Questões de Português para Concursos

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Coloque C ou I nos parênteses, conforme esteja correta ou incorreta a concordância nominal.

( ) É necessário a devida cautela com certas previsões.
( ) As informações vêm acompanhadas do endosso e confirmação exigidos.
( ) Conseguimos na internet bastante dados sobre o autor.
Assinale a sequência correta
  • A: I - C - C
  • B: I - C - I
  • C: I - I - C
  • D: C - I - I
  • E: C - C - I

Assinale a sentença em que a concordância verbal está correta, de acordo com a norma culta da língua.
  • A: Aconteceu muitos fatos importantes no último fim de semana.
  • B: Existe desportistas que usam roupas bem coloridas.
  • C: A maioria das crianças gosta de brincar de corrida.
  • D: Até pouco tempo, não haviam muitas pesquisas sobre o modo de correr dos animais.
  • E: O tempo bom e a temperatura amena da manhã convida a uma corrida ao ar livre.

 Discursos masculinos sobre prevenção e promoção da saúde do homem

                                                           Matheus Trilico, Gabriela R. de Oliveira, Marinei Kijimura e Sueli M. Pirolo

A promoção da saúde é uma proposta de política mundial, contemporânea na saúde pública e disseminada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de 1984. Aprovada na Carta de Ottawa, traz a saúde em seu conceito amplo, relacionando-a com qualidade de vida decorrente de processos complexos interligados a fatores como alimentação, justiça social, ecossistema, renda e educação. Também trabalha com o princípio de autonomia dos indivíduos e das comunidades, reforçando assim o planejamento e o poder local.

Nesse mesmo sentido, a Declaração de Alma-Ata, em 1978 , estabelece a proposta da ‘atenção primária à saúde’ e amplia a visão do cuidado à saúde: sai da visão hierárquica do conhecimento especializado, incentiva o envolvimento da população e destaca os fatores necessários para propiciar a qualidade de vida e o direito ao bem-estar social. A atenção primária à saúde está estreitamente vinculada à ‘promoção da saúde’ e à prevenção de enfermidades, não abandonando as dimensões setorial e técnica e incluindo outras dimensões.

No Brasil, a Estratégia Saúde da Família responde a essa ampliação do cuidado ao buscar a promoção da qualidade de vida e intervenção nos fatores que geram riscos, por meio de ações programáticas abrangentes e ações intersetoriais. Nessa perspectiva, entende-se importante a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem.

Criada em 2009, essa política procura incluir a masculinidade nas questões clínica e epidemiológica, oferecendo uma proposta singular de cuidado de promoção e recuperação da saúde. Ela se fundamenta na idiossincrasia do gênero masculino - termo que, para o campo da pesquisa, refere-se apenas a áreas estruturais e ideológicas que envolvem relação entre os sexos, delimitando então um novo terreno evidenciam na literatura que os homens sofrem influência dessa representação da masculinidade, imprimindo a idealização de sucesso, poder e força.

Estudos comparativos entre homens e mulheres comprovam que os homens são mais vulneráveis às doenças, sobretudo às enfermidades graves e crônicas, e morrem mais precocemente que as mulheres. A despeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade, os homens não buscam, como as mulheres, os serviços de atenção básica.

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, o homem é mais vulnerável à violência, seja como autor, seja como vítima. A prevalência de dependentes de álcool também é maior para o sexo masculino: 19,5% dos homens são dependentes de álcool, contra 6,9% das mulheres. Em relação ao tabagismo, os homens usam cigarros também com maior frequência do que as mulheres, o que acarreta maior vulnerabilidade a doenças cardiovasculares, cânceres, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, doenças bucais e outras.

A masculinidade hegemônica seria aquela ligada à legitimidade do patriarcado, que garante a dominação dos homens e a subordinação das mulheres. Ela não diz respeito a um estilo de vida, mas a configurações que formam as relações de gênero. Novos grupos podem desafiar antigas soluções e construir uma nova hegemonia. Hoje, essa demonstração de força, controle e não vulnerabilidade cede espaço, tirando do homem moderno toda essa supremacia.

