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A concordância da forma verbal destacada foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
  • A: Com o crescimento da espionagem virtual, é necessário que se promova novos estudos sobre mecanismos de proteção mais eficazes.
  • B: O rastreamento permanente das invasões cibernéticas de grande porte permite que se suspeitem dos hackers responsáveis.
  • C: Para atender às demandas dos usuários de celulares, é preciso que se destinem à pesquisa tecnológica muitos milhões de dólares.
  • D: Para detectar as consequências mais prejudiciais da guerra virtual pela informação, necessitam-se de estudos mais aprofundados.
  • E: Se o crescimento das redes sociais assumir uma proporção incontrolável, é aconselhável que se estabeleça novas restrições de utilização pelos jovens.

Do ponto de vista da concordância, a frase em que o verbo está empregado de acordo com as regras da norma-padrão é:
  • A: Necessitam-se de terapias alternativas.
  • B: Fazem meses que iniciamos o tratamento.
  • C: Concluiu-se os vários trabalhos solicitados.
  • D: Houve inquietações consideradas corriqueiras.
  • E: Os Estados Unidos avança nos estudos freudianos.

De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o verbo destacado está corretamente empregado em:
  • A: No mundo moderno, conferem-se às grandes metrópoles importante papel no desenvolvimento da economia e da geopolítica mundiais, por estarem no topo da hierarquia urbana.
  • B: Conforme o grau de influência e importância internacional, classificou-se as 50 maiores cidades em três diferentes classes, a maior parte delas na Europa.
  • C: Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a responsabilidade de motor propulsor do desenvolvimento e a condição de lugar privilegiado para os negócios e a cultura.
  • D: Em centros com grandes aglomerações populacionais, realiza-se negócios nacionais e internacionais, além de um atendimento bastante diversificado, como jornais, teatros, cinemas, entre outros.
  • E: Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as cidades globais como verdadeiros polos de influência internacional, devido à presença de sedes de grandes empresas transnacionais e importantes centros de pesquisas.

O ano da esperança




CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 2017, p.97. Adaptado.



Considere o trecho “Depois vieram as mães e avós doentes.” (l. 8-9).
A frase em que se emprega uma flexão do verbo destacado, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é:
  • A: Não sei o que fazer depois que vinherem as mães e avós doentes.
  • B: Depois que as mães e avós doentes virem, faremos alguma coisa.
  • C: Depois que eu vim, as mães e avós doentes ficaram curadas.
  • D: Depois, as mães e avós doentes tiveram vindo até aqui.
  • E: Talvez seja melhor ir depois de vierem as mães e avós doentes.

A forma verbal em destaque está em DESACORDO com o que prevê a norma-padrão da língua em:
  • A: Se a literatura condissesse com a realidade, não seria literatura.
  • B: A imprensa medeia a dialética que se estabelece entre ficção e realidade.
  • C: Espera-se que as crianças adiram às propostas dos livros infanto-juvenis.
  • D: Quando estava na escola, sempre punha um livro na mochila para ler no trajeto.
  • E: Se requiséssemos novos livros, os alunos teriam uma biblioteca mais atualizada.

No que diz respeito à concordância nominal, a palavra em destaque que está empregada de acordo com a norma-padrão é:
  • A: As meninas curtem livros de capas rosas.
  • B: Sempre li bastante livros ao longo de minha vida.
  • C: É proibido leitura de histórias violentas por crianças.
  • D: Narrativas de fluxo de consciência sempre a deixam meia confusa.
  • E: Deveria haver mais revistas e jornais dedicadas à literatura.

A concordância da palavra destacada atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
  • A: A poluição e as dificuldades de circulação devem ser evitados, principalmente nos centros urbanos.
  • B: As moradias e a localização do trabalho deveriam ser mais próximos para garantir melhores condições de vida.
  • C: Os problemas e as soluções relativas à mobilidade urbana precisam ser discutidos pelas autoridades.
  • D: Os espaços para pedestres e as ciclovias precisam ser compartilhadas pelas pessoas nas calçadas.
  • E: Os transportes coletivos e as condições de acessibilidade ainda são precárias nas cidades brasileiras.




