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Todas as frases abaixo mostram a presença da conjunção OU; aquela frase em que ela tem valor de adição é:
  • A: Aquele senhor falava inglês ou francês com facilidade;
  • B: Comprarei um carro novo: um Fusca ou um BMW;
  • C: Ou você se conserta ou desaparece daqui!;
  • D: Rui Barbosa, ou a Águia de Haia, foi famoso jurista;
  • E: Vamos estudar ou seremos reprovados.

Todas as frases abaixo têm por tema a economia; a frase que mostra simultaneamente uma visão negativa da economia e a utilização de vocábulos do campo lexical da economia é:
  • A: Em economia, é fácil explicar o passado. Mais fácil ainda é predizer o futuro. Difícil é entender o presente;
  • B: Nesse mundo nada é inevitável, exceto a morte e os impostos;
  • C: Só um economista imagina que um problema de economia é estritamente econômico;
  • D: O comércio do mundo é conduzido pelos fortes e usualmente opera contra os fracos;
  • E: Economia é muito útil como uma forma de dar emprego aos economistas.

Quando um ato comunicativo não se realiza de forma adequada, isso pode ser explicado por problemas de um dos fatores presentes nesse ato. Observe o caso a seguir.

Roberto chegou atrasado ao cinema e não pôde compreender por que a heroína do filme recusou a casar-se com o campeão mundial de skate.

Aponte a razão da falha na comunicação:
  • A: o código empregado é diferente para o emissor e o receptor;
  • B: a presença de ambiguidade na comunicação;
  • C: os conhecimentos do receptor são insuficientes;
  • D: a mensagem é bastante densa e difícil;
  • E: a pouca colaboração do receptor na compreensão da mensagem.

“Certos gêneros de filmes (os filmes de terror ou de ficção científica, por exemplo) criam um grande estresse no espectador.”

Na frase acima, a preocupação com a objetividade e a clareza da mensagem faz com que o enunciador apele para a seguinte estratégia:
  • A: enumerar diversos aspectos ou componentes da realidade;
  • B: utilizar quantificações precisas;
  • C: empregar vocábulos adequados;
  • D: exemplificar para ilustrar ou esclarecer uma noção;
  • E: explicar um conceito essencial para a frase.

A frase abaixo que mostra conteúdo informativo mais completo e claro é:
  • A: O deputado apresentou novo projeto de lei;
  • B: O encontro será realizado nos dias 26 e 27 de maio;
  • C: A lagoa Rodrigo de Freitas está situada no Rio de Janeiro;
  • D: O pianista vai interpretar uma sonata e certamente, por sua competência, agradará ao público;
  • E: Por causa das chuvas, o rio Gavião (RS) transbordou na tarde de ontem (28).

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.

Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.
O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.
Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.
A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.
Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.
Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.
Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.
(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que o personagem
  • A: partiu de casa confiante no futuro e certo de que não sentiria saudades de nenhum de seus familiares.
  • B: enfrentou uma viagem bastante desconfortável, demasiado barulho no ônibus, rápidas paradas e banheiros sujos.
  • C: estava receoso da convivência com os primos que, embora da mesma faixa etária, havia encontrado pouquíssimas vezes.
  • D: tinha como plano trabalhar de dia e estudar à noite, a fim de obter um emprego que poderia ser no setor público.
  • E: lamentava ser obrigado a trocar o conforto e a fartura da casa paterna para morar com parentes mais humildes.

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.

Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.
O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.
Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.
A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.
Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.
Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.
Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.
(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

Pelas informações do sexto parágrafo, é correto concluir que o personagem
  • A: descreve os incidentes da viagem ao mesmo tempo em que eles ocorrem.
  • B: considera que foram bons os anos que passou na casa dos tios e primos.
  • C: relembra que a vinda para o Rio marcou a separação definitiva entre ele e sua terra natal.
  • D: reconhece que os projetos idealizados por ele durante a viagem infelizmente não se realizaram.
  • E: comenta as primeiras impressões na nova cidade e o entusiasmo que elas lhe provocaram.

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.

Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.
O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.
Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.
A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.
Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.
Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.
Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.
(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

Considere os trechos do texto.

•  Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões… (1º parágrafo)

•  O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem… (2º parágrafo)

•  Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos. (3º parágrafo)

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e sem alteração do sentido original, por
  • A: a resolução; habituais; agitado.
  • B: o desejo; costumeiros; inerte.
  • C: a coragem; improvisados; apreensivo.
  • D: a obrigação; especiais; sereno.
  • E: a chance; apressados; angustiado.

Leia um trecho do romance Anel de vidro, de Ana Luisa Escorel, para responder à questão.

Quando apareceu a decisão de ir para o sul, a mãe começou a pregar botões onde faltavam, cerzir puídos e refazer as barras desfeitas da meia dúzia de calças que levaria.
O pai deu dois ou três conselhos de praxe, o dinheiro da passagem e um pouco mais. O tanto para aguentar perto de quinze dias na casa do tio, onde ficaria até conseguir emprego. E assim foi e ele se despediu, triste por deixar a irmã a quem era bastante ligado. Deve ter recebido a bênção protocolar, de longe. Não era hábito na família os mais velhos ficarem se expondo em demonstrações de afeto. Adulto só encostava em criança para dar cascudo.
Andou sozinho até a rodoviária, sem ninguém junto para encurtar a partida. Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos.
A viagem tomava um dia e uma noite, e eram poucas as paradas em postos de gasolina com bares cheios de moscas e banheiros imundos. No ônibus, cadeiras desconfortáveis e como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco e ele podia descansar enquanto pensava na vida.
Vinha inquieto. Mal conhecia os tios e os primos, três rapazes regulando com ele em idade, nunca sequer os tinha visto. Moravam do outro lado da baía na cidade vizinha e mais modesta. Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças, vinte minutos sobre o mar até o centro rico do Rio de Janeiro que o atraíra para o sul. Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite – Administração de Empresa – e abrir o leque das perspectivas fosse na iniciativa privada, fosse ao abrigo seguro do Estado.
Assim ia encadeando o devaneio e mesmo agora, passados bons anos, tinha viva a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus.
Desembarcou, 24 horas de viagem nas costas, sentiu como se entrasse num mundo sem norte.
(Editora Ouro sobre Azul, 2014. Adaptado)

A relação entre ideias estabelecida pela expressão destacada no trecho do texto está corretamente indicada entre parênteses em:
  • A: … como companheira de viagem uma gente mirrada, graças a Deus, pois assim o barulho era pouco… (tempo)
  • B: … e ele podia descansar enquanto pensava na vida. (comparação)
  • C: Então, para o estudo e o trabalho, teria de se deslocar em barcaças sobre o mar até o centro rico… (conclusão)
  • D: Seu propósito era trabalhar de dia e estudar à noite… (finalidade)
  • E: … a sequência daqueles acontecimentos, talvez porque encerrassem uma etapa selada no adeus. (condição)

Em – Foi carregando a malinha – leve, quase nada dentro –, com um travo no peito e o coração aos trancos. –, a expressão destacada apresenta circunstância adverbial de
  • A: causa, como em: À revelia dos pais, inscreveu-se no curso de engenharia.
  • B: causa, como em: Por negligência, não percebeu o erro no documento.
  • C: modo, como em: Pesquisou horas na internet para encontrar os dados.
  • D: modo, como em: Fez o trajeto turístico com pessoas muito simpáticas.
  • E: modo, como em: Sem qualquer receio, apoiou o colega na empreitada.

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