Questões de Português para Concursos

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“Naquele verão de 2021, o grupo de turistas se aglomerou à porta da Matriz, ao redor do guia, que, naquele momento, lhes passava informações importantes para a adequada visualização daquele monumento. A enorme porta de madeira chamou logo a atenção, mas o interior do templo, com suas imagens barrocas, levou, em seguida, emoção a todos os que têm olhos para ver. Na saída, os comentários reclamavam do pouco tempo de visita a locais tão belos, mas o mês de janeiro estava no fim e o trabalho já se anunciava.”



Esse pequeno texto traz um conjunto de elementos encarregados de situações temporais; sobre esse aspecto, a única afirmação inadequada é:
  • A: há indicações diretas e precisas de localização temporal, como no caso de “o mês de janeiro estava no fim”;
  • B: alguns objetos, como as imagens barrocas, localizam indiretamente a época da Matriz;
  • C: algumas ações podem trazer implicitamente ideia de tempo, como a expressão “Na saída”;
  • D: os termos “logo” e “em seguida” dão indicações de tempo posterior, de forma precisa;
  • E: o termo “naquele momento” tem referência cronológica em função da situação narrada.

Em todos os segmentos abaixo, foram suprimidos os conectores lógicos que faziam ligações entre os segmentos.



A opção em que um conector lógico estabelece uma relação lógica adequada ao contexto, independentemente de modificações na construção, é:
  • A: O viajante não percorreria mais o trajeto de trem, pois os vagões estavam muito cheios / havia, entre os passageiros, rumores de greve; - além de que;
  • B: Esse filme referido aqui foi fantástico e digno de todos os elogios feitos / o começo da trama se desenrolou lentamente; - visto que;
  • C: Em matéria de segurança nas estradas, trata-se mais de educar o público / é preciso criar consciência dos perigos; - portanto;
  • D: Como ser aprovado neste concurso? Estudando muito / estudando metódica e organizadamente; - e assim;
  • E: João não estava presente no recinto. Ele está doente / ele não encontrou o endereço; - ou seja.

Leia o texto abaixo, publicado em jornal algum tempo atrás:



Tecnologia e família

São inegáveis as mudanças positivas que a internet trouxe para a vida de muitas famílias em nosso país e no mundo, como a possibilidade de trabalho e educação a distância e uma intensa vida social.

Creio que o acesso aos recursos da internet nem sempre tem consequências positivas. É frequente ver que os adolescentes e jovens – por estarem diante da tela do computador – invertem perigosamente seus horários, perdem horas de sono e, basicamente, deixam de relacionar-se com amigos e membros da família.

É verdade que a internet é um instrumento que possibilita uma nova forma de relação interpessoal, mas esta é muito diferente da relação íntima, cara a cara, que se dá no âmbito familiar. Por isso, a perda da noção de contacto físico e emocional – que no mundo da rede é substituído pela transmissão e interação virtual – poderia afetar as relações familiares.

O lar é um espaço privilegiado onde rapidamente podemos detectar as consequências do uso abusivo da rede, com claras repercussões no conjunto do entorno familiar. Todos devíamos preparar-nos para o grande desafio do novo milênio, que é o de tentar integrar os incríveis progressos científicos e tecnológicos, aqui representados pela internet, de modo que possam ampliar os limites da experiência humana sem desumanizá-la, mas enriquecendo-a e aprofundando-a.



Sobre o texto acima, é correto afirmar que:
  • A: a tese defendida pelo autor do texto é a de que a internet traz consigo a perda de contato com a realidade;
  • B: o autor utiliza a estratégia argumentativa de exemplificação no primeiro e segundo parágrafos do texto;
  • C: o terceiro parágrafo apresenta uma ideia de concessão positiva para a internet, desacompanhada de qualquer refutação;
  • D: a relação argumentativa de causa/consequência está presente no último período do texto;
  • E: no primeiro período do último parágrafo, o autor do texto apela argumentativamente para um testemunho de autoridade, apoiado na experiência pessoal.

Todas as opções abaixo mostram uma tese, seguida de um argumento; a opção em que o argumento NÃO é adequado à tese é:
  • A: tese: Este sabão em pó é o melhor do mercado / ele retira todas as manchas e obtém uma brancura ímpar;
  • B: tese: O futebol é o melhor esporte de todos / os jogadores formam uma equipe solidária e lutam por uma vitória comum;
  • C: tese: É preciso conservar as florestas / as árvores fornecem madeira, indispensável a construções;
  • D: tese: A prancha à vela é um esporte ideal / ele permite brincar com os elementos naturais, como a água e o vento, sem prejudicá-los;
  • E: tese: É preciso proibir o trânsito de veículos nos grandes centros / é preciso preservar os monumentos que o gás dos escapamentos prejudica para que as gerações futuras possam contemplá-los.

