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Foram encontradas 25035 questões.
O acento indicativo de crase está empregado corretamente em:
  • A: No “Diário de São Paulo”, Mário de Andrade dedicava-se à crítica de música.
  • B: Na redação do jornal “Diário de São Paulo”, Mário e Braga sentaram lado à lado.
  • C: Se trocassem um bilhetinho sequer, os escritores chegariam à travar amizade.
  • D: Rubem Braga diz ter, em assuntos de amizade, horror à explicações sentimentais.
  • E: O cronista Rubem Braga foi o único à quem Mário de Andrade não escreveu.

Leia um trecho da entrevista com o psiquiatra Miguel Chalub, para responder a questão.




A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que a depressão será a doença mais comum do mundo em 2030 – atualmente, 121 milhões de pessoas sofrem do problema.

Para o psiquiatra Miguel Chalub, há um certo exagero nessas contas. Ele defende que tanto os pacientes quanto os médicos estão confundindo tristeza com depressão. Ele afirma que os psiquiatras são os que menos receitam antidepressivos, porque estão mais preparados para reconhecer as diferenças entre a “tristeza normal e a patológica”.

ISTOÉ: Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?

Miguel Chalub: Porque estão sendo computadas situações humanas de luto, de tristeza, de aborrecimento, de tédio. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, dependendo das situações, numa entidade patológica.

ISTOÉ: A que se deve essa mudança?

Miguel Chalub: Primeiro, a uma busca pela felicidade. Qualquer coisa que possa atrapalhá-la tem que ser chamada de doença, porque, aí, justifica: “Eu não sou feliz porque estou doente, não porque fiz opções erradas.” Dou uma desculpa a mim mesmo. Segundo, à tendência de achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana. É a busca pela pílula da felicidade. Eu não preciso mais ser infeliz.

ISTOÉ: O que diferencia a tristeza normal da patológica?

Miguel Chalub: A intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado de espírito. Além disso, a patológica é longa.

(Adriana Prado. https://istoe.com.br/74405_O+HOMEM+NAO+ACEITA+ MAIS+FICAR+TRISTE+/ Publicado em 26.05.2010. Adaptado.)



De acordo com o entrevistado,
  • A: os períodos de luto ou de adversidades cotidianas justificam, acertadamente, a medicalização dessas condições humanas pelos especialistas.
  • B: as pessoas atualmente não aceitam mais se sentir infelizes, por isso têm se empenhado em fazer escolhas de vida mais sensatas.
  • C: o tratamento de indivíduos que manifestem tristeza ausente de traços patológicos deve ser feito com a prescrição regular de antidepressivos.
  • D: a depressão é um estado de espírito que, por ser vivenciado pelo indivíduo por um breve período, constitui uma distorção humana.
  • E: a medicalização da tristeza é decorrente, entre outros fatores, do anseio das pessoas por viverem permanentemente felizes.



Leia um trecho da entrevista com o psiquiatra Miguel Chalub, para responder a questão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que a depressão será a doença mais comum do mundo em 2030 – atualmente, 121 milhões de pessoas sofrem do problema.
Para o psiquiatra Miguel Chalub, há um certo exagero nessas contas. Ele defende que tanto os pacientes quanto os médicos estão confundindo tristeza com depressão. Ele afirma que os psiquiatras são os que menos receitam antidepressivos, porque estão mais preparados para reconhecer as diferenças entre a “tristeza normal e a patológica”.
ISTOÉ: Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?
Miguel Chalub: Porque estão sendo computadas situações humanas de luto, de tristeza, de aborrecimento, de tédio. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, dependendo das situações, numa entidade patológica.
ISTOÉ: A que se deve essa mudança?
Miguel Chalub: Primeiro, a uma busca pela felicidade. Qualquer coisa que possa atrapalhá-la tem que ser chamada de doença, porque, aí, justifica: “Eu não sou feliz porque estou doente, não porque fiz opções erradas.” Dou uma desculpa a mim mesmo. Segundo, à tendência de achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana. É a busca pela pílula da felicidade. Eu não preciso mais ser infeliz.
ISTOÉ: O que diferencia a tristeza normal da patológica?
Miguel Chalub: A intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado de espírito. Além disso, a patológica é longa.
(Adriana Prado. https://istoe.com.br/74405_O+HOMEM+NAO+ACEITA+ MAIS+FICAR+TRISTE+/ Publicado em 26.05.2010. Adaptado.)



