Questões de Português para Concursos

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Observe o texto a seguir.

"Contrariamente ao que ocorria outrora, a excelência hoje não se afirma pela duração; a preeminência sobre grande número de competidores e concorrentes se afirma rapidamente e tem pouca duração."
Para evitar a repetição da palavra sublinhada, o autor do texto apelou para a seguinte estratégia:
  • A: substituição por um sinônimo;
  • B: substituição por uma perífrase;
  • C: elipse do termo;
  • D: substituição por um pronome;
  • E: ampliação do termo inicial.

A guerra nunca deve ser vista como uma solução num problema entre dois países, mas como um fracasso de negociações, porque ela traz prejuízos imensos, mesmo para o vencedor. As consequências tocam em muitos e diversos espaços: não somente há mortes de civis e militares, mas também profundas alterações na situação econômica, politica e sanitária de um país por décadas.

Trata-se de um texto argumentativo contrário a guerras. O principal argumento do autor é
  • A: sua própria experiência em guerras passadas;
  • B: a evidência dos prejuízos causados pela guerra;
  • C: a situação atual de países já envolvidos em guerras;
  • D: a ausência total de fundamentos éticos para o conflitos;
  • E: a preferência vantajosa por soluções negociadas.

Sobre o tema da desigualdade entre homens e mulheres no espaço do trabalho, um argumentador, que defendia a necessidade de igualdade, apresentou o seguinte argumento: As mulheres devem ser pagas com os mesmos salários dos homens, afinal somos todos iguais.

O argumento utilizado nesse trecho se apoia:
  • A: numa relação lógica de causa e consequência;
  • B: no grande número de pessoas que apoiam a mesma ideia;
  • C: no valor ético em que se fundamenta;
  • D: na autoridade do argumentador no assunto tratado;
  • E: em fatos presentes no momento histórico.

Em todas as alternativas abaixo há duas palavras com o sufixo -eiro.

Esse sufixo mostra o mesmo valor semântico nas duas palavras em:
  • A: brasileiro - fuzileiro;
  • B: engenheiro - caseiro;
  • C: saleiro - cinzeiro,
  • D: marinheiro - certeiro;
  • E: chaveiro - cozinheiro.

A frase abaixo que mostra a a forma sublinhada corretamente empregada, é:
  • A: Os que entravam caminhavam em pontas de pés, sentando-se a cautelosamente. Três marinheiros apareceram ao alto da escada, olharam, e já se dirigiam para as primeiras filas; quando o mulato falou: "Não, lá pra baixo, patrícios. Aqui é das senhoras"
  • B: Ambos traziam o beiço debaixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador;
  • C: A casa dele destacava-se das outras; era no andar debaixo, e cá de fora via-se-lhe o papel vermelho da sala, mobília muito brunida, jarras de flores sobre a cômoda...;
  • D: De baixo de uma aparente desordem e confusão, tudo é ordem e harmonia, na terra entre os viventes, como nos céus entre as estrelas;
  • E: Faço-te toda a justiça, redarguiu ele; acuso-me eu mesmo de estar a baixo do papel de redentor.

Todas as frases abaixo - retiradas do romance Ressurreição, de Machado de Assis - mostram vocábulos sublinhados ligados ao verbo "acostumar" a frase abaixo, porém, em que deveria ser empregado um vocábulo ligado ao verbo "costumar", é:
  • A: "Eu estava acostumada a admirá-lo de longe. Conhecia-o pouco, mas meu irmão falava-me muita vez a seu respeito nas cartas que me escrevia para Minas, e Raquel fazia coro com ele."
  • B: "Seu irmão tem certo entusiasmo por mim, disse Félix; é natural que exagere os meus méritos. Quanto à filha do coronel, é uma criança, que se acostumou a ver-me com olhos de irmã mais moça."
  • C: "A mulher dele, amigo leitor, era uma moça relativamente feliz. Estava mais que resignada, estava acostumada à indiferença do marido."
  • D: "Lívia tratou o com a acostumada afabilidade, talvez com afabilidade maior. Como a confiança de Félix não se havia alterado, Lívia usava assim uma dissimulação honesta, por simples motivo de piedade e gratidão."
  • E: "O tom decidido do rapaz abalou o escravo, cujo espírito, acostumado à obediência, não sabia quase distingui-la do dever."