É preciso voltar a gostar do Brasil

Muitos motivos se somaram, ao longo da nossa história,
para dificultar a tarefa de decifrar, mesmo imperfeitamente,
o enigma brasileiro. Já independentes, continuamos
a ser um animal muito estranho no zoológico das nações:
sociedade recente, produto da expansão européia, concebida
desde o início para servir ao mercado mundial, organizada
em torno de um escravismo prolongado e tardio, única
monarquia em um continente republicano, assentada
em uma extensa base territorial situada nos trópicos, com
um povo em processo de formação, sem um passado profundo
onde pudesse ancorar sua identidade. Que futuro
estaria reservado para uma nação assim?
Durante muito tempo, as tentativas feitas para compreender
esse enigma e constituir uma teoria do Brasil foram,
em larga medida, infrutíferas. Não sabíamos fazer
outra coisa senão copiar saberes da Europa (...) Enquanto
o Brasil se olhou no espelho europeu só pôde construir
uma imagem negativa e pessimista de si mesmo, ao constatar
sua óbvia condição não-européia.
Houve muitos esforços meritórios para superar esse
impasse. Porém, só na década de 1930, depois de mais
de cem anos de vida independente, começamos a puxar
consistentemente o fio da nossa própria meada. Devemos
ao conservador Gilberto Freyre, em 1934, com Casa-grande
& Senzala, uma revolucionária releitura do Brasil, visto
a partir do complexo do açúcar e à luz da moderna antropologia
cultural, disciplina que então apenas engatinhava.
(...) Freyre revirou tudo de ponta-cabeça, realizando um
tremendo resgate do papel civilizatório de negros e índios
dentro da formação social brasileira. (...)
A colonização do Brasil, ele diz, não foi obra do Estado
ou das demais instituições formais, todas aqui muito fracas.
Foi obra da família patriarcal, em torno da qual se
constituiu um modo de vida completo e específico. (...)
Nada escapa ao abrangente olhar investigativo do antropólogo:
comidas, lendas, roupas, cores, odores, festas,
canções, arquitetura, sexualidade, superstições, costumes,
ferramentas e técnicas, palavras e expressões de
linguagem. (...) Ela (a singularidade da experiência brasileira)
não se encontrava na política nem na economia, muito
menos nos feitos dos grandes homens. Encontrava-se na
cultura, obra coletiva de gerações anônimas. (...)
Devemos a Sérgio Buarque, apenas dois anos depois,
com Raízes do Brasil, um instigante ensaio - "clássico de
nascença", nas palavras de Antônio Cândido - que tentava
compreender como uma sociedade rural, de raízes ibéricas,
experimentaria o inevitável trânsito para a
modernidade urbana e "americana" do século 20. Ao contrário
do pernambucano Gilberto Freyre, o paulista Sérgio
Buarque não sentia nostalgia pelo Brasil agrário que estava
se desfazendo, mas tampouco acreditava na eficácia
das vias autoritárias, em voga na década de 1930, que
prometiam acelerar a modernização pelo alto. Observa o
tempo secular da história. Considera a modernização um
processo. Também busca a singularidade do processo
brasileiro, mas com olhar sociológico: somos uma sociedade
transplantada, mas nacional, com características
próprias. (...)
Anuncia que "a nossa revolução" está em marcha, com
a dissolução do complexo ibérico de base rural e a emergência
de um novo ator decisivo, as massas urbanas.
Crescentemente numerosas, libertadas da tutela dos senhores
locais, elas não mais seriam demandantes de favores,
mas de direitos. No lugar da comunidade doméstica,
patriarcal e privada, seríamos enfim levados a fundar a
comunidade política, de modo a transformar, ao nosso
modo, o homem cordial em cidadão.
O esforço desses pensadores deixou pontos de partida
muito valiosos, mesmo que tenham descrito um país
que, em parte, deixou de existir. O Brasil de Gilberto Freyre
girava em torno da família extensa da casa-grande, um
espaço integrador dentro da monumental desigualdade; o
de Sérgio Buarque apenas iniciava a aventura de uma urbanização
que prometia associar-se a modernidade e cidadania.

BENJAMIN, César. Revista Caros Amigos.
Ano X, no 111. jun. 2006. (adaptado)



Na construção de uma das opções abaixo foi empregada uma forma verbal que segue o mesmo tipo de uso do verbo haver em "Houve muitos esforços meritórios para superar esse impasse." (l. 20-21). Indique-a.
  • A: O antropólogo já havia observado a atitude dos grupos sociais.
  • B: Na época da publicação choveram elogios aos livros.
  • C: Faz muito tempo da publicação de livros como estes.
  • D: No futuro, todos hão de reconhecer o seu valor.
  • E: Não se fazem mais brasileiros como antigamente.

Assinale a opção cuja estrutura apresenta o verbo na voz ativa.
  • A: "ativam-se as memórias visual, auditiva, verbal e lingüística." (l. 4-5)
  • B: "com quem se podem trocar idéias e experiências." (l. 15-16)
  • C: "...quando se lê um e-mail..." (l. 26)
  • D: "...enquanto se conversa ao telefone..." (l. 26-27)
  • E: "...quando se encontra a solução de um problema." (l. 37-38)

O texto apresentado constrói-se de forma impessoal. Em que passagem o(s) verbo(s) NÃO se apresenta(m) de forma impessoal?
  • A: "Treinar a memória equivale a treinar os músculos do corpo ? " (l. 1-2)
  • B: "Há duas boas maneiras para fazer isso:" (l. 2-3)
  • C: "porque gostar do assunto gera interesse'," (l. 6-7)
  • D: "o desinteresse, ao contrário, é uma espécie de 'sedativo'," (l. 12-13)
  • E: "Não dá para esperar o mesmo nível de retenção de informação..." (l. 25-26)

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