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Como Nossos Pais 
 

Não quero lhe falar

Meu grande amor

Das coisas que aprendi

Nos discos

 

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar

 

Eu sei que o amor

É uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto

É menor do que a vida

De qualquer pessoa

 

Por isso cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens

 

Para abraçar seu irmão

E beijar sua menina na rua

É que se fez o seu braço

O seu lábio e a sua voz

 

Você me pergunta

Pela minha paixão

Digo que estou encantada

Como uma nova invenção

 

Eu vou ficar nesta cidade

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

Cheiro de nova estação

 

Eu sinto tudo na ferida viva

Do meu coração

Já faz tempo

Eu vi você na rua

Cabelo ao vento

Gente jovem reunida

 

Na parede da memória

Essa lembrança

É o quadro que dói mais

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais

 

Nossos ídolos

Ainda são os mesmos

E as aparências

Não enganam não

 

Você diz que depois deles

Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer

Que eu tô por fora

Ou então

Que eu tô inventando

Mas é você

Que ama o passado

E que não vê

É você

Que ama o passado

E que não vê

Que o novo sempre vem

 

Hoje eu sei

Que quem me deu a ideia

De uma nova consciência

E juventude

Tá em casa

Guardado por Deus

Contando o vil metal

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo

Tudo o que fizemos

 

Nós ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais

 


                                                                                                                                                                       Belchior


 

Metáfora consiste em uma figura de linguagem extremamente comum na construção de letras de música e poemas. Assinale a alternativa em que é usado esse comum recurso:

 

 
  • A: Das coisas que aprendi/Nos discos.
  • B: Mas é você/Que ama o passado
  • C: Cabelo ao vento/Gente jovem reunida
  • D: Contando o vil metal
  • E: E beijar sua menina na rua

Como Nossos Pais 
 

Não quero lhe falar

Meu grande amor

Das coisas que aprendi

Nos discos

 

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar

 

Eu sei que o amor

É uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto

É menor do que a vida

De qualquer pessoa

 

Por isso cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens

 

Para abraçar seu irmão

E beijar sua menina na rua

É que se fez o seu braço

O seu lábio e a sua voz

 

Você me pergunta

Pela minha paixão

Digo que estou encantada

Como uma nova invenção

 

Eu vou ficar nesta cidade

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

Cheiro de nova estação

 

Eu sinto tudo na ferida viva

Do meu coração

Já faz tempo

Eu vi você na rua

Cabelo ao vento

Gente jovem reunida

 

Na parede da memória

Essa lembrança

É o quadro que dói mais

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais

 

Nossos ídolos

Ainda são os mesmos

E as aparências

Não enganam não

 

Você diz que depois deles

Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer

Que eu tô por fora

Ou então

Que eu tô inventando

Mas é você

Que ama o passado

E que não vê

É você

Que ama o passado

E que não vê

Que o novo sempre vem

 

Hoje eu sei

Que quem me deu a ideia

De uma nova consciência

E juventude

Tá em casa

Guardado por Deus

Contando o vil metal

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo

Tudo o que fizemos

 

Nós ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais

 


                                                                                                                                                                       Belchior

 


Figuras de linguagem são recursos expressivos bastante comuns na linguagem poética. Nos versos abaixo está sendo usado um desses recursos que se baseia na repetição de fonema consonantal. Qual o nome desse recurso?

 

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

 

Alternativas:
  • A: Metáfora
  • B: Anacoluto
  • C: Aliteração
  • D: Assonância
  • E: Dissonância

Como Nossos Pais 
 

Não quero lhe falar

Meu grande amor

Das coisas que aprendi

Nos discos

 

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar

 

Eu sei que o amor

É uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto

É menor do que a vida

De qualquer pessoa

 

Por isso cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens

 

Para abraçar seu irmão

E beijar sua menina na rua

É que se fez o seu braço

O seu lábio e a sua voz

 

Você me pergunta

Pela minha paixão

Digo que estou encantada

Como uma nova invenção

 

Eu vou ficar nesta cidade

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

Cheiro de nova estação

 

