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Texto CB2A1-I









Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item a seguir.

De acordo com o texto, as sociedades deste século vivenciaram a substituição da agricultura e, a partir disso, passaram a se submeter ao controle dos proprietários de veículos de informação.
  • A: Certo
  • B: Errado

A expressão “para que o entorno seja completamente desvendado” pode ser substituída, sem alteração de sentido e conforme a norma-padrão da língua, por

 

 

 
  • A: afim de que o entorno seja completamente desvendado.
  • B: embora seja completamente desvendado o entorno.
  • C: contanto que seja completamente desvendado o entorno.
  • D: a fim de que seja completamente desvendado o entorno.
  • E: consoante seja completamente, desvendado o entorno.




Texto CB2A1-I









Com relação às ideias do texto CB2A1-I, julgue o item a seguir.

Infere-se do texto que a desorientação das gerações, em épocas específicas, promove uma radical e simultânea alteração no escopo do trabalho, da riqueza, do poder e do saber humano.
  • A: Certo
  • B: Errado

Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.

SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 - adaptado.
Podemos depreender do texto, EXCETO:

 

 
  • A: Os adultos precisaram aprender a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Enquanto as crianças já nasceram num mundo multitarefado.
  • B: As crianças precisam aprender a focar sua atenção naquilo que é necessário, pois já focam naquilo de que elas gostam.
  • C: É tarefa de pais e professores ensinar a autodisciplina para as crianças.
  • D: Quando recorrem à internet para pesquisar, todos os adultos desviam sua atenção do objetivo inicial e pesquisam temas nada relacionados a ele.
  • E: No mundo de hoje, ensinar a criança a focar naquilo que é preciso é um processo lento e gradual.

Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.

SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11 fev. 2014 - adaptado.
De acordo com o texto, é correto afirmar que:

 
  • A: O excesso de estímulos do entorno faz com que nós, adultos, prestemos mais atenção em apenas uma coisa por vez.
  • B: Para a autora, dirigir é uma atividade prazerosa e desestressante.
  • C: Com o uso da internet, tendemos a buscar as informações pontualmente, pulando palavras e até frases.
  • D: As crianças, atualmente, já nascem com síndromes e distúrbios de atenção, que se agravam com a exposição a diferentes objetos, sons, imagens etc.
  • E: A partir do momento em que as crianças começam a frequentar a escola, elas automaticamente aprendem a ter autodisciplina.

      A destruição da humanidade por uma guerra nuclear está prestes a ser detonada por uma “pirraça impulsiva”, alertou neste domingo [10.12.2017] a Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican), vencedora do Nobel da Paz deste ano.


      “Será o fim das armas nucleares ou será o nosso fim?”, afirmou a líder da Ican, Beatrice Fihn, em discurso ao receber o prêmio, em Oslo, na Noruega.


      Também discursou em Oslo Setsuko Thurlow, 85, sobrevivente do ataque atômico de Hiroshima, em 1945 no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje ela é ativista da Ican.


      Ela foi resgatada dos escombros de um prédio a 1,8 km do epicentro da bomba. A maioria de seus colegas morreu queimada viva.
                                                                                                                (Mundo. Folha de S.Paulo, 10.12.2017. Adaptado)


No contexto da premiação, a presença de Setsuko Thurlow justifica

  • A: o ativismo a favor do armamento nuclear, uma vez que um país não deve ficar desprotegido de seus principais inimigos.
  • B: o apoio à Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares, cuja atenção se volta para os sobreviventes da Segunda Guerra.
  • C: a preocupação das pessoas com a possibilidade de um conflito nuclear, cuja consequência pode ser o fim da humanidade.
  • D: a certeza da humanidade de que, em determinados momentos históricos, a destruição serve para conscientização acerca do poder.
  • E: o desconhecimento por grande parte da população mundial em relação à vida em Hiroshima após o ataque atômico de 1945.





      A destruição da humanidade por uma guerra nuclear está prestes a ser detonada por uma “pirraça impulsiva”, alertou neste domingo [10.12.2017] a Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (Ican), vencedora do Nobel da Paz deste ano.


      “Será o fim das armas nucleares ou será o nosso fim?”, afirmou a líder da Ican, Beatrice Fihn, em discurso ao receber o prêmio, em Oslo, na Noruega.


