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                                                  Após 15 anos do Estatuto do Idoso, desafio é cumprir a lei
        Quinze anos após ter sido criada, a principal lei de defesa dos direitos do idoso ainda tem sua aplicação completa como desafio. Em outubro de 2003, quando o chamado Estatuto do Idoso entrou em vigor, 8,5% da população tinha 60 anos ou mais — 15 milhões de pessoas. Hoje, esse grupo já representa 13% do total e supera 27 milhões, segundo o IBGE.
        O envelhecimento da população não tem sido acompanhado por medidas que garantam todos os direitos desse público, dizem especialistas. A baixa oferta de políticas de cuidado para idosos que precisam de apoio, como os chamados centros-dia, é um dos gargalos apontados. Outros problemas são dificuldade no ______________________ saúde, ______________________ abordagem nas escolas sobre ______________________ idoso e falta de políticas de emprego.
        “Existe uma cultura de que envelheceu e acabou: você ganha um pijama, um chinelo e uma poltrona. Queremos mostrar que o idoso continua sendo sujeito de direitos”, diz Delton Pastore, promotor que atua na defesa do idoso no Ministério Público de São Paulo. Para ele, falta integração de serviços ao idoso, como na saúde e na assistência social.
        Desde que entrou em vigor, o estatuto já foi alterado em mais de 20 pontos, por 11 leis. Uma das mais recentes, de 2017, deu prioridade especial no atendimento a quem tem a partir de 80 anos.
        Pesquisa Datafolha mostra que a maioria dos idosos têm visão pessimista sobre as condições do país: 69% deles avaliam que o Brasil está pior hoje do que na sua juventude. Saúde pública e condições de trabalho têm as piores avaliações.
                                             (Natália Cancian e Laís Alegretti. Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/>. 10.07.2018. Adaptado)



A alternativa cujo enunciado emprega palavra(s) em sentido figurado é:
  • A: A baixa oferta de políticas de cuidado para idosos que precisam de apoio, como os chamados centros-dia, é um dos gargalos apontados.
  • B: Uma das mais recentes, de 2017, deu prioridade especial no atendimento a quem tem a partir de 80 anos.
  • C: Queremos mostrar que o idoso continua sendo sujeito de direitos”, diz Delton Pastore, promotor que atua na defesa do idoso no Ministério Público de São Paulo.
  • D: … 69% deles avaliam que o Brasil está pior hoje do que na sua juventude. Saúde pública e condições de trabalho têm as piores avaliações.
  • E: O envelhecimento da população não tem sido acompanhado por medidas que garantam todos os direitos desse público, dizem especialistas.

Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes átonos está de acordo com a norma-padrão.
  • A: Se tem constatado a falta de integração de serviços ao idoso.
  • B: A principal lei de defesa dos direitos do idoso ainda aplica-se parcialmente.
  • C: Se fosse feita uma pesquisa, constataria-se a visão pessimista dos idosos sobre saúde pública.
  • D: Nos últimos anos, tem alterado-se com frequência o Estatuto do Idoso.
  • E: A cultura do “envelheceu e acabou” já se encontra superada.

Assinale a alternativa que preenche as lacunas do trecho a seguir, de acordo com a norma-padrão de concordância nominal.

Não se pode crer em ___________________. A reportagem é falaciosa e nela há ___________________ elementos que justifiquem reações da justiça, ___________________. Os ___________________ informados poderão identificar as inverdades
  • A: meia-verdades … bastante … o mais rigorosa possível … mais bem
  • B: meias-verdades … bastantes … o mais rigorosas possível … mais bem
  • C: meia-verdades … bastantes … o mais rigorosas possível … melhor
  • D: meias-verdades … bastante … o mais rigorosas possíveis … melhor
  • E: meias-verdades … bastante … o mais rigorosas possíveis … mais bem



Na tira, a expressão “tênis da hora” refere-se a um calçado que expõe as horas e “estar em cima da hora” mostra que o pé do menino está sobre a indicação da hora. Além desses sentidos, essas expressões também podem referir-se, correta e respectivamente, aos sentidos de algo
  • A: sem graça e ficar atrasado.
  • B: novo e estar bastante atrasado.
  • C: raro e chegar com muita antecedência.
  • D: conhecido e estar um pouco adiantado.
  • E: interessante e chegar no momento exato.


