Questões de Português para Concursos

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Observe o seguinte segmento: “É preciso ser racional no estudo das questões ambientais. Ou então uma usina vai deixar de ser construída porque há morcegos na caverna.”

O autor dessa frase argumentativa tem como argumento:
  • A: o exemplo de outros povos;
  • B: uma evidência histórica;
  • C: a sua opinião pessoal;
  • D: o fruto de seus estudos;
  • E: uma citação de autoridade

“Como já dizia Millôr Fernandes ‘Devagar se vai ao longe, mas quando se chega lá não se encontra mais ninguém’, desacreditando alguns ditados populares, que, na verdade, não são veículos de sabedoria.”

Nesse caso, a citação de Millôr:
  • A: fornece, simplesmente, um exemplo do pensamento de Millôr Fernandes;
  • B: mostra um pensamento que corrobora algo que é dito pelo autor do texto;
  • C: seleciona uma citação que contraria a opinião expressa no restante do texto;
  • D: destaca uma citação cuja única função é divertir o leitor;
  • E: compartilha o prazer do autor com a citação de Millôr.

Einstein comentou certa vez: “Estranha época a nossa, quando é mais fácil desintegrar o átomo que vencer um preconceito”.

Sobre essa frase, a afirmação adequada é:
  • A: a frase tem clara relação com a experiência pessoal de Einstein;
  • B: o conector “quando” deveria ser substituído por “onde”;
  • C: a estranheza de nossa época está na possibilidade perigosa de desintegrar o átomo;
  • D: “desintegrar o átomo” e “vencer um preconceito” se referem ao espaço moral da existência humana;
  • E: “desintegrar o átomo” é vista aqui como uma ação de fácil realização.

Uma prova de concurso público trazia o seguinte segmento, sobre o qual se deveria fazer uma redação de tipo argumentativo:
“Nós não nos educamos ao mesmo tempo que nos divertimos” era a opinião de um famoso filósofo francês. Tendo por base a sua experiência, você concorda ou discorda dessa opinião?

O segmento abaixo que NÃO mostra ligação coerente ou lógica com o tema abordado é:
  • A: os jogos eletrônicos podem ser educativos;
  • B: muitas sátiras procuram moralizar a sociedade;
  • C: o jogo de xadrez desenvolve o raciocínio;
  • D: a poesia acrescenta beleza à vida humana;
  • E: as piadas podem nos levar à reflexão.

Texto 1 – Os jogos eletrônicos são hoje muito variados. Certamente eles não contribuem para o desenvolvimento motor da criança, mas eles a familiarizam, sob um modo lúdico, com a tecnologia moderna.
Texto 2 – Os jogos eletrônicos familiarizam a criança com a tecnologia moderna. Certamente, os tipos de jogos são variados. Entretanto existem outros jogos que exercitam o corpo.

Sobre a construção desses segmentos, a afirmação correta é:
  • A: os dois textos mostram problemas de ambiguidade;
  • B: o texto 1 traz problemas de coesão;
  • C: os dois textos misturam indevidamente níveis de linguagem;
  • D: o texto 2 se mostra incoerente;
  • E: os dois textos trazem problemas gramaticais.

Chegou ao topo da pequena colina e observou a cena que se lhe apresentava: algumas grandes rochas cercavam uma estreita passagem que conduzia a uma pequena planície. / Essas rochas eram bem altas, o que podia facilitar a existência de cavernas junto ao solo, o que lhes daria abrigo e alguma proteção contra animais. / Não havia à vista existência humana, mas muitas aves voavam ao redor de árvores que se penduravam nas nesgas de terra das encostas, o que fazia prever a presença de outros animais. / Apesar da distância, podia vislumbrar a presença de um rio que cruzava transversalmente a planície...

“Apesar da distância, podia vislumbrar a presença de um rio que cruzava transversalmente a planície...”.

Esse é o último período do texto anterior; sobre o vocabulário nele empregado, a afirmação adequada é:
  • A: o termo “apesar da distância” traz a ideia de causa;
  • B: o segmento mistura linguagem culta e popular;
  • C: o verbo “vislumbrar” mostra dificuldades na visão da cena;
  • D: a forma verbal “cruzava” indica a forma do rio “em cruz”;
  • E: o advérbio “transversalmente” mostra a passagem do rio da esquerda para a direita.

Chegou ao topo da pequena colina e observou a cena que se lhe apresentava: algumas grandes rochas cercavam uma estreita passagem que conduzia a uma pequena planície. / Essas rochas eram bem altas, o que podia facilitar a existência de cavernas junto ao solo, o que lhes daria abrigo e alguma proteção contra animais. / Não havia à vista existência humana, mas muitas aves voavam ao redor de árvores que se penduravam nas nesgas de terra das encostas, o que fazia prever a presença de outros animais. / Apesar da distância, podia vislumbrar a presença de um rio que cruzava transversalmente a planície...

Esse segmento textual é composto por quatro períodos, separados por barras inclinadas.

A afirmativa correta sobre sua estruturação é:
  • A: os quatro períodos apresentam estrutura inteiramente descritiva;
  • B: os períodos mostram uma sequência temporal;
  • C: os períodos trazem seguidamente detalhes da paisagem vista anteriormente;
  • D: os períodos mostram aos leitores uma seleção de elementos estáticos da paisagem;
  • E: o segundo período é o único que mistura descrição e narração.

