Questões de Português para Concursos

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A expressão no entanto, em “Para Bertolucci, no entanto, o conceito é incorreto.” (último parágrafo), pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
  • A: com isso.
  • B: porque.
  • C: todavia.
  • D: em vista disso.
  • E: portanto.

O vocábulo ou, no contexto do primeiro ao quarto quadrinho, estabelece entre os termos sentido de exclusão, assim como se observa na frase:
  • A: João e Laura são nossos melhores alunos: ele ou ela são ótimos exemplos a serem seguidos por toda a turma.
  • B: Tanto o coordenador quanto o diretor estão à sua disposição; procure um ou outro na secretaria sempre que precisar.
  • C: Existem apenas dois meios de lidar com essa situação difícil: lutar com dignidade ou fugir covardemente.
  • D: A promoção é válida durante todo o fim de semana: dirija-se a uma de nossas lojas no sábado ou no domingo e aproveite! 
  • E: Se precisar trocar a mercadoria, você pode voltar à loja em que fez a compra ou ir a qualquer uma de nossas filiais.

Fragmento do texto:  Se você é uma daquelas pessoas que acredita que o mundo caminha rapidamente para o abismo, o livro Factfulness, de Hans Rosling e família, pode ser um bom remédio. O tom é de autoajuda. O próprio autor usa a expressão “dados como terapia”. Mas isso em nada diminui o valor da obra, cujo propósito é mostrar que o planeta é um lugar bem melhor do que a maioria das pessoas pensa.
O tom é de autoajuda. O próprio autor usa a expressão “dados como terapia”. Mas isso em nada diminui o valor da obra... (1° parágrafo)
O emprego do vocábulo “Mas” permite concluir que, em livros do estilo de Factfulness, o tom de autoajuda pode ser considerado como indício de um texto
  • A: científico.
  • B: literário.
  • C: requintado.
  • D: melancólico.
  • E: defeituoso. 

Assinale a alternativa que substitui a expressão em destaque na passagem “...ainda hoje, a escravidão persiste, só que agora é multiétnica.”, preservando a relação de sentido do original.
  • A: mas
  • B: desde que
  • C: até
  • D: pois
  • E: como

Os dois-pontos na frase “A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano” introduzem uma
  • A: conclusão, podendo ser substituídos por “portanto”.
  • B: explicação, podendo ser substituídos por “pois”.
  • C: condição, podendo ser substituídos por “se”.
  • D: concessão, podendo ser substituídos por “conquanto”.
  • E: oposição, podendo ser substituídos por “porém”.

Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.
Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!.

Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.
(Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)

Na passagem – E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço – os dois-pontos introduzem uma
  • A: condição, podendo ser substituídos por travessão seguido da conjunção se.
  • B: concessão, podendo ser substituídos por vírgula seguida da conjunção portanto.
  • C: explicação, podendo ser substituídos por vírgula seguida da conjunção porque.
  • D: comparação, podendo ser substituídos por ponto-e-vírgula seguido da conjunção como.
  • E: finalidade, podendo ser substituídos por travessão seguido da conjunção para.

Fragmento do texto: A pergunta do título comporta vários níveis de resposta. No plano biológico, a reprodução é um imperativo, fazendo parte de várias das definições de vida. Mas a biologia é só parte da história. A paternidade também encerra dimensões culturais, econômicas e emocionais.
Inspirado em “Anti-Pluralism”, de William Galston, arrisco algumas reflexões sobre a matéria.
Até o começo do século 19, filhos eram um ativo econômico. Ajudavam desde cedo com o trabalho doméstico, colaborando para o bem-estar da família, e ainda faziam as vezes de plano de aposentadoria para os pais.
Hoje, contudo , crianças ficaram caras. E, para piorar, elas demoram muito até começar a trazer contribuições econômicas. Como observa Galston, no espaço de dois séculos, a criação de filhos deixou de ser um bem privado para tornar-se um bem público.

A frase do quarto parágrafo “Hoje, contudo
, crianças ficaram caras.” estabelece, em relação ao que é enunciado no parágrafo anterior, relação com sentido de
  • A: causa.
  • B: condição.
  • C: contraste.
  • D: finalidade.
  • E: proporção.

Eliminando-se o sinal de dois-pontos, no trecho As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa: não vê motivos para celebrações., explicita-se corretamente a relação de sentido entre as orações com a seguinte reescrita:
  • A: As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa, pois não vê motivos para celebrações.
  • B: As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa, entretanto não vê motivos para celebrações.
  • C: As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa; não vê, portanto, motivos para celebrações.
  • D: As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa, à medida que não vê motivos para celebrações.
  • E: As vizinhas querem homenageá-la com uma festa, que ela recusa, caso não veja motivos para celebrações.

Assinale a alternativa em que, na reescrita da frase “ Mas , nos últimos dez anos, o número de imigrantes mexicanos nos EUA diminuiu...”, a substituição do termo em destaque mantém o sentido original e o uso das vírgulas está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: Nos, últimos dez anos portanto , diminuiu o número de imigrantes mexicanos nos EUA...”
  • B: Nos últimos, dez anos apesar disso , diminuiu o número de imigrantes mexicanos nos EUA...”
  • C: Nos últimos dez anos, contudo , diminuiu o número de imigrantes mexicanos nos EUA...”
  • D: Nos últimos dez anos, diminuiu por isso , o número de imigrantes mexicanos nos EUA...”
  • E: Nos últimos dez anos diminuiu, assim o número, de imigrantes mexicanos nos EUA...”

Nem sequer o velho estratagema de a mandar para a escola para descansar um pouco resulta, porque agora a adolescente pode argumentar que gostaria muito de ir para a escola, mas não pode porque o mundo precisa dela.
É correto afirmar que a conjunção destacada expressa a ideia de
  • A: oposição, que pode ser expressa também por “entretanto”.
  • B: restrição, que pode ser expressa também por “contanto que”.
  • C: ressalva, que pode ser expressa também por “apesar de que”.
  • D: condição, que pode ser expressa também por “desde que”.
  • E: concessão, que pode ser expressa também por “embora”.

Exibindo de 6241 até 6250 de 25035 questões.
Atuo no ensino da Língua Portuguesa para concurso público desde 2000.
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