No bojo dessas representações de masculinidade, busca-se o subjetivo contido na discussão de masculinidade e saúde e a consequente importância para tal, quando atribuída às políticas específicas de saúde pública voltada para o gênero masculino. Torna-se, então, necessário compreender suas representações no contexto do diálogo relacional ao gênero masculino, visando à promoção de saúde articulada ao princípio de autonomia dos indivíduos.

Texto adaptado. Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pi-d=S1981-77462015000200381&lng=pt&nrm=iso





“A despeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade, os homens não buscam, como as mulheres, os serviços de atenção básica”.

A expressão em destaque NÃO pode ser substituída, sem que haja prejuízo semântico, por


  • A: A respeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade.
  • B: Embora haja maior vulnerabilidade e altas taxas de morbimortalidade.
  • C: Apesar da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbimortalidade.
  • D: Ainda que haja maior vulnerabilidade e altas taxas de morbimortalidade.
  • E: Mesmo com a maior vulnerabilidade e com as altas taxas de morbimortalidade.

A imprensa internacional foi convidada para assistir os debates em Copenhague. De acordo com a norma escrita padrão da língua, na frase acima há um DESVIO de
  • A: regência nominal.
  • B: regência verbal.
  • C: concordância nominal.
  • D: concordância verbal.
  • E: pontuação.

“Na correria do dia a dia, a gente se esquece de prestar atenção em coisas novas”. Analise o excerto apresentado e assinale a alternativa correta
  • A: “a gente”, no excerto, exerce a função do pronome pessoal “nós”.
  • B: “gente”, no excerto, exerce a mesma função e tem o mesmo significado de “gente” em: “...para prestar mais atenção em si mesmas, conhecer gente nova”.
  • C: a grafia de “a gente”, nesse caso, está inadequada, devendo ser grafada da seguinte forma: “agente”.
  • D: “a gente” não tem outra função ou significado além de seu significado básico, que é “as pessoas”.
  • E: Quando a expressão “a gente” aparecer na língua escrita, o verbo que a acompanha deve ser conjugado no plural. Como o excerto faz parte de um trecho da língua falada, a concordância está adequada, nesse caso.

Todas as concordâncias nominais apresentadas nas opções abaixo estão corretas, EXCETO uma. Indique-a.
  • A: Seguem anexas as notas promissórias.
  • B: Escolhemos má hora e lugar para a reunião.
  • C: A justiça considerou culpados o réu e a ré.
  • D: Foram feitas as provas e os trabalhos.
  • E: A moça usa calças verdes-clara.


Terapeuta junta quase 40 livros de colorir e coleção vira objeto de estudo

     Os livros de colorir para adultos se tornaram um fenômeno de vendas, mas enquanto alguns não se tornam fãs tão adeptos, a terapeuta Simone Mascarenhas aproveitou a sua coleção pessoal para usá-la como objeto de estudo. Após ganhar o primeiro exemplar em abril deste ano, a moradora de Sorocaba (SP) já possui 40 livros do tipo. “Achei interessante. Fui comprando outros para colorir e estudar esse movimento com um foco mais sociológico.”
    Simone tem 46 anos e conta que dedica até duas horas diárias, geralmente à noite, para a atividade. Ela também busca por vídeos na internet que trazem ideias e inspiração para colorir. A mesa espaçosa com dezenas de lápis de cor organizados em potes mostram um gosto antigo que voltou a integrar a rotina da terapeuta. “Já fiz cursos de desenho e pintura, mas já faz uns 30 anos que estudei isso. Agora que retomei o hobby, estou relembrando as técnicas e até estudando de novo.”
    A febre dos livros de colorir chamou a atenção de Simone, não só pela retomada de uma atividade que lhe dava prazer, mas também pela mudança de comportamento que tem observado nas pessoas. “A partir do momento em que adotam esses livros de colorir como um hobby, as pessoas deixam um pouco de lado as redes sociais e param de se preocupar com a vida dos outros para prestar mais atenção em si mesmas, conhecer gente nova, desenvolver a criatividade e até despertar um lado artístico”, explica.
    Segundo a terapeuta, a atividade contribuiu para melhorar a qualidade das relações. “Melhorou a interação familiar porque os pais estão sentando com os filhos para pintar o livro. Tenho visto idosos pintando, se divertindo e achei isso muito bacana. Os temas dos desenhos tendem a despertar a vontade de pesquisar, aprender, conhecer e até viajar”, ressalta Simone.
    Os benefícios também puderam ser percebidos na rotina dela. “Na correria do dia a dia, a gente se esquece de prestar atenção em coisas novas. Agora eu sempre passo na livraria para ver e comprar as novidades que me agradam. Pintar me distrai e estimula minha curiosidade porque eu quero saber que flor é aquela, que lugar é aquele do desenho e ‘quebro a cabeça’ até achar os nomes para saber mais a respeito”.

