Questões de Português para Concursos

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        Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.
        Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!.
        Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.
                                                                                                                         (Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)

 

Assinale a alternativa em que a substituição das expressões destacadas nas passagens – ... tenho algum tempo para observá-la / ... sucumbo à vida que vou experimentar / ... como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros – obedece à norma-padrão de regência e emprego do sinal indicativo de crase.
  • A: atentar à ela / rendo-me a vida / causar prejuízo à outros.
  • B: atentar a ela / rendo-me à vida / causar prejuízo a outros.
  • C: atentar à ela / rendo-me a vida / causar prejuízo a outros.
  • D: atentar para ela / rendo-me para à vida / causar prejuízo em outros.
  • E: atentar para ela / rendo-me à vida / causar prejuízos à outros.



        Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.
        Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!.
        Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.
                                                                                                                         (Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)



Assinale a alternativa que reescreve os trechos destacados nas passagens – ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos / com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir – em conformidade com a norma-padrão e expressando corretamente o sentido do texto.
 

 
  • A: compreendo os motivos dela / mas já começo a sentir a tensão evangelical dessa vida.
  • B: compreendo a ela os motivos / mas a tensão evangelical da qual já começo a sentir a vida.
  • C: compreendo os motivos dela / mas já começo a sentir na vida dessa tensão evangelical.
  • D: compreendo quais os motivos / mas a tensão evangelical a qual já começo a sentir na vida.
  • E: compreendo que motivos / mas a tensão evangelical em que na vida já começo a sentir.

Considere a tira para responder à questão.

 



 
                                                                                     (Charles M. Schul. Minduim. Estadão. http://cultura.estadao.com.br)
 
Em sentido figurado, manter-se escondido embaixo da cama pode representar, tanto da parte do garoto quanto da parte do pai, um ato de
  • A: submissão e filantropia.
  • B: autoritarismo e pretensão.
  • C: extroversão e prepotência.
  • D: recolhimento e rebeldia.
  • E: disciplina e conformismo.

Leia o texto para responder à questão.

 
        A vida de Virginia Woolf (1882-1941), que sempre se orgulhou de ser autodidata, pode ser resumida através de uma das suas obras: A Viagem (The Voyage Out). Escrito 26 anos antes de ela morrer, foi seu primeiro romance, mas pode ser definido como o livro sobre a sua vida. Nele, a reconhecida autora britânica reflete sobre suas preocupações – as pessoais e as do momento social que lhe coube viver no começo do século XX –, suas paixões e suas insônias. E tudo isso com um estilo literário em constante experimentação, procurando sempre a identidade própria de personagens com grande sensibilidade e nostalgia.
        Desde seu início na literatura, Virginia Woolf sempre quis ampliar suas perspectivas de estilo para além da narração comum, com fios condutores guiados pelo processo mental do ser humano: pensamentos, consciência, visões, desejos e até odores. Perspectivas narrativas definitivamente incomuns, que incluíam estados de sono e prosa de livre associação. Sua técnica narrativa do monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais importantes para o romance moderno.
        Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf é considerada por muitos a autora que mais revolucionou a narrativa no século XX e que mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos.
                (Alberto López. Virginia Woolf, a escritora premonitória inesgotável. El País. https://brasil.elpais.com. 25.01.2018. Adaptado)

 
A ida à feira levou o autor a
  • A: lamentar o aumento do preço das frutas.
  • B: lembrar-se de detalhes de sua infância.
  • C: criticar a qualidade das frutas vendidas.
  • D: questionar a utilidade dos mercados.
  • E: fazer conjecturas sobre hábitos futuros.

Leia o texto para responder à questão.

