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      Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las.




      Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente, é sua frase menos citada. Por razões óbvias.
                                                                                                                                  (Galileu, novembro de 2017. Adaptado)


Assinale a alternativa em que há termo ou expressão empregada em sentido figurado.


  • A: Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia as bases do comportamento.
  • B: Talvez porque o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las.
  • C: Talvez essas respostas venham a ser tais que farão o edifício de nossas hipóteses colapsar.
  • D: Como a tecnologia de então não lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria…
  • E: Provavelmente, é sua frase menos citada. Por razões óbvias.

Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las.


     Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente, é sua frase menos citada. Por razões óbvias.
                                                                                                                                  (Galileu, novembro de 2017. Adaptado)


 
Nos enunciados – … Talvez porque o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las. – e – Como a tecnologia de então não lhe permitia avançar… –, os termos destacados são
  • A: acessórios da oração, ambos exercendo a função de adjunto adnominal.
  • B: integrantes da oração, ambos exercendo a função de objeto direto.
  • C: acessórios da oração: o primeiro é adjunto adnominal; o segundo, complemento nominal.
  • D: integrantes da oração: o primeiro é objeto direto; o segundo, indireto.
  • E: essenciais da oração, ambos exercendo a função de sujeito.




      Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las.


     Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente, é sua frase menos citada. Por razões óbvias.
                                                                                                                                  (Galileu, novembro de 2017. Adaptado)



Nos trechos – … Talvez porque o autor das ideias não esteja mais aqui… – ; – … nunca se apaixonou por suas ideias… – ; – A Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas… – e – Provavelmente, é sua frase menos citada. –, os advérbios destacados expressam, correta e respectivamente, circunstância de:
  • A: lugar; tempo; modo; afirmação.
  • B: lugar; tempo; afirmação; dúvida.
  • C: lugar; negação; modo; intensidade.
  • D: afirmação; negação; afirmação; afirmação.
  • E: afirmação; negação; modo; dúvida.

Leia a charge.




No segundo quadrinho, a fala da mulher contém

  • A: uma metonímia, pois ela substitui uma informação inadequada; e um zeugma, omitindo termo explicitado anteriormente.
  • B: uma metáfora, pois ela compara a situação do amigo a uma passagem; e um hipérbato, invertendo a ordem das palavras.
  • C: uma ironia, pois ela diz algo que significa o contrário do que se afirma; e um pleonasmo, repetindo informação.
  • D: um paradoxo, pois ela junta informações que são inconciliáveis; e um assíndeto, omitindo a conjunção da frase.
  • E: um eufemismo, pois ela tem a intenção de amenizar o impacto da informação; e uma elipse, omitindo o termo “Lorival”.

                                                           Combate ao crime
 


      Houve, no Brasil, uma escalada do aprisionamento que, nos últimos anos, levou o país a abrigar a terceira maior população carcerária do mundo, atrás de EUA e China.


      Parte considerável das prisões resulta de casos de flagrante, e salta aos olhos a parcela de encarcerados por delitos menores (em especial o pequeno tráfico de drogas) e em regime provisório (40%).


      Há anos este jornal manifesta opinião favorável à aplicação de sanções alternativas, de modo a reservar o cárcere para autores de crimes violentos, que representam ameaça à sociedade.


      Tal correção de rumos, fique claro, não corresponde à complacência. Especialistas são praticamente unânimes em considerar que a certeza da punição, mais do que o rigor ou o tamanho da pena, é o principal fator de dissuasão.


      Deve-se caminhar, ainda, no sentido da integração, com a criação de bases de dados e canais instantâneos de comunicação entre as polícias e outras instituições. Não menos importante, há que investir em redução da evasão escolar e políticas voltadas para a juventude.


      Tudo isso depende, claro, da superação da crise orçamentária, em especial na esfera estadual.
                                                                                                                                  (Folha de S.Paulo, 24.04.2018. Adaptado)





O objetivo do editorial é

  • A: enfatizar a necessidade de rigor com os delinquentes, uma vez que a sociedade não quer que se alimente a impunidade.
  • B: manifestar apoio às políticas carcerárias do país, que têm demonstrado resultados surpreendentes nos últimos anos.
  • C: enaltecer as políticas públicas que vêm mudando os rumos das prisões, limitando-as àqueles que apresentam ameaça à sociedade.
  • D: minimizar os argumentos contrários às prisões, mostrando que, no final das contas, todos as infrações precisam ser severamente punidas.
  • E: discutir a questão do aprisionamento, aventando possibilidades de penas alternativas em razão da natureza dos delitos cometidos.

                                                           Combate ao crime
 


      Houve, no Brasil, uma escalada do aprisionamento que, nos últimos anos, levou o país a abrigar a terceira maior população carcerária do mundo, atrás de EUA e China.


      Parte considerável das prisões resulta de casos de flagrante, e salta aos olhos a parcela de encarcerados por delitos menores (em especial o pequeno tráfico de drogas) e em regime provisório (40%).


      Há anos este jornal manifesta opinião favorável à aplicação de sanções alternativas, de modo a reservar o cárcere para autores de crimes violentos, que representam ameaça à sociedade.


      Tal correção de rumos, fique claro, não corresponde à complacência. Especialistas são praticamente unânimes em considerar que a certeza da punição, mais do que o rigor ou o tamanho da pena, é o principal fator de dissuasão.


