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É correto afirmar que a charge
  • A: traz implícita uma crítica ao descaso das pessoas com o meio ambiente.
  • B: deixa claro que não basta às pessoas cuidar da praia: é preciso cantar.
  • C: sugere que o mar leva o lixo para a praia, apesar dos cuidados das comunidades.
  • D: representa, com a música de Caymmi, a importância do mar para a humanidade.
  • E: critica, com bom humor, a preocupação excessiva das pessoas com a natureza.


No contexto em que está empregado, o verbo quebrar significa
  • A: dissipar.
  • B: volver
  • C: rebentar.
  • D: jorrar.
  • E: apontar.



Observe as manchetes, retiradas e adaptadas do site do jornal A Tarde (Salvador, 20.09.2017):

• Trump vai ________ ONU e ameaça “destruir” Coreia do Norte.

• Apresentador é condenado _______ devolver salários ______ emissora.

• Líder quilombola é morto ______ tiros em Simões Filho.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:

  • A: à ... a ... a ... à
  • B: a ... à ... a ... a
  • C: à ... à ... à ... a
  • D: a ... a ... à ... à
  • E: à ... a ... à ... a



                             Ao mar
      Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David...
      O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea* Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros.
      – A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu!
      E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu?
      Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: “Mar, animal rumorejante!” Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou.
      À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu?
      – Joel, vem almoçar! – gritava a mãe.
      Joel viajava ao largo; perto da África.
                                             (Moacyr Scliar, Os melhores contos. Adaptado)
* lugar, no topo dos mastros de embarcações antigas, de onde um marinheiro perscrutava o horizonte, para avistar terra



No conto, narra-se
  • A: a longa travessia de Joel pelo mar, até chegar à África, onde relembra seus valores ancestrais, sendo que a passagem – Os nativos viam-no passar... – mostra a sua relação com os povos que povoam a sua imaginação.
  • B: a separação de Joel e sua família, quando ele decide ir em busca de suas origens que estão além-mar, sendo que a passagem – ... disse adeus à mãe... – exemplifica essa ruptura que representa para ambos um mal necessário.
  • C: o devaneio de Joel, que se enfeitiça ao entoar os cânticos ancestrais e sai a navegar sem rumo pelo mar, sendo que a passagem – E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? – sugere a inexistência real dos monstros.
  • D: a brincadeira de Joel, que simula uma viagem pelos mares com tempestade e monstros a serem enfrentados, sendo que a passagem – Joel vestiu-se rapidamente... – denota o seu desejo de logo aproveitar o novo cenário que se formou.
  • E: o receio de Joel em atravessar o mar, que se contrapunha à sua íntima vontade de viver sob perigo, sendo que a passagem – ... e rostos escuros, monstros soturnos. – comprova a ideia de que ele objetiva derrotar esses monstros.



 Ao mar
      Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David...
      O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de gávea* Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros.
      – A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não o venceu, não o venceu!
      E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu?
      Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário de bordo. Um dia, disse em voz alta: “Mar, animal rumorejante!” Achou bonita esta frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou.
      À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém os viu?
      – Joel, vem almoçar! – gritava a mãe.
      Joel viajava ao largo; perto da África.
                                             (Moacyr Scliar, Os melhores contos. Adaptado)
* lugar, no topo dos mastros de embarcações antigas, de onde um marinheiro perscrutava o horizonte, para avistar terra



Há quebra na narrativa quando a situação é alterada, como acontece na passagem – ... disse adeus à mãe, embarcou numa tábua e pôs-se a remar. – Outro momento no texto em que isso ocorre é:
  • A: As noites se sucediam, estreladas.
  • B: – A la mar! A la mar! – gritava Joel...
  • C: ... e ficava a contemplar as ilhas.
  • D: Joel remava afanosamente...
  • E: – Joel, vem almoçar! – gritava a mãe.

Com as frases – Joel remava afanosamente... – e – Mar, animal rumorejante! –, entende-se que Joel remava
  • A: de forma plácida e se referiu à imensidão do mar.
  • B: com pouco empenho e se referiu à violência do mar.
  • C: de forma intensa e se referiu ao sussuro do mar.
  • D: com imensa volúpia e se referiu ao movimento do mar.
  • E: de tempos em tempos e se referiu à mansidão do mar.