Assinale a alternativa em que a frase reescrita a partir das ideias do texto mantém o sentido original.
  • A: Caso a OMS declare que a depressão será a doença mais comum em 2030, Miguel Chalub crê que há exageros, portanto, para ele, as pessoas estão confundindo tristeza e depressão.
  • B: A menos que a OMS declare que a depressão será a doença mais comum em 2030, Miguel Chalub crê que há exageros, visto que, para ele, as pessoas estão confundindo tristeza e depressão.
  • C: Embora a OMS declare que a depressão será a doença mais comum em 2030, Miguel Chalub crê que há exageros, uma vez que, para ele, as pessoas estão confundindo tristeza e depressão.
  • D: Como a OMS declarou que a depressão será a doença mais comum em 2030, Miguel Chalub crê que há exageros, mesmo que, para ele, as pessoas estejam confundindo tristeza e depressão.
  • E: Ainda que a OMS declare que a depressão será a doença mais comum em 2030, Miguel Chalub crê que há exageros, contanto que, para ele, as pessoas estejam confundindo tristeza e depressão.

Leia as frases.
As previsões alusivas _______ aumento da depressão são alarmantes.
Os sentimentos de tédio ou de tristeza são inadequadamente convertidos _______ estados depressivos.
Qualquer situação que possa ser um obstáculo _______ felicidade é considerada doença.
Para que haja coerência com as ideias do texto e com a regência nominal estabelecida pela norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por:
  • A: ao … com … na
  • B: ao … em … à
  • C: do … com … na
  • D: com o … em … para
  • E: com o … para … à

O sinal indicativo de crase está empregado corretamente nas duas ocorrências na alternativa:
  • A: Muitos indivíduos são propensos à associar, inadvertidamente, tristeza à depressão.
  • B: As pessoas não querem estar à mercê do sofrimento, por isso almejam à pílula da felicidade.
  • C: À proporção que a tristeza se intensifica e se prolonga, pode-se, à primeira vista, pensar em depressão.
  • D: À rigor, os especialistas não devem receitar remédios às pessoas antes da realização de exames acurados.
  • E: Em relação à informação da OMS, conclui-se que existem 121 milhões de pessoas à serem tratadas de depressão.

Considerando a expressão destacada no trecho selecionado do texto, assinale a alternativa que apresenta, entre parênteses, o pronome e sua colocação aplicados em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: Chalub defende que tanto pacientes quanto médicos estão confundindo tristeza... (a estão confundindo)
  • B: Ele afirma que os psiquiatras são os que menos receitam antidepressivos... (são os que menos receitam-lhes)
  • C: ... porque estão mais preparados para reconhecer as diferenças... (para a reconhecer)
  • D: ... é transformar um sentimento normal... (é lhe transformar)
  • E: ... achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana... (vai corrigir-lhe)



Leia o texto de Ruy Castro, para responder a questão.
                                                Todos chegarão lá
  O Brasil está envelhecendo. Segundo projeções oficiais, 20% da população terá mais de 60 anos em 2030.
Em números absolutos, esperam-se perto de 50 milhões de idosos em 2030 – imagine o volume de antidepressivos, estimulantes e produtos geriátricos que isso vai exigir.
Não quer dizer que a maioria desses macróbios¹ seguirá o padrão dos velhos de antigamente, que, mal passados dos 60, equipados com boina, cachecol, suéter, cobertor nas pernas, eram levados para tomar sol no parquinho.
  Quero crer que os velhos de 2030 se parecerão cada vez mais com meus vizinhos do Baixo Vovô, aqui no Leblon – uma rede de vôlei frequentada diariamente por sexa ou septuagenários torrados de sol, com músculos invejáveis e capazes de saques e cortadas mortíferas. A vida para eles nunca parou.
  Por sorte, a aceitação do velho é agora maior do que nunca. Bem diferente de 1968 – apogeu de algo que me parecia fabricado, chamado “Poder Jovem” –, em que ser velho era quase uma ofensa. À idade da razão, que deveria ser a aspiração de todos, sobrepunha-se o que Nelson Rodrigues denunciava como “a razão da idade”: a juventude justificando todas as injustiças e ignomínias² (como as da Revolução Cultural, na China, em que velhos eram humilhados publicamente por ser velhos).
  Naquela mesma época, o rock era praticado por jovens esbeltos, bonitos e de longas cabeleiras louras, para uma plateia de rapazes e moças idem. Hoje, ele é praticado por velhos carecas, gordos e tatuados, para garotos que podiam ser seus netos. Já se pode confiar em maiores de 60 anos e, um dia, todos chegarão lá.
(Folha de S.Paulo, 04.10.2013. Adaptado)
¹ macróbios: pessoas que chegaram à idade muito avançada
² ignomínias: infâmias; desonra infligida por julgamento público



De acordo com o texto,
  • A: será impossível, em 2030, suprir a demanda dos idosos por antidepressivos, estimulantes e produtos geriátricos.
  • B: os vizinhos do bairro do Leblon são idosos, ainda profissionalmente ativos, que praticam esportes com amigos e netos.
  • C: as críticas feitas aos jovens são inaceitáveis, pois o entusiasmo da juventude justifica atitudes de toda espécie.
  • D: os idosos do Baixo Vovô, avessos ao sedentarismo, comportam-se diferentemente dos idosos que tomavam sol nos parquinhos.
  • E: as bandas de rock atuais optaram, irreverentemente, por substituir músicos jovens, esbeltos e bonitos por músicos idosos, gordos e tatuados.