Eu sinto tudo na ferida viva

Do meu coração

Já faz tempo

Eu vi você na rua

Cabelo ao vento

Gente jovem reunida

 

Na parede da memória

Essa lembrança

É o quadro que dói mais

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais

 

Nossos ídolos

Ainda são os mesmos

E as aparências

Não enganam não

 

Você diz que depois deles

Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer

Que eu tô por fora

Ou então

Que eu tô inventando

Mas é você

Que ama o passado

E que não vê

É você

Que ama o passado

E que não vê

Que o novo sempre vem

 

Hoje eu sei

Que quem me deu a ideia

De uma nova consciência

E juventude

Tá em casa

Guardado por Deus

Contando o vil metal

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo

Tudo o que fizemos

 

Nós ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais

 


                                                                                                                                                                       Belchior


 

No trecho abaixo existe uma inadequação gramatical pela ausência de vírgula ao final do primeiro verso. A função sintática desempenhada pelo segundo verso se chama:

 

Não quero lhe falar

Meu grande amor

 

Alternativa:
  • A: Vocativo
  • B: Aposto
  • C: Sujeito
  • D: Objeto direto
  • E: Objeto indireto



Como Nossos Pais 
 

Não quero lhe falar

Meu grande amor

Das coisas que aprendi

Nos discos

 

Quero lhe contar como eu vivi

E tudo o que aconteceu comigo

Viver é melhor que sonhar

 

Eu sei que o amor

É uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto

É menor do que a vida

De qualquer pessoa

 

Por isso cuidado, meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens

 

Para abraçar seu irmão

E beijar sua menina na rua

É que se fez o seu braço

O seu lábio e a sua voz

 

Você me pergunta

Pela minha paixão

Digo que estou encantada

Como uma nova invenção

 

Eu vou ficar nesta cidade

Não vou voltar pro sertão

Pois vejo vir vindo no vento

Cheiro de nova estação

 

Eu sinto tudo na ferida viva

Do meu coração

Já faz tempo

Eu vi você na rua

Cabelo ao vento

Gente jovem reunida

 

Na parede da memória

Essa lembrança

É o quadro que dói mais

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Ainda somos os mesmos

E vivemos

Como os nossos pais

 

Nossos ídolos

Ainda são os mesmos

E as aparências

Não enganam não

 

Você diz que depois deles

Não apareceu mais ninguém

Você pode até dizer

Que eu tô por fora

Ou então

Que eu tô inventando

Mas é você

Que ama o passado

E que não vê

É você

Que ama o passado

E que não vê

Que o novo sempre vem

 

Hoje eu sei

Que quem me deu a ideia

De uma nova consciência

E juventude

Tá em casa

Guardado por Deus

Contando o vil metal

 

Minha dor é perceber

Que apesar de termos

Feito tudo, tudo

Tudo o que fizemos

 

Nós ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Ainda somos

Os mesmos e vivemos

Como os nossos pais

 


                                                                                                                                                                       Belchior



Sobre a compreensão da letra da canção como um todo é possível afirmar que:
  • A: Trata-se de uma reflexão política, dando a entender que as pessoas escolhem de maneira ininterrupta os mesmos governantes.
  • B: É uma crítica à falta de oportunidades para as gerações mais novas, que acabam repetindo os padrões das gerações anteriores.
  • C: O título “Como nossos pais” é uma grande metáfora para uma discussão de teor filosófico sobre a imutabilidade das coisas.
  • D: É uma homenagem aos importantes valores que nos são passados pelos nossos antepassados.
  • E: É uma canção que trata da passagem do homem sertanejo para a cidade grande, esta representando o ideal de futuro para o eu-lírico.



Após a leitura desses textos, comparando-os ao conteúdo do Texto 1, é CORRETO afirmar que
  • A: o texto 2 remete a uma ilustração alusiva ao perfil da economia solidária de que trata o Texto 1.
  • B: o texto 3 é uma ilustração que critica o corporativismo inerente à economia solidária tratada no Texto 1.
  • C: os textos 2 e 3 não têm relação com conteúdo do texto 1, exceto quanto ao tema “economia solidária” nele abordado.
  • D: os textos 2 e 3 tratam da exploração de mão de obra das empresas de economia solidária abordada no texto 1.