      Deve-se caminhar, ainda, no sentido da integração, com a criação de bases de dados e canais instantâneos de comunicação entre as polícias e outras instituições. Não menos importante, há que investir em redução da evasão escolar e políticas voltadas para a juventude.


      Tudo isso depende, claro, da superação da crise orçamentária, em especial na esfera estadual.
                                                                                                                                  (Folha de S.Paulo, 24.04.2018. Adaptado)







 
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal atende à norma-padrão.
  • A: Há que investir-se em redução da evasão escolar sem que esqueçam-se das políticas voltadas para a juventude.
  • B: Se tem afirmado que o cárcere deva ser reservado aos autores de crimes violentos, que se mostram uma ameaça à sociedade.
  • C: Sabe-se que parte considerável das prisões vem de casos de flagrantes os quais se reportam a delitos menores.
  • D: Tendo integrado-se as bases de dados e os canais de comunicação, as polícias e outras instituições articularão-se melhor.
  • E: Não pode-se dizer que a correção de rumos agradará a todos os segmentos, mas é preciso que repense-se a questão.



                                                           Combate ao crime
 


      Houve, no Brasil, uma escalada do aprisionamento que, nos últimos anos, levou o país a abrigar a terceira maior população carcerária do mundo, atrás de EUA e China.


      Parte considerável das prisões resulta de casos de flagrante, e salta aos olhos a parcela de encarcerados por delitos menores (em especial o pequeno tráfico de drogas) e em regime provisório (40%).


      Há anos este jornal manifesta opinião favorável à aplicação de sanções alternativas, de modo a reservar o cárcere para autores de crimes violentos, que representam ameaça à sociedade.


      Tal correção de rumos, fique claro, não corresponde à complacência. Especialistas são praticamente unânimes em considerar que a certeza da punição, mais do que o rigor ou o tamanho da pena, é o principal fator de dissuasão.


      Deve-se caminhar, ainda, no sentido da integração, com a criação de bases de dados e canais instantâneos de comunicação entre as polícias e outras instituições. Não menos importante, há que investir em redução da evasão escolar e políticas voltadas para a juventude.


      Tudo isso depende, claro, da superação da crise orçamentária, em especial na esfera estadual.
                                                                                                                                  (Folha de S.Paulo, 24.04.2018. Adaptado)
 



Assinale a alternativa cujo enunciado está em conformidade com a norma-padrão de regência.
 

 






  • A: O jornal, ao referir-se o cárcere, acha que ele deve ser destinado aos autores de crimes violentos, mas há quem discorde com essa ideia.
  • B: Aspira-se a uma maior integração entre as polícias e as demais instituições, a qual será garantida com canais instantâneos de comunicação.
  • C: Muitos encarcerados encontram-se presos devido o fato de cometerem delitos menores, dos quais havia o pequeno tráfico de drogas.
  • D: Muitos especialistas comentam de que é a certeza da punição, mais do que o rigor ou o tamanho da pena, o principal fator de dissuasão.
  • E: Nos últimos anos, o Brasil chegou na posição de terceira maior população carcerária do mundo, a qual não tem do que se orgulhar.

                                                                                        O drama dos viciados em dívidas
 


      Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas uma questão financeira decorrente do estado geral da economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso, há grupos especializados que promovem reuniões semanais com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA).


      Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento recorrente entre os endividados.


      Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo. Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima etapa é se planejar.
                                                                                  (Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado)




 
Segundo o texto, o endividamento
  • A: representa uma tradição entre os que se reconhecem como viciados.
  • B: está adstrito às condições negativas de uma economia em crise.
  • C: se dissocia de compulsões que o indivíduo não reconhece ter.
  • D: tem relação com imposições interiores às quais o indivíduo não resiste.
  • E: já faz parte do cotidiano da grande maioria da população adulta brasileira.



                                                                                        O drama dos viciados em dívidas
 


      Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas uma questão financeira decorrente do estado geral da economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso, há grupos especializados que promovem reuniões semanais com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA).


      Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento recorrente entre os endividados.


      Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo. Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima etapa é se planejar.
                                                                                  (Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado)



De acordo com o texto, entre os endividados,


  • A: o recurso aos empréstimos é a opção menos danosa para vencer o problema.
  • B: a confissão de dívida pode ser o meio mais eficaz de quitá-la.
  • C: o sentido do ditado “Devo, não nego; pago quando puder.” indica a solução.
  • D: a expectativa de pagar as dívidas está associada à redução drástica do consumo.
  • E: os mais bem remunerados têm mais dificuldade em sair do vermelho.






Por isso, há grupos especializados que promovem reuniões semanais com devedores com a finalidade de trocar experiências sobre consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho.

É comum que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar gastos para se encaixar na nova realidade.



A substituição das expressões – “propensão a” e “se encaixar na” –, no contexto, apresenta-se de acordo com a norma-padrão de regência e emprego do sinal indicativo de crase, respectivamente, em:


 

 
  • A: inclinação à ... se inserir da
  • B: inclinação por ... se ajustar à
  • C: tendência por ... se inserir à
  • D: tendência à ... se adequar da
  • E: tendência de ... se ajustar a

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