Leia o texto de Ruy Castro, para responder a questão.
                                                Todos chegarão lá
  O Brasil está envelhecendo. Segundo projeções oficiais, 20% da população terá mais de 60 anos em 2030.
Em números absolutos, esperam-se perto de 50 milhões de idosos em 2030 – imagine o volume de antidepressivos, estimulantes e produtos geriátricos que isso vai exigir.
Não quer dizer que a maioria desses macróbios¹ seguirá o padrão dos velhos de antigamente, que, mal passados dos 60, equipados com boina, cachecol, suéter, cobertor nas pernas, eram levados para tomar sol no parquinho.
  Quero crer que os velhos de 2030 se parecerão cada vez mais com meus vizinhos do Baixo Vovô, aqui no Leblon – uma rede de vôlei frequentada diariamente por sexa ou septuagenários torrados de sol, com músculos invejáveis e capazes de saques e cortadas mortíferas. A vida para eles nunca parou.
  Por sorte, a aceitação do velho é agora maior do que nunca. Bem diferente de 1968 – apogeu de algo que me parecia fabricado, chamado “Poder Jovem” –, em que ser velho era quase uma ofensa. À idade da razão, que deveria ser a aspiração de todos, sobrepunha-se o que Nelson Rodrigues denunciava como “a razão da idade”: a juventude justificando todas as injustiças e ignomínias² (como as da Revolução Cultural, na China, em que velhos eram humilhados publicamente por ser velhos).
  Naquela mesma época, o rock era praticado por jovens esbeltos, bonitos e de longas cabeleiras louras, para uma plateia de rapazes e moças idem. Hoje, ele é praticado por velhos carecas, gordos e tatuados, para garotos que podiam ser seus netos. Já se pode confiar em maiores de 60 anos e, um dia, todos chegarão lá.
(Folha de S.Paulo, 04.10.2013. Adaptado)
¹ macróbios: pessoas que chegaram à idade muito avançada
² ignomínias: infâmias; desonra infligida por julgamento público



Assinale a alternativa que traz a afirmação correta a respeito dos trechos do texto
  • A: Em – que isso vai exigir (2º parágrafo) –, o pronome isso refere-se aos 50 milhões de idosos previstos para 2030.
  • B: Em – a maioria desses macróbios (2º parágrafo) –, o substantivo macróbio evidencia o apreço do autor por termos da linguagem coloquial.
  • C: Em – Quero crer que os velhos de 2030 (3º parágrafo) –, a expressão quero crer confirma a certeza do autor a respeito do comportamento dos futuros idosos.
  • D: Em – como as da Revolução Cultural na China (4º parágrafo) –, a conjunção como apresenta ideia de condição.
  • E: Em – Já se pode confiar em maiores de 60 anos. – (último parágrafo), o advérbio já indica delimitação espacial.

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: A velhice é um período da vida para o qual todos nós, em princípio, vamos chegar.
  • B: Para os septuagenários esportistas do Leblon, cujos saques e cortadas são mortíferos, a vida nunca parou.
  • C: Nelson Rodrigues, cuja a carreira literária e jornalística é notória, criou a expressão “a razão da idade”.
  • D: Em 1968, onde o Poder Jovem chegou ao apogeu, ser velho era quase uma ofensa.
  • E: As tradicionais bandas de rock, onde o grupo de fãs é formado por moças e rapazes, continuam fazendo sucesso.

Leia a tirinha em que aparecem as personagens Honi e seus pais Helga e Hagar.

(Dik Browne. Folha de S.Paulo, 21.07.2013)
A reação de Honi, no primeiro quadrinho, e a atitude de Helga e de Hagar, no segundo quadrinho, sinalizam, correta e respectivamente:

  • A: desaprovação, arbitrariedade e regozijo.
  • B: irritação, sarcasmo e arrependimento.
  • C: perplexidade, ironia e resignação.
  • D: indiferença, intransigência e contestação.
  • E: incredulidade, hesitação e anuência.

Exibindo de 20201 até 20210 de 25035 questões.