No contexto da tira, a fala da professora deve ser entendida como uma
  • A: bronca ao aluno, que se atrasou por causa do tênis.
  • B: pergunta ao aluno, para saber se estava atrasado.
  • C: brincadeira com o aluno, que não chegou atrasado.
  • D: advertência ao aluno, porque ele chegou atrasado
  • E: provocação ao aluno, que não se atrasou para a aula.












Nas falas do primeiro quadrinho “Atrasado de novo?” e “Tô com meu tênis novo!”, a palavra “novo” está empregada, correta e respectivamente, em uma

 





  • A: locução adverbial com valor de tempo e como adjetivo.
  • B: locução adjetiva e como advérbio.
  • C: locução adverbial com valor de modo e como substantivo.
  • D: locução adjetiva e como substantivo.
  • E: locução adverbial com valor de afirmação e como adjetivo.




                                                                   ‘Me corrige’, pede o pronome



                                                    Uma das principais marcas do português brasileiro



                                                                   permanece alijada da escrita







 

 






        Me parece cada vez mais claro que o pronome átono em início de frase, como o que acabo de cometer, será o último dos últimos tabus normativos a ser quebrado pelo inexorável abrasileiramento da língua que se entende e se pratica como nossa norma culta.
        É claro que me refiro à língua escrita. Sabe-se que, falando, a maior parte dos brasileiros iniciaria assim esta frase: “Se sabe que...”. Isso inclui pessoas de alta escolaridade e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.
        No livro “Oficina de Texto”, um guia de redação sensatamente equilibrado entre tradição e modernidade, o linguista Carlos Alberto Faraco e o romancista Cristovão Tezza, colunista da Folha, escrevem o seguinte: “Resta praticamente uma única regra universal na colocação de pronomes da língua-padrão escrita: jamais comece uma sentença com pronome átono”.
        Logo em seguida reconhecem que talvez esse não seja bem o único mandamento restante. Para poupar dor de cabeça com revisores e corretores de provas, dizem, vale a pena seguir também a regra “bastante duvidosa” das tais palavras atrativas, como “que”, “quando” e “não”, que sempre puxariam o pronome átono para junto de si.
        No mais, Faraco e Tezza dão ao leitor a bússola de colocação pronominal que julgo definitiva: “Prefira a forma que soar melhor”. Se você é brasileiro, isso exclui quase certamente a mesóclise, além de limitar a lusitana ênclise. Nossa inclinação é naturalmente proclítica.
        O gramático Manuel Said Ali (1861-1953) foi um pioneiro defensor da colocação de pronomes à moda da casa, contra o lusocentrismo dominante em sua época e ainda hoje presente na gramática normativa.
        Argumentava que “a pronúncia brasileira diversifica da lusitana; daí resulta que a colocação pronominal em nosso falar espontâneo não coincide perfeitamente com a do falar dos portugueses”.
        Tudo isso é lindo, mas convém ter sempre em mente o último tabu. Me faça o favor de contrariar sua fala e escrever “Faça-me o favor”, a menos que queira marcar uma posição. Se prepare, nesse caso, para as consequências.
                                                     (Sérgio Rodrigues, “‘Me corrige’, pede o pronome”. Em: Folha de S.Paulo, 02.08.2018. Adaptado)



Ao analisar a questão de colocação pronominal, o autor deixa claro que



  • A: Brasil e Portugal, apesar das diferenças de usos, seguem as mesmas regras no caso dos pronomes.
  • B: o uso brasileiro tende a ser o pronome antes do verbo, diferente do que ocorre com o uso lusitano.
  • C: a similaridade entre a pronúncia brasileira e a portuguesa faz com que as pessoas se confundam com os pronomes.
  • D: o brasileiro emprega melhor os pronomes, porque foge de regras duvidosas, ao contrário dos portugueses.
  • E: os portugueses e os brasileiros tendem a manter a tradição no uso dos pronomes, desprezando a modernidade.