Leia estes trechos e assinale V diante de afirmativas verdadeiras e F diante das falsas.

 

( ) No trecho “Essa última condição nega a possibilidade de haver uma classe que viva apenas de rendimentos de seu capital, sem tomar parte no trabalho.” [linhas 28 e 29], o autor remete à condição de que os que trabalham na empresa solidária sejam seus donos por igual.

( ) No trecho “É o que acontece quando se associam, de forma igualitária, em geral para aproveitar as vantagens pecuniárias de compras e vendas em comum, sem renunciar à autonomia de produtores individuais ou familiares.” [linhas 9 a 11], o autor explica os meios de produção associados à concentração de renda.

( ) No trecho “Em última análise, a livre competição leva à sua própria superação, ao ser substituída por modalidades monopólicas ou oligopólicas de competição.” [linhas 15 a 17], o autor explana o funcionamento da empresa solidária.

 

A sequência CORRETA é

  • A: V, V, V.
  • B: V, F, F.
  • C: F, V, F.
  • D: F, F, F.










Leia este trecho:

“Isso requer que todos tenham pleno conhecimento do que se passa com a empresa, não podendo haver, obviamente, “segredo do negócio”, que marca as relações hierárquicas na empresa capitalista”.

A função das orações desse período foi adequadamente interpretada nas seguintes alternativas, EXCETO em:

  • A: A oração “não podendo haver, obviamente, ‘segredo do negócio’” tem a função de limitar um termo antecedente da oração que a precede.
  • B: A oração “do que se passa com a empresa” tem a função de completo nominal de um termo da oração que a precede.
  • C: A oração “que todos tenham pleno conhecimento” funciona como objeto direto do verbo da oração principal.
  • D: A oração “que marca as relações hierárquicas na empresa capitalista” funciona como uma oração adjetiva explicativa.








Em relação ao emprego dos elementos coesivos destacados, assinale a alternativa que traz a análise INCORRETA.
  • A: Em “A pedra de toque do capitalismo é a propriedade privada dos meios de produção, mas não de qualquer um.” [linhas 2 a 4], o item mas introduz uma oposição ao que se afirmou.
  • B: Em “Como não há hierarquia, disputas e conflitos podem destruí-la.” [linhas 39 e 40], o termo como introduz uma consequência, corroborando o que foi anteriormente apresentado no texto.
  • C: Em “Desse modo, no capitalismo, o empregado assume um mínimo de responsabilidade pela empresa” [linhas 38 e 39], a expressão desse modo tem a função de introduzir uma conclusão.
  • D: Em “No empreendimento solidário, em princípio, não deve haver problema de disciplina, pois todos têm interesse no seu sucesso.” [linhas 44 e 45], o conector pois expressa uma justificação ou explicação.








Assinale o trecho do texto cujo termo em destaque pode ser substituído pelo termo entre parênteses, sem gerar alteração de sentido no contexto em que se insere.
  • A: “[...] em geral para aproveitar as vantagens pecuniárias de compras e vendas em comum [...]” [linhas 9 e 10] (concessionárias)
  • B: “A Economia Solidária foi concebida como um modo de produção que tornasse impossível a divisão da sociedade [...]” [linhas 24 e 25] (ideada)
  • C: “Por isso, as relações de produção nesse tipo de empresa tendem a ser autoritárias e antagônicas.” [linhas 19 e 20] (conciliáveis)
  • D: “[...] o lucro é o que sobra da receita de vendas depois de deduzidas as despesas, entre as quais avultam os salários.” [linhas 20 e 21] (abrandam)








De acordo com o texto, na empresa solidária, os trabalhadores
  • A: limitam-se ao cumprimento das tarefas que lhes são atribuídas.
  • B: distribuem-se em categorias funcionais hierárquicas de acordo com suas cotas.
  • C: não detêm a propriedade da empresa nem participam dos eventuais prejuízos.
  • D: têm os mesmos direitos de decisão sobre o destino da empresa.

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