Questões de Português para Concursos

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Assim, o sítio não é apenas o cenário onde a ação pode transcorrer. Ele representa igualmente uma concepção do mundo, da sociedade e do Brasil, bem como uma tomada de posição a propósito da criação de obras para a infância, como se vê no trecho de O irmão de Pinóquio:

No terceiro parágrafo do texto, Assim e bem como estabelecem entre as ideias, correta e respectivamente, as relações de
  • A: causa e simultaneidade.
  • B: conclusão e adição.
  • C: consequência e finalidade.
  • D: concessão e comparação.
  • E: tempo e condição.

Nas passagens – A medida faz parte da estratégia para zerar, em 2050, as emissões de carbono. (1º parágrafo) – e – ... se a energia das baterias provier de fontes emissoras de carbono, como usinas alimentadas com carvão mineral, óleo ou gás natural. (4º parágrafo) –, os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
  • A: finalidade e exemplificação.
  • B: finalidade e condição.
  • C: consequência e causa.
  • D: condição e exemplificação.
  • E: consequência e comparação.

Na passagem – Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio; era um elogio. –, o termo destacado estabelece entre as orações relação de sentido de
  • A: causa, podendo ser substituído por “uma vez que”.
  • B: finalidade, podendo ser substituído por “para que”.
  • C: comparação, podendo ser substituído por “como”.
  • D: condição, podendo ser substituído por “caso”.
  • E: concessão, podendo ser substituído por “embora”.

Considere os trechos a seguir.
•  Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever... (2º parágrafo)
•  Se entre vós houver essa criatura, ... então eu vos direi que nem tudo está perdido... (5º parágrafo)
Os vocábulos em destaque expressam, respectivamente, os sentidos de
  • A: alternativa e oposição.
  • B: conclusão e alternativa.
  • C: tempo e condição.
  • D: oposição e conclusão.
  • E: condição e tempo.

Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque introduz a ideia de explicação no trecho em que se encontra.
  • A: Embora os nomes sejam todos fictícios e os prontuários inventados, a trama central do livro publicado no Peru é real… (3º parágrafo)
  • B: … “o que eu inventei foram as histórias de cada uma das 14 pacientes liberadas, porque eu não tive acesso aos prontuários… (4º parágrafo)
  • C: … e a Anne não me contou por questão de sigilo profissional. Ademais , ela já morreu há muitos anos. (4º parágrafo)
  • D: O psiquiatra era um homem que poderia ter se aposentado oito anos antes, mas que continuou a dirigir a clínica. (5º parágrafo)
  • E: … não conseguia pensar em uma maneira melhor do que fechar a clínica e mandar as pacientes para casa. (5º parágrafo)

Assinale a alternativa em que a vírgula isola uma expressão com sentido de tempo.
  • A: Queremos as partes boas do convívio, que são do nosso interesse... (2º parágrafo)
  • B: Sempre que algo desconfortável começa a se materializar, partimos para o mundo confortável e controlado do celular... (2º parágrafo)
  • C: ... não são só as amizades que estão em risco, mas também as relações amorosas e familiares. (3º parágrafo)
  • D: Apertem os cintos para a sociedade da solidão, com consequências nefastas para todos os campos da vida humana. (3º parágrafo)

O emprego dos sinais de pontuação está de acordo com a norma-padrão em:
  • A: Por mais que, gostemos de roupas novas, é preciso conter o consumismo aproveitando bem, as que já temos.
  • B: O avô dele gosta: de manter o pulôver sempre limpo e no mesmo lugar, de sempre.
  • C: É necessário que de vez em quando se faça; uma organização geral dos objetos, usados em casa.
  • D: Enquanto os pais separavam os brinquedos, cuidadosamente, os filhos viam as roupas que não usavam mais.
  • E: Acumular, objetos que não são mais usados não faz bem, e há pessoas que não têm nada e estão precisando deles.

Assinale a alternativa em que a alteração da pontuação está em conformidade com a norma padrão da língua portuguesa.
  • A: Pode por exemplo, transformar a relação, em romance.
  • B: ... alimentou (um desses modelos) de linguagem com todos os zaps, emails e cartas que tinha da moça.
  • C: Quando percebeu, estava conversando – todos os dias – com a memória de quem amou.
  • D: A tecnologia existe, e será usada...
  • E: Pessoas solitárias encontrarão; cada vez mais em IAs deste tipo – companhia.

Na frase – Bauman fala de “sociedade confessional que eleva a autoexposição pública à categoria de prova eminente e mais acessível, além de verossimilmente mais eficaz, de existência social” –, as aspas são empregadas para
  • A: fazer referência ao título de uma obra.
  • B: distinguir uma citação do restante do texto.
  • C: realçar ironicamente palavras e expressões.
  • D: acentuar o valor significativo de palavras e expressões.
  • E: fazer sobressair expressões estranhas à linguagem comum.

Aspas têm sido úteis no decorrer da minha vida e, imagino, na de inúmeras pessoas também. Na escola, ao usá-las pela primeira vez numa redação, provoquei até emoção na professora. Ganhei elogios. Coisa de que nunca se esquece.
Utilizar aspas em uma palavra ou expressão não significa perdão ou redenção. É falso, também, dizer que amenizam o próprio conteúdo ou o impacto dessas expressões. Ao contrário, todo pensamento escrito, sinalizado ou falado “entre aspas” vale mais ainda, e por duas razões.
Primeiro: usar aspas é uma escolha consciente. Não decidimos abrir aspas pela ameaça de um revólver na cabeça, por chantagem emocional ou financeira. Palavras e expressões entre aspas são selecionadas com autonomia e independência e, assim, refletem e registram opiniões e intenções.
Segundo, ao usar aspas, a pessoa faz uma denúncia de si mesma. Algo do inconsciente humano vive precisamente entre o abre aspas e o fecha aspas. Ao utilizá-las, revelamos um pouquinho do que habitualmente escondemos ou contamos só pela metade, devagarinho, de modo a ir calibrando a reação da sociedade, de quem amamos, de qualquer pessoa ou grupo que nos afete.
Apenas nos últimos dias ecoou dentro de mim um alerta sobre o uso das aspas, pois me dei conta de que esse sinal gráfico em forma de pequenas alças – como as aspas são descritas nos dicionários – é de uso arriscado, enganoso e potencialmente danoso. Seu uso, hoje deduzo, não é tão inofensivo.
(Cláudia Werneck. Aspas nunca mais. www1.folha.uol.com.br, 08.09.2021. Adaptado)


Um trecho do texto que poderia receber aspas, devido às funções que tais sinais gráficos possuem, preservando-se o sentido original, é:
  • A: … me dei conta de que esse “sinal gráfico em forma de pequenas alças” – como as aspas são descritas nos dicionários… (5º parágrafo)
  • B: Aspas têm sido úteis “no decorrer da minha vida” e, imagino, na de inúmeras pessoas também. (1º parágrafo)
  • C: É falso, também, dizer que amenizam “o próprio conteúdo ou o impacto” dessas expressões. (2º parágrafo)
  • D: … de modo a ir calibrando “a reação da sociedade, de quem” amamos, qualquer pessoa ou grupo que nos afete. (4º parágrafo)
  • E: “Não” decidimos abrir aspas pela ameaça de um revólver na cabeça, por chantagem emocional ou financeira. (3º parágrafo)

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