                                                                   ‘Me corrige’, pede o pronome



                                                    Uma das principais marcas do português brasileiro



                                                                   permanece alijada da escrita







 

 






        Me parece cada vez mais claro que o pronome átono em início de frase, como o que acabo de cometer, será o último dos últimos tabus normativos a ser quebrado pelo inexorável abrasileiramento da língua que se entende e se pratica como nossa norma culta.
        É claro que me refiro à língua escrita. Sabe-se que, falando, a maior parte dos brasileiros iniciaria assim esta frase: “Se sabe que...”. Isso inclui pessoas de alta escolaridade e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.
        No livro “Oficina de Texto”, um guia de redação sensatamente equilibrado entre tradição e modernidade, o linguista Carlos Alberto Faraco e o romancista Cristovão Tezza, colunista da Folha, escrevem o seguinte: “Resta praticamente uma única regra universal na colocação de pronomes da língua-padrão escrita: jamais comece uma sentença com pronome átono”.
        Logo em seguida reconhecem que talvez esse não seja bem o único mandamento restante. Para poupar dor de cabeça com revisores e corretores de provas, dizem, vale a pena seguir também a regra “bastante duvidosa” das tais palavras atrativas, como “que”, “quando” e “não”, que sempre puxariam o pronome átono para junto de si.
        No mais, Faraco e Tezza dão ao leitor a bússola de colocação pronominal que julgo definitiva: “Prefira a forma que soar melhor”. Se você é brasileiro, isso exclui quase certamente a mesóclise, além de limitar a lusitana ênclise. Nossa inclinação é naturalmente proclítica.
        O gramático Manuel Said Ali (1861-1953) foi um pioneiro defensor da colocação de pronomes à moda da casa, contra o lusocentrismo dominante em sua época e ainda hoje presente na gramática normativa.
        Argumentava que “a pronúncia brasileira diversifica da lusitana; daí resulta que a colocação pronominal em nosso falar espontâneo não coincide perfeitamente com a do falar dos portugueses”.
        Tudo isso é lindo, mas convém ter sempre em mente o último tabu. Me faça o favor de contrariar sua fala e escrever “Faça-me o favor”, a menos que queira marcar uma posição. Se prepare, nesse caso, para as consequências.
                                                     (Sérgio Rodrigues, “‘Me corrige’, pede o pronome”. Em: Folha de S.Paulo, 02.08.2018. Adaptado)

Nas frases “Uma das principais marcas do português brasileiro permanece alijada da escrita” e “e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia”, os termos destacados significam, correta e respectivamente,






  • A: reforçada e etiqueta.
  • B: natural e popularidade.
  • C: negada e formalidade.
  • D: harmonizada e dignidade.
  • E: desnecessária e polidez




                                                                   ‘Me corrige’, pede o pronome



                                                    Uma das principais marcas do português brasileiro



                                                                   permanece alijada da escrita







 

 






        Me parece cada vez mais claro que o pronome átono em início de frase, como o que acabo de cometer, será o último dos últimos tabus normativos a ser quebrado pelo inexorável abrasileiramento da língua que se entende e se pratica como nossa norma culta.
        É claro que me refiro à língua escrita. Sabe-se que, falando, a maior parte dos brasileiros iniciaria assim esta frase: “Se sabe que...”. Isso inclui pessoas de alta escolaridade e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.
        No livro “Oficina de Texto”, um guia de redação sensatamente equilibrado entre tradição e modernidade, o linguista Carlos Alberto Faraco e o romancista Cristovão Tezza, colunista da Folha, escrevem o seguinte: “Resta praticamente uma única regra universal na colocação de pronomes da língua-padrão escrita: jamais comece uma sentença com pronome átono”.
        Logo em seguida reconhecem que talvez esse não seja bem o único mandamento restante. Para poupar dor de cabeça com revisores e corretores de provas, dizem, vale a pena seguir também a regra “bastante duvidosa” das tais palavras atrativas, como “que”, “quando” e “não”, que sempre puxariam o pronome átono para junto de si.
        No mais, Faraco e Tezza dão ao leitor a bússola de colocação pronominal que julgo definitiva: “Prefira a forma que soar melhor”. Se você é brasileiro, isso exclui quase certamente a mesóclise, além de limitar a lusitana ênclise. Nossa inclinação é naturalmente proclítica.
        O gramático Manuel Said Ali (1861-1953) foi um pioneiro defensor da colocação de pronomes à moda da casa, contra o lusocentrismo dominante em sua época e ainda hoje presente na gramática normativa.
        Argumentava que “a pronúncia brasileira diversifica da lusitana; daí resulta que a colocação pronominal em nosso falar espontâneo não coincide perfeitamente com a do falar dos portugueses”.
        Tudo isso é lindo, mas convém ter sempre em mente o último tabu. Me faça o favor de contrariar sua fala e escrever “Faça-me o favor”, a menos que queira marcar uma posição. Se prepare, nesse caso, para as consequências.
                                                     (Sérgio Rodrigues, “‘Me corrige’, pede o pronome”. Em: Folha de S.Paulo, 02.08.2018. Adaptado)
As informações textuais permitem afirmar que





