Questões de Português para Concursos

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Machado de Assis afirma em uma de suas obras:

“Nós matamos o tempo, mas ele nos enterra.”

A estratégia de escritura dessa frase que a torna interessante é
  • A: a utilização de mas como conjunção aditiva.
  • B: a duplicidade de sentido do verbo matar.
  • C: a personalização do tempo.
  • D: o sentido figurado do verbo enterrar.
  • E: o emprego indeterminado do pronome nós.

A frase abaixo em que o vocábulo mais tem valor semântico de tempo é:
  • A: Quanto menos tempo se tem, mais tempo se encontra.
  • B: A muleta do tempo é mais trabalhadora que a rápida clava de Hércules.
  • C: O tempo perdido não se encontra mais.
  • D: Espere pelo mais sábio dos conselhos: o tempo.
  • E: Seis horas de sono, seis horas no estudo das leis, mais quatro passadas em oração, as restantes dedicadas á natureza.

“As pessoas que não fazem nada nunca têm tempo.”

Como sempre, podemos expressar o mesmo conteúdo dessa frase, utilizando outras estruturas. Assinale a substituição proposta a seguir que se mostra inadequada.
  • A: As pessoas / aqueles.
  • B: que não fazem nada / ociosas.
  • C: não fazem nada / nada fazem.
  • D: têm tempo / dispõem de tempo.
  • E: nunca têm tempo / estão sempre de folga.

“Não pergunte nem como nem por quê, simplesmente aproveite seu sorvete enquanto ele ainda está no prato.”

Nesse pensamento, o termo simplesmente é empregado com o mesmo valor apresentado nas frases a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
  • A: Ele sempre viveu simplesmente, sem grandes gastos.
  • B: Ele simplesmente aceitou a vida que lhe coube.
  • C: Ele recusou o convite, simplesmente por pirraça.
  • D: Não tendo simplesmente nada a fazer, foi embora.
  • E: Notou que simplesmente todos mentiam para ele.

“Não pergunte nem como nem por quê, simplesmente aproveite seu sorvete enquanto ele ainda está no prato.”

O tema desse texto se repete no seguinte ditado popular:
  • A: Quem tudo quer, tudo perde.
  • B: Mais vale um pássaro na mão, que dois voando.
  • C: Nem tudo que reluz é ouro.
  • D: Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.
  • E: Comeu o pão que o diabo amassou.

“Não pergunte nem como nem por quê, simplesmente aproveite seu sorvete enquanto ele ainda está no prato.”

Esse segmento pode ser caracterizado como argumentativo; sobre a estruturação desse tipo de texto aplicada a esse segmento, a afirmação adequada é:
  • A: a tese está materializada em “Não pergunte nem como nem por quê”.
  • B: a segunda parte da frase, iniciada por “simplesmente” acrescenta humor ao texto.
  • C: o argumento empregado na frase se apoia na opinião pessoal do argumentador.
  • D: o texto tem como público-alvo a pessoa que atravessa um momento de depressão psicológica.
  • E: a mensagem do texto pretende combater a curiosidade inútil de muitas pessoas.

O Padre Antônio Vieira, nosso brilhante orador do século XVII, disse, em um de seus sermões:
“A vida e o tempo nunca param; e, ou indo ou estando, ou caminhando ou parados, todos sempre e com igual velocidade, passamos.”

O pensamento de Vieira tem por tema
  • A: a inutilidade da vida humana.
  • B: a transitoriedade da vida.
  • C: a longa duração de nossa existência.
  • D: a contínua movimentação das gerações.
  • E: a influência do tempo sobre nossas ações.

O Padre Antônio Vieira, nosso brilhante orador do século XVII, disse, em um de seus sermões:
“A vida e o tempo nunca param; e, ou indo ou estando, ou caminhando ou parados, todos sempre e com igual velocidade, passamos.”

Assinale a afirmação correta sobre a estruturação desse texto.
  • A: O ponto de partida do texto é a diferença entre a vida e o tempo.
  • B: O segmento “indo ou estando” está em perfeito paralelismo formal com “caminhando ou parados”.
  • C: A forma verbal “passamos” deveria ser substituída por “passam” já que seu sujeito é “todos”.
  • D: Os termos adverbiais “sempre” e “com igual velocidade” se referem a “todos”.
  • E: Os termos “sempre” e “com igual velocidade” podem trocar de posição entre si sem modificação do sentido.

Observe o seguinte pensamento de C. Bernard: “O observador deve ser o fotógrafo da natureza, sua observação deve representar exatamente a natureza. É preciso observar sem ideias preconcebidas; o espírito do observador deve ser passivo, ou seja, deve calar-se; ele ouve a natureza e escreve o que ela dita.”

Assinale a frase abaixo que mostra a completa isenção do observador diante da natureza observada.
  • A: O vento impressionante perturbava a paisagem.
  • B: A ventania agitava as folhas das árvores.
  • C: O vento trazia muita inquietação aos pobres moradores.
  • D: Nunca ventara tanto naquele pequenino lugar.
  • E: A aldeia tremia de medo sob a forte ventania.

O célebre biólogo Pasteur disse: “A ciência não tem pátria!”

Com isso, ele pretende dizer que
  • A: não importa o inventor, mas sim o invento.
  • B: a ciência é um conhecimento abstrato, que não se prende a um país.
  • C: o local onde algo foi criado não é importante.
  • D: todos os homens colaboram para o desenvolvimento da ciência.
  • E: todos os homens colaboram para o desenvolvimento da ciência.

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