 
        A vida de Virginia Woolf (1882-1941), que sempre se orgulhou de ser autodidata, pode ser resumida através de uma das suas obras: A Viagem (The Voyage Out). Escrito 26 anos antes de ela morrer, foi seu primeiro romance, mas pode ser definido como o livro sobre a sua vida. Nele, a reconhecida autora britânica reflete sobre suas preocupações – as pessoais e as do momento social que lhe coube viver no começo do século XX –, suas paixões e suas insônias. E tudo isso com um estilo literário em constante experimentação, procurando sempre a identidade própria de personagens com grande sensibilidade e nostalgia.
        Desde seu início na literatura, Virginia Woolf sempre quis ampliar suas perspectivas de estilo para além da narração comum, com fios condutores guiados pelo processo mental do ser humano: pensamentos, consciência, visões, desejos e até odores. Perspectivas narrativas definitivamente incomuns, que incluíam estados de sono e prosa de livre associação. Sua técnica narrativa do monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais importantes para o romance moderno.
        Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf é considerada por muitos a autora que mais revolucionou a narrativa no século XX e que mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos.
                (Alberto López. Virginia Woolf, a escritora premonitória inesgotável. El País. https://brasil.elpais.com. 25.01.2018. Adaptado)
Uma das frutas que não eram comercializadas na feira, embora fosse conhecida pelo autor, em seu tempo de menino, é
 
  • A: o kiwi.
  • B: a lichia.
  • C: a jabuticaba.
  • D: a laranja Bahia.
  • E: o grapefruit.

Leia o texto para responder à questão.

 
        A vida de Virginia Woolf (1882-1941), que sempre se orgulhou de ser autodidata, pode ser resumida através de uma das suas obras: A Viagem (The Voyage Out). Escrito 26 anos antes de ela morrer, foi seu primeiro romance, mas pode ser definido como o livro sobre a sua vida. Nele, a reconhecida autora britânica reflete sobre suas preocupações – as pessoais e as do momento social que lhe coube viver no começo do século XX –, suas paixões e suas insônias. E tudo isso com um estilo literário em constante experimentação, procurando sempre a identidade própria de personagens com grande sensibilidade e nostalgia.
        Desde seu início na literatura, Virginia Woolf sempre quis ampliar suas perspectivas de estilo para além da narração comum, com fios condutores guiados pelo processo mental do ser humano: pensamentos, consciência, visões, desejos e até odores. Perspectivas narrativas definitivamente incomuns, que incluíam estados de sono e prosa de livre associação. Sua técnica narrativa do monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais importantes para o romance moderno.
        Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf é considerada por muitos a autora que mais revolucionou a narrativa no século XX e que mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos.
                (Alberto López. Virginia Woolf, a escritora premonitória inesgotável. El País. https://brasil.elpais.com. 25.01.2018. Adaptado)

 
A expressão destacada em “Aos poucos, novas frutas vão invadindo o mercado...” dá ênfase ao modo como as novas frutas
  • A: conseguem se impor de imediato ao público por serem novidade.
  • B: chegaram em um momento específico do passado.
  • C: sobrepõem-se sem resistência às frutas mais tradicionais.
  • D: ocupam o espaço de forma intensa e progressiva.
  • E: têm tido pouca aceitação do público consumidor.

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        A vida de Virginia Woolf (1882-1941), que sempre se orgulhou de ser autodidata, pode ser resumida através de uma das suas obras: A Viagem (The Voyage Out). Escrito 26 anos antes de ela morrer, foi seu primeiro romance, mas pode ser definido como o livro sobre a sua vida. Nele, a reconhecida autora britânica reflete sobre suas preocupações – as pessoais e as do momento social que lhe coube viver no começo do século XX –, suas paixões e suas insônias. E tudo isso com um estilo literário em constante experimentação, procurando sempre a identidade própria de personagens com grande sensibilidade e nostalgia.
        Desde seu início na literatura, Virginia Woolf sempre quis ampliar suas perspectivas de estilo para além da narração comum, com fios condutores guiados pelo processo mental do ser humano: pensamentos, consciência, visões, desejos e até odores. Perspectivas narrativas definitivamente incomuns, que incluíam estados de sono e prosa de livre associação. Sua técnica narrativa do monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais importantes para o romance moderno.
        Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf é considerada por muitos a autora que mais revolucionou a narrativa no século XX e que mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos.
                (Alberto López. Virginia Woolf, a escritora premonitória inesgotável. El País. https://brasil.elpais.com. 25.01.2018. Adaptado)