  • A: as regras duvidosas surgiram porque os autores consideram que se pode usar a forma que soa melhor na comunicação.
  • B: Faraco e Tezza asseveram que inexistem regras para a colocação de pronomes no português brasileiro.
  • C: o uso de pronome átono em início de oração é informal e contraria a língua-padrão escrita.
  • D: revisores e corretores de prova preferem avaliar o uso de pronomes sem usar a ideia de palavras atrativas.
  • E: a colocação pronominal se limita a uma regra universal, seja para o português do Brasil seja para o de Portugal.




                                                                   ‘Me corrige’, pede o pronome



                                                    Uma das principais marcas do português brasileiro



                                                                   permanece alijada da escrita







 

 






        Me parece cada vez mais claro que o pronome átono em início de frase, como o que acabo de cometer, será o último dos últimos tabus normativos a ser quebrado pelo inexorável abrasileiramento da língua que se entende e se pratica como nossa norma culta.
        É claro que me refiro à língua escrita. Sabe-se que, falando, a maior parte dos brasileiros iniciaria assim esta frase: “Se sabe que...”. Isso inclui pessoas de alta escolaridade e não exclui situações em que a comunicação prevê certa cerimônia.
        No livro “Oficina de Texto”, um guia de redação sensatamente equilibrado entre tradição e modernidade, o linguista Carlos Alberto Faraco e o romancista Cristovão Tezza, colunista da Folha, escrevem o seguinte: “Resta praticamente uma única regra universal na colocação de pronomes da língua-padrão escrita: jamais comece uma sentença com pronome átono”.
        Logo em seguida reconhecem que talvez esse não seja bem o único mandamento restante. Para poupar dor de cabeça com revisores e corretores de provas, dizem, vale a pena seguir também a regra “bastante duvidosa” das tais palavras atrativas, como “que”, “quando” e “não”, que sempre puxariam o pronome átono para junto de si.
        No mais, Faraco e Tezza dão ao leitor a bússola de colocação pronominal que julgo definitiva: “Prefira a forma que soar melhor”. Se você é brasileiro, isso exclui quase certamente a mesóclise, além de limitar a lusitana ênclise. Nossa inclinação é naturalmente proclítica.
        O gramático Manuel Said Ali (1861-1953) foi um pioneiro defensor da colocação de pronomes à moda da casa, contra o lusocentrismo dominante em sua época e ainda hoje presente na gramática normativa.
        Argumentava que “a pronúncia brasileira diversifica da lusitana; daí resulta que a colocação pronominal em nosso falar espontâneo não coincide perfeitamente com a do falar dos portugueses”.
        Tudo isso é lindo, mas convém ter sempre em mente o último tabu. Me faça o favor de contrariar sua fala e escrever “Faça-me o favor”, a menos que queira marcar uma posição. Se prepare, nesse caso, para as consequências.
                                                     (Sérgio Rodrigues, “‘Me corrige’, pede o pronome”. Em: Folha de S.Paulo, 02.08.2018. Adaptado)


Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.




  • A: No mais, Faraco e Tezza dão ao leitor a bússola de colocação pronominal... (5° parágrafo)
  • B: Para poupar dor de cabeça com revisores e corretores de provas... (4°parágrafo)
  • C: No livro “Oficina de Texto”, um guia de redação sensatamente equilibrado... (3° parágrafo)
  • D: Isso inclui pessoas de alta escolaridade... (2° parágrafo)
  • E: Me parece cada vez mais claro que o pronome átono em início de frase... (1° parágrafo)

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