Questões de Português para Concursos

Filtrar por:

limpar filtros

Foram encontradas 25035 questões.
As frases a seguir estruturam-se a partir de uma comparação, à exceção de uma. Assinale-a.
  • A: Sonhos são como deuses: quando não se acredita neles, deixam de existir.
  • B: Um acontecimento vivido é finito. Um acontecimento lembrado é ilimitado.
  • C: O sonho é o domingo do pensamento.
  • D: Pense como homem de ação e aja como homem de pensamento.
  • E: Fantasia não é exatamente uma fuga da realidade. É um modo de entendê-la.

Leia a introdução de um pequeno conto de Carlos Drummond de Andrade:

“O índio, informado de que aquela era a Semana do Índio, esperava na oca a chegada de visitantes, que certamente iriam cumprimentá-lo e levar-lhe algumas utilidades como presente. Chegou foi um homem de papel na mão, convidando-o a mudarse com presteza, pois a terra fora adquirida por uma empresa de reflorestamento. ”
Nas narrativas, como essa, aparece sempre uma situação inicial de harmonia, que é perturbada por uma desarmonia, que é o miolo da narrativa.
A desarmonia neste caso é o fato de
  • A: a Semana do Índio não ser comemorada dignamente.
  • B: a chegada de um homem convidando o índio a mudar-se.
  • C: os visitantes não trazerem objetos de presente.
  • D: o índio não ter recebido cumprimentos dos visitantes.
  • E: terra do índio ter sido adquirida por uma empresa.

“Eu amarei a luz porque ela me mostra o caminho. Contudo, eu suportarei a escuridão, pois ela me mostra as estrelas.”
Assinale a opção que indica a mensagem contida nessa frase.
  • A: Todas as coisas criadas têm a finalidade de dar prazer ao homem.
  • B: A natureza ensina os homens a viver de forma positiva.
  • C: Os aspectos negativos da existência levam à depressão.
  • D: Cada momento de nossas vidas traz aspectos positivos e negativos.
  • E: O lado positivo das coisas deve ser procurado por todos.

Analise o seguinte texto humorístico:
“Larguei a bebida. O ruim é que não lembro onde.”
Nesse texto, o humor é provocado
  • A: pelo fato de a segunda frase dar um novo sentido ao verbo “largar”.
  • B: pela situação incômoda de procurar algo sem saber onde.
  • C: pela decisão anunciada na primeira frase não ter sido bemsucedida.
  • D: pelos erros gramaticais cometidos nas duas frases.
  • E: pela circunstância do esquecimento provocado pela bebida.

Todas as frases a seguir começam por uma metáfora. Assinale a opção que apresenta a frase em que essa metáfora inicial é explicada.
  • A: A loteria é um imposto para os que são ruins em Matemática.
  • B: A humanidade é a imortalidade dos mortais.
  • C: A modernidade é a tensão entre o efêmero e o eterno.
  • D: A vida é uma tragédia: o ato final é a morte.
  • E: Os homens tornaram-se ferramentas de suas ferramentas.

“A imaginação muitas vezes nos conduz a mundos a que nunca fomos, mas sem ela não iremos a nenhum lugar.” Carl Sagan. Nessa frase podemos fazer substituições de termos ou expressões sem que se altere o significado pretendido.
Assinale a opção em que a alteração proposta modifica o sentido original.
  • A: “muitas vezes” = frequentemente.
  • B: “nos conduz a” = nos transporta para.
  • C: “a mundos” = a lugares.
  • D: “mas” = logo.
  • E: “a nenhum lugar” = a lugar algum.

Avalie a frase a seguir.
“Os fumantes são suicidas homeopáticos.”
Isso significa que os fumantes
  • A: não acreditam na medicina tradicional.
  • B: preferem deixar de fumar a morrer.
  • C: matam-se pouco a pouco.
  • D: perdem a vida sem uma razão convincente.
  • E: ingerem remédios prejudiciais à saúde.

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.” Henfil, cartunista.
Sobre a estruturação desse pensamento, assinale a afirmativa correta.
  • A: Os termos frutos, flores, folhas, semente indicam uma progressão de lugar e tempo.
  • B: As três frases que compõem o pensamento apresentam paralelismo sintático, ou seja, mostram estruturação sintática idêntica.
  • C: Cada uma das frases que compõem o pensamento de Henfil apresenta uma retificação da frase anterior.
  • D: As formas verbais das frases componentes desse pensamento indicam uma ação futura.
  • E: Os termos beleza, sombra e intenção indicam aspectos negativos da ação da natureza.

Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens.

Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos
filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos.

Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado.
Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício.
Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam.

Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos.
Santo Agostinho. Confissões. Montecristo Editora. Edição do Kindle, p. 23-24 (com adaptações).

Mantendo-se a coerência do texto, o trecho “com menos cuidado do que de nós exigiam” (quinto parágrafo) poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma: com menos zelo do que nos era exigido.
  • A: CERTO
  • B: ERRADO

Oh, Deus, meu Deus, que misérias e enganos não experimentei, quando simples criança me propunham vida reta e obediência aos mestres, a fim de mais tarde brilhar no mundo e me ilustrar nas artes da língua, servil instrumento da ambição e da cobiça dos homens.

Fui mandado à escola para aprender as primeiras letras, cuja utilidade eu, infeliz, ignorava. Todavia, batiam-me se no estudo me deixava levar pela preguiça. As pessoas grandes louvavam esta severidade. Muitos dos nossos predecessores na vida tinham traçado estas vias dolorosas, por onde éramos obrigados a caminhar, multiplicando os trabalhos e as dores aos
filhos de Adão. Encontrei, porém, Senhor, homens que Vos imploravam, e deles aprendi, na medida em que me foi possível, que éreis alguma coisa de grande e que podíeis, apesar de invisível aos sentidos, ouvir-nos e socorrer-nos.

Ainda menino, comecei a rezar-Vos como a “meu auxílio e refúgio”, desembaraçando-me das peias da língua para Vos invocar. Embora criança, mas com ardente fervor, pedia-Vos que na escola não fosse açoitado.
Quando me não atendíeis — “o que era para meu proveito” —, as pessoas mais velhas e até os meus próprios pais, que, afinal, me não desejavam mal, riam-se dos açoites — o meu maior e mais penoso suplício.
Contudo, pecava por negligência, escrevendo, lendo e aprendendo as lições com menos cuidado do que de nós exigiam.

Senhor, não era a memória ou a inteligência que me faltavam, pois me dotastes com o suficiente para aquela idade. Mas gostava de jogar, e aqueles que me castigavam procediam de modo idêntico! As ninharias, porém, dos homens chamam-se negócios; e as dos meninos, sendo da mesma natureza, são punidas pelos grandes, sem que ninguém se compadeça da criança, nem do homem, nem de ambos.
Santo Agostinho. Confissões. Montecristo Editora. Edição do Kindle, p. 23-24 (com adaptações).

No quinto parágrafo, a palavra “negligência” está empregada com o mesmo sentido de ignorância.
  • A: CERTO
  • B: ERRADO

Exibindo de 9061 até 9070 de 25035 questões.