Considere o trecho:
E todas – dizem – ainda a preço de banana.
Com a forma verbal em destaque nessa passagem ao final do texto, o autor dá a entender que
  • A: confia nos feirantes quando dizem que abaixaram o preço da banana.
  • B: foi informado de que o preço da banana varia conforme a época do ano.
  • C: detém a convicção de que o preço da banana irá permanecer estável.
  • D: não se interessa por comprar bananas e, desse modo, ignora seu preço.
  • E: não necessariamente acredita que o preço da banana continue baixo.

Leia o texto para responder à questão.

 
        A vida de Virginia Woolf (1882-1941), que sempre se orgulhou de ser autodidata, pode ser resumida através de uma das suas obras: A Viagem (The Voyage Out). Escrito 26 anos antes de ela morrer, foi seu primeiro romance, mas pode ser definido como o livro sobre a sua vida. Nele, a reconhecida autora britânica reflete sobre suas preocupações – as pessoais e as do momento social que lhe coube viver no começo do século XX –, suas paixões e suas insônias. E tudo isso com um estilo literário em constante experimentação, procurando sempre a identidade própria de personagens com grande sensibilidade e nostalgia.
        Desde seu início na literatura, Virginia Woolf sempre quis ampliar suas perspectivas de estilo para além da narração comum, com fios condutores guiados pelo processo mental do ser humano: pensamentos, consciência, visões, desejos e até odores. Perspectivas narrativas definitivamente incomuns, que incluíam estados de sono e prosa de livre associação. Sua técnica narrativa do monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais importantes para o romance moderno.
        Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf é considerada por muitos a autora que mais revolucionou a narrativa no século XX e que mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos.
                (Alberto López. Virginia Woolf, a escritora premonitória inesgotável. El País. https://brasil.elpais.com. 25.01.2018. Adaptado)
O trecho “Não havia tomate cereja! Vivíamos sem ele.” está reescrito de forma a apresentar a primeira afirmação como causa da segunda em:
  • A: Como não havia tomate cereja, vivíamos sem ele.
  • B: Não havia tomate cereja; contudo, vivíamos sem ele.
  • C: Mesmo não havendo tomate cereja, vivíamos sem ele.
  • D: Não havia tomate cereja e, no entanto, vivíamos sem ele.
  • E: Embora não houvesse tomate cereja, vivíamos sem ele.

Assinale a alternativa em que a concordância nominal está de acordo com a norma-padrão.
  • A: Dizem que uma caixa de morangos tem menas vitaminas do que uma laranja lima.
  • B: Mesmo em época de safra de lichia, essa fruta custa caro. Ela é caríssima, na verdade.
  • C: Por trazer benefícios à saúde, a banana é recomendado pelos médicos.
  • D: Kiwi e abacaxi: os nutricionistas consideram que os dois são benéfico para a saúde.
  • E: Já paguei ao feirante pelas frutas que consumi: agora estou quites com ele.

Assinale a alternativa em que a preposição destacada obedece ao princípio de regência da norma-padrão.
  • A: Carambola e laranja são as frutas a que mais aprecio.
  • B: Dona Catarina, de quem ganhei muita carambola, vivia em Cataguases.
  • C: Em geral, discordo com quem gosta de frutas azedas. Elas não me apetecem.
  • D: Hoje são comuns nas feiras frutas em que não dispúnhamos antigamente.
  • E: Até hoje prefiro comprar frutas na feira, de vendedores por quem confio.

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