Questões de Português para Concursos

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“Sou dos que acham que as cidades são territórios em disputa. O jogo que envolve essa disputa se estabelece em teias tecidas pela construção de lugares de memória, confrontos de narrativas, permanências, rupturas, ressignificações, práticas cotidianas, estratégias de afirmação, vozes amplificadas e outras tantas silenciadas. A história de uma cidade, afinal de contas, também pode ser entendida por aquilo que ela já não é”. (Luiz Antonio Simas, na orelha do livro O Rio antes do Rio, de Rafael Freitas da Silva)
Um texto progride por encadeamento de ideias que se vão materializando por meio de ligações linguísticas.
A ligação entre termos desse segmento de texto que está corretamente indicada é: 






  • A: o vocábulo “que” sublinhado se refere ao termo anterior “os que”;
  • B: o termo “essa disputa” se refere ao que é dito a seguir;
  • C: o segmento “outras tantas” se liga semanticamente a “estratégias”;
  • D: o elemento “uma cidade” se prende à cidade citada anteriormente;
  • E: o pronome “ela” repete o termo “cidade”.

“Minha irmãzinha de 8 anos morreu, e minha mãe queria que sua sepultura estivesse sempre enfeitada de flores. Nem sempre era fácil arranjar flores naquele lugar em que a gente vivia – Pitangueiras, perto de Ribeirão Preto, em São Paulo – e por isso, minha mãe plantou um jardim, me chamou e disse: ‘Você é que vai tomar conta disso’. Eu tinha 9 anos e não gostei da tarefa, mas obedeci. Acabei tomando gosto por essa coisa de plantas...”.
Esse é um depoimento de José Zanine Caldas, um dos nossos melhores paisagistas, citado por Rubem Braga em uma de suas crônicas.
Sobre o processo de construção desse texto, é correto afirmar que:
  • A: trata-se de um texto de base estrutural argumentativa, que justifica a adoção de uma profissão;
  • B: ainda que relate um fato passado, o texto se apoia numa descrição do lugar de origem do paisagista;
  • C: a estruturação do texto é claramente narrativa, pois se fundamenta numa sucessão cronológica de fatos do passado;
  • D: o texto mostra uma organização de base dramática, pela presença do diálogo de base afetiva entre mãe e filho;
  • E: o texto apresenta uma estrutura de base descritiva, fornecendo informações sobre o futuro paisagista.


Em seu livro Verissimas, Luis Fernando Verissimo faz a seguinte observação:
“Dizem que Kurosawa nunca teve no Japão o prestígio que teve no Ocidente. Talvez não tenha sido um dos melhores diretores do Japão, mas foi um dos melhores diretores do mundo. Kurosawa nunca fez o espetáculo só pelo espetáculo e até uma carga de cavalaria num filme seu podia ser uma reflexão humanista”.
Sobre a estruturação argumentativa desse texto, somente é correto afirmar que: 






  • A: toda a argumentação de Verissimo se apoia exclusivamente em sua própria opinião;
  • B: Verissimo, ainda que discorde da opinião japonesa sobre Kurosawa, faz uma concessão aos que pensam de forma diferente;
  • C: segundo Verissimo, a opinião universal, particularmente do Ocidente, atribui um valor oposto ao que Kurosawa recebe no Japão;
  • D: a afirmação de que Kurosawa é o melhor diretor cinematográfico do Japão se apoia na flagrante defesa do humanismo na produção de cenas comuns;
  • E: de acordo com Verissimo, o cinema é um tipo de arte que deve apoiar-se na produção do espetáculo pelo espetáculo, por não ser um veículo adequado à Filosofia.


Na redação oficial, em caso de um aluno dirigir um requerimento ao Reitor de uma universidade, o tratamento adequado é o de:





  • A: Vossa Senhoria;
  • B: Vossa Magnificência;
  • C: Vossa Excelência;
  • D: Vossa Reverendíssima;
  • E: Vossa Alteza.

Texto 5 – Folha de São Paulo, 26/7/2016.
NO JAPÃO, ATAQUE A FACA EM CENTRO PARA DEFICIENTES DEIXA 15 MORTOS.
      Ao menos 15 pessoas morreram e 45 ficaram feridas após serem esfaqueadas por um homem que invadiu um centro de assistência a pessoas com deficiência em Sagamihara, no Japão.
      O suspeito, que havia trabalhado no local, se entregou à polícia logo após o ataque. A motivação dele ainda é desconhecida. Segundo o Aurélio, o lide é a “parte introdutória de matéria jornalística, na qual se procura dar o fato, objetiva e sinteticamente, com o fim de responder às questões: o quê, quem, quando, onde, como e por quê”.
A afirmativa abaixo que apresenta corretamente um comentário sobre os componentes do texto 5 é:
  • A: a expressão “ao menos” quantifica precisamente o número das vítimas;
  • B: a forma verbal “serem esfaqueadas” mostra um caso de voz reflexiva;
  • C: o termo “suspeito” é incoerente por tratar-se de um criminoso confesso;
  • D: o relativo em “que havia trabalhado” tem por antecedente “um homem”;
  • E: o possessivo “dele” equivale a “do crime”.

