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Nas linhas 2 e 3, o sintagma “da imprensa” completa o sentido do substantivo “invenção”, assim como “à invenção” completa o sentido do adjetivo “anteriores”.
  • A: Certo
  • B: Errado

Infere-se do texto que, segundo Bourdieu e Passeron, o sistema de ensino moderno pode ser entendido como um delimitador dos paradigmas sociais estabelecidos, pois molda aqueles que são entregues aos seus cuidados e exclui aqueles que não se submetem ou não se adaptam aos seus parâmetros.
  • A: Certo
  • B: Errado


                                                                       O paradoxo da promessa

 






          Em que circunstâncias alguém se exalta e defende com ardor uma opinião? “Ninguém sustenta fervorosamente que 7 x 8 = 56, pois se pode demonstrar que isso é uma verdade”, observa Bertrand Russel. O ânimo persuasivo só recrudesce e lança mão das artes e artimanhas da retórica apaixonada quando se trata de incutir opiniões que são duvidosas ou demonstravelmente falsas.


          O mesmo vale para o ato de prometer alguma coisa. O simples fato de que uma promessa precisa ser feita com toda a ênfase indica a existência de dúvida quanto à sua concretização. Só prometemos acerca do que exige um esforço extra da vontade. E quanto mais solene ou enfática a promessa – “Te juro, meu amor, agora é pra valer!” – mais duvidosa ela é: protesting too much (‘proclamar excessivo’), como dizem os ingleses. “Só os deuses podem prometer, porque são imortais”, adverte o poeta.






                                                                         (Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 26)




Deve-se entender, segundo a fundamentação apresentada no texto, que uma promessa




  • A: produz seus efeitos toda vez que formulada com recursos de uma retórica vibrante.
  • B: terá cumprimento à medida que seu sujeito tenha vontade de cumpri-la.
  • C: costuma indicar não o seu cumprimento, mas a dificuldade de efetivação dele.
  • D: é por vezes tão frágil em si mesma que os próprios deuses não têm como cumpri-la.
  • E: vale muitas vezes mais do que uma opinião que não possa ser comprovada.

Infere-se do texto que a educação é uma instrução formal ensinada por meio da imitação com a experiência dos mais velhos, por isso a tradição é a principal fonte de aquisição de conhecimento.
  • A: Certo
  • B: Errado

baseie-se no texto abaixo.

 
Fertilidade das utopias


 


          Um ideal de vida pessoal ou coletivo precisa estar lastreado numa avaliação realista das circunstâncias e restrições existentes. Ocorre, porém, que a realidade objetiva não é toda a realidade. A vida dos povos, não menos que a dos indivíduos, é vivida em larga medida na imaginação.



          A capacidade de sonho e o desejo de mudar fertilizam o real, expandem as fronteiras do possível e reembaralham as cartas do provável. Quando a vontade de mudança e a criação do novo estão em jogo, resignar-se a um covarde e defensivo realismo é condenar-se ao passado e à repetição medíocre. Se o sonho descuidado do real é vazio, o real desprovido de sonho é deserto. No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer. O desejo move.


                                           (Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p 145)


O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular na frase:



  • A: Nem ao sonho, nem à realidade (caber) fazer restrições, uma vez que ambos sempre se compuseram em nossas experiências.
  • B: Sempre (haver) de precipitar-se desavenças inúteis e inconsequentes entre os idealistas puros e os realistas radicais.
  • C: Não (constar) em nosso passado de civilizados incongruências fatais entre sonhos e desejos possíveis.
  • D: É comum que mesmo numa relação familiar (atingir) uma proporção inaudita as desavenças entre idealistas e realistas.
  • E: Não deixa de ser uma ironia que a idealistas e realistas (poder) eventualmente contrapor-se os indiferentes ao destino humano.

baseie-se no texto abaixo.

 
Fertilidade das utopias


 


          Um ideal de vida pessoal ou coletivo precisa estar lastreado numa avaliação realista das circunstâncias e restrições existentes. Ocorre, porém, que a realidade objetiva não é toda a realidade. A vida dos povos, não menos que a dos indivíduos, é vivida em larga medida na imaginação.


