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Assinale a opção cuja frase apresenta ERRO de pontuação.
  • A: Acumulam-se, no decorrer da vida, experiências diversas.
  • B: Logo depois, quando conseguiu o equilíbrio necessário, atingiu o seu propósito de vida.
  • C: O conhecimento, contudo, não é suficiente para alcançarmos a sabedoria.
  • D: O sábio analisa o mundo a sua volta, e eu, a vida que me cerca.
  • E: As análises psicológica, psicanalítica e terapêutica, não condizem com a da maioria das pessoas.

As reticências podem ser usadas com diferentes finalidades. No trecho “Dorme... dorme... meu...”, encontrado no Texto III, as reticências foram usadas para
  • A: marcar um aumento de emoção.
  • B: apontar maior tensão nos fatos apresentados.
  • C: indicar traços que são suprimidos do texto.
  • D: deixar uma fala em aberto.
  • E: assinalar a interrupção do pensamento.

A mudança na pontuação mantém o sentido da frase original, preservando a norma-padrão da língua, em:
  • A: “Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.” (L. 1-2) / Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho gostar de sossego é uma excentricidade.
  • B: “algumas que não combinam conosco nem nos interessam.” (L. 6-7) / algumas que não combinam conosco, nem nos interessam.
  • C: “Quem não corre com a manada praticamente nem existe,” (L. 15-16) / Quem não corre, com a manada praticamente nem existe,
  • D: “disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hamsters (...)” (L. 19-20) / disparamos sem rumo ou em trilhas determinadas feito hamsters
  • E: “Estar sozinho é considerado humilhante,” (L. 26) / Estar sozinho, é considerado humilhante,


    Um pouco de silêncio 
Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hamsters que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa, ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou amor se “arrumasse" em loja. [...]
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruí- do, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse: — Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas fases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos. LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 41. Adaptado.

No diálogo abaixo, cada fala corresponde a um número. I — Por que ele adquiriu somente um ingresso! II — Comprou dois: um para você outro para mim. III — Mas ele saiu daqui dizendo: “Só comprarei o meu!" IV — Pelo visto você acredita em tudo, o que ele diz. Em relação ao diálogo, a pontuação está correta APENAS em
  • A: I
  • B: III
  • C: I e II
  • D: II e IV
  • E: III e IV

A explicação correta, de acordo com a norma-padrão, para a pontuação utilizada no texto, é a de que
  • A: a vírgula em “É indispensável circular, estar enturmado." (L. 14) indica uma relação de explicação entre os termos coordenados.
  • B: os dois pontos em “se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho." (L. 16-17) assinalam a ideia de consequência.
  • C: as aspas em “(...) se 'arrumasse' (...)" (L. 28) acentuam o sentido de organização do verbo “arrumar".
  • D: os dois pontos em “(...) pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo?" (L. 30-31) indicam dúvida entre duas possibilidades distintas.
  • E: a vírgula antes do “e" em “transa, ganha dinheiro, e come, envelhece," (L. 43) marca a diferença entre dois tipos de enumeração.

A mudança na pontuação mantém o sentido da frase original, preservando a norma-padrão da língua, em:
  • A: “Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade." (L. 1-2) / Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho gostar de sossego é uma excentricidade.
  • B: “algumas que não combinam conosco nem nos interessam." (L. 6-7) / algumas que não combinam conosco, nem nos interessam.
  • C: “Quem não corre com a manada praticamente nem existe," (L. 15-16) / Quem não corre, com a manada praticamente nem existe,
  • D: “disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hamsters (...)" (L. 19-20) / disparamos sem rumo ou em trilhas determinadas feito hamsters
  • E: “Estar sozinho é considerado humilhante," (L. 26) / Estar sozinho, é considerado humilhante,