Leia os períodos:

• ... embarcou numa tábua e pôs-se a remar. (1° parágrafo);

• Mas não o venceu, não o venceu! (3° parágrafo);

• Que dizer deles, se nunca ninguém os viu? (4° parágrafo).

As conjunções em destaque nos períodos estabelecem entre as orações, correta e respectivamente, relações de sentido de
  • A: causa, adição e condição.
  • B: conexão, oposição e condição.
  • C: consequência, oposição e explicação.
  • D: conclusão, adição e opção.
  • E: conexão, conclusão e condição.

Quanto à colocação pronominal, as orações – Joel vestiu-se rapidamente... –; – As noites se sucediam, estreladas. – e – Achou bonita esta frase [...]. Depois, nunca mais falou. – estão reescritas, correta e respectivamente, em:
  • A: Rapidamente se vestiu Joel... / Sucediam-se, estreladas, as noites. / Achou bonita esta frase [...]. Depois, nunca mais a falou.
  • B: Se vestiu Joel rapidamente... / As noites, estreladas, sucediam-se. / Achou bonita esta frase [...]. Depois, nunca mais falou-a.
  • C: Joel, rapidamente, se vestiu... / Se sucediam as noites, estreladas. / Achou bonita esta frase [...]. Depois, nunca mais a falou.
  • D: Vestiu-se, rapidamente, Joel... / Sucediam-se, estreladas, as noites. / Achou bonita esta frase [...]. Depois, nunca mais falou-a.
  • E: Joel rapidamente vestiu-se... / Estreladas, se sucediam as noites / Achou bonita esta frase [...]. Depois, nunca mais falou-a.

Assinale a alternativa correta quanto à regência, de acordo com a norma-padrão.
  • A: Joel foi até na janela e constatou de que tudo estava inundado por ali.
  • B: Joel vigiava sempre, e seus pensamentos aludiam nos esplêndidos aventureiros.
  • C: A alimentação de Joel compunha-se em peixes exóticos, que lhe satisfaziam.
  • D: Certa vez, houve uma tempestade à qual durou sete horas, mas sem triunfar em Joel.
  • E: Não se assistiu a nenhum ataque dos monstros, mas Joel estava certo da sua existência.



Uso de eletrônicos em excesso atrasa
 desenvolvimento infantil, diz Unicamp
      Um estudo da Faculdade de Educação da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que as crianças que usam aparelhos eletrônicos sem controle e não brincam, ou brincam pouco, no “mundo real”, podem ter atraso no desenvolvimento. A pesquisa foi realizada com meninos e meninas de 8 a 12 anos de idade, que ficam de quatro a seis horas diante das telas de computadores, tablets, celulares e videogames.
      Para a pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, as crianças que se enquadram nesse perfil acabam não brincando e nem tendo uma rotina, o que afeta o ritmo de construção do desenvolvimento cognitivo.
      Ao todo, 21 meninos e meninas de uma escola particular na região de Campinas passaram por testes para avaliar as capacidades que eles precisam ter para, inclusive, aprender bem o conteúdo ensinado na escola. Para a surpresa da pesquisadora, de todas as crianças, apenas uma mostrou possuir as habilidades esperadas para essa faixa.
      O uso de eletrônicos em si não é exatamente o problema, segundo a pesquisa, mas sim a falta de brincadeiras no “mundo real”.
      “O mais importante é eles brincarem. É preciso oferecer a essas crianças atividades que estimulem a criatividade”.
      Segundo a pesquisa, quando a criança brinca, faz uso de operações que garantem noção operatória de espaço, tempo e causalidade.
(Disponível em http://www.unicamp.br/unicamp/clipping/2016/10/19/ uso-de-eletronicos-em-excesso-atrasa-desenvolvimento-infantil-diz-unicamp. Acesso em 29.09.2016. Adaptado)



Segundo a pesquisa, o baixo desempenho das crianças quanto às habilidades necessárias, inclusive para o desempenho de atividades escolares, está relacionado, principalmente,
  • A: ao tempo que elas gastam brincando, em detrimento das atividades de aprendizagem.
  • B: ao uso de tecnologias como tablets e celulares em horários que deveriam ser dedicados ao estudo.
  • C: à falta de atividades que promovam a criatividade, em virtude do tempo gasto com o uso de eletrônicos.
  • D: à dificuldade delas para assimilar conteúdos que lhes são apresentados por meio das novas tecnologias.
  • E: à dificuldade delas em distinguir a diferença entre as brincadeiras com eletrônicos e as do mundo real.

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