Questões de Português para Concursos

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A concordância das palavras está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa em:
  • A: A dona de casa não suportava ver sujo ou desorganizado seus móveis, vidros e cristais.
  • B: Costumava ser constante a insatisfação da dona de casa com os maus hábitos do marido.
  • C: As almofadas do sofá da sala fora de seu lugar de origem tirava a senhora do sério.
  • D: A dona de casa não gostava de jornais por achar que suas folhas continha fungos e outras sujeiras.
  • E: Para desespero da mulher, os pés do marido estavam frequentemente colocado em cima dos móveis.



Leia o texto para responder à questão.

                                                    O Marajá

      A família toda ria de dona Morgadinha e dizia que ela estava sempre esperando a visita de alguém ilustre. Dona Morgadinha não podia ver uma coisa fora do lugar, uma ponta de poeira em seus móveis ou uma mancha em seus vidros e cristais. Gemia baixinho quando alguém esquecia um sapato no corredor, uma toalha no quarto ou – ai, ai, ai – uma almofada fora do sofá da sala. Baixinha, resoluta, percorria a casa com uma flanela na mão, o olho vivo contra qualquer incursão do pó, da cinza, do inimigo nos seus domínios.
       Dona Morgadinha era uma alma simples. Não lia jornal, não lia nada. Achava que jornal sujava os dedos e livro juntava mofo e bichos. O marido de dona Morgadinha, que ela amava com devoção apesar do seu hábito de limpar a orelha com uma tampa de caneta Bic, estabelecera um limite para sua compulsão por limpeza. Ela não podia entrar em sua biblioteca. Sua jurisdição acabava na porta. Ali dentro só ele podia limpar, e nunca limpava. E, nas raras vezes em que dona Morgadinha chegava à porta do escritório proibido para falar com o marido, esse fazia questão de desafiá-la. Botava os pés em cima dos móveis. Atirava os sapatos longe. Uma vez chegara a tirar uma meia e jogar em cima da lâmpada só para ver a cara da mulher. Sacudia a ponta do charuto sobre um cinzeiro cheio e errava deliberadamente o alvo. Dona Morgadinha então fechava os olhos e, incapaz de se controlar, lustrava com a sua flanela o trinco da porta.



(Luis Fernando Veríssimo. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. Adaptado)




Assinale a alternativa em que há emprego de palavra ou expressão em sentido figurado.
  • A: Dona Morgadinha não podia ver uma coisa fora do lugar...
  • B: Dona Morgadinha era uma alma simples.
  • C: ... achava que jornal sujava os dedos e livro juntava mofo e bichos.
  • D: Ali dentro só ele podia limpar, e nunca limpava.
  • E: Uma vez chegara a tirar uma meia e jogar em cima da lâmpada...

Assinale a alternativa em que o acento indicativo da crase está empregado em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: À visita de alguém ilustre parecia ser sempre aguardada por Dona Morgadinha.
  • B: À qualquer sinal de mancha nos vidros e cristais, punha-se a reclamar baixinho.
  • C: À vista do menor sinal de poeira, a mulher percorria a casa com uma flanela na mão.
  • D: À busca constante por limpeza e organização era o objetivo diário de dona de casa.
  • E: À devoção de Dona Morgadinha pelo marido esbarrava nos maus hábitos do homem.

Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas do trecho.

Se as ideias de Abranches ____________ a ser adotadas, talvez elas ___________ a ordem estabelecida. E, se os governos ___________ o avanço das mudanças climáticas, talvez haja esperanças para o futuro da humanidade.
  • A: vierem, subvertem, deterem
  • B: virem, subvertam, deterem
  • C: vierem, subvertam, detiverem
  • D: vierem, subvertam, deterem
  • E: virem, subvertem, detiverem




 Leia o texto “Ser perspicaz no trabalho” para responder a questão.

As redes sociais, as mensagens eletrônicas e o bate-papo on-line têm dado novos horizontes ao trabalho contemporâneo, mas cobram um preço alto: tornam mais evidentes as fragilidades de comunicação dos profissionais do mercado. Saber como e quando falar com colegas de trabalho, superiores hierárquicos, clientes e fornecedores nem sempre é de conhecimento notório dos brasileiros.

Segundo especialistas, uma das armadilhas é confundir o ambiente mais livre da internet com as exigências da vida profissional. Outra preocupação é com o tempo que vai ser gasto com cada uma das conversas, por isso o desafio é conseguir se comunicar de forma clara e objetiva, com o cuidado de transmitir todas as informações necessárias, sem prolongar inutilmente a troca de mensagens.