 A CARTA AUTOMÁTICA

Mais de cem anos depois do surgimento do telefone, o começo dos anos 90 nos oferece um meio de comunicação que, para muitos, resgata um pouco do romantismo da carta. A Internet não usa papel colorido e perfumado, e sequer precisa de selos, mas, para muitos, fez voltar à moda o charme da comunicação por escrito. E, se o provedor não estiver com problemas, faz isso com o imediatismo do telefone. A rede também foi uma invenção que levou algum tempo para cair no gosto do público. Criada em 1993 para uso doméstico, há muito ela já era usada por cientistas universitários que queriam trocar informações. Mas, só após a difusão do computador doméstico, realizada efetivamente há uns quatro ou cinco anos, que o público pôde descobrir sua utilidade. Em The victorian internet, Tom Standage analisa o impacto da criação do telégrafo (surgido em 1837).
Uma nova tecnologia de comunicação permitia às pessoas se comunicarem quase que instantaneamente, estando à longa distância (...) Isto revolucionou o mundo dos negócios.(...) Romances floresceram sob impacto do telégrafo. Códigos secretos foram inventados por alguns usuários e desvendados por outros. (...) O governo e as leis tentaram controlar o novo meio e falharam. (...) Enquanto isto, pelos cabos, uma subcultura tecnológica com seus usos e vocabulário próprio se estabelecia.
Igual impacto teve a Internet. Antes do telégrafo, batizado de “a autoestrada do pensamento”, o ritmo de vida era superlento. As pessoas saíam para viajar de navio e não se ouviam notícias delas durante anos. Os países que quisessem saber se haviam ou não ganho determinada batalha esperavam meses pelos mensageiros, enviados no lombo dos cavalos. Neste mundo em que reinava a Rainha Vitória (1819-1901), o telégrafo provocou a maior revolução das comunicações desde o aparecimento da imprensa. A Internet não chegou a tanto. Mas nada encurta tanto distâncias como entrar num chat com alguém que esteja na Noruega, por exemplo. Se o telégrafo era “a autoestrada do pensamento”, talvez a rede possa ser a “superautoestrada”. Dos pensamentos e das abobrinhas. As tecnologias de conversação realmente mudam as conversas. Apesar de ser de fundamental utilidade para o trabalho e a pesquisa, o correio feito pela rede permite um tipo de conversa diferente daquela que ocorre por telefone. Talvez um dia, no futuro, pesquisadores analisem as razões pelas quais a rede, rápida e imediata e sem o vivo colorido identificador da voz, se presta a bate-papos (via e-mails, chats, comunicadores instantâneos) até mais informais do que os que fazemos por telefone. CAMARGO, Maria Sílvia. 24 dias por hora. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. p. 135-137. Adaptado.

A mudança na pontuação mantém o sentido da frase original, preservando a norma-padrão da língua, em:
  • A: “(...) realizada efetivamente há uns quatro ou cinco anos," (L. 14) / realizada efetivamente há uns quatro, ou cinco anos,
  • B: “(...) analisa o impacto da criação do telégrafo (surgido em 1837)." (L. 16-17) / analisa o impacto da criação do telégrafo: surgido em 1837.
  • C: “Romances floresceram sob impacto do telégrafo. Códigos secretos foram inventados (...)" (L. 21-22) / Romances floresceram sob impacto do telégrafo, códigos secretos foram inventados
  • D: “Igual impacto teve a Internet." (L. 27) / Igual impacto, teve a Internet.
  • E: “(...) não se ouviam notícias delas durante anos." (L. 30) / não se ouviam notícias, delas, durante anos.

“Segundo consta, jactava-se de tomar uma cachacinha antes do jogo, para aumentar a criatividade.” (L. 22-24)

No período acima, os segmentos em destaque indicam, respectivamente,
  • A: condição / consecução.
  • B: conclusão / causa.
  • C: conformidade / finalidade.
  • D: concessão / comparação.
  • E: finalidade / tempo.

Em um texto, a pontuação é fundamental para que a mensagem seja compreendida pelo leitor de forma plena. Dentre os trechos transcritos a seguir, o emprego da vírgula NÃO está corretamente justificado em:
  • A: “Plásticos, tábuas de madeiras, roupas velhas, vidros, duas malas de viagem", (L. 6-7) – enumerar uma sequência de termos.
  • B: “Motorista de uma família que mora próximo ao mirante, Walter Silva", (L. 13-14) – isolar o aposto na estrutura frasal.
  • C: “acredita que os moradores de rua tenham rasgado os sacos e espalhado a sujeira, como resposta a uma operação feita pela subprefeitura, horas antes.", (L. 29-31) – marcar uma estrutura intercalada na frase.
  • D: “A administradora afirmou ainda que, durante a operação, os mendigos ameaçaram os garis e outros funcionários da prefeitura.", (L. 39-41) – identificar elementos com a mesma função sintática.
  • E: “Indagada sobre o tempo em que a via ficou ocupada ilegalmente, Vitória Cervantes disse apenas que eles estavam lá havia 'poucos dias'.", (L. 42-44) – indicar o adjunto adverbial antecipado.

“– Outro dia, veio um turista e separou um monte de artesanato." (L. 25-26)
No trecho transcrito acima, o uso da vírgula no período justifica-se porque
  • A: as orações separam sujeitos diferentes.
  • B: há outra sequência temporal no período.
  • C: há a intenção de enfatizar a oração anterior.
  • D: apresenta estrutura adverbial antecipada.
  • E: é necessário manter o ritmo do texto.

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