Perfeccionismo
Os livros, lançados no Brasil no final de 2014, têm temas que vão desde a natureza até histórias em quadrinhos, mas são os que reproduzem mandalas que ficam entre os preferidos da terapeuta.
    Os materiais utilizados para pintar são os mais variados: lápis de cor, canetinhas, tintas e o que mais a criatividade permitir. “Já vi pessoas usando vários [materiais], como glitter e até maquiagem, algo que nunca pensei em usar para pintar. Sempre estou experimentando coisas novas também e misturo materiais no mesmo desenho. Mas sou perfeccionista, se erro uma parte, fico irritada”, revela Simone.

Livro próprio
   Entre a pintura de um jardim e outro, Simone plantou uma ideia na cabeça: a de criar seu próprio livro. Mas, por enquanto, o projeto ainda é apenas uma semente. Um sonho que, segundo ela, resolveria defeitos encontrados em alguns exemplares. “Alguns livros não têm papel de boa qualidade e poucos deles indicam quais são os materiais adequados para pintar. É frustrante quando estraga a página. Outra falha é que não trazem os nomes das flores, lugares e outras coisas”, aponta a terapeuta.
   Questionada sobre um possível tema, ela não hesita. “Por que não comidas, frutas coloridas? Percebo nos desenhos de alguns títulos que foram feitos com cuidado, tem amor e carinho no trabalho. Gostaria de criar um que fosse bem feito, que ajudasse as pessoas e informasse, evitando o consumismo exacerbado dos materiais porque, muitas vezes, o vendedor não sabe indicar o correto”, completa.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2015/07/ terapeuta-junta-quase-40-livros-de-colorir-e-colecao-vira-objeto-de-estudo.html



Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma nos parênteses referente ao sentido literal ou significado das expressões ou palavras em destaque.




  • A: “Agora que retomei o hobby, estou relembrando as técnicas e até estudando de novo.” (é uma palavra de origem estrangeira e que tem o sentido de “passatempo, atividade praticada por prazer”).
  • B: “...as pessoas deixam um pouco de lado as redes sociais” ( a expressão significa esquecer-se ou se afastar por um tempo).
  • C: “...que lugar é aquele do desenho e ‘quebro a cabeça’ até achar os nomes para saber mais a respeito” ( a expressão significa pensar bastante ou investigar, pesquisar)
  • D: "...lápis de cor, canetinhas, tintas e o que mais a criatividade permitir” ( a palavra tem como significado canetas esferográficas de escrever, de tamanho pequeno, e geralmente com tinta nas cores preta, azul, vermelha ou verde).
  • E: “Simone plantou uma ideia na cabeça” (a palavra significa colocar).

A concordância verbal segue a norma culta da língua em:
  • A: Restava-lhe poucos minutos para a leitura.
  • B: Já era onze horas quando o avião deixou a cidade.
  • C: Haviam observações técnicas anotadas no livro.
  • D: Atravessara o saguão alguns turistas e a escritora.
  • E: Fazia três anos que não viajava a trabalho.

Assinale a alternativa cuja palavra ou expressão em destaque NÃO tem a função de caracterizar o termo antecedente.




  • A: “terão de se adequar tecnologicamente".
  • B: “propõe um prazo maior para adequação".
  • C: “cada membro da cadeia".
  • D: “55 empresas farmacêuticas".
  • E: “promove um retorno significativo".



No terceiro quadrinho, a expressão “só que” poderia, sem prejuízo semântico, ser substituída por
  • A: “somente”.
  • B: “mas”.
  • C: “apenas”.
  • D: “sozinho”.
  • E: “porque”.

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