      Também discursou em Oslo Setsuko Thurlow, 85, sobrevivente do ataque atômico de Hiroshima, em 1945 no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje ela é ativista da Ican.


      Ela foi resgatada dos escombros de um prédio a 1,8 km do epicentro da bomba. A maioria de seus colegas morreu queimada viva.
                                                                                                                (Mundo. Folha de S.Paulo, 10.12.2017. Adaptado)



Em conformidade com a norma-padrão, o primeiro parágrafo pode ser finalizado com a frase:



  • A: Não foram citado nomes, mas EUA e Coreia do Norte têm trocado ameaças devido à testes nucleares do país asiático.
  • B: Embora não tenham citado-se nomes, é sabido que EUA e Coreia do Norte vem trocando ameaças devido os testes nucleares do país asiático.
  • C: Não foi citado nomes, mas EUA e Coreia do Norte vem trocado ameaças devido os testes nucleares do país asiático.
  • D: Embora não tenham-se citados nomes, sabe-se que EUA e Coreia do Norte tem trocado ameaças devido a testes nucleares do país asiático.
  • E: Não foram citados nomes, mas EUA e Coreia do Norte vêm trocando ameaças devido aos testes nucleares do país asiático.

Ensino com diretriz
        Está quase pronto o documento que definirá o padrão nacional para o que crianças e jovens devem aprender até o 9° ano do ensino fundamental. Trata-se da quarta versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
      Caso aprovada até janeiro, a diretriz deve começar a ser implementada nos próximos dois anos.
      A BNCC define conteúdos a serem estudados e competências e habilidades que os alunos devem demonstrar a cada passo da vida escolar. Soa como obviedade, mas não existe norma válida em todo o país que estabeleça de modo preciso a progressão do ensino e o que se deve esperar como resultado.
      Note-se ainda que a base curricular não especifica como alcançar seus objetivos – isso será papel dos currículos a serem elaborados por estados e municípios, que podem fazer acréscimos conforme necessidades regionais.
      A existência de um padrão pode permitir a correção de desigualdades do aprendizado e avaliações melhores. A partir de um limiar mediano de clareza, inteligência pedagógica e pragmatismo, qualquer modelo é melhor do que nenhum. Nesse aspecto, a nova versão da BNCC está perto de merecer nota de aprovação.
      O programa ainda se mostra extenso em demasia, não muito diferente do que se viu nas escolas das últimas décadas, quando raramente foi cumprido. O excesso de assuntos dificulta abordagens mais aprofundadas e criativas.
      A BNCC lembra a Constituição de 1988. Detalhista, arrojada e generosa, mas de difícil aplicação imediata e integral. É indiscutível, de todo modo, a urgência de pôr em prática esse plano que pode oferecer educação decente e igualitária às crianças.
                                                                                                                                       (Editorial. Folha de S.Paulo, 10.12.2017. Adaptado)
No editorial, fica claro que
  • A: a aprovação da BNCC é importante, considerando-se que não existe, em nível nacional, norma válida que define a progressão do ensino e os resultados que dele devem ser esperados.
  • B: o papel da BNCC a ser aprovada é questionável, uma vez que a ação maior ficará com estados e municípios na elaboração de seus currículos.
  • C: a organização da BNCC corresponde a um programa cuja extensão permitirá sua execução, garantindo abordagens mais aprofundadas e criativas.
  • D: a validade da BNCC é relevante, considerando-se que se trata de um documento que não especifica como alcançar os objetivos em relação à progressão de ensino.
  • E: o impacto da BNCC será a longo prazo, considerando-se que ela trata de questão educacional sobejamente discutida, cuja aplicação educacional não é de caráter de urgência.