Texto 5 – Folha de São Paulo, 26/7/2016.
NO JAPÃO, ATAQUE A FACA EM CENTRO PARA DEFICIENTES DEIXA 15 MORTOS.
      Ao menos 15 pessoas morreram e 45 ficaram feridas após serem esfaqueadas por um homem que invadiu um centro de assistência a pessoas com deficiência em Sagamihara, no Japão.
      O suspeito, que havia trabalhado no local, se entregou à polícia logo após o ataque. A motivação dele ainda é desconhecida. Segundo o Aurélio, o lide é a “parte introdutória de matéria jornalística, na qual se procura dar o fato, objetiva e sinteticamente, com o fim de responder às questões: o quê, quem, quando, onde, como e por quê”.
No texto 5 há várias ocorrências de preposições; a ocorrência em que a preposição tem seu valor semântico indicado de forma INADEQUADA: 
  • A: “ataque A faca” / meio ou instrumento;
  • B: “ataque a faca EM centro para deficientes” / lugar;
  • C: “centro PARA deficientes” / finalidade;
  • D: “ficaram feridas APÓS serem esfaqueadas” / tempo;
  • E: “pessoas COM deficiência” / companhia.


Texto 5 - Folha de São Paulo, 26/7/2016.
NO JAPÃO, ATAQUE A FACA EM CENTRO PARA DEFICIENTES DEIXA 15 MORTOS.
      Ao menos 15 pessoas morreram e 45 ficaram feridas após serem esfaqueadas por um homem que invadiu um centro de assistência a pessoas com deficiência em Sagamihara, no Japão.
      O suspeito, que havia trabalhado no local, se entregou à polícia logo após o ataque. A motivação dele ainda é desconhecida. Segundo o Aurélio, o lide é a “parte introdutória de matéria jornalística, na qual se procura dar o fato, objetiva e sinteticamente, com o fim de responder às questões: o quê, quem, quando, onde, como e por quê”.




Aplicando-se a definição ao texto 5, vemos que estão ausentes do texto:

  • A: o quê / quem;
  • B: quando / onde;
  • C: como / por quê;
  • D: por quê / quando;
  • E: onde / como.

Texto 4 – PRIVAÇÕES

                 Veríssimo, O Globo, 20/10/2016
       “Durante anos, o Brasil sofreu a privação do Frank Sinatra. Passava ano, passava ano, e o Frank Sinatra não vinha. Nossa maior angústia era com o tempo: se demorasse muito para vir, o Frank Sinatra, quando viesse, não seria mais o mesmo. Poderia não ter mais a grande voz, ou ser uma múmia de si mesmo. Por que o Frank Sinatra não vinha ao Brasil enquanto era tempo? E, finalmente, o Frank Sinatra veio ao Brasil. E a espera, concordaram todos, tinha valido a pena. Sinatra cantou no Rio Palace para endinheirados e no Maracanã para uma multidão. Sua voz era a mesma dos bons tempos, apenas envelhecida em tonéis de carvalho como um bom Bourbon. O Brasil agradeceu a Sinatra com o maior público de sua carreira. E ficou feliz”.


No texto 4 está presente o seguinte segmento: “Poderia não ter mais a grande voz, ou ser uma múmia de si mesmo”.
Nesse segmento exemplifica-se a seguinte figura de linguagem: 
 

  • A: antítese;
  • B: metáfora;
  • C: metonímia;
  • D: pleonasmo;
  • E: paradoxo.

Texto 4 – PRIVAÇÕES

                 Veríssimo, O Globo, 20/10/2016
       “Durante anos, o Brasil sofreu a privação do Frank Sinatra. Passava ano, passava ano, e o Frank Sinatra não vinha. Nossa maior angústia era com o tempo: se demorasse muito para vir, o Frank Sinatra, quando viesse, não seria mais o mesmo. Poderia não ter mais a grande voz, ou ser uma múmia de si mesmo. Por que o Frank Sinatra não vinha ao Brasil enquanto era tempo? E, finalmente, o Frank Sinatra veio ao Brasil. E a espera, concordaram todos, tinha valido a pena. Sinatra cantou no Rio Palace para endinheirados e no Maracanã para uma multidão. Sua voz era a mesma dos bons tempos, apenas envelhecida em tonéis de carvalho como um bom Bourbon. O Brasil agradeceu a Sinatra com o maior público de sua carreira. E ficou feliz”.




Nesse primeiro parágrafo de uma crônica de Veríssimo há cinco vezes o termo Frank Sinatra. A repetição idêntica tem a finalidade de: 


  • A: antítese;
  • B: metáfora;
  • C: metonímia;
  • D: pleonasmo;
  • E: paradoxo.


Texto 4 - PRIVAÇÕES
                         Veríssimo, O Globo, 20/10/2016
       “Durante anos, o Brasil sofreu a privação do Frank Sinatra. Passava ano, passava ano, e o Frank Sinatra não vinha. Nossa maior angústia era com o tempo: se demorasse muito para vir, o Frank Sinatra, quando viesse, não seria mais o mesmo. Poderia não ter mais a grande voz, ou ser uma múmia de si mesmo. Por que o Frank Sinatra não vinha ao Brasil enquanto era tempo? E, finalmente, o Frank Sinatra veio ao Brasil. E a espera, concordaram todos, tinha valido a pena. Sinatra cantou no Rio Palace para endinheirados e no Maracanã para uma multidão. Sua voz era a mesma dos bons tempos, apenas envelhecida em tonéis de carvalho como um bom Bourbon. O Brasil agradeceu a Sinatra com o maior público de sua carreira. E ficou feliz”.




Nesse primeiro parágrafo de uma crônica de Veríssimo há cinco vezes o termo Frank Sinatra. A repetição idêntica tem a finalidade de: 


  • A: indicar a angústia da espera pela visita de Sinatra;
  • B: criticar o exagero das pessoas na admiração ao artista;
  • C: destacar a importância da presença do cantor entre nós;
  • D: mostrar que a expectativa era de todas as classes sociais;
  • E: enfatizar os vários argumentos a favor da vinda do artista.

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