Para a professora de língua portuguesa Íris Gardino, é essencial saber qual é o grau de formalidade necessário para os comunicados de trabalho. “Normalmente, as pessoas não recebem qualquer formação para lidar com essas situações. Alguns exageram em formalismos desnecessários e outros acabam escrevendo como se estivessem em um bate-papo com amigos.”

Ela cita como informalidade excessiva o hábito que as pessoas desenvolvem na internet de abreviar o maior número de palavras possível, de empregar termos vagos e imprecisos e de usar formatações de texto menos convencionais, como o uso indiscriminado de fontes, cores de letras, caixa alta e itálico. O problema, segundo a professora, é que muitos profissionais não desenvolvem a habilidade de escrever de forma correta e coerente e ficam dependentes de ferramentas, como os revisores de texto, que apresentam falhas.

Já Celi Langhi, professora na área de gestão de pessoas, chama a atenção para os profissionais que diante de outros colegas muitas vezes se concentram apenas na parte verbal do discurso, mas esquecem que o gestual e a expressão corporal deles no momento em que estão falando também vão gerar uma interpretação para quem está ouvindo a mensagem. “Um elogio feito de maneira displicente pode ser interpretado como uma ironia e vai causar o efeito inverso do pretendido”, exemplifica a especialista.

(Leonardo Fuhrmann. Revista Língua Portuguesa, janeiro de 2014. Adaptado)





Considere a frase reescrita com base nas ideias do texto.

As pessoas precisam de orientação para saber detectar o grau de formalidade adequado aos comunicados de trabalho, entretanto elas normalmente não recebem qualquer orientação desse gênero.

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o pronome que substitui corretamente a expressão destacada e está adequadamente colocado na frase encontra-se na alternativa:

  • A: … não a recebem.
  • B: … não recebem-na.
  • C: … não lhe recebem.
  • D: … não o recebem.
  • E: … não recebem-no.

Leia a charge e responda à questão.



Considere a frase elaborada com base na charge.

O tempo que os futuros esposos gastarão diariamente com a conectividade virtual, comportamento __________ , é um dado a se levar em conta nos relacionamentos atuais.

Para completar corretamente a frase, assinale a alternativa cujo trecho esteja correto de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal.
  • A: ao qual o padre mostra desapontamento
  • B: ao qual o padre faz alusão
  • C: com o qual o padre menciona
  • D: do qual o padre se refere
  • E: do qual o padre recrimina

Na frase dita pelo padre, o pronome “se” exprime reciprocidade da ação. A mesma situação ocorre em:
  • A: Trata-se de reformular o Código Penal e ajustá-lo aos interesses da sociedade.
  • B: Com a chegada da madrugada, fez-se um silêncio assustador no vilarejo.
  • C: Para espanto dos anfitriões, foi-se embora sem dar justificativas.
  • D: Afiam-se facas e tesouras em domicílio.
  • E: Abraçaram-se com euforia, pois não esperavam um reencontro.



Considere a frase.

O autor não se opõe ___ existência de TV em bares e restaurantes e afirma que há situações em que ela é bem-vinda, ____ exemplo do horário de almoço, quando os clientes aproveitam esse curto período para estar _____ par das últimas notícias e dos gols do campeonato.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas dessa frase devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

  • A: a … à … à
  • B: a … à … a
  • C: à … a … a
  • D: à … à … a
  • E: à … a … à

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a expressão destacada no trecho do texto está corretamente substituída pelo pronome em:
  • A: … o restaurante havia colocado uma enorme televisão no jardim… → … o restaurante o havia colocado…
  • B: Perguntei por que haviam decidido instalar o aparelho. → Perguntei por que haviam decidido instalá-la.
  • C: … para os clientes verem as notícias ou os gols da noite anterior. → para os clientes lhes verem.
  • D: … já que as caixas cobriam toda a área do lugar. → já que as caixas a cobriam.
  • E: … o lugar, agora com TV, não vai sentir nossa falta. → … o lugar, agora com TV, não vai sentir-lhe.

Assinale a alternativa em que a frase apresenta a relação correta entre os tempos verbais.
  • A: Na mesa ao lado, um casal havia passado o almoço todo sem trocar palavra, como se estivesse hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
  • B: Na mesa ao lado, um casal estava passando o almoço todo sem trocar palavra, como se esteve hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
  • C: Na mesa ao lado, um casal terá passado o almoço todo sem trocar palavra, como se estará hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
  • D: Na mesa ao lado, um casal passara o almoço todo sem trocar palavra, como se estiver hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.
  • E: Na mesa ao lado, um casal passaráo almoço todo sem trocar palavra, como se estaria hipnotizado pelas informações sobre o plantio de orégano.

Exibindo de 20051 até 20060 de 25035 questões.
Atuo no ensino da Língua Portuguesa para concurso público desde 2000.
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