Ensino com diretriz
        Está quase pronto o documento que definirá o padrão nacional para o que crianças e jovens devem aprender até o 9° ano do ensino fundamental. Trata-se da quarta versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
      Caso aprovada até janeiro, a diretriz deve começar a ser implementada nos próximos dois anos.
      A BNCC define conteúdos a serem estudados e competências e habilidades que os alunos devem demonstrar a cada passo da vida escolar. Soa como obviedade, mas não existe norma válida em todo o país que estabeleça de modo preciso a progressão do ensino e o que se deve esperar como resultado.
      Note-se ainda que a base curricular não especifica como alcançar seus objetivos – isso será papel dos currículos a serem elaborados por estados e municípios, que podem fazer acréscimos conforme necessidades regionais.
      A existência de um padrão pode permitir a correção de desigualdades do aprendizado e avaliações melhores. A partir de um limiar mediano de clareza, inteligência pedagógica e pragmatismo, qualquer modelo é melhor do que nenhum. Nesse aspecto, a nova versão da BNCC está perto de merecer nota de aprovação.
      O programa ainda se mostra extenso em demasia, não muito diferente do que se viu nas escolas das últimas décadas, quando raramente foi cumprido. O excesso de assuntos dificulta abordagens mais aprofundadas e criativas.
      A BNCC lembra a Constituição de 1988. Detalhista, arrojada e generosa, mas de difícil aplicação imediata e integral. É indiscutível, de todo modo, a urgência de pôr em prática esse plano que pode oferecer educação decente e igualitária às crianças.
                                                                                                                                       (Editorial. Folha de S.Paulo, 10.12.2017. Adaptado)
De acordo com o editorial, a implementação da BNCC
  • A: pode comprometer a qualidade da educação, com o excesso de assuntos nela previstos.
  • B: fortalece uma ação cidadã, com o objetivo de ofertar educação decente e igualitária às crianças.
  • C: merece ser aprovada, com a convicção de que é melhor ter essa base do que nenhuma.
  • D: ameaça a qualidade do ensino, com base na ideia de que raramente será cumprida.
  • E: recupera a esperança de uma educação de qualidade, com sua semelhança à Constituição.

Ensino com diretriz
        Está quase pronto o documento que definirá o padrão nacional para o que crianças e jovens devem aprender até o 9° ano do ensino fundamental. Trata-se da quarta versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
      Caso aprovada até janeiro, a diretriz deve começar a ser implementada nos próximos dois anos.
      A BNCC define conteúdos a serem estudados e competências e habilidades que os alunos devem demonstrar a cada passo da vida escolar. Soa como obviedade, mas não existe norma válida em todo o país que estabeleça de modo preciso a progressão do ensino e o que se deve esperar como resultado.
      Note-se ainda que a base curricular não especifica como alcançar seus objetivos – isso será papel dos currículos a serem elaborados por estados e municípios, que podem fazer acréscimos conforme necessidades regionais.
      A existência de um padrão pode permitir a correção de desigualdades do aprendizado e avaliações melhores. A partir de um limiar mediano de clareza, inteligência pedagógica e pragmatismo, qualquer modelo é melhor do que nenhum. Nesse aspecto, a nova versão da BNCC está perto de merecer nota de aprovação.
      O programa ainda se mostra extenso em demasia, não muito diferente do que se viu nas escolas das últimas décadas, quando raramente foi cumprido. O excesso de assuntos dificulta abordagens mais aprofundadas e criativas.
      A BNCC lembra a Constituição de 1988. Detalhista, arrojada e generosa, mas de difícil aplicação imediata e integral. É indiscutível, de todo modo, a urgência de pôr em prática esse plano que pode oferecer educação decente e igualitária às crianças.
                                                                                                                                       (Editorial. Folha de S.Paulo, 10.12.2017. Adaptado)
Assinale a alternativa em que os enunciados expressam, respectivamente, ideia de hipótese e de explicação.
  • A: A BNCC lembra a Constituição de 1988. Detalhista, arrojada e generosa, mas de difícil aplicação imediata e integral. / O excesso de assuntos dificulta abordagens mais aprofundadas e criativas.
  • B: Note-se ainda que a base curricular não especifica como alcançar seus objetivos... / O programa ainda se mostra extenso em demasia, não muito diferente do que se viu nas escolas das últimas décadas, quando raramente foi cumprido.
  • C: Nesse aspecto, a nova versão da BNCC está perto de merecer nota de aprovação. / A partir de um limiar mediano de clareza, inteligência pedagógica e pragmatismo, qualquer modelo é melhor do que nenhum.
  • D: Caso aprovada até janeiro, a diretriz deve começar a ser implementada nos próximos dois anos. / ... isso será papel dos currículos a serem elaborados por estados e municípios, que podem fazer acréscimos conforme necessidades regionais.
  • E: O programa ainda se mostra extenso em demasia, não muito diferente do que se viu nas escolas das últimas décadas, quando raramente foi cumprido. / Nesse aspecto, a nova versão da BNCC está perto de merecer nota de aprovação.

Exibindo de 19151 até 19160 de 25035 questões.