Em uma de suas crônicas, Rubem Braga tece os seguintes comentários sobre o padre Feijó, figura importante de nossa história: “...quanta mediocridade, quanta incoerência! Não era homem excepcional nem pela inteligência nem pela cultura. Não teve, diante dos problemas do Brasil, nenhuma visão mais larga nem penetrante; não nos legou, nem mesmo aos homens do Segundo Império, nenhuma ideia mais alta ou mais justa para levar adiante. Teimoso e limitado, tinha dois ou três projetos que defendeu até a velhice, e nenhum deles de maior mérito”.



Temos aqui o exemplo de um argumento ad hominem, ou seja, uma argumentação crítica contra uma pessoa.

O tipo de argumento ad hominem que é adequado ao texto de Rubem Braga é aquele que:
  • A: repousa sobre uma incoerência ou inconsistência de ordem formal: a incompatibilidade ou a contradição lógica entre diferentes elementos argumentativos;
  • B: consiste em colocar em discussão a posição mantida por uma pessoa em virtude de traços de sua personalidade nas suas relações sociais;
  • C: não procura desacreditar uma ideia em função de um aspecto negativo da pessoa que a formula, mas se prende diretamente a marcas negativas da própria pessoa;
  • D: marca a reprovação de alguém por ter mudado de ideia, mudando de política geral ou de partido político;
  • E: pretende destacar a contradição entre o dizer e o fazer, tendo um comportamento incompatível com o discurso que apresenta.

Observe o seguinte texto, de autoria de um conhecido sociólogo contemporâneo: “A moda satisfaz ao mesmo tempo o desejo de reunião com os outros, e o do isolamento, da diferenciação. O indivíduo na moda se sente diferente, original, e, ao mesmo tempo, objeto da aprovação do maior número de pessoas, que se comportam como ele”.



Sobre os componentes estruturais desse segmento, a afirmação adequada é:
  • A: o desejo de reunião com os outros se explica pela necessidade de ser admirado pelos que mostram comportamento diferente do seu;
  • B: o texto reflete o ponto de vista de um sociólogo porque destaca o pensamento íntimo da pessoa que está na moda;
  • C: a pessoa que está na moda é vista como insegura em suas convicções, pois necessita socialmente da aprovação alheia;
  • D: a característica essencial da moda é a contradição aparente entre o isolamento e a interação;
  • E: a moda é vista, no texto, como algo fútil e de reduzida importância na vida humana.

Observe os dois textos a seguir.



1) “Nossa civilização é uma soma de conhecimentos e de lembranças acumuladas por gerações que nos precederam. Nós não podemos participar dela a não ser entrando em contato com o pensamento dessas gerações.”

2) “Os jovens dificilmente admitem o valor da experiência. A mutação brusca que vivemos, o acontecimento da sociedade científica, desqualifica seriamente, é necessário que se diga, a experiência das gerações precedentes.”



Sobre esses textos, é correto afirmar que:
  • A: segundo o texto 1, a inserção de alguém em um estado civilizatório depende do estudo do pensamento das gerações precedentes, ação distante dos jovens;
  • B: o texto 2 nos diz que o progresso científico faz com que grande parte dos jovens desqualifique o valor da experiência, em função mesmo de esses conhecimentos novos não dependerem dela;
  • C: os textos 1 e 2 se aproximam pelo enfoque de extrema valorização da experiência das gerações passadas, ainda que em aparente oposição;
  • D: o texto 1 valoriza o acúmulo de conhecimentos das gerações antecedentes, mas os coloca acima de nossas possibilidades atuais;
  • E: os textos 1 e 2 se opõem frontalmente, tendo por base o procedimento da juventude diante dos conhecimentos e lembranças das gerações passadas.

Observe o texto descritivo a seguir.



“Entramos vagarosa e silenciosamente pela porta do laboratório às escuras; o cheiro do local era nauseabundo e havia uma substância pegajosa não identificada por todo o chão. Havia tubos de ensaio espalhados, como se os trabalhadores do local tivessem saído às pressas... Pelo amargo de nossas bocas, as expectativas eram as piores possíveis.”



A estratégia empregada nessa descrição é a de:
  • A: descrever detalhadamente, construindo-se da parte para o todo;
  • B: apresentar os elementos da descrição de cima para baixo;
  • C: utilizar todos os sentidos físicos na descrição;
  • D: identificar claramente os componentes do cenário descrito;
  • E: mostrar os elementos de longe para perto.

A frase abaixo que se apoia num ditado popular é
  • A: O povo perdoa aos que se parecem com ele.
  • B: Em terra de cego, quem tem um olho nunca é visto.
  • C: O melhor do susto é esperar por ele.
  • D: Ter medo não ajuda a viver.
  • E: O luxo é uma falta de gosto.

“Medo todos têm. A diferença é que o covarde não controla o medo, e o corajoso o supera”.

Sobre essa frase, assinale a única afirmação correta.
  • A: O pronome “todos” se refere aos covardes e aos corajosos.
  • B: A forma verbal “têm” não deveria levar acento.
  • C: O ponto entre os dois períodos equivale à conjunção “portanto”.
  • D: A forma “não controla” equivale a “descontrola”.
  • E: O pronome “o” em “o supera” corresponde a “o covarde”.

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