  • D: cada letra possui uma função específica nas palavras;
  • E: letra/palavra/frase/texto mostra uma evolução de complexidade.


Um shopping mostrava o seguinte aviso na entrada de um dos seus elevadores: ‘É permitida a entrada de cães no elevador social e de serviço, apenas”.
A redação do texto mostra problemas estruturais, mas depreende-se do texto e da situação, que: 






  • A: cães não podem entrar nas lojas ou andar pelos corredores;
  • B: os cachorros não podem subir pelas escadas rolantes;
  • C: os donos de cães só podem subir com os animais pelo elevador de serviço;
  • D: o transporte de animais deve ser obrigatoriamente realizado com acompanhantes no elevador social;
  • E: cães não são bem-vindos ao shopping.

As frases abaixo são compostas por uma afirmação inicial, seguida por segmentos de tipos diversos. Aquela frase em que a afirmação inicial, antes da virgula, mostra a seguir um argumento que a defende é: 
  • A: Os automóveis brasileiros são muito ruins, foi o que disse o ex-presidente Collor, impedido durante seu mandato.
  • B: A automedicação é um hábito perigoso, e é o que fazem milhares de brasileiros irresponsáveis.
  • C: A venda de computadores de mesa está caindo, as empresas passaram a dar mais atenção à venda de portáteis.
  • D: As provas de concursos públicos reduziram em número este ano, embora o desemprego tenha aumentado.
  • E: Mesmo os restaurantes de luxo passaram a oferecer pratos executivos mais baratos; a crise atingiu também a mesa.


A frase de César Augusto – Apressa-te devagar – traz um exemplo de linguagem figurada que se repete em: 





  • A: Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo.
  • B: É muito difícil distinguir entre um homem de gênio e um louco.
  • C: Amor é ferida que dói e não se sente.
  • D: O mundo não será salvo pelos caridosos, mas pelos eficientes.
  • E: É preferível conhecer coisas inúteis que não saber nada.

Texto 3

Um artigo da revista Domingo dizia o seguinte:
Acusam a TV de ser responsável pela violência. É preciso debater essa questão. A TV não inventou a violência. Em todas as épocas, houve assassinatos, roubos e vítimas. Durante a Ditadura Militar a vida era mais violenta que hoje. No romance Os Três Mosqueteiros as lutas e as mortes são frequentes e, no entanto, não criticam a literatura por sua violência. Finalmente, países onde os televisores são em pequeno número, como na Índia ou no Zaire, também há guerras… Logo, não podem acusar a TV de ser responsável por tudo. 
 

Diante de um questionamento de um professor, um aluno declara: “Eu prefiro um livro do que uma história em quadrinhos. Quando contamos uma história com palavras, podemos dar mais detalhes. Se um escritor quisesse descrever alguém que morre de vontade de comer um omelete, ele escreveria: ‘Ele estava sentado, ele se mexia, se mexia, ele morria de vontade de comer’. Numa tira de quadrinhos, veríamos esse personagem curvado sobre um prato de omelete. Seria pouco atraente”.
Nesse segmento do texto há um problema de norma culta; o segmento em que se mostra um erro gramatical é:






  • A: Eu prefiro um livro do que uma história em quadrinhos.
  • B: Quando contamos uma história com palavras, podemos dar mais detalhes.
  • C: Se um escritor quisesse descrever alguém...
  • D: Ele estava sentado, ele se mexia, se mexia...
  • E: ...ele morria de vontade de comer.

Texto 3 

Um artigo da revista Domingo dizia o seguinte:
Acusam a TV de ser responsável pela violência. É preciso debater essa questão. A TV não inventou a violência. Em todas as épocas, houve assassinatos, roubos e vítimas. Durante a Ditadura Militar a vida era mais violenta que hoje. No romance Os Três Mosqueteiros as lutas e as mortes são frequentes e, no entanto, não criticam a literatura por sua violência. Finalmente, países onde os televisores são em pequeno número, como na Índia ou no Zaire, também há guerras… Logo, não podem acusar a TV de ser responsável por tudo. 




O autor do texto 3 declara que, "apesar de a literatura conter cenas de violência, ninguém a acusa de ser responsável pela violência."
Nesse caso, a argumentação se apoia numa: 


  • A: analogia;
  • B: inferência;
  • C: redundância;
  • D: metáfora;
  • E: metonímia.

Texto 3 

Um artigo da revista Domingo dizia o seguinte:
Acusam a TV de ser responsável pela violência. É preciso debater essa questão. A TV não inventou a violência. Em todas as épocas, houve assassinatos, roubos e vítimas. Durante a Ditadura Militar a vida era mais violenta que hoje. No romance Os Três Mosqueteiros as lutas e as mortes são frequentes e, no entanto, não criticam a literatura por sua violência. Finalmente, países onde os televisores são em pequeno número, como na Índia ou no Zaire, também há guerras… Logo, não podem acusar a TV de ser responsável por tudo. 
 





"Finalmente, países onde os televisores são em pequeno número, como na Índia ou no Zaire, também há guerras..."

Deduz-se desse segmento do texto 3 que:


  • A: Se nesses países houvesse maior número de televisores, as guerras seriam em maior número.
  • B: Se nos países citados não houvesse televisão também não haveria guerras.
  • C: As guerras que ocorrem nesses países são fruto do exemplo de violência divulgado pela TV.
  • D: Se há guerras, apesar do pequeno número de televisores, é porque não há relação de causa e consequência nesse caso.
  • E: A violência não se relaciona ao número de televisores, mas sim ao tipo de programação veiculada pela TV.

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