          A capacidade de sonho e o desejo de mudar fertilizam o real, expandem as fronteiras do possível e reembaralham as cartas do provável. Quando a vontade de mudança e a criação do novo estão em jogo, resignar-se a um covarde e defensivo realismo é condenar-se ao passado e à repetição medíocre. Se o sonho descuidado do real é vazio, o real desprovido de sonho é deserto. No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer. O desejo move.


                                           (Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p 145)


Se o sonho descuidado do real é vazio, o real desprovido de sonho é deserto.
Nesse período do texto, as duas orações que o compõem


  • A: expressam idêntico conteúdo valendo-se de sujeitos distintos.
  • B: são, de fato, um jogo irônico e ardiloso de palavras, infenso à lógica.
  • C: destacam a importância da complementaridade entre o sonho e o real.
  • D: condenam o sonho e o real pelo que ambos têm de restritivo em sua relação.
  • E: valorizam um e outro sujeitos pelo que têm de intrinsecamente valioso.

baseie-se no texto abaixo.

 
Fertilidade das utopias


 


          Um ideal de vida pessoal ou coletivo precisa estar lastreado numa avaliação realista das circunstâncias e restrições existentes. Ocorre, porém, que a realidade objetiva não é toda a realidade. A vida dos povos, não menos que a dos indivíduos, é vivida em larga medida na imaginação.


          A capacidade de sonho e o desejo de mudar fertilizam o real, expandem as fronteiras do possível e reembaralham as cartas do provável. Quando a vontade de mudança e a criação do novo estão em jogo, resignar-se a um covarde e defensivo realismo é condenar-se ao passado e à repetição medíocre. Se o sonho descuidado do real é vazio, o real desprovido de sonho é deserto. No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer. O desejo move.


                                           (Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p 145)


Demonstra-se perfeito entendimento de uma expressão do texto em:


  • A: precisa estar lastreado numa avaliação realista (1º parágrafo) = um ideal de vida dispensa qualquer base material de apoio
  • B: é vivida em larga medida na imaginação (1º parágrafo) = a vida dos povos só alcança largueza quando vivida ilusoriamente
  • C: fertilizam o real (2º parágrafo) = os sonhos e os desejos resultam de experiências fecundas
  • D: resignar-se a um covarde e defensivo realismo (2º parágrafo) = buscar no real já dado uma proteção medrosa
  • E: condenar-se [...] à repetição medíocre (2º parágrafo) = próprio de quem evita ser medíocre repetindo as mesmas virtudes

Na linha 2, o verbo “há” pode ser substituído por existe, o que mantém o sentido e a correção gramatical.
  • A: Certo
  • B: Errado

A substituição dos parênteses por travessões (linhas 7 e 8) mantém a correção e o sentido no texto.
  • A: Certo
  • B: Errado

baseie-se no texto abaixo.

 
Fertilidade das utopias


 


          Um ideal de vida pessoal ou coletivo precisa estar lastreado numa avaliação realista das circunstâncias e restrições existentes. Ocorre, porém, que a realidade objetiva não é toda a realidade. A vida dos povos, não menos que a dos indivíduos, é vivida em larga medida na imaginação.


          A capacidade de sonho e o desejo de mudar fertilizam o real, expandem as fronteiras do possível e reembaralham as cartas do provável. Quando a vontade de mudança e a criação do novo estão em jogo, resignar-se a um covarde e defensivo realismo é condenar-se ao passado e à repetição medíocre. Se o sonho descuidado do real é vazio, o real desprovido de sonho é deserto. No universo das relações humanas, o futuro responde à força e à ousadia do nosso querer. O desejo move.


                                           (Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p 145)

 

O autor do texto afirma que a realidade objetiva não é toda a realidade porque está convencido de que




  • A: os fatos que julgamos indiscutíveis são frequentemente uma experiência ilusória da nossa percepção.
  • B: a dimensão do sonho e dos desejos é também parte ativa dos nossos contatos com o chamado mundo real.
  • C: as experiências essenciais que contam são aquelas ainda não vividas e que certamente viveremos.
  • D: as vivências humanas experimentadas no passado são muito mais marcantes do que as aspirações abstratas.
  • E: um universo místico onde se ocultam as verdades absolutas está acima das nossas possibilidades reais de conhecimento.

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