Chegou ao topo da pequena colina e observou a cena que se lhe apresentava: algumas grandes rochas cercavam uma estreita passagem que conduzia a uma pequena planície. Essas rochas eram bem altas, o que podia facilitar a existência de cavernas junto ao solo, o que lhes daria abrigo e alguma proteção contra animais. Não havia à vista existência humana, mas muitas aves voavam ao redor de árvores que se penduravam nas nesgas de terra das encostas, o que fazia prever a presença de outros animais. Apesar da distância, podia vislumbrar a presença de um rio que cruzava transversalmente a planície...

O personagem desse segmento textual é um homem pré-histórico; sobre a cena observada, pode-se afirmar que seus olhos:
  • A: destacam sobretudo os perigos oferecidos pelo local;
  • B: selecionam os fatores para sua sobrevivência;
  • C: mostram o lado estético da paisagem;
  • D: abrangem a totalidade dos elementos do local;
  • E: observam a cena de longe para perto.

Literatura e justiça
Clarice Lispector
Hoje, de repente, como num verdadeiro achado, minha tolerância para com os outros sobrou um pouco para mim também (por quanto tempo?). Aproveitei a crista da onda, para me pôr em dia com o perdão. Por exemplo, minha tolerância em relação a mim, como pessoa que escreve, é perdoar eu não saber como me aproximar de um modo “literário” (isto é, transformado na veemência da arte) da “coisa social”. Desde que me conheço o fato social teve em mim importância maior que qualquer outro: em Recife os mocambos foram a primeira verdade para mim. Muito antes de sentir “arte”, senti a beleza profunda da luta. Mas é que tenho um modo simplório de me aproximar do fato social: eu queria “fazer” alguma coisa, como se escrever não fosse fazer. O que não consigo é usar escrever para isso, ainda que a incapacidade me doa e me humilhe. O problema de justiça é em mim um sentimento tão óbvio e tão básico que não consigo me surpreender com ele – e, sem me surpreender, não consigo escrever. E também porque para mim escrever é procurar. O sentimento de justiça nunca foi procura em mim, nunca chegou a ser descoberta, e o que me espanta é que ele não seja igualmente óbvio em todos. Tenho consciência de estar simplificando primariamente o problema. Mas, por tolerância hoje para comigo, não estou me envergonhando totalmente de não contribuir para algo humano e social por meio do escrever. É que não se trata de querer, é questão de não poder. Do que me envergonho, sim, é de não “fazer”, de não contribuir com ações. (Se bem que a luta pela justiça leva à política, e eu ignorantemente me perderia nos meandros dela.) Disso me envergonharei sempre. E nem sequer pretendo me penitenciar. Não quero, por meios indiretos e escusos, conseguir de mim a minha absolvição. Disso quero continuar envergonhada. Mas, de escrever o que escrevo, não me envergonho: sinto que, se eu me envergonhasse, estaria pecando por orgulho.

A frase abaixo (retirada do texto) que pode ser modificada para a voz passiva, é:
  • A: Aproveitei a crista da onda;
  • B: O sentimento de justiça nunca foi procura em mim;
  • C: Se bem que a luta pela justiça leva à política;
  • D: ainda que a incapacidade me doa;
  • E: em Recife os mocambos foram a primeira verdade para mim.

Literatura e justiça
Clarice Lispector
Hoje, de repente, como num verdadeiro achado, minha tolerância para com os outros sobrou um pouco para mim também (por quanto tempo?). Aproveitei a crista da onda, para me pôr em dia com o perdão. Por exemplo, minha tolerância em relação a mim, como pessoa que escreve, é perdoar eu não saber como me aproximar de um modo “literário” (isto é, transformado na veemência da arte) da “coisa social”. Desde que me conheço o fato social teve em mim importância maior que qualquer outro: em Recife os mocambos foram a primeira verdade para mim. Muito antes de sentir “arte”, senti a beleza profunda da luta. Mas é que tenho um modo simplório de me aproximar do fato social: eu queria “fazer” alguma coisa, como se escrever não fosse fazer. O que não consigo é usar escrever para isso, ainda que a incapacidade me doa e me humilhe. O problema de justiça é em mim um sentimento tão óbvio e tão básico que não consigo me surpreender com ele – e, sem me surpreender, não consigo escrever. E também porque para mim escrever é procurar. O sentimento de justiça nunca foi procura em mim, nunca chegou a ser descoberta, e o que me espanta é que ele não seja igualmente óbvio em todos. Tenho consciência de estar simplificando primariamente o problema. Mas, por tolerância hoje para comigo, não estou me envergonhando totalmente de não contribuir para algo humano e social por meio do escrever. É que não se trata de querer, é questão de não poder. Do que me envergonho, sim, é de não “fazer”, de não contribuir com ações. (Se bem que a luta pela justiça leva à política, e eu ignorantemente me perderia nos meandros dela.) Disso me envergonharei sempre. E nem sequer pretendo me penitenciar. Não quero, por meios indiretos e escusos, conseguir de mim a minha absolvição. Disso quero continuar envergonhada. Mas, de escrever o que escrevo, não me envergonho: sinto que, se eu me envergonhasse, estaria pecando por orgulho.

“Mas é que tenho um modo simplório de me aproximar do fato social: eu queria ‘fazer’ alguma coisa, como se escrever não fosse fazer. O que não consigo é usar escrever para isso, ainda que a incapacidade me doa e me humilhe. O problema de justiça é em mim um sentimento tão óbvio e tão básico que não consigo me surpreender com ele – e, sem me surpreender, não consigo escrever.”

Nesse segmento do texto foram sublinhados cinco conectores; o conector cujo significado está corretamente indicado, é:
  • A: mas / conclusão;
  • B: como / meio ou instrumento;
  • C: para / direção;
  • D: ainda que / adversidade;
  • E: que / consequência

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