Escolhas da economia

Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico.
Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)


Considerando-se o contexto do terceiro parágrafo, há correta e fiel tradução do sentido de um segmento em:
  • A: que tipo de regime disciplinará as suas atividades = a qual sistema ativarão suas medidas disciplinares.
  • B: seja por fim consistente com suas prioridades = que por fim atenda às primazias.
  • C: às quais (...) precisa oferecer resposta = de cujas obriga-se a satisfazer.
  • D: como se dará a distribuição = à qual modo se fará dividir.
  • E: como as decisões tomadas por eles se ajustarão = como eles tomarão decisões justas.

Escolhas da economia

Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico.
Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)


Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
  • A: Segundo o que se afirma no texto, é preciso de que venha a ocorrer, num sistema econômico, respostas às perguntas que lhe proponham o mercado.
  • B: Propõe o autor texto que é necessário haverem boas respostas do sistema econômico às demandas e interpelações que provirem do mercado.
  • C: Na medida que deixa de oferecer resposta à provocações do mercado, diz o autor do texto, um sistema econômico demonstra suas falhas.
  • D: O autor do texto acredita que um sólido sistema econômico deve oferecer respostas plenas às perguntas básicas que se enunciam a seguir.
  • E: À medida em que as perguntas que se faça a um sistema econômico não alcançam resposta, acusa o autor do texto haver aí uma fragilidade desse sistema.

Escolhas da economia

Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico.
Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)


No primeiro parágrafo, explora-se uma ambivalência do sentido da palavra economia, por conta da seguinte dualidade de critérios:
  • A: plano da natureza / valores culturalmente gerados
  • B: universo das escolhas / valores culturalmente gerados
  • C: parte de um todo / plano da natureza
  • D: um subsistema / regime termodinâmico
  • E: plano da natureza / biosfera do planeta

Escolhas da economia

Um dos sentidos da palavra economia indica que ela é parte de um todo: no plano da natureza, ela é um subsistema do regime termodinâmico e da biosfera do planeta. Mas a economia também se insere no universo das escolhas, normas e valores culturalmente gerados: a natureza e a ética balizam o processo econômico.
Numa sociedade complexa, baseada na divisão do trabalho, os indivíduos se especializam em determinadas atividades e dependem dos bens e serviços produzidos por terceiros para satisfazer suas necessidades de consumo.
Existem quatro perguntas básicas às quais um sistema econômico, seja qual for, precisa oferecer resposta: o que será (ou não será) produzido; em que quantidades e proporções os diferentes bens e serviços serão produzidos; como será efetuada a produção; e como se dará a distribuição do que foi produzido entre as pessoas. Como o número de produtores e consumidores na sociedade é gigantesco, a grande questão é saber como as decisões tomadas por eles se ajustarão umas às outras, isto é, que tipo de regime disciplinará as suas atividades de tal modo que o resultado conjunto dos seus esforços produtivos seja por fim consistente com suas prioridades de consumo. Trata-se, pois, de se considerarem as escolhas que precedem a implantação e os efeitos de um determinado regime econômico.

(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 77)

No segundo parágrafo, fica explícita uma relação que se estabelece em toda sociedade complexa, qual seja:
  • A: as necessidades de consumo são independentes da diversidade da mão de obra.
  • B: a especialização do trabalho atende aos terceiros que necessitam de bens e serviços.
  • C: as necessidades de consumo derivam diretamente da divisão do trabalho.
  • D: a divisão do trabalho se faz entre indivíduos que não mostram qualificação específica.
  • E: a especialização do trabalho de uns torna-os dependentes do que outros produzam.

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